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A Viagem de Chihiro

A Viagem de Chihiro é um filme japonês de animação, dos gêneros aventura e fantasia, lançado em 2001. O longa-metragem foi escrito e dirigido por Hayao Miyazaki, com as vozes de Rumi Hiiragi, Miyu Irino, Mari Natsuki, Takeshi Naito, Yasuko Sawaguchi, Tsunehiko Kamijō, Takehiko Ono e Bunta Sugawara. O longa narra as aventuras de Chihiro Ogino (Hiiragi), uma menina de dez anos que se encontra em mudança com a sua família.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Sinopse

Chihiro e seus pais são obrigados a se mudarem para outra cidade. Durante a mudança seu pai, decide tomar um atalho para economizar tempo, porém, acabam se perdendo e chegando em um edifício com um estranho túnel no centro. Ainda que Chihiro se negue a entrar, seus pais insistem em seguir túnel adentro. Do outro lado, descobrem um povoado aparentemente abandonado; a família opta em explorar o lugar e acabam encontrando um restaurante o qual decidem parar para comer. Chihiro deixa-os para continuar investigando. Quando começa a anoitecer um misterioso jovem chamado Haku aparece e ordena que Chihiro saia do lugar antes que anoiteça completamente. Chihiro corre em busca dos pais, enquanto pouco a pouco a cidade vai ganhando vida: os postes acendem e aparecem uma variedade de espíritos. Ao chegar ao restaurante, Chihiro descobre que seus pais se tornaram em enormes porcos. Aterrorizada, a jovem foge e começa a se dar conta que está ficando transparente. Haku, que aparece novamente, diz que para ela não desaparecer deve comer algo deste mundo e lhe oferece uma baga, e esconde-a da vista do Yu-bird uma ave de rapina com cara de bruxa, que a patrulha. Depois disto, leva-a secretamente a uma casa de banhos termais em que deve aceitar um trabalho antes que possa ajudá-la a escapar. Desta forma, a bruxa que comanda o local, Yubaba, não poderá mais transformá-la num animal. Assim, com a ajuda de vários amigos que faz ao longo da história, Chihiro inicia uma grande aventura para buscar uma maneira de acabar com o feitiço que mantêm a família dela em porcos e poder continuar com sua vida livre.

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Temas

Jornada espiritual

A temática principal do filme é a viagem liminar que a protagonista realiza até o reino dos espíritos, onde se vê em mundo desconhecido. O trânsito de Chihiro neste reino alternativo, que pode ser comparado com Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll, representa a transição da infância até a fase adulta. O aspecto arquétipo do outro mundo delimita a condição de Chihiro com alguém se encontra entre a fase de ser criança e de ser adulto. A personagem também se encontra fora dos limites da sociedade ao se encontrar com o sobrenatural. Por sua vez, a personagem Yubaba compartilha várias semelhanças com o cocheiro de Pinóquio, já que este transforma os meninos em asnos da mesma forma que a bruxa transforma os pais em porcos. Ao conseguir emprego na casa de banhos termais, Yubaba rouba o verdadeiro nome de Chihiro (que passa a se chamar Sen), o que simbolicamente significa a morte da menina, que deve assumir então a fase adulta. Chihiro segue um rito de passagem segundo o formato do monomito, e na sua tentativa de recuperar a continuidade do seu passado, deve forjar uma nova identidade.

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Produção

A cada verão Miyazaki passava suas férias em uma cabana nas montanhas com sua família e cinco jovens amigas. A Viagem de Chihiro surgiu com a ideia de criar um filme que pudesse dedicar a estas pequenas amigas. Ele tinha feito filmes como Meu amigo Totoro e Serviço de entregas da Kiki, os quais dirigiu para meninos e adolescentes, mas nunca para meninas de dez anos. Para se inspirar, leu revistas de mangá Shōjo como Nakayoshi e Ribon, que as meninas liam na cabana. Porém, Miyazaki sentia que as obras publicadas nas revistas somente tratavam de temas subjetivos, como romances e namoros. Ao ver as jovens amigas, ele percebia que este tipo de tema contrastava com as personalidades delas, e então decidiu produzir um filme que mostrasse uma menina que pudessem ver em seu lugar. Nas palavras de Miyazaki: Criei uma heroína comum, alguém que o público possa simpatizar. Não é uma história em que os personagens crescem, e sim uma história em que podem tirar valores que levam dentro de si. Quero que meus jovens vivam assim e creio que eles também tem esse desejo.

Música

A música de A Viagem de Chihiro foi composta e dirigida por Joe Hisaishi, colaborador habitual de Miyazaki, e interpretada pela New Japan Phiharmonic. A trilha sonora recebeu uma condecoração de melhor música na 56.ª cerimônia de premiação de Mainichi Film Competetion Award, e também ganhou o Tokio Anime Award de melhor música no Tokyo International Anime Far de 2001. Por último, recebeu a 17.ª entrega do Japan Gold Disk Award na categoria álbum de animação do ano. Hisaishi adicionou a letra “Ano Natsu” (あの夏へ, um dia de verão) como um dos temas da trilha sonora. - e a nova versão de “ Inochi no Namae” ( いのちの名前, O nome da vida), a qual foi interpretada por Ayaka Hirahara

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Recepção

Comercial

A Viagem de Chihiro começou a ser exibido nos cinemas do Japão em 27 de Julho de 2001 e desde então conseguiu arrecadar 229 607 878 dólares, tornando-se o filme de maior bilheteria na história do cinema japonês. Também obteve uma arrecadação mundial de 274 925 095 de dólares, sendo o primeiro filme que ganhou mais de 200 milhões de dólares a nível mundial antes de estrear nos Estados Unidos.

Crítica

A Viagem de Chihiro foi aclamado pela crítica. No web site Rotten Tomatoes, o filme possui 97% de aceitação entre os críticos, com um total de 152 comentários e com uma qualificação média de 8,5/10. O consenso entre os críticos é: “A Viagem de Chihiro é uma deslumbrante, encantadora e magnifica elaborada história que deixara os espectadores um pouco mais curiosos e fascinados pelo mundo que os rodeia”. No mesmo site ocupa a décima terceira colocação em uma lista dos cinquenta melhores filmes animados. No Metacritic, conseguiu uma qualificação de 96/100, baseado em 41 críticas, indicando "aclamação universal". Enquanto que no Internet Movie Database (IMDb), obteve uma pontuação de 86/100 dada pelo público – 281 mil votantes – ocupando o trigésimo sexto lugar no top 250.

Prêmios

A Viagem de Chihiro ganhou trinta e cinco prêmios, entre os quais incluem o Oscar de Melhor Filme de Animação em 2003. Assim, se tornou o segundo filme a receber esta condecoração, pois a categoria se iniciou em 2002, sendo o primeiro filme em língua não-inglesa a ganhar o prêmio, além de ter sido o único a atingir esse feito até 2024, onde o filme O Menino e a Garça, também dirigido por Hayao Miyazaki e produzido pelo Studio Ghibli, ganhou o Oscar de Melhor Animação de 2023.[carece de fontes?] Na vigésima quinta premiação dos Prêmios da Academia Japonesa – o equivalente japonês do óscar – recebeu os prêmios de melhor filme do ano e melhor canção. No Festival Internacional do Cinema de Berlim de 2002, o longa-metragem conquistou o Urso de Ouro, ex aequo com Domingo sangrento, sendo a única animação a consegui-lo até o momento.

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Fontes consultadas

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