Museu de Arte de São Paulo
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand é um museu de arte particular e sem fins lucrativos brasileiro fundado em 1947 pelo empresário e jornalista Assis Chateaubriand e localizado na cidade de São Paulo. É considerado um dos centros culturais mais importantes do Brasil e um dos museus mais visitado do país e do mundo, sendo frequentemente listado entre os melhores do planeta.
Assis Chateaubriand não chegaria a ver a inauguração da nova sede do MASP. Morreu alguns meses antes, em 4 de abril de 1968, vítima de uma trombose. Seu império jornalístico, por sua vez, já havia começado a se esfacelar desde o início da década de 1960, com dívidas crescentes e com a concorrência da rede de jornais de Roberto Marinho, fazendo escassear os recursos que haviam permitido a formação do acervo. Bardi se preocupava com o futuro do museu e da coleção, cuja integridade já havia sido ameaçada na década anterior. Assim, em 1969, a pedido do museu, a coleção foi tombada pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual IPHAN). Tornou-se assim inalienável, faz parte do patrimônio brasileiro e qualquer movimentação de obras para fora do país necessita de autorização expressa do IPHAN. Apesar das dificuldades financeiras do MASP terem se agravado após a morte do fundador, impossibilitando a aquisição de novas obras, o museu conservou seu perfil de instituição dinâmica. Em 1970, organizou e sediou a primeira edição do Congresso Internacional de Histórias em Quadrinhos, do qual participaram artistas consagrados, como Burne Hogarth e Lee Falk, entre outros. Em 1973, o museu foi convidado a expor obras do acervo em várias instituições japonesas, iniciando um longo e profícuo intercâmbio com este país. Quando retornou, a coleção foi apresentada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Parte do acervo seguiria novamente para o Japão, em uma série de exposições realizadas entre 1978 e 1979.
Antecedentes
A década de 1940 caracterizou-se no Brasil como um período de grande efervescência no plano econômico e político. Fatores de ordem internacional, como a Segunda Guerra Mundial e a crise de 1929, favoreceram um surto de desenvolvimento industrial, em substituição ao ciclo do café, tendo como consequência direta a criação das condições necessárias ao crescimento urbano e à instalação de uma "estrutura cultural" no país. Em São Paulo, particularmente, o período se notabilizou pela consolidação de um vigoroso parque industrial. O estado, a essa altura, já havia suplantado o Rio de Janeiro como principal produtor de bens de consumo do país. A capital paulista prosseguia em sua trajetória de extraordinário crescimento populacional. Atraindo muitas indústrias e concentrando uma expressiva e poderosa elite, abandonava progressivamente o aspecto de cidade provinciana.
Fundação e primeiros anos
Nos três primeiros anos de atividade, o museu funcionaria em uma sala de mil metros quadrados, no segundo andar do Edifício Guilherme Guinle, na rua Sete de Abril, centro de São Paulo, projetado pelo arquiteto francês Jacques Pilon para ser a sede dos Diários Associados. Lina Bo Bardi projetou os espaços no primeiro andar, eliminando paredes e elementos decorativos constantes do projeto original, a fim de que o espaço obedecesse a um ambiente estritamente funcional. Além da pinacoteca, contava com uma sala de exposição didática sobre a história da arte, duas salas para exposições temporárias e um auditório com 100 lugares. Essa divisão refletia o interesse dos fundadores em conceber a nova instituição como centro difusor de conhecimento e cultura, opondo-se à ideia de museu como simples depósito de obras de arte.
Escolas do MASP
Três anos após a fundação, visando acomodar o crescente acervo, o museu passou a contar com mais três andares do Edifício Guilherme Guinle. O terceiro andar foi reservado para a coleção permanente e se destacava pelo partido museológico adotado: as paredes eram suspensas por tirantes de aço, com iluminação planejada e sem a intervenção de paredes. Cursos e palestras ocupavam o quarto e o décimo-quinto andares. No segundo andar, ficavam os auditórios, e espaços expositivos, além de biblioteca e laboratório fotográfico. Os novos espaços foram inaugurados pelo presidente da república, Eurico Gaspar Dutra, com a presença do banqueiro Nelson Rockefeller e do cineasta Henri-Georges Clouzot.
Turnê internacional
Na década de 1950, o museu ensaiava a internacionalização de suas atividades. Chateaubriand havia adquirido para o MASP a Villa Benivieni, antiga residência de Alexander Mackenzie, em Fiesole, nos arredores de Florença, com o objetivo de lá abrigar estudantes latino-americanos que quisessem se especializar em história da arte. O projeto não pôde ser levado adiante, pois o museu viu-se obrigado a vender a residência quando passou por dificuldades financeiras na década seguinte. Em 1953, a coleção já havia adquirido um volume suficientemente importante para que o MASP fosse convidado a expor suas obras em museus estrangeiros. Pietro Maria Bardi planejava uma forma de consolidar o acervo do museu, submetendo-o à avaliação crítica internacional, como forma de responder às insinuações de parte da imprensa brasileira de que Chateaubriand estava criando um museu de obras falsas. Entrou em contato com Germain Bazin, então diretor do Louvre, que lhe assegurou a possibilidade de albergar a mostra na capital francesa.
Penhor do acervo
O longo período de apresentações de obras do museu na Europa foi bastante prolífico para o aumento da coleção. À medida que as exposições iam se sucedendo, apareciam boas oportunidades no mercado. Bardi e Chateaubriand decidiram, portanto, comprar mais algumas obras. Para isso, assumiram uma dívida considerável com duas tradicionais galerias comerciais, a Wildenstein e a Knoedler. Quando as obras foram apresentadas nos Estados Unidos, o representante da Galeria Knoedler, Walter J. Leary, impaciente por uma solução, decidiu executar a dívida, solicitando à justiça norte-americana o sequestro das obras. Georges Wildenstein recusou-se a tomar a mesma atitude. A respeito do assunto, declarava: "Somos criadores e não liqüidantes de museus".
Edifício Lina Bo Bardi (1958-1968)
No final da década de 1950, o crescente volume do acervo e a ampliação das atividades didáticas do museu demandavam espaços mais amplos e adequados a atividades museológicas regulares. Na tentativa de solucionar o problema, Bardi fez contatos com a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Ficou acertado que o museu teria um espaço no edifício que a fundação estava erguendo no bairro de Higienópolis, onde seria exposto seu acervo, ao qual se juntariam as obras do fundador da FAAP (hoje reunidas no Museu de Arte Brasileira). As obras do MASP chegaram a ser expostas nas salas da fundação, mas Bardi mostrou-se preocupado com a qualidade de algumas peças a serem incorporadas à coleção. Preferiu romper o acordo, recomeçando a busca por uma nova sede.
Edifício Lina Bo Bardi (1958-1968)
Primeiro edifício do MASP na Avenida Paulista, seu nome homenageia a arquiteta italiana Lina Bo Bardi, responsável pelo projeto. Foi erguido pela Prefeitura de São Paulo e inaugurado em 1968, com a presença da soberana britânica, a rainha Isabel II. É uma das principais obras da arquitetura modernista no país. O edifício foi erguido no terreno do antigo Belvedere Trianon, na Avenida Paulista, de onde se avistava o centro da cidade e a serra da Cantareira. O doador do terreno à prefeitura, o engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, construtor da avenida Paulista e precursor do urbanismo no Brasil, havia vinculado a doação do terreno à municipalidade ao compromisso expresso de que jamais se construiria ali obra que prejudicasse a amplidão do panorama. Desse modo, o projeto exigia ou uma edificação subterrânea ou uma suspensa. A arquiteta Lina Bo Bardi e o engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz optaram por ambas as alternativas, concebendo um bloco subterrâneo e um elevado, suspenso a oito metros do piso, através de quatro pilares interligados por duas gigantescas vigas de concreto. Sob eles, estendia-se o que foi considerado uma ousadia: o maior vão livre do mundo à época, com extensão total de 74 metros entre os apoios, afirmando a técnica do concreto protendido no país.
Edifício Pietro Maria Bardi (2019-2024)
Nomeado Pietro Maria Bardi em homenagem ao primeiro diretor artístico do MASP, o novo prédio é o maior avanço espacial do museu desde sua instalação no histórico edifício Lina Bo Bardi em 1968. Sua construção integra o projeto de expansão e modernização da infraestrutura do museu, encabeçado pela gestão de Heitor Martins e já embrionado no começo dos anos 2000, durante a gestão de Júlio Neves. Foi aberto ao público em 28 de março de 2025. Com design monolítico, inspirado nos museus verticais de grandes metrópoles, o projeto buscou traçar conexões visuais entre o então edifício-sede e o novo prédio. Elementos como piso de madeira maciça preta, pedra de basalto e concreto bem aparente fazem referência ao projeto de Lina Bo Bardi; além da preservação da sensação de abertura e de integração com os entornos. Adicionalmente, o projeto aumentou a área do museu em mais de 7mil m², com 14 andares onde se dispõem cinco novas galerias para exposições, duas áreas multiuso, salas de aula, laboratório de conservação, área de acolhimento, restaurante e café, além de depósitos e docas para carga e descarga de obras de arte.
A esplanada sob o edifício Lina Bo Bardi, conhecida como “vão livre”, foi concebida para se tornar uma praça de uso da população. Considerado uma obra-prima da arquitetura e um dos espaços livres mais importantes de São Paulo, o belvedere foi concebido pela arquiteta Lina Bo Bardi em 1958, durante a realização do projeto inicial de sede do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. A estrutura se insere na atmosfera arquitetônica do Brasil dos anos 1950, considerada única pela sua peculiaridade: o corpo principal pousado sobre quatro pilares laterais, resultando em um vão livre de 74 metros, à época considerado o maior do mundo. A inovação foi viabilizada pelo trabalho do engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, que aplicou na obra a sua própria patente de concreto protendido. A justificativa comumente utilizada para a criação do vão é a da exigência, no momento de concepção do projeto na década de 1950, de se construir um belvedere capaz de manter a visão do centro da cidade a partir da Avenida Paulista. A versão foi contestada pelo historiador Daniele Pisani, argumentando que o terreno teria sido vendido à prefeitura por José Borges de Figueiredo, sócio do primeiro no loteamento da avenida, sem exigência quanto ao belvedere, mencionando apenas em carta que o lote deveria se manter público.
Formação
O processo de aquisição de obras ocorreu principalmente entre 1947 e 1960. Bardi, ex-proprietário de galerias em Milão e Roma, teve a tarefa de procurar e selecionar as obras que deveriam ser compradas, enquanto Chateaubriand se responsabilizou por encontrar doadores e potenciais mecenas engajados em sua causa de dotar o Brasil de um museu de nível internacional. Embora tenham-se registrado muitas doações espontâneas, Chateaubriand adquiriu reputação por se utilizar de métodos ousados de persuasão. Respaldado pela influência dos Diários Associados, ele negociava com os anunciantes a arrecadação de recursos, mediante um processo de intimidação. Depois, retribuía aos doadores com títulos de mecenas, festejando cada nova aquisição com banquetes, discursos e até mesmo paradas cívicas, como a que se registrou em Salvador por ocasião da chegada da obra O escolar de Van Gogh. Em 1947, por ocasião do desembarque no Brasil da obra Auto-retrato com Barba Nascente de Rembrandt, Chateaubriand proferiria um discurso de desconcertante sinceridade:
Caracterização
O Museu de Arte de São Paulo possui a maior e mais completa coleção de arte ocidental da América Latina e de todo Hemisfério Sul. Dentre as mais de onze mil peças do museu, destaca-se o segmento referente às pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e artes decorativas europeias, desde a Antiguidade aos dias atuais. As obras francesas constituem, ao lado das italianas, o principal núcleo do acervo, seguidas pelas escolas espanhola, portuguesa, flamenga, holandesa, inglesa e alemã. O museu também mantém sob sua guarda uma significativa coleção de arte brasileira, atestando o desenvolvimento das artes no Brasil do século XVII aos dias de hoje. Ainda no contexto da arte ocidental, são relevantes os conjuntos referentes às artes norte e latino-americanas. Marcam presença no acervo da instituição objetos representativos da produção artística em diversos períodos e diferentes civilizações não ocidentais - como a arte africana e a arte asiática, como no caso das do par de guerreiros chineses e da escultura da divindade africana Exu. Outros que se destacam por sua importância arqueológica, artística e histórica são o seleto conjunto de antiguidades egípcias, etruscas e greco-romanas e outros artefatos de culturas pré-colombianas e da arte medieval europeia.
Gestão Júlio Neves (1994-2008)
Em 1994, ultrapassando José Mindlin por um voto, o arquiteto Júlio Neves, amigo íntimo de Paulo Maluf, foi eleito pelo conselho diretor presidente do MASP. Sem concorrentes nos pleitos seguintes, Júlio Neves exerceria sete mandatos consecutivos, dirigindo o museu por 14 anos. Sua gestão, bastante polêmica, seria amplamente criticada pela suposta inconsistência do projeto curatorial e do programa museológico. Critica-se, também, a forma como Neves conduziu a crise financeira do museu, bastante acentuada nos seus últimos anos à frente da presidência. Júlio Neves coordenou a grande reforma do edifício, levada a cabo entre março de 1996 e setembro de 2001, ao custo de 20 milhões de reais. Também polêmica, a reforma, embora tenha sanado problemas críticos do edifício, foi criticada por supostamente descaracterizar o projeto original de Lina. A direção também determinou a substituição dos cavaletes de concreto e vidro do segundo andar, idealizados por Lina, pelo tradicional sistema de divisórias.
Gestão Azevedo (2008-2013)
Em novembro de 2008, João da Cruz Vicente de Azevedo, encabeçando chapa única, foi eleito presidente do MASP por 41 dos 71 votos do conselho diretor para um mandato de dois anos. A colecionadora Beatriz Pimenta de Camargo foi eleita vice-presidente na mesma chapa e posteriormente sucedeu Vicente de Azevedo na presidência do Museu.
Gestão Heitor Martins (2014-atualmente)
Em 2014, a diretoria foi totalmente reestruturada, e Heitor Martins assumiu a presidência, em um momento no qual o MASP passava por uma grave crise que ameaçava a sua sobrevivência. Iniciou-se um ciclo da modernização do MASP, com um grande choque de gestão. Além das questões administrativas, foram realizadas transformações na programação curatorial. Heitor nomeou Adriano Pedrosa como diretor artístico, que trouxe exposições de grande sucesso, como Histórias afro-atlânticas, realizada em 2018 em parceria com o Instituto Tomie Ohtake e eleita a melhor daquele ano pelo The New York Times. Pedrosa desenvolveu uma série de projetos em torno da noção plural de “Histórias”, palavra que engloba ficção e não ficção, relatos pessoais e políticos, narrativas privadas e públicas, possuindo um caráter especulativo, plural e polifônico Essas histórias têm uma qualidade processual aberta, em oposição ao caráter mais monolítico e definitivo das narrativas históricas tradicionais. Atualmente, a diretoria do museu é também composta por Carolina Rossetti, diretora de relações institucionais, Marcelo Ribeiro, diretor financeiro e de operações, e Paulo Vicelli, diretor de experiência e comunicação.
A programação expositiva do MASP é complementada por um calendário de atividades para interação do público, como programas da equipe de mediação, cursos do MASP Escola, acesso à publicações no Centro de Pesquisa, eventos culturais apresentados nos auditórios do museu, além dos serviços MASP Loja, o MASP Café e o restaurante MASP A Baianeira. A instituição conta com um auditório e mantém um calendário permanente de exposições e espetáculos.
Mediação e programas públicos
O museu oferece cursos e atendimento a grupos desde a sua fundação, em 1947. Além da realização de exposições, publicações e cursos, ao longo dos anos diversos profissionais elaboraram programas fundamentais no desenvolvimento da educação no museu, contemplando também atividades para crianças e estudantes. Entre as contribuições estiveram o Club Infantil de Arte de Suzanna Rodrigues, entre 1948 e 1953; o Departamento de Difusão de Najma Burdmann, entre 1971 e 1983; em 1997, o MASP instituiu o "Serviço Educativo", para o qual contribuiu Paulo Portella Filho, com o objetivo de realizar e implementar constantemente programas específicos para o seu público.
Centro de Pesquisa
O "Centro de Pesquisa do MASP" tem como finalidade guardar, preservar, organizar e divulgar todo o material bibliográfico, iconográfico e histórico existente na instituição. O núcleo foi estabelecido inicialmente como uma biblioteca, sendo parte das comemorações do 30.º aniversário do museu em 1977, quando Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi doaram sua coleção de livros à instituição. Durante os anos 1990, suas atividades foram ampliadas para incluir a incorporação da documentação gerada pelas operações do museu. A partir de 2017, com uma nova perspectiva sobre seu propósito, passou a ser chamado de Centro de Pesquisa. O valioso acervo especializado em artes plásticas, arquitetura, história e história da arte, design, fotografia, moda e afins, é composto de mais de 70 mil volumes, entre livros, livros raros, catálogos de museus e exposições, periódicos, zines, teses e boletins de museu. Trata-se da principal fonte de pesquisa para o estudo da História da Arte em São Paulo e é uma das maiores bibliotecas especializadas em arte do país, possuindo periódicos nacionais e internacionais como O Cruzeiro, Habitat, Mirante das Artes, Gazette des Beaux Arts, ArtForum e Frieze. Entre os livros raros, encontram-se preciosidades como Trattato della Pittura, de Leonardo da Vinci (1792), Le Fabbriche e I Disegni, de Andrea Palladio (1796), Vita Del Cavaliere Gio. Lorenzo Bernino (1682) e Ragionamenti Del Sig. Cavaliere Giorgio Vasari (1588), entre outros.
MASP Loja
O MASP Loja oferece grande variedade de livros de arte editados pelo museu e também de outras editoras. Traz também uma grande variedade de livros educativos infantis, catálogos do acervo do museu e das exposições atuais e anteriores. A loja apresenta uma linha própria de produtos do museu, e uma seleção de objetos provenientes de várias partes do país, elaborados por comunidades de artesãos, povos indígenas e designers. Essa seleção tem a consultoria da curadora-adjunta MASP Loja Adélia Borges, em um trabalho que integra seu esforço para divulgar e valorizar o objeto brasileiro. Os produtos são apresentados de forma não hierárquica, em coerência com o posicionamento conceitual da instituição definido por Lina Bo e Pietro Maria Bardi, e retomado por Adriano Pedrosa desde que assumiu a direção artística, em 2014.
MASP A Baianeira
Desde 2019, o espaço do 2° subsolo do MASP recebe o restaurante A Baianeira, comandado pela chef Manuelle Ferraz. Partir do regional para falar de Brasil é o lema da chef, natural de Almenara, no Vale do Jequitinhonha, que elabora pratos com referências baianas e mineiras. No MASP, A Baianeira tem uma carta especial de drinques, preparada por Néli Pereira, do Espaço Zebra. Durante o almoço, as opções incluem tanto os pratos do dia, quanto opções permanentes. Diariamente, há opções de pratos vegetarianos ou veganos, uma proposta condizente com um equilíbrio de consumo de proteína animal, estimado por Manu. O conceito de gastronomia de Manuelle Ferraz casa com a proposta do MASP de romper hierarquias nas artes, sem discriminar, por exemplo, arte e artesanato. Embora faça pratos vistosos, a busca de Manuelle é por quebrar categorizações e estigmas e trabalhar com ingredientes muitas vezes desprezados pela chamada alta gastronomia. Manuelle Ferraz foi reconhecida Chef Revelação pelo prêmio Melhores do Ano Prazeres da Mesa 2018-2019 e teve seu restaurante eleito um dos novos Bib Gourmand (melhor custo-benefício) do Guia Michelin Brasil 2019. Ainda naquele ano, A Baianeira foi eleito o Melhor Restaurante para se Sentir em Casa, pela premiação gastronômica O Melhor de São Paulo, do jornal Folha de S.Paulo. O restaurante também foi premiado como melhor restaurante de comida brasileira pelo guia Comer & Beber 2021/2022 da Veja São Paulo.
MASP Café
Inaugurado em 23 de fevereiro de 2022, o MASP Café é uma parceria entre o MASP e A Baianeira, sob direção da chef Manuelle Ferraz.


