A Wizard of Earthsea
A Wizard of Earthsea é um romance de fantasia escrito por Ursula K. Le Guin e publicado pela primeira vez nos Estados Unidos em 1968 pela Parnassus Press. Considerado um clássico da literatura infantil e de fantasia, a história se passa no arquipélago ficcional de Terramar e acompanha o jovem feiticeiro Ged, nascido em um pequeno vilarejo na ilha de Gont. Ele demonstra deter grande poder ainda criança e por isso é enviado para uma escola de magia, mas sua natureza irritadiça o faz entrar em conflito com outro estudante. Um feitiço de Ged dá errado durante um duelo e ele libera uma criatura das sombras, com Ged partindo então em uma jornada para se libertar dessa criatura.
Os conceitos iniciais da ambientação de Terramar foram desenvolvidos por Ursula K. Le Guin nos contos "The Word of Unbinding" e "The Rule of Names", ambos publicados em 1964 na revista Fantastic. Estas histórias foram depois publicadas na antologia The Wind's Twelve Quarters em 1975. Terramar também foi usada de ambientação para um conto que a autora escreveu em 1965 ou 1966 e que nunca foi publicado. Herman Schein, editor da Parnassus Press e marido da ilustradora Ruth Robbins, pediu para Le Guin tentar escrever um livro "para crianças mais velhas", lhe concedendo liberdade total sobre o assunto e abordagem. Ela não tinha experiência alguma em literatura infantojuvenil, que tinha crescido em proeminência no final da década de 1960. Le Guin se inspirou em seus contos e começou a trabalhar em A Wizard of Earthsea. Ela afirmou que o livro era parcialmente uma resposta à imagem de feiticeiros como velhos e sábios, além de reflexões sobre de onde eles vem. A autora depois disse que escolheu o gênero de fantasia e o tema da transição à vida adulta tendo um público adolescente em mente.
Ambientação
"Apenas no silêncio a palavra,apenas nas trevas a luz,apenas na morte a vida: o voo do falcão reluzno céu límpido." Terramar é um arquipélago cujas ilhas foram levantadas do oceano por um ser chamado Segoy. O mundo é habitado tanto por humanos quanto por dragões, com a maioria dos humanos tendo algum dom mágico inato, com alguns sendo magos ou feiticeiros mais habilidosos. O mundo é mostrado como sendo baseado em um delicado equilíbrio que a maioria dos habitantes desconhece, mas que é abalado por alguém nos três primeiros livros da série. Terramar é uma sociedade pré-industrial e possui culturas diferentes dentro do amplo arquipélago. A maioria dos personagens são de povos hárdicos de pele escura e que povoam a maioria das ilhas. Quatro grandes ilhas orientais são habitadas pelo povo karginês de pele branca, que desprezam a magia e enxergam os hárdicos como feiticeiros malignos. Os kargineses, por sua vez, são considerados um povo bárbaro pelos hárdicos. As terras no Extremo Oeste do arquipélago são consideradas domínio de dragões.
Sumário do enredo
O romance segue um jovem rapaz chamado Duny, apelidado de Gavião (Sparrowhawk, no original), nascido na ilha de Gont. Ao descobrir que o rapaz possui um grande poder inato, sua tia o ensina o pouco de mágica que conhece. Quando sua vila é atacada por invasores de Karg, Duny conjura uma neblina para esconder a vila e seus habitantes, permitindo-lhes expulsar os Kargs. Ao ter conhecimento disto, o poderoso mago Ogion assume Duny como seu aprendiz, dando a este seu nome verdadeiro: Ged. Ogion tenta instruir Ged acerca do "equilíbrio", a ideia de que a magia pode causar distúrbios na ordem natural do mundo se usada incorretamente. Contudo, numa tentativa de impressionar uma garota, Ged procura o grimório de Ogion e, por descuido, invoca uma sombra estranha, que tem de ser banida por Ogion. Sentindo a impulsividade de Ged e a impaciência deste com seus métodos vagarosos de ensino, Ogion o envia para a renomada escola de magos na ilha de Roke.
Publicação
A Wizard of Earthsea foi publicado pela primeira vez em 1968 pela Parnassus Press em Berkeley, um ano antes de The Left Hand of Darkness, romance de ficção científica de Le Guin que é considerado um divisor de águas. Foi uma conquista pessoal para Le Guin, já que representou sua primeira tentativa de escrever para crianças; anterior a isto, ela havia escrito apenas alguns poucos romances e contos. O livro também foi sua primeira tentativa de escrever fantasia ao invés de ficção científica. A Wizard of Earthsea foi o primeiro dos livros de Le Guin a receber vasta atenção da crítica, e tem sido descrito como seu trabalho mais conhecido, como parte da série Earthsea. O livro teve diversas edições, incluindo uma edição ilustrada da Folio Society lançada em 2015. Também foi traduzido para diversas línguas. Uma edição omnibus com todas as obras da série está planejada para ser lançada em 2018 no 50.° aniversário da publicação de A Wizard of Earthsea.
Imagem: Éric Messel · BY-SA · Openverse
Como literatura infantil
O reconhecimento inicial do livro veio de críticos de literatura infantil, entre os quais foi ovacionado. A Wizard of Earthsea foi recebido ainda mais positivamente no Reino Unido quando foi lançado em 1971, o que, de acordo com White, refletiu a admiração maior dos críticos britânicos sobre a literatura infantil de fantasia. Em sua coleção comentada Fantasy for Children (1975), a crítica britânica Naomi Lewis descreveu o livro da seguinte maneira: "[Não é] o livro mais fácil de ser folheado casulamente, mas os leitores que se empenharem irão se descobrir num dos mais importantes trabalhos de fantasia do nosso tempo." Da mesma forma, a acadêmica Margaret Esmonde escreveu em 1981 que "Le Guin tem enriquecido a literatura infantil com aquilo que pode ser sua melhor alta fantasia", enquanto que numa resenha para o Guardian da autora e jornalista Amanda Craig disse que se tratava do "romance infantil mais emocionante, sábio e belo de todos os tempos, [escrito] numa prosa tesa e limpa como uma vela de barco." Discutindo o livro numa reunião de bibliotecários de literatura infantil, Eleanor Cameron elogiou o processo de construção do cenário na história, dizendo que "é como se a própria [Le Guin] tivesse vivido no arquipélago." O autor David Mitchell chamou Ged de uma "soberba criação", e argumentou que ele era um mago mais fácil de se identificar do que com aqueles retratados em grandes obras de fantasia da época. De acordo com ele, personagens como Gandalf eram "variações do arquétipo de Merlin, um aristocrata branco e sábio entre feiticeiros" com pouco espaço para crescer, enquanto que Ged se desenvolveu como personagem ao longo de sua história. Mitchell também elogioi os outros personagens da história, os quais disse que pareciam possuir uma "vida interior completamente bem-pensada", apesar de serem presenças fugazes. A Encyclopedia of Science Fiction de 1995 disse que os livros da série foram considerados os melhores livros de ficção científica para crianças no período pós-Segunda Guerra Mundial.
Como fantasia
Comentadores observaram que, em geral, os romances da série Earthsea receberam menos atenção da crítica por serem considerados literatura infantil. A própria Le Guin criticou este tratamento da literatura infantil, descrevendo-o como "sordidez chauvinista de adultos". Em 1976, o acadêmico George Slusser criticou a "classificação de publicação tola que designa a série original como 'literatura infantil'". Barbara Bucknall afirmou que "Le Guin não estava escrevendo para crianças jovens quando escreveu estas fantasias, nem para adultos. Ela estava escrevendo para 'crianças mais velhas.' Mas, em verdade, ela pode ser lida, assim como Tolkien, por crianças de dez anos e por adultos. Estas histórias são eternas, pois lidam com problemas que confrontamos em qualquer idade." Somente anos depois foi que A Wizard of Earthsea recebeu atenção de um público mais amplo. O acadêmico T.A. Shippey esteve entre os primeiros a tratar A Wizard of Earthsea como literatura séria, assumindo em sua análise do volume que ele merecia ficar ao lado das obras de C. S. Lewis e Fiódor Dostoiévski, entre outros. Margaret Atwood disse que via o livro como "um livro de fantasia para adultos", e acrescentou que o livro poderia ser categorizado tanto como ficção para jovens adultos quanto como fantsia, mas já que lidava com temas como "vida e mortalidade e quem somos enquanto seres humanos", poderia ser lido e apreciado por qualquer acima dos doze anos. A Encyclopedia of Science Fiction ecoou esta visão, diendo que o atrativo da série ia "muito além" dos jovens adultos para quem foi escrita. A enciclopédia continuou, elogiando o livro como "austero, porém vívido", e disse que a série era mais bem pensada que os livros de Nárnia, escritos por C.S. Lewis. Em sua história da fantasia, publicada em 1980, o autor Brian Attebery chamou a trilogia Earthsea de "a fantasia americana mais desafiante e rica até agora". Slusser descreveu o Earthsea cycle como uma "obra de alto estilo e imaginação", a trilogia original como um produto de "genuína visão épica". Em 1974, o crítico Robert Scholes comparou favoravelmente a obra de Le Guin a de C. S. Lewis, dizendo que "onde C. S. Lewis elaborou um conjunto de valores especificamente cristãos, Ursula Le Guin trabalha não com uma teologia, mas com uma ecologia, uma cosmologia, uma reverência pelo universo como estrutura que se auto-regula." Ele acrescentou que os três romances de de Earthsea eram um legado suficiente para qualquer pessoa deixar ao mundo. Em 2014, David Pringle chamou-o de "uma linda história — poética, emocionante e profunda".
Reconhecimento
A Wizard of Earthsea ganhou diversos prêmios, como o Boston Globe–Horn Book Award em 1969, e foi uma das últimas obras a receber o Lewis Carroll Shelf Award dez anos depois. Em 1984, ele ganhou o Zlota Sepulka ou o "Sepulka de Ouro" na Polônia. Em 2000, a American Library Association concedeu a Le Guin o Margaret A. Edwards Award de literatura infantojuvenil. O prêmio citou seis de seus trabalhos, incluindo os primeiros quatro volumes da série Earthsea, The Left Hand of Darkness e The Beginning Place. Uma pesquisa de opinião feita em 1987 pela revista Locus classificou A Wizard of Earthsea em terceiro lugar na lista de "Melhores Romances de Fantasia de Todos os Tempos", enquanto que, em 2014, David Pringle listou-o na 39.ª posição em sua lista de 100 melhores romances na fantasia moderna.
Influência
O livro é visto como amplamente influente dentro do gênero de fantasia. Margaret Atwood chamou-o de um dos "mananciais" da literatura de fantasia, ilustrando a influência de Le Guin sobre o gênero. A Wizard of Earthsea foi comparado a outras grandes obras de alta fantasia como O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, e The Wonderful Wizard of Oz, de L. Frank Baum. A ideia de que nomes podem exercer poder também está presente no filme A Viagem de Chihiro (2001), de Hayao Miyazaki; críticos também sugeriram que a ideia se originou na própria série Earthsea. O romancista David Mitchell, autor de Cloud Atlas, descreveu A Wizard of Earthsea como um forte influência sobre ele, e disse que sentia um desejo de "usar palavras com o mesmo poder que Ursula Le Guin".
Imagem: Pioneer Library System · BY-NC-ND · Openverse
Transição para a vida adulta
A Wizard of Earthsea se foca na adolescência de Ged e sua transição à vida adulta, e, juntamente com as outras duas obras da trilogia original, este livro forma uma parte do retrato dinâmico do processo de envelhecer. Juntos, os três romances acompanham Ged desde a infância até a velhice, com cada um deles também seguindo a transição de um personagem diferente à vida adulta. O romance é, frequentemente, descrito como um bildungsroman. Mike Cadden afirmou que o livro é uma história convincente "para um leitor tão jovem e, possivelmente, tão obstinado como Ged, e um leitor que, logo, identifica-se com ele". A transição de Ged à vida adulta também entrelaça-se com a jornada física que ele empreende ao longo do romance.
Equilíbrio e temas taoístas
O mundo de Terramar é retratado como sendo baseado num delicado equilíbrio, do qual a maioria de seus habitantes está ciente, mas que é quebrado por alguém em cada um dos romances da trilogia original. Isto inclui um equilíbrio entre terra e mar (implícito no nome Terramar), e entre o povo e seu meio ambiente natural. Além do equilíbrio físico, há um equilíbrio cósmico maior, do qual todos estão cientes, e o qual magos estão incumbidos de manter. Descrevendo este aspecto de Terramar, Elizabeth Cummins escreveu: "o princípio dos poderes em equilíbrio, o reconhecimento de que cada ato afeta o eu, a sociedade, o mundo e o cosmos, é um princípio tanto físico quanto moral do mundo de fantasia de Le Guin." O conceto de equilíbrio se relaciona ao outro grande tema do romance: a transição à vida adulta, pois o conhecimento de Ged acerca das consequências de suas próprias ações para o bem ou para o mal é necessário para que ele entenda como é mantido o equilíbrio. Durante sua estada na escola em Roke, o Mestre de Mão lhe diz: .mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}
Nomes verdadeiros
No universo ficcional de Le Guin, saber o nome verdadeiro de uma coisa ou de uma pessoa é ter poder sobre ela. Cada criança recebe um nome verdadeiro quando atingem a puberdade, um name que eles partilham apenas com amigos íntimos. Diversos dragões nos romances posteriores da série, como Orm Embar e Kalessin, são mostrados como vivendo abertamente com seus nomes, que não dão poder a ninguém sobre eles. Em A Wizard of Earthsea, contudo, retrata-se Ged como tendo poder sobre Yevaud. Cadden escreve que isto se dá porque Yevaud ainda tem uma fixação por riquezas e posses materiais, e, logo, é compelido pelo poder de seu nome. Magos exercem sua influência sobre o equilíbrio através do uso de nomes, deste modo ligando este tema à representação que Le Guin faz de uma equilíbrio cósmico. De acordo com Cummins, esta é a maneira de Le Guin demonstrar o poder da linguagem em moldar a realidade. Já que a linguagem é a ferramente que usamos para nos comunicar sobre o meio ambiente, ela argumenta que também permite aos seres humanos afetá-lo, e o poder dos magos de usar nomes simboliza isto. Cummins continou, fazendo um paralelo entre o uso de nomes por um mago para mudar coisas e o uso criativo de palavras na escrita ficcional. Shippey escreveu que a magia de Terramar parece funcionar através daquilo que chamou de "teoria de Rumpelstilskin", na qual nomes possuem poder. Ele argumentou que esta representação era parte do esforço de Le Guin de enfatizar o poder das palavras sobre objetos, o qual, de acordo com Shippey, vai de encontro à ideologia de outros escritores de fantasia, como James Frazer em The Golden Bough. Esmonde argumentou que cada um dos três primeiros livros da série depende de um ato de confiança. Em A Wizard of Earthsea, Vetch confia a Ged seu nome verdadeiro quando este está, emocionalmente, em seu pior momento, dando a Ged, deste modo, completo poder sobre ele. Posteriormente, Ged faz a mesma oferta a Tenar em The Tombs of Atuan, permitindo, assim, que ela aprender a confiar.
Linguagem e tom
A Wizard of Earthsea e outros romances do Earthsea cycle diferem marcadamente das primeiras obras do Hainish cycle de Le Guin, embora tenham sido escritas em épocas similares. George Slusser descreveu os trabalhos de Earthsea como fornecendo um contrapeso ao "pessimiso excessivo" dos romances do Hainish cycle. Ele enxergou, nos primeiros, um retrato positivo da ação individual, em contraste com obras como "Vaster than Empires and More Slow". A Encyclopedia of Science Fiction disse que o livro estava permeado de uma "jovialidade séria". Discutindo o estilo de suas obras de fantasia, a própria Le Guin disse que, na fantasia, era necessário ser clara e direto com a linguagem, pois não há uma estrutura conhecida na qual a mente do leitor posso se basear.
Mito e o gênero épico
A Wizard of Earthsea possui fortes elementos do gênero épico; por exemplo, o lugar de Ged na história de Terramar é descrito logo no início do livro da seguinte maneira: "alguns dizem que o maior, e certamente o maior viajante, foi um homem chamado Gavião, que, em seu tempo, tornou-se tanto senhor de dragões e arquimago." A história também começa com as palavras da canção "A Criação de Éa", que forma um início ritualístico para o livro. O narrador da história continua, dizendo que a canção data da juventude de Ged, estabelecendo, assim, um contexto para o restante do livro. Em comparação com muitos dos protagonistas de várias obras de Le Guin, Ged é, superficialmente, um herói típico, um mago que parte numa aventura. Críticos compararam A Wizard of Earthsea a épicos como Beowulf. A acadêmica Virginia White argumentou que a história seguiu a estrutura comum aos épicos, na qual o protagonista começa uma aventura, enfrenta provas pelo caminho e, eventualmente, retorna triunfante. White continuou, sugerindo que esta estrutura pode ser vista tanto na série como um todo, quanto nos volumes individuais.
Imagem: domesticat · BY-NC-SA · Openverse
Um versão resumida e ilustrada do primeiro capítulo foi editada pela World Books no terceiro volume de Childcraft em 1989. Várias versões em aúdio do livro foram lançadas. Em 1996, a BBC Radio produziu uma versão para o rádio narrada por Judi Dench, e uma série em seis partes, adapatando os romances da série em 2015, transmitida na Radio 4 Extra. Em 2011, a obra foi produzida uma gravação integral, com voz de Robert Inglis. Duas adaptações cinematográficas da história foram produzidas. Uma minissérie original chamado Legend of Earthsea foi trasnmitida em 2005 no Sci Fi Channel. Ela se baseia vagamente em A Wizard of Earthsea e The Tombs of Atuan. Num artigo publicado na revista Salon, Le Guin expressou forte desgosto com o resultado. Ela afirmou que, ao colocar no elenco um "rapaz branco petulante" como Ged (cuja pele era vermelho-marrom no livro) a série "realizou um processo de whitewashing em Earthsea", e ignorou sua escolha de escrever a história de um personagem não-branco, escolha esta que disse ser central para o livro. Este sentimento foi partilhado numa resenha em The Ultimate Encyclopedia of Fantasy, que disse que Legend of Earthsea não entendeu de maneira alguma a ideia dos romances de Le Guin, "arrancando toda a sutileza, nuance e beleza dos livros e inserindo, no lugar destas, clichês enfadonhos, estereótipos dolorosos e uma descabida guerra 'épica'."


