Ailton Krenak
Ailton Alves Lacerda Krenak OMC, OME é um líder indígena, ambientalista, filósofo, poeta, escritor brasileiro da etnia indígena crenaque. É o primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras. Ailton é também professor honoris causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e é considerado uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro, possuindo reconhecimento internacional.
Nasceu em 1953, no município de Itabirinha, no estado de Minas Gerais, na região do Médio Rio Doce. Aos dezessete anos de idade, mudou-se com sua família para o estado do Paraná, onde se alfabetizou e se tornou produtor gráfico e jornalista. Na década de 1980, passou a dedicar-se exclusivamente ao movimento indígena. Em 1985, fundou a organização não governamental Núcleo de Cultura Indígena, que visa a promover a cultura indígena. Teve emenda popular assegurando sua participação no Congresso Nacional do Brasil para o processo constituinte em 1986. Participou da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição Brasileira de 1988, na qual protagonizou uma das cenas mais marcantes da mesma: em discurso na tribuna, pintou o rosto com a tinta preta do jenipapo, segundo o tradicional costume indígena brasileiro, para protestar contra o que considerava um retrocesso na luta pelos direitos dos povos indígenas brasileiros.
Ailton Krenak é renomado pela sua defesa dos direitos indígenas e ativismo no movimento socioambiental, ele fundamenta suas crenças e filosofias na interação com o momento presente e nas experiências compartilhadas com as pessoas ao seu redor. Em suas próprias palavras faz uma denúncia a construção do Brasil em cima de cemitérios indígenas, ressaltando o conflito entre concepções diferentes de civilização e do deslocamento do ser humano da natureza. Krenak destaca a importância do recolhimento e do silêncio como oportunidades para reflexão, especialmente contra uma crise global: a pandemia do Coronavírus. Ele acredita que esta tragédia evidencia as falhas da sociedade contemporânea que prioriza interesses corporativos em detrimento da conexão com a terra. Para ele, essa corporativização da vida não só desumaniza alguém considerado "inútil" (ou não produtivo o suficiente) também tira a individualidade das culturas diversas e tira a criatividade dos indivíduos.
Participação no documentário Guerras do Brasil Participação no TEDTalks: Life, Always: Aílton Krenak at TEDxVilaMadá Participação no documentário Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta


