Pigmento
Um pigmento é um material que muda a cor da luz transmitida ou refletida como resultado de uma absorção seletiva num dado comprimento de onda. Este processo físico é diferente da fluorescência ou fosforescência nos quais é o material que emite luz.
Os pigmentos aparentam as cores porque eles refletem e absorvem seletivamente certos comprimentos de onda da luz. A luz branca é aproximadamente uma mistura idêntica de todo o espectro da luz visível com uma gama de comprimentos de onda entre 380/400 nm a 760/780 nm. Quando esta luz encontra um pigmento, parte do espectro é absorvida pelas ligações químicas dos sistemas conjugados e outros componentes do pigmento. Alguns outros comprimentos de onda ou partes o espectro são refletidos ou dispersos. A maioria dos pigmentos são complexos de transferência de carga tal como compostos de metais de transição com largas bandas de absorção que subtraem a maioria das cores da luz branca incidente. O espectro da luz refletida cria a aparência da cor. O pigmento ultramarino reflete a luz azul e absorve as outras cores. Os pigmentos, ao contrário das substâncias fluorescentes ou fosforescentes apenas podem subtrair comprimentos de onda da luz incidente e nunca adicionar novos comprimentos de onda.
Os pigmentos naturais, tal como os ocres e os óxidos de ferro têm sido usados como corantes desde a era pré-histórica. Arqueólogos descobriram provas de que os homens primitivos usaram tinta para fins estéticos, como pintura corporal. Pigmentos e ferramentas de moagem, que se acredita terem cerca de 300 000 anos na gruta de Twin Caves, Zâmbia. Antes da revolução industrial, a gama de cores disponíveis para utilizações artísticas e decorativas era tecnicamente limitada. A grande maioria dos pigmentos eram minerais, terras ou de origem biológica. Os pigmentos de origens incomuns, como materiais botânicos, resíduos animais, insetos e moluscos eram colhidos e comercializados através de longas distâncias. Algumas cores eram extremamente caras ou impossíveis de misturar com a maioria dos outros pigmentos disponíveis. O azul e a púrpura ficaram associados à realeza, tal era o seu preço de compra Os pigmentos biológicos eram de difícil aquisição e os detalhes da sua produção eram mantidos em segredo pelos fabricantes. A púrpura tíria é um pigmento fabricado a partir do muco de várias espécies de Hexaplex trunculus. A sua produção, para ser usado par tingir tecidos, começou, por volta de 1200 a.C. em Tiro, no atual Líbano, pelos fenícios, sendo mais tarde fabricado pelos gregos até 1453, quando caiu Constantinopla
Desenvolvimento dos Pigmentos Sintéticos
Os primeiros pigmentos conhecidos eram minerais naturais. Óxidos de ferro naturais dão uma gama de cores e são encontradas em muitas pinturas do Paleolítico e Neolítico. Dois exemplos incluem Ocre vermelho anidro Fe2O3 e o ocre amarelo hidratado Fe2O3.H. O Carvão e o Negro de fumo, também são usados desde os tempos pré-históricos. Os dois primeiros pigmentos sintéticos foram o Chumbo branco (Carbonato de Chumbo - PbCO3)2Pb(OH)2 e o Azul Egípcio (silicato de cobre – CaCuSi4O10 e/ou Silicato de cálcio – CaO•CuO•4SiO2). O Chumbo branco é produzido por combinação do Chumbo com Vinagre (Ácido acético - CH3COOH) na presença de Dióxido de Carbono – CO2. O Azul egípcio era fabricado através de vidro colorido com minério de cobre, principalmente malaquite. Estes pigmentos começaram a ser usados cerca do 2 000 anos AC.
Novas Fontes dos Pigmentos históricos
Antes da revolução industrial, muitos pigmentos eram conhecidos pelo local onde eram produzidos. Os pigmentos baseados em minerais e argilas tinham o nome da cidade ou região de onde eram extraídos. A Terra de siena era originária de Siena, Itália, enquanto que a Umbra era originária da Úmbria. Estes pigmentos estavam entre os que foram mais facilmente sintetizados, e os químicos criaram cores modernas baseadas nos originais que eram muito mais consistentes que as mineradas, no entanto o nome das cores manteve-se inalterado, mesmo se a sua base química seja completamente distinta.
Normas industriais
Antes do desenvolvimento dos pigmentos sintéticos e o apuramento das técnicas para a extração de pigmentos minerais, os lotes de cores eram muito inconsistentes. Com o desenvolvimento da moderna indústria da cor, os profissionais e os fabricantes cooperaram para criarem normas internacionais para a identificação, produção, medição e teste das cores. Publicado pela primeira vez em 1905, o sistema de cores de Munsell tornou-se no fundamento para uma série de sistemas colorimétricos, fornecendo métodos objectivos para a medição da cor. O sistema Munsell descreve a cor em 3 dimensões, matiz, luminosidade e saturação (pureza da cor), onde a saturação é a diferença para o cinzento de um dado valor de matiz e luminosidade.


