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Uruguai

Uruguai, oficialmente República Oriental do Uruguai, é um país localizado na parte sudeste da América do Sul. Sua população é de cerca de 3,5 milhões de habitantes, dos quais 1,8 milhão vivem na capital, Montevidéu, e em sua área metropolitana. Estima-se que entre 88% e 94% da população possua ascendência principalmente europeia ou castiça. A única fronteira terrestre do Uruguai é com o estado brasileiro do Rio Grande do Sul, no norte, sendo a segunda menor fronteira do Brasil com outro país sul-americano. Para o oeste encontra-se o rio Uruguai e a sudoeste situa-se o estuário do rio da Prata. O país faz fronteira com a Argentina apenas em alguns bancos de qualquer um dos rios citados acima, enquanto a sudeste fica o oceano Atlântico. O Uruguai é o segundo menor país da América do Sul, sendo maior apenas que o Suriname.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Etimologia

La República Oriental del Uruguay originalmente significa a república a leste do [rio] Uruguai e é geralmente traduzida em português como República Oriental do Uruguai, enquanto o governo normalmente utiliza apenas Uruguay para se referir ao país. A etimologia do nome do rio homônimo, que vem da língua guarani, é incerta, mas o significado oficial é "rio dos pássaros pintados".

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História

Colonização

Os portugueses foram os primeiros europeus a entrar na região que corresponde atualmente ao Uruguai, em 1512. Os espanhóis chegaram no atual Uruguai em 1516. A feroz resistência dos povos nativos, combinada com a ausência de ouro e prata, limitaram a colonização da região durante os séculos XVI e XVII. O Uruguai tornou-se então uma zona de discórdia entre os impérios Espanhol e Português. Em 1603, os espanhóis começaram a introduzir o gado, que se tornou uma fonte de riqueza na região. O primeiro assentamento espanhol permanente foi Villa Soriano, no rio Negro, fundado em 1624. Entre 1669 e 1671, os portugueses construíram uma fortaleza na Colônia do Sacramento. A colonização espanhola aumentou e a Espanha procurou limitar a expansão das fronteiras do Brasil por Portugal.

Independência

Em 1811, José Gervasio Artigas, que se tornou o herói nacional do Uruguai, iniciou uma revolução bem-sucedida contra as autoridades espanholas, derrotando-as em 18 de maio, na Batalha de Las Piedras. Em 1813, o novo governo de Buenos Aires convocou uma Assembleia Constituinte, onde Artigas emergiu como campeão do federalismo, exigindo autonomia política e econômica para cada área e para a Banda Oriental, em particular. No entanto, a assembleia se recusou a aceitar os delegados da Banda Oriental e Buenos Aires optou por um sistema baseado no centralismo unitário. Como resultado, Artigas rompeu com Buenos Aires e Montevidéu foi sitiada a partir de 1815. Logo que as tropas de Buenos Aires se retiraram, a Banda Oriental nomeou seu primeiro governo autônomo. Artigas organizou uma Liga Federal sob sua proteção, que consistia em seis províncias, quatro das quais, mais tarde, se tornaram parte da Argentina.

Guerra civil

No momento da independência, o Uruguai tinha uma população estimada de pouco menos de 75 mil pessoas. A cena política uruguaia então tornou-se dividida entre dois partidos: os conservadores Blancos, liderados por Manuel Oribe e que representavam os interesses agrícolas do campo, e os liberais Colorados, liderados por Fructuoso Rivera e que representam os interesses comerciais de Montevidéu. Os partidos uruguaios se tornaram associados com facções políticas na vizinha Argentina. O Colorados favoreceu os exilados e liberais Unitários argentinos, muitos dos quais se refugiaram em Montevidéu, visto que o presidente Manuel Oribe Blanco era um amigo próximo do governante argentino Manuel de Rosas. Em 15 de junho de 1838, um exército liderado pelo líder colorado Rivera derrubou o presidente, que fugiu para a Argentina. Rivera declarou guerra a Rosas em 1839. O conflito duraria 13 anos e tornou-se conhecido como a Guerra Grande.

Século XX

O líder colorado José Batlle y Ordóñez foi eleito presidente em 1903. No ano seguinte, os Blancos lideraram uma revolta rural e oito meses de combates sangrentos se seguiram antes de seu líder, Aparício Saraiva, ser morto em batalha. As forças do governo saíram vitoriosas, levando até o fim da política de coparticipação que tinha começado em 1872. Batlle governou por dois mandatos (1903–1907 e 1911–1915), durante os quais, aproveitando a estabilidade e a crescente prosperidade econômica do país, instituiu reformas importantes, como um programa de bem-estar social, a participação do governo em muitas facetas da economia e a formação de um executivo plural.

Retorno à democracia

Uma nova constituição, elaborada pelos militares, foi rejeitada em referendo em novembro de 1980. Após o referendo, as forças armadas anunciaram um plano de retorno ao regime civil e eleições nacionais foram realizadas em 1984. Julio María Sanguinetti, líder do Partido Colorado, conquistou a presidência e governou entre 1985 e 1990. A primeira administração Sanguinetti implementou reformas econômicas e a democracia foi consolidada após anos sob o regime militar. Luis Alberto Lacalle, do Partido Nacional, ganhou a eleição presidencial de 1989 e a anistia aos violadores dos direitos humanos foi aprovada por referendo. Sanguinetti foi, então, reeleito em 1994. Ambos os presidentes continuaram as reformas estruturais econômicas iniciadas após o restabelecimento da democracia, além de outras reformas importantes terem sido promovidas para melhorar o sistema eleitoral, a segurança social, a educação e a segurança pública.

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Geografia

Com 176 214 km² de área territorial e 142 199 km² de água jurisdicionais e pequenas ilhas fluviais, o Uruguai é o segundo menor país soberano na América do Sul (depois do Suriname) e o terceiro menor em território (Guiana Francesa é o menor). O Uruguai é o segundo menor país da América do Sul e a sua paisagem é constituída principalmente por planícies e colinas baixas (coxilhas), com uma planície costeira fértil. A terra está ocupada na sua maior parte por pradarias, ideais para a criação de bovinos e ovinos. O país tem um litoral de 660 km de extensão. Uma densa rede fluvial cobre o território uruguaio, que consiste em quatro bacias hidrográficas: Rio da Prata, Rio Uruguai, Lagoa Mirim e Rio Negro, que é principal rio interno. Várias lagoas são encontradas ao longo da costa atlântica. O ponto culminante do país é o Cerro Catedral, a 514 m de altitude. Ao sul do país situa-se o rio de la Plata (rio da Prata), onde está o Porto de Montevidéu. O rio da Prata é o estuário formado pelo rio Uruguai, que constitui a fronteira ocidental do país, e pelo rio Paraná, fora do Uruguai, formador da mesopotâmia argentina. O país tem apenas um rio importante que o atravessa, o rio Negro, com hidrelétricas. Tem ainda parte da Lagoa Mirim, que divide com o Brasil, e de algumas lagoas na costa do Atlântico.

Clima

Localizado inteiramente dentro de uma zona temperada, o Uruguai tem um clima que é relativamente ameno e bastante uniforme em todo o país. As variações sazonais são pronunciadas, mas temperaturas extremas são raras. Como seria de esperar, com a sua abundância de água, alta umidade e neblina são comuns no país. A ausência de montanhas, que funcionam como barreiras climáticas, torna todo o território uruguaio vulnerável ​​a ventos fortes e mudanças bruscas de tempo, como tempestades que varrem todo o país. Tanto o verão quanto o inverno podem variar no dia a dia com a passagem de frentes de tempestade, em que ventos do norte quentes podem, ocasionalmente, serem seguidos por um vento frio (pampero) vindo dos pampas argentinos.

Flora

A flora do Uruguai é composta por 2 500 espécies distribuídas em 150 famílias biológicas nativas e estrangeiras. Aproximadamente 80% do Uruguai é pradaria, com predominância de gramíneas. O Uruguai é principalmente uma terra de cultivo de grama, com vegetação que é essencialmente uma continuação dos pampas argentinos. As árvores crescem em cachos. Sanandu, ou Erythrina cristagalli, é a flor nacional. As áreas de floresta são muito pequenas e menores do que nos pampas, mas contêm uma mistura de madeiras nobres e macias, enquanto os eucaliptos foram importados da Austrália. A mata do alto Uruguai é composta por espécies florestais advindas do contingente da bacia do Paraná, muitas das quais têm no Rio Grande do Sul o seu limite austral de distribuição. As madeiras de lei mais úteis são algarobo, guayabo, quebracho e urunday; outras madeiras de lei incluem arazá, coronilla, espinillo, lapacho, lignum vitae e nandubay.

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Demografia

Segundo os resultados do censo de 2004, a população uruguaia ascendia a 3 241 203 habitantes, com uma taxa de crescimento anual de 3,2 % em relação ao censo de 1996, ano em que a população era de 3 163 763. Em 2019 a população era praticamente a mesma. O país é esparsamente habitado. Em comparação, o Rio Grande do Sul, que tem um território de tamanho parecido, tinha em 2019 uma população de 11,4 milhões de habitantes. A baixa taxa de crescimento populacional observada entre 1996 e 2004 é ainda inferior à registrada entre 1985 e 1996, quando a taxa foi de 6,4%. O baixo crescimento da população corresponde a uma diminuição progressiva da taxa de fecundidade e nos câmbios migratórios. A população estimada para 30 de junho de 2010 é de 3 356 584, com uma densidade demográfica de 19 habitantes por quilômetro quadrado. A conformação e estrutura da população uruguaia se distingue em relação aos demais países da América Latina. O Uruguai se antecipou ao menos trinta anos em relação aos demais países latino-americanos quanto à transição demográfica, onde em sua maioria o processo se iniciou entre as décadas de 1950 e 1960. Estima-se que em 1900 a taxa de fecundidade era de seis filhos por mulher, em 1950 esta média teria caído para três e em 2008 esta média seria ainda menor (2,1 filhos por mulher), segundo o INE. Por sua vez, destaca-se por ser o país com a maior população longeva na região, onde o coletivo de pessoas com mais de 60 anos era de 17,7% em 2008. As mudanças na fecundidade também se vislumbram pelo aumento da esperança de vida, que atinge os 76 anos (72,4 para os homens e 79,7 para as mulheres). A taxa da urbanização é alta e chega a 96,1% da população.

Idiomas

Como é o caso da vizinha Argentina, o Uruguai emprega tanto o voseo quanto o yeismo (com [ʃ] ou [ʒ]). O inglês é comum no mundo dos negócios e seu estudo tem aumentado significativamente nos últimos anos, especialmente entre os jovens. No entanto, ainda é uma língua minoritária, como são o francês, o italiano, o alemão e o português, este falado na região norte, perto da fronteira brasileira. O Uruguai é um dos poucos países não lusófonos em que o ensino da língua portuguesa é obrigatório. O português é ensinado a partir do 6º ano de escolaridade. Como poucos povos indígenas existem na população, as línguas indígenas são pouco presentes no Uruguai.

Composição étnica

Segundo publicações da CIA (The World Factbook), a população uruguaia é fundamentalmente de origem europeia, representando 88% da população, seguida por mestiços (8%), indígena (6,4) e afro-uruguaios (4%). As sucessivas ondas migratórias que viveram no país têm conformado a população atual, composta principalmente de espanhóis, seguidos por italianos e com um importante número de franceses, alemães, portugueses, britânicos, suíços, russos, polacos, entre outros. A população de origem asiática é pequena. Um estudo genético de 2009, publicado no American Journal of Human Biology, revelou que a composição genética do Uruguai é principalmente europeia, mas com contribuição indígena (que varia de 1% a 20% em diferentes partes do país) e significativa contribuição africana (7% a 15% em diferentes partes do país).

Religião

O Uruguai não tem religião oficial e, portanto, igreja e Estado estão oficialmente separados, enquanto a liberdade religiosa é garantia constitucional. Uma pesquisa realizada em 2008 pelo Instituto Nacional de Estatística do Uruguai apontou o catolicismo como a principal religião, com 45,7% da população; 9,0% são cristãos não católicos, 0,6% são animistas ou umbandistas (uma religião brasileira, com raízes africanas e indígenas) e 0,4% judeus. 30,1% declararam acreditar em um Deus, mas não pertencem a nenhuma religião, enquanto 14% declararam ser ateus ou agnósticos. Entre a grande comunidade armênia em Montevidéu, a religião dominante é o cristianismo, especificamente a Igreja Apostólica Armênia.

Indicadores socioeconômicos

Segundo dados publicados pelas Nações Unidas o índice Gini do Uruguai em 2010 era de 45,3. Uma pontuação de 100 nessa escala significaria um estado de máxima desigualdade entre classes sociais, e uma pontuação de 0 representaria uma distribuição igual da riqueza. Um recente relatório usou dois indicadores para estimar o número de pessoas vivendo em estado de pobreza no país. Esses indicadores são a "linha de indigência", abaixo da qual o salário da família não é o suficiente para o consumo básico de alimentos, e a "linha da pobreza", abaixo da qual o salário da família não é o suficiente para o consumo básico de alimentos, roupas, saúde e transporte. Em 2013, cerca de 12% da população uruguaia era classificada como pobre pelo governo.

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Política

O Uruguai é uma república democrática representativa com um sistema presidencial. Os membros do governo são eleitos para um mandato de cinco anos por um sistema de sufrágio universal. O Uruguai é um Estado unitário: justiça, educação, saúde, segurança externa, política e defesa são administradas em todo o país. O poder executivo é exercido pelo presidente e por um gabinete de 13 ministros. O poder legislativo é constituído pela Assembleia Geral, composta por duas câmaras: a Câmara dos Deputados com 99 membros que representam os 19 departamentos, eleitos com base na representação proporcional; e a Câmara dos Senadores, composta por 31 membros, dos quais 30 são eleitos por um mandato de cinco anos por representação proporcional e pelo vice-presidente, que a preside. O poder judiciário é exercido pelo Supremo Tribunal Nacional, a bancada e juízes em todo o país. Os membros da Suprema Corte são eleitos pela Assembleia Geral, os membros da Magistratura do Tribunal Supremo, com o consentimento do Senado, e os juízes são diretamente afetados pelo Supremo Tribunal Federal.

Relações internacionais

Em novembro de 2010, o Uruguai ratificou o Tratado Constitutivo da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), tornando-se a nona das doze nações sul-americanas a fazê-lo. O tratado foi escrito em 2008 e entrou em vigor 30 dias após a data de assinatura do nono instrumento de ratificação. Argentina e Brasil são os parceiros comerciais mais importantes do Uruguai: a Argentina foi responsável ​​por 20% das importações totais do país em 2009. Como as relações bilaterais com a Argentina são consideradas uma prioridade, o Uruguai nega autorização para navios de guerra britânicos com destino às Ilhas Malvinas de atracarem em territórios e portos uruguaios para suprimentos e combustível. A rivalidade entre o porto de Montevidéu e o de Buenos Aires, que remonta aos tempos do Império Espanhol, tem sido descrita como a "guerra dos portos". Representantes do governo de ambos os países enfatizaram a necessidade de acabar com essa rivalidade em nome da integração regional em 2010. A controversa construção de uma fábrica de papel celulose em 2007, no lado uruguaio do rio Uruguai, causou protestos na Argentina pelo medo de que a planta industrial iria poluir o meio ambiente e levou a tensões diplomáticas entre os dois países. A disputa permaneceu um tema controverso em 2010, especialmente após relatos de aumento da contaminação da água na área, que mais tarde provaram-se ser de descarga de esgotos da cidade de Gualeguaychú. Em novembro de 2010, o Uruguai e a Argentina anunciaram que tinham chegado a um acordo final para o monitoramento ambiental conjunto da fábrica de celulose.

Forças armadas

As forças armadas uruguaias são constitucionalmente subordinadas ao presidente, através do ministro da Defesa. O país possui um efetivo de cerca de 14 000 militares para o exército, 6 000 para a marinha e 3 000 para a força aérea. O alistamento é voluntário em tempo de paz, mas o governo tem autoridade para recrutar em emergências. Desde maio de 2009, os homossexuais estão autorizados a servir abertamente nas forças armadas do país, após o ministro da defesa assinar um decreto afirmando que a política de recrutamento militar já não é mais discriminatória com base na orientação sexual das pessoas. No ano fiscal de 2010, os Estados Unidos forneceram ao Uruguai 1,7 milhão de dólares em ajuda militar, incluindo 1 milhão de dólares em financiamento e 480 mil dólares em educação e formação militar.

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Subdivisões

O Uruguai é dividido em 19 departamentos, cujas administrações locais replicam a divisão dos poderes executivo e legislativo. Cada departamento elege suas autoridades por meio de um sistema de sufrágio universal. O poder executivo departamental reside em um superintendente e na autoridade legislativa de um conselho departamental.

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Economia

A economia do Uruguai depende fortemente do comércio, particularmente das exportações agrícolas, deixando o país vulnerável às flutuações nos preços das commodities. Em 2020, o país foi o 91.º maior exportador do mundo (7,8 milhões de dólares em mercadorias, menos de 0,1% do total mundial). Na soma de bens e serviços exportados, chega a 16,0 bilhões de dólares e fica em 85.º lugar mundial. Já nas importações, em 2019, foi o 104.º maior importador do mundo: 8,3 bilhões de dólares. A agricultura, embora seja uma das bases econômicas do país, é pequena comparada a dos países vizinhos: em 2018 o país produziu 1,36 milhão de toneladas de arroz, 1,33 milhão de toneladas de soja, 816 mil toneladas de milho, 637 mil toneladas de cevada, 440 mil toneladas de trigo e 350 mil toneladas de cana-de-açúcar, entre outros produtos. O estado do Rio Grande do Sul, que é vizinho ao país, e tem um território do mesmo tamanho, no mesmo ano, produzia mais de 7 milhões de toneladas de arroz, mais de 15 milhões de toneladas de soja, e mais de 5 milhões de toneladas de milho. A pecuária, mesmo sendo a maior base econômica do país, também vem mostrando estagnação produtiva: em 2018, o país foi o 24º maior produtor mundial de carne bovina (589 mil toneladas), o 19.º maior produtor mundial de mel (20,9 mil toneladas), produziu 2,1 bilhão de litros de leite de vaca, entre outros. Em 2019, o país foi o 17.º maior produtor mundial de lã – costumava ser um dos 10 maiores do mundo em épocas passadas. Embora seja historicamente um importante exportador de carne bovina, hoje, países como a Colômbia já ultrapassaram o país no volume produtivo, e o Paraguai já está quase no mesmo patamar. Já na indústria, em 2019, o Uruguai tinha a 83.ª indústria mais valiosa do mundo (6,5 bilhões de dólares), de acordo com o Banco Mundial.

Turismo

Em relação à sua pequena área territorial e população, o Uruguai é um destino turístico internacional popular e abriga também um vigoroso mercado turístico doméstico. Cerca de 1,8 milhão de turistas chegaram em 2007 e os gastos estimados neste ano foram de cerca de 800 milhões de dólares, um aumento em relação aos níveis de 2006. Gastos domésticos, no entanto, mantiveram-se em torno de 60% ​​da atividade turística do país. Além de polos turísticos consolidados, como as praias dos departamentos de Canelones e Maldonado, onde está localizada Punta del Este, estâncias turísticas desenvolveram-se recentemente, mostrando a cultura gaúcha do Uruguai, fazendas históricas e os recursos naturais do país. Em áreas agrícolas e pouco habitadas, a oeste da capital uruguaia ao longo do rio da Prata, está Colônia do Sacramento. Fundada pelo Império Português em 1680, manteve-se um ponto de discórdia entre os portugueses e o Império Espanhol por mais de um século e hoje preserva muito da arquitetura e dos pavimentos da era colonial. Em 1995, a cidade foi declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO.

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Infraestrutura

Transportes

O Porto de Montevidéu, transportando mais de 1,1 milhão de contêineres por ano, é o terminal de contêineres mais avançado da América do Sul. Seu cais pode lidar com navios de grande porte. Nove guindastes permitem de 80 a 100 movimentos por hora. O porto de Nueva Palmira é um ponto importante de transferência de mercadorias regionais. Ambos os portos têm terminais privados e são administrados pelo governo. O Aeroporto Internacional de Carrasco, desenhado pelo arquitecto Rafael Viñoly, com um investimento de 165 milhões de dólares, foi inaugurado em 2009. O aeroporto pode lidar com até 4,5 milhões de passageiros por ano. PLUNA é a principal companhia aérea do Uruguai e está sediada no Aeroporto de Carrasco. O Aeroporto de Laguna del Sauce, localizado a 15 km de Punta del Este, foi remodelado em 1997 e as pistas foram renovadas através de uma concessão do investimento privado. O país possui 122 aeroportos.

Educação

A educação no Uruguai é secular, livre e obrigatória por 14 anos, a partir dos 4 anos de idade. O sistema é dividido em seis níveis de ensino: jardim de infância (3–5 anos); primário (6–11 anos); secundário (15–17 anos); superior (18 e acima) e pós-graduação. A educação pública é a responsabilidade primária de três instituições: o Ministério da Educação e Cultura, que coordena as políticas de educação; a Administração Nacional da Educação Pública, que formula e implementa políticas educacionais dos ensinos primário e secundário; e a Universidade da República, responsável ​​pelo ensino superior. Em 2009, o governo planejava investir 4,5% do PIB em educação.

Saúde

O Uruguai tem um sistema de saúde misto (público e privado). O Ministério da Saúde é responsável pela padronização, avaliação e monitoramento da assistência médica pública e privada em todo o país. De acordo com o Sindicato Médico do Uruguai, estavam em atividade em 30 de junho de 2010 cerca de 14 726 médicos, com uma alta taxa de densidade média. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística do Uruguai, em 2006, 97,2% da população que vivia em cidades com cinco mil habitantes ou mais tinha algum tipo de assistência médica, enquanto 2,8% registrou ausência desse tipo de serviço. Este mesmo estudo revelou que quase 46% da população uruguaia é filiada a uma instituição de assistência médica privada, enquanto 42% cuidam de sua saúde através do serviço de assistência médica pública (parte da Universidade da República). Dentro dos primeiros, mais da metade (24,4%) também tem serviço de emergência móvel, enquanto apenas 4,8% dos usuários da saúde pública contam com este serviço.

Energia

As diretrizes energéticas estratégicas do país são definidas pelo Ministério da Indústria, Energia e Minas. Em 2006, essas diretrizes tinham como objetivo a diversificação das fontes de energia, o aumento da participação privada na geração de energia renovável, o aumento do comércio regional de energia, bem como a promoção da eficiência energética. De acordo com a Direção Nacional de Energia e Tecnologia Nuclear (DNETN), a geração de energia eólica é um dos recursos internos com melhor potencial no Uruguai para o médio e longo prazo. A capacidade elétrica instalada em 2009 no Uruguai era de 2 510,5 MW (incluindo a Represa de Salto Grande, que é binacional). Da capacidade instalada, hidroelétrica responde por 63%, sendo o restante proveniente principalmente da energia térmica e uma pequena parcela da eólica e da biomassa. O sistema energético apresenta características e problemas de geração de base hidráulica. A margem de reserva aparentemente ampla esconde a vulnerabilidade à hidrologia. Em anos de seca, o país precisa importar mais de 25% da demanda dos mercados argentino e brasileiro. Cerca de 56% da capacidade de geração é de propriedade e operado pela UTE, a concessionária nacional. A capacidade restante corresponde à usina hidrelétrica de Salto Grande (945 MW), cogeração ou de pequenos investimentos privados em fontes renováveis.

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Cultura

Como a Argentina, o Uruguai tem cultura marcadamente europeia, com características parecidas na linguagem e nos costumes. É cultivada a tradição gaúcha nascida nos pampas argentinos, uruguaios e rio-grandenses (o que pode ser visto na Fiesta de la Patria Gaucha de Tacuarembo e no Museo del Gaucho de Montevidéu). Ao contrário de muitos países da América do Sul, a influência indígena é extremamente distante, mas muito presente na indumentária, danças e costumes gaúchos. A taxa de analfabetismo é quase nula e a imprensa é livre e atuante. São inúmeras as instituições culturais, públicas e privadas, sobretudo em Montevidéu.

Literatura

José Enrique Rodó (1871–1917), um escritor modernista, é considerado a figura literária mais importante do país. O seu livro Ariel (1900) lida com a necessidade de manter os valores espirituais, enquanto prossegue o progresso material e técnico. Além de sublinhar a importância de defender os valores espirituais sobre os materialistas, também salienta a resistência contra a dominação cultural exercida pela Europa e pelos Estados Unidos. O livro continua a influenciar jovens escritores. Notável entre dramaturgos da América Latina é Florencio Sánchez (1875–1910), que escreveu peças sobre problemas sociais da época e que ainda são contemporâneos.

Artes visuais

Um expoente de destaque da arte afro-uruguaia é o pintor abstrato e escultor Carlos Páez Vilaró. Ele usou influências de Tombuctu e Míconos para criar sua obra mais conhecida, Casapueblo. Sua casa, hotel e ateliê perto de Punta del Este, Casapueblo é uma "escultura habitável" e atrai milhares de visitantes de todo o mundo. No século XIX, o pintor Juan Manuel Blanes, cujas obras retratam fatos históricos, foi o primeiro artista uruguaio a obter o reconhecimento generalizado. O pintor pós-impressionista Pedro Figari alcançou renome internacional por seus estudos de indivíduos em Montevidéu e do campo. Combinando elementos da arte e da natureza, o trabalho do arquiteto paisagista Leandro Silva Delgado também ganhou destaque internacional.

Música

A música popular e folclórica uruguaia não divide apenas suas raízes gaúchas com a Argentina, mas também o tango. Por exemplo, um dos tangos mais famosos, La Cumparsita (1917), foi escrito pelo compositor uruguaio Gerardo Matos Rodríguez. O candombe é uma dança folclórica realizada no carnaval, principalmente por uruguaios de ascendência africana. O violão é o instrumento musical preferido e em uma competição tradicional popular chamada payada dois cantores, cada um com uma guitarra, revezam-se improvisando versos para a mesma melodia. O tango também teve um impacto sobre a cultura uruguaia, especialmente durante o século XX, principalmente nos anos 1930 e 1940 com cantores uruguaios, como Julio Sosa, de Las Piedras. Quando o famoso cantor de tango Carlos Gardel tinha 29 anos, ele mudou sua nacionalidade para uruguaia, dizendo que nasceu em Tacuarembó, mas esse subterfúgio provavelmente foi feito para impedir as autoridades francesas de prendê-lo por não registar-se no exército francês durante a Primeira Guerra Mundial. Gardel nasceu na França, mas foi criado em Buenos Aires, na Argentina, nunca tendo vivido no Uruguai. No entanto, um museu dedicado a Carlos Gardel foi criado em 1999 em Valle Edén, perto de Tacuarembó.

Esportes

O futebol é o esporte mais popular no Uruguai. A primeira partida internacional fora das Ilhas Britânicas foi disputada entre Uruguai e Argentina, em Montevidéu, em julho de 1902.[carece de fontes?] O país ganhou o ouro nos Jogos Olímpicos de 1924, em Paris, e novamente em 1928, em Amsterdã. O país exportou 1 414 jogadores de futebol durante a década de 2000, quase tanto quanto Brasil e Argentina. Em 2010, medidas decretadas pelo governo uruguaio tinham como objetivo manter os jogadores no país. A equipe nacional de futebol venceu a Copa do Mundo FIFA em duas ocasiões. O Uruguai venceu o torneio inaugural em casa, em 1930, e novamente em 1950, derrotando o anfitrião Brasil, que era o favorito na partida final. O país ganhou a Copa América (um torneio internacional para países sul-americanos e convidados) mais do que qualquer outra nação e, com sua vitória em 2011, perfez um total de 15 vitórias no torneio. O Uruguai tem de longe a menor população do que a de qualquer outro país que ganhou uma Copa do Mundo. Apesar de seu sucesso inicial, os uruguaios só se classificaram para três das últimas cinco Copas do Mundo. O Uruguai apresentou um desempenho muito credível na Copa do Mundo FIFA de 2010, na África do Sul, tendo alcançado a semifinal pela primeira vez em 40 anos. Diego Forlán foi presenteado com o prêmio Bola de Ouro como o melhor jogador do torneio, em 2010. Nas classificações de junho de 2012, o Uruguai foi considerado como a segunda melhor seleção de futebol do mundo, de acordo com o ranking mundial da FIFA, o ponto mais alto do país em toda a sua história no futebol, atrás apenas da Seleção Espanhola de Futebol.

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Fontes consultadas

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