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Ailton Krenak

Ailton Alves Lacerda Krenak OMC, OME é um líder indígena, ambientalista, filósofo, poeta, escritor brasileiro da etnia indígena crenaque. É o primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras. Ailton é também professor honoris causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e é considerado uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro, possuindo reconhecimento internacional.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Biografia

Nasceu em 1953, no município de Itabirinha, no estado de Minas Gerais, na região do Médio Rio Doce. Aos dezessete anos de idade, mudou-se com sua família para o estado do Paraná, onde se alfabetizou e se tornou produtor gráfico e jornalista. Na década de 1980, passou a dedicar-se exclusivamente ao movimento indígena. Em 1985, fundou a organização não governamental Núcleo de Cultura Indígena, que visa a promover a cultura indígena. Teve emenda popular assegurando sua participação no Congresso Nacional do Brasil para o processo constituinte em 1986. Participou da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição Brasileira de 1988, na qual protagonizou uma das cenas mais marcantes da mesma: em discurso na tribuna, pintou o rosto com a tinta preta do jenipapo, segundo o tradicional costume indígena brasileiro, para protestar contra o que considerava um retrocesso na luta pelos direitos dos povos indígenas brasileiros.

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Crenças e filosofia

Ailton Krenak é renomado pela sua defesa dos direitos indígenas e ativismo no movimento socioambiental, ele fundamenta suas crenças e filosofias na interação com o momento presente e nas experiências compartilhadas com as pessoas ao seu redor. Em suas próprias palavras faz uma denúncia a construção do Brasil em cima de cemitérios indígenas, ressaltando o conflito entre concepções diferentes de civilização e do deslocamento do ser humano da natureza. Krenak destaca a importância do recolhimento e do silêncio como oportunidades para reflexão, especialmente contra uma crise global: a pandemia do Coronavírus. Ele acredita que esta tragédia evidencia as falhas da sociedade contemporânea que prioriza interesses corporativos em detrimento da conexão com a terra. Para ele, essa corporativização da vida não só desumaniza alguém considerado "inútil" (ou não produtivo o suficiente) também tira a individualidade das culturas diversas e tira a criatividade dos indivíduos.

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Obras

Participação no documentário Guerras do Brasil Participação no TEDTalks: Life, Always: Aílton Krenak at TEDxVilaMadá Participação no documentário Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta

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Fontes consultadas

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