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Harriet Tubman

Harriet Tubman foi uma abolicionista e ativista americana. Nascida escravizada, Tubman escapou e, subsequentemente, fez 19 missões para resgatar cerca de 300 pessoas escravizadas, incluindo familiares e amigos, usando a rede de ativistas antiescravatura e abrigos conhecida como Underground Railroad. Durante a Guerra Civil Americana, ela serviu como batedora armada e espiã para o exército da União. Em seus últimos anos, Tubman tornou-se uma ativista pela causa do sufrágio feminino.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 01/07/2026
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Nascimento e família

Tubman nasceu Araminta "Minty" Ross de pais escravizados, Harriet ("Rit") Green e Ben Ross. Rit era propriedade de Mary Pattison Brodess (e, posteriormente, de seu filho Edward). Ben era propriedade de Anthony Thompson, que se tornou o segundo marido de Mary Brodess e controlava uma grande plantation perto do rio Blackwater na área de Madison no condado de Dorchester. Assim como muitos escravos nos Estados unidos, não são conhecidos nem o ano, nem o local exato, do nascimento de Tubman e os historiadores diferem sobre qual é a melhor estimativa. Kate Larson registra o ano como 1822, baseando-se no pagamento da parteira e diversos outros documentos históricos, incluindo seu anúncio de fugitiva, enquanto Jean Humez diz que "a melhor evidência atual sugere que Tubman nasceu em 1820, mas pode ter sido um ano ou dois depois". Catherine Clinton observa que Tubman relatou seu ano nascimento como sendo 1825, enquanto seu atestado de óbito lista 1815 e sua lápide lista 1820.

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Infância

A mãe de Tubman foi designada para "a casa grande" e não tinha tempo para sua família; consequentemente, Tubman, durante a infância, cuidou de um irmão mais novo e de um bebê, como era típico de grandes famílias. Quando ela tinha cinco ou seis anos, Brodess a alugou como babá para uma mulher chamada "Srta. Susan". Foi ordenado a Tubman que cuidasse do bebê e balançasse seu berço enquanto dormia; quando ele acordava e chorava, ela era chicoteada. Mais tarde, ela relatou um dia em que foi açoitada cinco vezes antes do café da manhã. Tubman carregou as cicatrizes pelo resto de sua vida. Ela encontrou formas de resistência, como fugir por cinco dias, vestir camadas de roupas como proteção contra surras e revidar. Durante sua infância, Tubman também trabalhou na casa de um fazendeiro chamado James Cook. Ela tinha de checar as armadilhas para ratos nos pântanos próximos, mesmo depois de contrair sarampo. Chegou a ficar tão doente que Cook enviou-a de volta a Brodess, onde sua mãe a tratou até que se curasse. Depois, Brodess alugou-a novamente. Posteriormente, Tubman falou da forte saudade de casa que sentia, comparando-se ao "garoto no rio Swanee", uma alusão a canção "Old Folks at Home" de Stephen Foster. À medida que crescia e ficava mais forte, ela foi designada para trabalhos no campo e na floresta, conduzindo bois, arando o campo e carregando troncos de madeira.

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Família e casamento

Anthony Thompson prometeu alforriar o pai de Tubman aos 45 anos. Depois da morte de Thompson, seu filho cumpriu a promessa em 1840. O pai de Tubman continuou trabalhando como avaliador de madeira e capataz para a família Thompson. Vários anos depois, Tubman entrou em contato com um advogado branco e pagou-lhe cinco dólares para investigar o status legal de sua mãe. O advogado descobriu que um antigo proprietário havia deixado instruções para que Rit, a mãe de Tubman, bem como seu marido, fosse alforriados aos 45 anos. O registro mostrou que uma cláusula similar se aplicaria aos filhos de Rit e que quaisquer crianças nascidas depois de ela ter atingido os 45 anos seriam legalmente livres, mas as famílias Pattison e Brodess ignoraram esta determinação quando herdaram os escravos. Desafiá-los legalmente era uma tarefa impossível para Tubman. Por volta de 1844, ela casou-se com um negro livre chamado John Tubman. Embora pouco se saiba dele ou do tempo que passaram juntos, a união era complicada por conta de seu status de escrava. O status da mãe ditava o de seus filhos (pela doutrina partus sequitur ventrem) e quaisquer filhos nascidos de Harriet e John seriam escravizados. Casamentos mistos deste tipo — negros livres casando-se com negros escravizados — não eram incomuns na costa leste de Maryland, onde, nessa época, metade da população negra era livre. A maioria das famílias afro-americanas tinham tantos membros livres quando escravizados. Larson sugere que, talvez, eles tenham planejado comprar a liberdade de Tubman.

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Fuga da escravidão

Em 1849, Tubman ficou doente outra vez, o que diminuiu seu valor como escrava. Edward Brodess tentou vendê-la, mas não conseguiu encontrar um comprador. Enraivecida pela tentativa de vendê-la e por continuar a escravizar seus parentes, Tubman começou a rezar por seu proprietário, pedindo a Deus que mudasse seu comportamento. Mais tarde, ela disse: "Rezei a noite toda por meu mestre até o primeiro de março; e o tempo todo ele estava trazendo gente para me observar e tentando me vender". Quando parecia que a venda seria concluída, "eu mudei minha prece", ela disse. "No primeiro de março, comecei a rezar, 'Oh, Senhor, se não vai nunca mudar o coração daquele homem, mate-o, Senhor, e tire-o do caminho'". Uma semana depois, Brodess morreu e Tubman lamentou seus sentimentos anteriores. Como em diversas liquidações de propriedades, a morte de Brodess aumentou a probabilidade de que Tubman fosse vendida e sua família dividida. A viúva de Brodess, Eliza, começou a trabalhar para vender os escravos da família. Tubman se recusou a esperar que a família Brodess decidisse seu destino, apesar dos esforços de seu marido para dissuadi-la. "Havia uma de duas coisas a qual eu tinha direito", ela explicou mais tarde, "liberdade ou morte; se não pudesse ter uma, eu teria a outra".

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Apelidada de "Moisés"

Depois de chegar na Filadélfia, Tubman pensou em sua família. "Eu era uma estranha numa terra estranha," ela disse posteriormente. "Meu pai, minha mãe, meus irmãos e irmãs e amigos estavam [em Maryland]. Mas eu estava livre e eles deveriam estar livres". Trabalhou fazendo bicos e juntou dinheiro. Enquanto isso, o Congresso Americano aprovou o Fugitive Slave Act of 1850, que punia rigorosamente o auxílio a fugitivos e forçava policiais — mesmo nos estados que haviam proibido a escravidão — a ajudar em sua captura. A lei aumentou os riscos para escravos fugitivos, o que, consequentemente, aumentou o número dos quais procuraram refúgio no sul de Ontário (então parte da Província do Canadá, a qual, como parte do Império Britânico, havia abolido a escravidão pelo Slavery Abolition Act 1833. Tensões raciais também estavam aumentando na Filadélfia à medida que ondas de imigrantes irlandeses pobres competiam com negros livres por trabalho.

Rotas e métodos

O trabalho perigoso de Tubman requeria enorme engenhosidade; via de regra, ela trabalhava durantes os meses de inverno para minimizar a probabilidade de que o grupo fosse visto. Um admirador de Tubamn disse: "Ela sempre vinha no inverno, quando as noites eram longas e escuras e as pessoas que têm casa ficam em casa". Uma vez feito contato com escravos fugitivos, eles partiam da cidade nas noites de sábado, porque os jornais não publicariam avisos de fuga até a segunda de manhã. Suas jornadas para a terra da escravidão colocavam-na em enorme perigo, e ela usava uma gama de subterfúgios para evitar ser detectada. Uma vez, Tubman se disfarçou com um bonnet (espécie de chapéu de pano mantido no lugar por fitas amarrados sob o queixo) e carregou duas galinhas vivas, fazendo parecer que estava realizando tarefas. De repente, percebendo que estava caminhando em direção a um antigo proprietário no condado de Dorchester, ela puxou a corda que segurava as pernas das galinhas e a agitação lhe permitiu evitar o contato visual. Posteriormente, ela reconheceu um passageiro de trem como sendo outro antigo proprietário; rapidamente, ela surrupiou um jornal próximo e fingiu lê-lo. Como sabia-se que Tubman era analfabeta, o homem a ignorou.

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John Brown e Harpers Ferry

Em abril de 1858, Tubman foi apresentada ao abolicionista John Brown, um insurrecto que advogava pelo uso de violência para destruir a escravidão nos Estados Unidos. Embora ela nunca tenha advogado pela violência contra brancos, Tubman concordava com sua linha de ação direta e apoiava seus objetivos. Como ela, John Brown falou de ter sido chamado por Deus e confiava no divino para protegê-lo da ira dos senhores de escravos. Ela, por sua vez, afirmava ter tido uma visão profética de conhecer Brown antes do encontro de fato. Assim, à medida que ele começou a recrutar apoiadores para um ataque contra os senhores de escravos, Brown recebeu a adesão "General Tubman", como a chamava. O conhecimento desta sobre redes de apoio e recursos nos estados fronteiriços da Pensilvânia, Maryland e Delaware era inestimável para Brown e seus organizadores. Embora outros abolicionistas como Douglass não endossassem suas táticas, Brown sonhava em lutar para criar um novo estado para escravos livres e realizou preparações para ações militares. Ele acreditava que, depois que começassem a primeira batalha, os escravos iriam se insurgir e realizar uma rebelião por todos os estados escravagistas. Ele pediu a Tubman que reunisse ex-escravos que, na época, vivessem no atual sul de Ontário e estivessem dispostos a se unir à sua força de combate, o que ela fez.

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Auburn e Margaret

No início de 1859, o senador republicano abolicionista William H. Seward vendeu a Tubman um pequeno terreno nos arredores da cidade de Auburn, em Nova Iorque por 1 200 dólares. A cidade era um foco do ativismo antiescravagista e Tubman aproveitou a oportunidade para livrar seus pais dos severos invernos canadenses. Retornar aos Estados Unidos significava que escravos fugitivos estavam em risco de serem devolvidos ao sul pela Fugitive Slave Law e os irmãos de Tubman manifestaram receio. Catherine Clinton sugere que sua raiva sobre o Caso Dred Scott pode ter instigado Tubman a retornar aos Estados Unidos. Seu terreno em Auburn tornou-se um refúgio para familiares e amigos de Tubman. Por anos, ela recebeu parentes e inquilinos oferecendo um lugar seguro para negros americanos que buscavam uma vida melhor no norte. Logo depois de adquirir a propriedade em Auburn, Tubman foi a Maryland e retornou com sua "sobrinha", uma jovem negra de oito anos e pele clara chamada Margaret. Há uma grande confusão sobre a identidade dos pais de Margaret, embora Tubman indicasse que fossem negros livres. A garota deixou um irmão gêmeo e ambos os pais em Maryland. Anos depois, a filha de Margaret, Alice, descreveu as ações de Tubman como egoístas, dizendo que "ela havia tirado a criança de uma boa casa, de um local protegido, para um lugar onde não havia ninguém para cuidar dela". Alice descreveu o episódio como um "sequestro".

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Guerra Civil Americana

Quando eclodiu a Guerra Civil Americana em 1861, Tubman viu uma vitória da União como um passo chave em direção a abolição da escravatura. O general Benjamin Butler, por exemplo, auxiliou escravos fugitivos que chegaram em massa no Forte Monroe em Virgínia. Butler declarou estes fugitivos como "contrabando" – propriedade apreendida por forças nortistas – e colocou-os para trabalhar, a princípio sem salário, no forte. Tubman também pretendia oferecer seus conhecimentos e habilidades à causa da União e logo juntou-se a um grupo de abolicionistas de Boston e da Filadélfia que rumava para o distrito de Hilton Head na Carolina do Sul. Ela tornou-se figura permanente nos acampamentos, especialmente em Port Royal, ajudando fugitivos. Tubman encontrou-se com David Hunter, um forte apoiador da causa abolicionista. Ele declarou livres todos os "contrabandos" no distrito de Port Royal e começou a reunir ex-escravos para um regimento de soldados negros. Contudo, o então presidente Abraham Lincoln não estava preparado para impor a emancipação aos estados sulistas e repreendeu Hunter por suas ações. Tubman condenou a resposta de Lincoln e a relutância deste em cogitar o fim da escravidão nos EUA, por razões tanto morais quanto práticas. "Deus não permitirá que mestre Lincoln vença o Sul enquanto ele não fizer a coisa certa", ela disse.

Patrulhamentos e o ataque do Rio Combahee

Quando Lincoln finalmente emitiu a Proclamação de Emancipação em janeiro de 1863, Tubman considerou-a um passo importante em direção ao objetivo de libertar todo o povo negro da escravidão. Ela renovou seu apoio à derrota da Confederação e, logo estava liderando um grupo de batedores pelo terreno ao redor de Port Royal. Os pântanos e rios na Carolina do Sul eram parecidos com aqueles na costa leste de Maryland; assim, seu conhecimento de viagens secretas e subterfúgios entre potenciais inimigos foi de grande valor. Seu grupo, trabalhando sob as ordens de Edwin Stanton, então Secretário da Guerra dos Estados Unidos, mapeou o terreno desconhecido e fez o reconhecimento de seus habitantes. Posteriormente, ela trabalhou ao lado do coronel James Montgomery e forneceu-lhe informações essenciais que ajudaram na tomada da cidade de Jacksonville.

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Últimos anos

Apesar de seus anos de serviço, Tubman nunca recebeu um salário regular e, por anos, foi-lhe negado desagravo. Seu status não-oficial e os pagamentos desiguais oferecidos a soldados negros causaram grande dificuldade na documentação de seu serviço, e o governo dos EUA demorou para reconhecer sua dívida a ela. Seu constante trabalho humanitário por sua família e ex-escravos, enquanto isso, mantinham-na num estado de pobreza constante, e suas dificuldades em obter uma pensão governamental sobrecarregavam-na excessivamente. Tubman passou seus anos remanescentes em Auburn, cuidando de sua família e de outras pessoas necessitadas. Ela teve diversos empregos para manter seus pais, já idosos, e aceitou inquilinos para ajudar a pagar as contas. Um destes foi um fazendeiro de 1,80m chamado Nelson Charles Davis. Nascido na Carolina do Norte, ele serviu com soldado no 8.º Regimento de Infantaria Negra dos Estados Unidos de setembro de 1863 a novembro de 1865. Davis começou a trabalhar em Auburn como pedreiro e Tubman e ele logo se apaixonaram. Embora fosse 22 anos mais jovem que ela, em 18 de março de 1869, eles se casaram na Igreja Presbiteriana Central. Adotaram uma bebê chamada Gertie em 1874 e viveram felizes em família; Nelson morreu em 14 de outubro de 1888 de tuberculose.

Ativismo sufragista

Em seus últimos anos, Tubman trabalhou na promoção da causa do sufrágio feminino. Uma mulher branca perguntou-lhe, certa vez, se acreditava que as mulheres deveriam ter o direito ao voto, e recebeu a seguinte resposta: "Sofri o suficiente para acreditar". Tubman começou a participar de encontros de organizações sufragistas e em pouco tempo estava trabalhando ao lado de mulheres como Susan B. Anthony e Emily Howland. Tubman viajou a Nova Iorque, Boston e Washington, D.C. para manifestar seu apoio ao direito das mulheres de votar. Ela descreveu suas ações durante e após a Guerra Civil, e usou os sacrifícios de incontáveis mulheres ao longo da história moderna como evidência da igualdade entre homens e mulheres. quando a Federação Nacional de Mulheres Afro-Americanas foi fundada em 1896, Tubman foi a oradora principal em sua primeira reunião.

Igreja AMEZ, doença e morte

Na virada do século XX, Tubman envolveu-se intensamente com a Igreja Episcopal Metodista Africana de Sião em Auburn. Em 1903, ela doou uma parte de um imóvel do qual era proprietária à igreja, com a condição de que fosse lá criada uma casa para "negros idosos e indigentes". A casa não seria aberta por cinco anos, e Tubman consternou-se quando a igreja determinou que residentes pagassem uma taxa de entrada de 100 dólares. Ela disse: "Eles fazem uma regra que ninguém podia entrar sem ter 100 dólares. Pois eu queria fazer uma regra que ninguém podia entrar a menos que não tivessem dinheiro nenhum". Ela frustrou-se com a nova regra, mas, ainda assim, foi a convidada de honra quando a Casa Harriet Tubman para Idosos celebrou sua abertura em 23 de junho de 1908.

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Legado

Amplamente conhecida e respeitada em vida, Tubman tornou-se um ícone americano nos anos após sua morte. Um levantamento no fim do século XX nomeou-a como um dos civis mais famosos na história americana depois da Guerra Civil, atrás apenas de Betsy Ross e Paul Revere. Ela inspirou gerações de afro-americanos que lutaram por igualdade e direitos civis; foi elogiada por líderes de todo o espectro político. A cidade de Auburn comemorou sua vida com uma placa no tribunal. Embora a placa demonstrasse orgulho por suas diversas conquistas, seu uso do dialeto conhecido como black english,[b] aparentemente escolhido por sua autenticidade, foi criticado por minar sua estatura como uma americana patriota e humanitária dedicada. Ainda assim, a cerimônia de dedicação foi um tributo poderoso à sua memória, tendo Booker T. Washington como orador principal.

Museus e sítios históricos

Em 1937, foi erigida uma lápide para Harrier Tubman pela Empire State Federation of Women's Clubs; ela foi listada no Registro Nacional de Lugares Históricos em 1999. A Casa Harriet Tubman foi abandonada depois de 1920, mas foi posteriormente renovada pela Igrea AMEZ e aberta como museu e centro de educação. Próximo dali, foi aberta a Biblioteca Comemorativa Harriet Tubman em 1979. No sul de Ontário, a Capela de Salem da Igreja Episcopal Metodista Britânica foi designada um sítio histórico nacional do Canadá em 1999, por recomendação do Conselho de Sítios Históricos e Monumentos do Canadá. A capela em St. Catharines, Ontário, foi um dos focos dos anos de Tubman na cidade, quando ela viveu próximo a ela, no que era um dos principais destinos da Underground Railroad e centro de trabalhos abolicionistas. Na época de tubman, a capela era conhecida como Capela Bethel e era parte da Igreja Episcopal Metodista Africana, antes da mudança para a Igreja Episcopal Metodista Britânica em 1856. A própria Tubman foi designada como uma Pessoa de Significância Histórica Nacional depois da recomendação do Conselho de Sítios Históricos e Monumentos em 2005.

Nota de vinte dólares

Em 20 de abril de 2016, Jack Lew, então Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, anunciou planos para incluir um retrato de Tubman na frente da nota de vinte dólares, movendo o retrato do presidente Andrew Jackson — que foi senhor de escravos — para o verso da nota. Lew orientou o Departamento de Gravura e Impressão para agilizar o processo de reformulação da nota, e esperava-se que a nova nota entrasse em circulação em algum momento depois de 2020. Contudo, em 2017, Steven Mnuchin, então Secretário do Tesouro, disse que não se comprometeria a colocar Tubman na nota de vinte dólares, dizendo: "Há pessoas que estão nas notas há muito tempo. Isto é algo que iremos considerar; no momento, temos questões muito mais importantes nas quais nos focar".

Representações artísticas e literárias

Tubman é o tema de obras de arte canções, romances, esculturas, pinturas, filmes e produções teatrais. Músicos celebraram-na em trabalhos como "The Ballad of Harriet Tubman" de Woody Guthrie, a canção "Harriet Tubman" do compositor Walter Robinson e a canção instrumental "Harriet Tubman" de Wynton Marsalis. Houve diversas óperas baseadas na vida de tubman, incluindo Harriet, the Woman Called Moses, da compositora escocesa Thea Musgrave, que estreou em 1985. Peças teatrais baseadas na vida de Tubman apareceram já em nos anos 1930, quando os dramaturgos May Miller e Willis Richardson incluíram uma peça sobre a vida de Tubman na sua coleção Negro History in Thirteen Plays de 1934. Outras peças sobre Tubman incluem Harriet's Return de Karen Jones Meadows e Harriet Tubman Visits a Therapist de Carolyn Gage.

Outras honrarias e celebrações

Tubman é celebrada ao lado de Elizabeth Cady Stanton, Amelia Bloomer e Sojourner Truth no calendário de santos da Igreja Episcopal dos Estados Unidos em 20 de julho. o calendário de santos da Igreja Luterana Evangélica lembra Tubman e Sojurner Truth em 10 de março. Desde 2003, o estado de Nova Iorque também celebra Tubman no dia 10 de março, embora este dia não seja um feriado. Vários prédios, organizações e entidades receberam o nome Tubman em honra dela. Isto inclui dezenas de escolas, ruas e estradas em diversos estados, e várias igrejas, organizações sociais e agências governamentais. Em 1944, a marinha dos Estados Unidos lançou o SS Harriet Tubman, o primeiro navio da Classe Liberty a receber um nome de uma mulher afro-americana. Um asteroide, (241528) Tubman, recebeu este nome em 2014. Uma seção do bosque do Parque Wyman, em Baltimore, Maryland, recebeu o nome Harriet Tubman Grove em março de 2018; o bosque foi anteriormente o local de duas estátuas de generais confederados Robert E. Lee e Stonewall Jackson, com ambas sendo removidas do parque em agosto de 2017.

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Fontes consultadas

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