Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), anteriormente denominada Universidade do Brasil, é uma universidade pública, classificada como a melhor federal do Brasil e um centro de referência em ensino, pesquisa e extensão universitária no país e na América Latina, figurando entre as melhores do mundo.
Criação
A Universidade Federal do Rio de Janeiro é descendente direta dos primeiros cursos de ensino superior do Brasil. Criada em 7 de setembro de 1920 através do Decreto 14 343 pelo então presidente Epitácio Pessoa, a instituição recebeu o nome de "Universidade do Rio de Janeiro". Sua história, porém, é bem mais antiga e confunde-se com a própria história do desenvolvimento cultural, econômico e social brasileiro; muitos dos seus cursos vêm da época da implantação do ensino de nível superior no país. No início, ela reuniu a Escola Politécnica, que era oriunda da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho criada em 17 de dezembro de 1792 no reinado da rainha portuguesa Dona Maria I,[nota 1] a Faculdade Nacional de Medicina, criada em 2 de abril de 1808 pelo príncipe regente Dom João VI com o nome de "Academia de Medicina e Cirurgia" e a Faculdade Nacional de Direito, resultante da fusão da "Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais" com a "Faculdade Livre de Direito", ambas reconhecidas pelo Decreto 639, de 31 de outubro de 1891. A essas unidades iniciais, progressivamente foram-se somando outras, tais como a Escola Nacional de Belas Artes, a Faculdade Nacional de Filosofia, e diversos outros cursos que sucederam àqueles pioneiros. Com isso, a Universidade do Rio de Janeiro representou papel fundamental na implantação do ensino de nível superior no país. A criação da Universidade do Rio de Janeiro veio cumprir, pois, uma aspiração da intelectualidade brasileira desde os tempos da colônia. A tradição de seus cursos pioneiros deu-lhe o papel de celeiro dos professores que implantaram os demais cursos de nível superior no Brasil.
Reestruturação
Após desvelada uma grande reestruturação promovida pelo ministro Gustavo Capanema em 1937, durante o governo Vargas, passou a ser chamada de Universidade do Brasil, com o objetivo do governo de controlar a qualidade do ensino superior no país e, dessa forma, padronizar o ensino, criando o padrão ao qual as outras universidades brasileiras deveriam ser adaptar. Este fato demonstra a forte influência da concepção francesa de universidade, em que as escolas componentes são isoladas, tendo um caráter de ensino especialista e profissionalizante com forte controle estatal, ao contrário do modelo alemão, observado, por exemplo, na Universidade de São Paulo, criada em 1934.
Atualidade
A universidade vem mantendo abertas suas portas aos estrangeiros que têm vindo trazer ou buscar ensinamentos, bem como proporcionando a seus docentes estágios em outros centros, em diferentes áreas. O acentuado intercâmbio com outras instituições possibilita a formação de tendências reformistas em perfeita coexistência com o peso de sua tradição. A universidade adota a deusa romana Minerva em sua identidade institucional, considerada a deusa das artes e de todos os ofícios, também é associada como deusa da sabedoria e do conhecimento. Diversas esculturas deste símbolo podem ser vistas nas entradas dos centros e órgãos que compõe a universidade.
Administração
A Universidade Federal do Rio de Janeiro é uma autarquia, de direito público, vinculada ao Ministério da Educação. A administração universitária é formada por conselhos superiores, sendo eles: o Conselho Universitário, órgão máximo deliberativo cujo presidente é o reitor; o Conselho de Curadores, órgão deliberativo responsável pelo controle do movimento financeiro e patrimonial da universidade que também possui como presidente o reitor; o Conselho de Ensino de Graduação), órgão colegiado responsável pelos atos acadêmicos e de acesso à graduação, seu presidente é o pró-reitor de graduação; o Conselho de Ensino para Graduados, órgão colegiado responsável pelas atividades de pesquisa e pós-graduação, presidiado pelo pró-reitor de pós-graduação e pesquisa; e Conselho de Extensão Universitária (Ceu), é o órgão deliberativo sobre quaisquer assuntos relacionados à Extensão Universitária e às suas políticas institucionais, sendo presidido pelo(a) Pró-Reitor(a) de Extensão. O CEU foi criado em sessão especial do Conselho Universitário (CONSUNI) de 30 de maio de 2018, tendo seu Regimento, que define a sua composição e atribuições, aprovado em 03 de fevereiro de 2020.
Reitores ilustres
Egrégios nomes já ocuparam o posto de reitor da UFRJ, dentre eles: o médico Benjamin Franklin Ramiz Galvão, primeiro reitor da universidade e ex-membro da Academia Brasileira de Letras (ABL); o médico Raul Leitão da Cunha; o ex-ministro da Educação e Saúde Pedro Calmon; o também imortal da ABL Deolindo Couto; o ex-ministro da Educação Raymundo Augusto de Castro Moniz de Aragão; e o economista Carlos Lessa, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Números
De acordo com seu anuário estatístico (2013), ao todo, a universidade possui 52 unidades e órgãos suplementares, cada vinculado a um dos seis centros. Seu corpo discente é composto por 48 454 estudantes de graduação com matrículas ativas em cursos presenciais e 7 333 em cursos a distância, tendo 5 381 graduados/ano; já na pós-graduação são 5 389 alunos de mestrado acadêmico, 615 de mestrado profissional e 5 538 de doutorado. De um total de 3 735 docentes ativos, 2 982 são doutores, 78 pós doutores, 575 mestres e 48 especialistas. Ademais, o Colégio de Aplicação possui cerca de 760 alunos matriculados.
Patrimônio
A principal estrutura da UFRJ está na Cidade Universitária (5 238 337,82 m²), localizada na Ilha do Fundão, no entanto, o câmpus da Praia Vermelha (100 976,90 m²) ainda concentra diversas unidades e órgãos suplementares. Há ainda o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, o Instituto de História, a Faculdade Nacional de Direito, o Observatório do Valongo, a Escola de Música, a Casa do Estudante Universitário e o Museu Nacional (53 276,40 m²). Sendo unidades de saúde isoladas: Maternidade-Escola, Hospital Escola São Francisco de Assis e Escola de Enfermagem Anna Nery. A UFRJ possui além do câmpus de Macaé e do Polo Avançado de Xerém, terrenos na Avenida Chile na capital fluminense (8 550 m²), em Itaguaí (149 869,18 m²), em Jacarepaguá (Fazenda Vargem Grande com 10 000 m²), em Arraial do Cabo e em Santa Teresa, uma reserva biológica exclusiva para pesquisa (1 560 000 m²).
A estrutura da Universidade Federal do Rio de Janeiro é formada pelos seis centros universitários, juntamente ao Escritório Técnico da Universidade, ao Fórum de Ciência e Cultura (FCC) e a Prefeitura da Cidade Universitária. Cada centro é formado por unidades e órgãos suplementares que desempenham atividades de ensino, pesquisa e extensão em áreas afins do conhecimento. Estão representados abaixo as unidades universitárias e os órgãos suplementares agrupados de acordo com os seus respectivos centros.
Unidades e órgãos suplementares
As unidades e os órgãos suplementares são de dois tipos: escolas ou faculdades — destinadas à formação profissional, à pesquisa e à extensão — e institutos — destinados à realização da pesquisa básica, à extensão e ao ensino em uma área fundamental do conhecimento; há ainda alguns núcleos de pesquisa, concebidos também como órgãos suplementares. Assim como na maioria das universidades brasileiras, as unidades e órgãos suplementares fragmentam-se em departamentos. Em geral, as unidades coordenam alguns cursos de graduação e pós-graduação, e os departamentos são responsáveis pelas disciplinas, de acordo com suas linhas de pesquisa.
Bibliotecas, museus e galerias
Guardando importantes documentos da história não só nacional, como também internacional, as mais de 40 bibliotecas e os museus da UFRJ podem ser considerados fonte primária de consulta dos pesquisadores mais renomados. Em 1983, foi implantado o Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI). Desde então, os alunos contam com um fácil acesso às 43 bibliotecas, que possuem obras em todas as áreas do conhecimento. O sistema de acesso público ao acervo da universidade é feito através da Base Minerva, um banco de dados que integra todas as bibliotecas da universidade. Entre os museus e espaços culturais mais destacados, encontra-se o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), uma das mais importantes instituições culturais do Brasil. Inaugurado em 1937, o museu abriga um vasto acervo de arte brasileira e internacional, composto por mais de 70 mil peças, com ênfase em obras de artistas nacionais do século XIX e início do século XX. Entre as peças mais significativas estão obras de Pedro Américo, conhecido por suas grandes pinturas históricas; Victor Meirelles, com suas representações da Independência do Brasil; Rodolfo Amoedo, conhecido por obras como "Marabá" (1882) e "O Último Tamoio" (1883), que exemplificam sua habilidade em combinar a narrativa histórica com um senso de idealização romântica; Eliseu Visconti, autor de "Giuventù" (1898); e Cândido Portinari, cujas obras retratam aspectos profundos da vida e da cultura brasileira, dentre outros. Situado na Avenida Rio Branco, no coração do Rio de Janeiro, o MNBA ocupa um imponente edifício neoclássico projetado pelo arquiteto espanhol Adolfo Morales de los Ríos, inicialmente planejado para sediar a Escola Nacional de Belas Artes.
Complexo hospitalar
A rede médico-hospitalar da universidade é formada por nove órgãos suplementares distribuídos pelos diversos campi. Estima-se que as unidades hospitalares realizem um total de 566 410 atendimentos, 8 293 cirurgias e 18 555 internações por ano. Em 2024 a UFRJ firmou parceria com a Ebserh, ficando esta responsável pela gestão de três hospitais vinculados à universidade. Sendo estes o próprio Hospital Universitário, a Maternidade Escola e o Instituto de Pediatria e Puericultura.
Ingresso
Tal como em outras universidades públicas brasileiras, o ingresso na Universidade Federal do Rio de Janeiro ocorre por meio de concurso público realizado anualmente. Qualquer pessoa que tenha concluído o ensino médio pode candidatar-se a uma das vagas oferecidas. O ingresso também é possível por meio da transferência externa, por isenção de vestibular (reingresso) e através de convênios internacionais. Até o final da década de 1980, o concurso era realizado através do vestibular unificado da Fundação Cesgranrio. Por discordar da metodologia utilizada para avaliar os estudantes — em que as provas consistiam quase exclusivamente de questões de múltipla-escolha —, a universidade saiu deste convênio e passou a organizar o seu próprio concurso vestibular, denominado Concurso de Acesso aos Cursos de Graduação. Este era composto somente de questões discursivas, considerado por muitos, um dos vestibulares mais difíceis e exigentes por possuir provas bem elaboradas, em que o candidato deveria discorrer sobre determinado assunto, ao invés de apontar a alternativa correta.
Ex-alunos ilustres
Nesta universidade notáveis profissionais obtiveram sua formação.
Movimento estudantil
Os discentes são representados pelo Diretório Central dos Estudantes Mário Prata (DCE) e pela Associação de Pós-Graduandos (APG-UFRJ). Fundado em 1930, sendo inclusive anterior à União Nacional dos Estudantes (UNE) (1937), acredita-se que tenha sido o primeiro DCE brasileiro. Foi uma entidade bastante representativa até que foi fechado pelo regime militar, em que várias lideranças do movimento estudantil foram assassinadas, entre elas, o estudante Mario de Souza Prata que era o então presidente do DCE. A partir de fins da década de 1970, quando ocorreu a gradual abertura política, os diretórios acadêmicos tiveram permissão para atuar novamente. Entre os diversos alunos que participaram da reativação do DCE, encontram-se Mário Furley Schmidt e alguns dos integrantes da Turma do Casseta & Planeta, como Marcelo Madureira, Beto Silva e Hélio de la Peña.
Rio de Janeiro
A Ilha do Fundão localiza-se na margem oeste da baía de Guanabara. A principal infraestrutura da Universidade Federal do Rio de Janeiro é a Cidade Universitária, situada na Ilha do Fundão, Zona Norte do Rio de Janeiro, ocupando quase a totalidade de sua extensão. A Ilha foi criada na década de 1950 pela união de várias ilhas preexistentes por meio de aterros. Entretanto, as atividades acadêmicas deste câmpus só iniciaram-se em 1970. O projeto inicial previa que todos os cursos fossem transferidos para lá. O câmpus teve seus prédios construídos por grandes arquitetos modernistas brasileiros. Alguns dos projetos ganharam prêmios de arquitetura, caso do prédio que abriga a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, e a Escola de Belas Artes, projetado por Jorge Machado Moreira e premiado na IV Bienal de São Paulo.
Duque de Caxias
Com o objetivo de colaborar com o Inmetro, a Universidade estabeleceu parceria com a Prefeitura Municipal de Duque de Caxias e com a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico e Políticas Sociais. Atualmente são oferecidos, além de Biofísica, os cursos de Biotecnologia e Nanotecnologia, ambos implantados no primeiro semestre de 2010. Já no ano seguinte, deu-se início ao mestrado profissional em Formação Científica para Professores de Biologia, com o público-alvo licenciados em Ciências Biológicas que buscam atualização e aperfeiçoamento. Os alunos têm à disposição a infraestrutura e os laboratórios do Inmetro, apesar de muitos ainda realizarem seus estágios curriculares na Cidade Universitária, assim como a maioria dos docentes cujos laboratórios estão no câmpus sede. A inauguração do câmpus universitário em área do Inmetro cedida à UFRJ está prevista para meados de 2012.
Macaé
A presença da UFRJ em Macaé vem desde a década de 1980, em que pesquisadores do Instituto de Biologia realizavam pesquisas em lagoas da Região dos Lagos. Em parceria com a Prefeitura Municipal de Macaé, em 1994, foi instituído o Núcleo de Pesquisas Ecológicas de Macaé (NUPEM). O reconhecimento da presença e importância da universidade no município foi visível, tanto que a Prefeitura doou um terreno de 29 mil m² em que foi instalada a infraestrutura inicial, formando um centro universitário. Em 2005, o NUPEM foi oficializado como órgão suplementar do Centro de Ciências da Saúde, e no ano de 2006, pela primeira vez se iniciou um curso de graduação presencial da UFRJ fora da Rio de Janeiro — a licenciatura em Ciências Biológicas na sede do NUPEM. Em 2007 a Prefeitura Municipal de Macaé inaugurou um complexo universitário, com dois prédios construídos, de um total de sete previstos, para receber cursos de graduação, pós-graduação e extensão, nesta solenidade ocorreu também a assinatura do Protocolo de Intenções entre a Prefeitura e a UFRJ para que em 2008 fossem iniciados os cursos de Química e Farmácia, aumentando para três o número de cursos oferecidos pela universidade em Macaé.
Polos de Educação a Distância
Os cursos à distância funcionam através do consórcio do Centro de Educação Superior a Distância do Rio de Janeiro (CEDERJ), firmado entre a UFRJ e as seguintes instituições: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) e Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ). Ministrados na modalidade semipresencial, em que é necessária a participação de alunos em determinadas atividades presenciais, a UFRJ oferece os cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas, Física e Química. Ao final do curso, o aluno recebe o diploma igual ao do aluno presencial da universidade que é matriculado, de acordo com o polo escolhido. O ingresso é por meio do vestibular do próprio consórcio. Os polos com atuação da UFRJ estão instalados nos seguintes municípios: Angra dos Reis, Duque de Caxias, Itaperuna, Macaé, Nova Iguaçu, Paracambi, Piraí, Rio de Janeiro, São Gonçalo, Três Rios e Volta Redonda.
Parque Tecnológico do Rio
Na Cidade Universitária está instalado o Parque Tecnológico do Rio, um complexo tecnológico voltado para pesquisas em energia, petróleo e gás. Em parceria com a Petrobras, a UFRJ objetiva transformar a área de 350 mil m² no maior centro global de pesquisa tecnológica do setor petrolífero, tendo em vista que a exploração do pré-sal necessita de desenvolvimento de novas tecnologias. Talvez, seja por isso que comparações com o Vale do Silício, na Califórnia, tornaram-se comuns. Destacam-se: Há também o Centro de Excelência em Gás Natural (CEGN), o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), o Núcleo de Tecnologias de Recuperação de Ecossistemas (NUTRE) e um centro de realidade virtual vinculado ao Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE). Outras empresas já estabeleceram centros de pesquisa na Cidade Universitária, como L'Oréal, Siemens AG, Usiminas, Schlumberger, Baker Hughes, FMC Technologies, Repsol YPF, Halliburton e Tenaris Confab. Ainda estão sendo abertas licitações para a construção de novos centros de pesquisa e uma torre para abrigar até cem empresas. O projeto do Parque já atraiu mais de 200 empresas de pequeno e médio porte, que agregam alto valor tecnológico.
O Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOceano), é uma instalação de pesquisa de destaque internacional, projetada para reproduzir as condições do ambiente marinho e simular fenômenos que ocorrem em lâminas d'água superiores a 2.000 metros de profundidade. O laboratório representa um recurso estratégico para o Brasil, cuja maior parte das reservas de petróleo está localizada em águas marítimas, e atende às demandas das indústrias petrolífera e naval. O tanque oceânico do LabOceano possui capacidade para 23 milhões de litros de água e altura equivalente a um prédio de oito andares. Sua estrutura inclui uma profundidade de 15 metros, além de um poço central com mais 10 metros adicionais, totalizando 25 metros. Este equipamento está entre os mais avançados do mundo, sendo comparável apenas a duas outras instalações similares: o Marintek, na Noruega, com 10 metros de profundidade, e o Marin, na Holanda, com 10,5 metros. O LabOceano é um exemplo da excelência em pesquisa e inovação tecnológica desenvolvida na universidade.
Ônibus híbrido H2+2
O H2+2 é um ônibus híbrido movido a energia elétrica, obtida de bateria abastecida na rede e complementada com energia produzida a bordo, por meio de pilha a combustível alimentada com hidrogênio. É um veículo silencioso, com eficiência energética maior que a dos ônibus a diesel e com emissão zero de poluentes. Com tecnologia 100% nacional, o veículo foi lançado durante a Rio+20, o evento promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2012, no Rio de Janeiro.
Editora UFRJ
No ano de 1986, foi fundada a Editora UFRJ, visando que a universidade tivesse um braço editorial para publicações impressas. Desde sua fundação, a editora já venceu importantes prêmios como o Jabuti, principal prêmio literário do país. Em 2014, a editora ganhou uma livraria no bairro de Botafogo.
UFRJ Mar
O UFRJ Mar é um projeto desenvolvido no litoral do estado do Rio de Janeiro abrangendo diversas áreas do conhecimento, como Educação Física, Engenharia, Ciências Biológicas e Geociências. O projeto utiliza um dos mais completos conjuntos de laboratórios para ensino e pesquisa de estudos marítimos e costeiros no desenvolvimento de soluções para os problemas que enfocam o mar como meio ambiente e fonte de recursos.
Conhecendo a UFRJ
O Conhecendo a UFRJ é um evento que ocorre anualmente durante dois dias na Cidade Universitária, em que estudantes do ensino médio vivenciam o dia-dia da universidade através de palestras e visitas guiadas pelo câmpus.
Usina de Ondas
Desenvolvido pela COPPE com apoio do Governo do Ceará a Usina de Ondas do Pecém é a primeira da América Latina e coloca o Brasil em um seleto grupo de países com conhecimento para extrair energia elétrica das ondas do mar. Fabrica com tecnologia 100% brasileira, está localizada a 60 km de Fortaleza no quebra mar do Porto de Pecém. O projeto dos pesquisadores do Laboratório de Tecnologia submarina da COPPE foi concebido em módulos o que permite a ampliação da capacidade da usina.
MagLev Cobra
O Maglev Cobra é um trem de levitação magnética desenvolvido na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) pela Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia) e pela Escola Politécnica através do LASUP (Laboratório de Aplicações de Supercondutores). O trem brasileiro, assim como o maglev alemão, flutua sobre os trilhos, tendo atrito apenas com o ar durante seu deslocamento. O Maglev Cobra se baseia em levitação, movendo-se sem atrito com o solo através de um motor linear de primário curto. O veículo foi concebido visando uma revolução no transporte coletivo através da alta tecnologia, de forma não poluente, energeticamente eficiente e de custo acessível para os grandes centros urbanos.


