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Enel Distribuição São Paulo

Enel Distribuição São Paulo, anteriormente conhecida como Eletropaulo Metropolitana e AES Eletropaulo, é uma empresa privada de distribuição e comercialização de energia elétrica, que realiza a distribuição de energia na Grande São Paulo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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História

Antecedentes

Desde 1899, a Light São Paulo - São Paulo Tramway, Light and Power Company, uma empresa privada de capital canadense, era a responsável pelos serviços de energia elétrica em São Paulo capital e arredores. No final da década de 1970, o contrato de concessão da Light com o governo federal, assinado no início do século e com validade de 70 anos seria encerrado, com a entrega dos ativos investidos no Rio de Janeiro e em São Paulo ao governo brasileiro. O governo federal, através da Eletrobrás, adquiriu o controle acionário da Light – Serviços de Eletricidade S/A, estatizando-a. Em 20 de março de 1981, o Governo do Estado de São Paulo, durante a gestão de Paulo Maluf, constituiu a Eletropaulo, com a finalidade básica de assumir a operação dos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, nos municípios de concessão da Light no estado de São Paulo.

Eletropaulo Metropolitana e AES Eletropaulo

O leilão da Eletropaulo Metropolitana ocorreu no dia 15 de abril de 1998, tendo sido arrematada sem ágio por 2,026 bilhões pelo consórcio Lightgás, formado porː AES Corporation (11,46%), Houston Industries Energy (11,46%), Électricité de France (EDF) (11,46%) e Companhia Siderúrgica Nacional (7,32%). Este consórcio também havia vencido o leilão de privatização da Light em 1996. Em 2001, ocorreu a venda das ações da Reliant (Houston Industries) e da CSN para a AES Corporation, a Eletropaulo Metropolitana passou a ser controlada apenas pela AES. Com isso, a empresa passou a adotar a marcar AES Eletropaulo. Em fevereiro de 2002, em um processo de reestruturação societária, houve troca de ações entre o grupo francês EDF (que ficou com a Light) e a AES Elpa, que assumiu o controle da Eletropaulo.

Enel Distribuição

A companhia foi adquirida pela Enel Brasil em 4 de junho de 2018. Na ocasião, a companhia italiana pagou R$ 5,55 bilhões, o que representa 73,38% do capital total da concessionária paulista. A partir dessa data, entre outros acionistas, a americana AES e o BNDES, deixaram de fazer parte do quadro societário da Eletropaulo. A conclusão e homologação da compra aconteceu no dia 3 de dezembro de 2018. Com alteração na estrutura acionária, a Eletropaulo Metropolitana passou a adotar marca Enel Distribuição São Paulo. Chegando a possuir 93,3% do capital da empresa, a Enel Brasil realizou outras ofertas de aquisição de ações em 2018. Durante 2019, a companhia realizou novas operações com o intuito de aumentar o capital e a oferta pública de aquisição de ações, passando a deter 100% do capital da concessionária no final do mesmo ano. Dessa forma, as ações da Enel SP deixaram de ser negociadas no Novo Mercado da B3, mantendo o registro de companhia de capital aberto na categoria B.

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Área de concessão

A área de concessão da Enel Distribuição São Paulo engloba 24 municípios da Grande São Paulo, incluindo a Capital: São Paulo, Pirapora do Bom Jesus, Cajamar, Santana de Parnaíba, Barueri, Osasco, Carapicuíba, Jandira, Itapevi, Vargem Grande Paulista, Cotia, Taboão da Serra, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra, Embu-Guaçu, Juquitiba, Diadema, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Santo André, Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e Mauá.

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Projetos

Com inscrições até janeiro de 2021, a Enel Distribuição São Paulo lançou, em novembro de 2020, a Chamada Pública de Projetos (CPP) de Eficiência Energética 2020, que incentiva consumidores da companhia a apresentarem seus projetos de consumo eficiente de energia elétrica. Em 2020, a Enel Distribuição São Paulo também fechou uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (SENAI-SP), por meio da Plataforma de Inovação da Indústria para o desenvolvimento do “Plano imersivo para desenvolvimento de colaboradores com tecnologias digitais”. A iniciativa visa a reformulação do plano de treinamento e desenvolvimento de colaboradores, considerando a inclusão da tecnologia de realidade virtual, inteligência artificial e uso de sensores biomédicos. A finalidade é analisar e traçar o comportamento dos colaboradores no decorrer das atividades do treinamento com o intuito de melhorar o nível de excelência operacional, diminuir riscos e acidentes durante a realização do trabalho.

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Enel na pandemia de COVID-19

A pandemia causada pelo coronavírus (COVID-19) impactou os negócios e serviços da Enel e, assim como diversas companhias, a distribuidora sentiu os efeitos da grande crise sanitária. A Enel Distribuição São Paulo, por exemplo, obteve lucro líquido de 256 milhões de reais de janeiro a agosto de 2020, o que representou uma queda de 53,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com o intuito de driblar os entraves que a pandemia gerou aos consumidores, a Enel tomou algumas medidas, como a interrupção do corte do fornecimento de energia em casos de inadimplência até determinados prazos, disponibilizou também uma biblioteca virtual aos clientes que aderiram à conta digital e ao agendamento virtual para os que precisassem de atendimento nas lojas físicas, para a resolução de alguns serviços. Em todos os serviços realizados pelos trabalhadores da companhia, foram utilizados equipamentos de proteção individual e coletivos tradicionais. Além disso, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso de máscara, luvas e álcool em gel, é constante em todas as atividades.

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Quedas de energia

2023

No início de novembro de 2023, depois de fortes chuvas e ventanias que ocasionaram a queda de diversas árvores, e parte de São Paulo teve problemas com o fornecimento de energia elétrica. Como falhas de fornecimento se estenderam por vários dias, a ocasião levou a conflitos entre a Prefeitura de São Paulo e a Enel, escalando inclusive para uma multa por parte do Procon e até uma CPI para investigar a atuação da empresa. Em paralelo, no dia 16 de novembro, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, pediu para a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) o cancelamento do contrato da Enel. Em 23 de novembro, o presidente da Enel Brasil, Nicola Cotugno, pediu demissão e seu cargo foi assumido de forma interina pelo presidente do Conselho de Administração, Guilherme Gomes Lencastre.

2024

Em outubro de 2024, um forte temporal atingiu a Grande São Paulo, deixando mais de 2,1 milhões de endereços sem energia elétrica na área de concessão da Enel. A concessionária acionou um plano de emergência e mobilizou cerca de 2.500 técnicos para reparar os danos causados pela tempestade, que incluiu a destruição de trechos da rede elétrica, postes, transformadores e outros equipamentos. Algumas regiões ficaram sem luz por mais de 12 horas, afetando bairros da capital paulista, como Morumbi, Jabaquara e Vila Sônia, além de cidades como Cotia e São Bernardo do Campo. A falta de energia também prejudicou o abastecimento de água em várias áreas, com a Sabesp pedindo o uso racional até a normalização do fornecimento. Para atender os casos mais críticos, a Enel disponibilizou cerca de 500 geradores e reforçou seus canais de atendimento, incluindo SMS e WhatsApp.

2025

No dia 07 de dezembro de 2025 na cidade de São Bernardo do Campo, a Enel foi responsável pelo cancelamento da Vivace Season por conta de uma manutenção mal planejada e não avisada aos colaboradores. Em dezembro de 2025, os perfis da Enel Brasil de São Paulo e do Rio de Janeiro tem uma nota desfavorável no Reclame Aqui, calculada com base nas reclamações dos consumidores nos anteriores 6 meses. Desde 2018, ela acumula mais de R$ 404 milhões em multas. Assim como em Goiás, o governo de São Paulo avalia a caducidade de concessão. Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas cobraram o Governo Lula pela extinção do contrato em 2025, cuja renovação seria antecipada para 2028. Gleisi Hoffmann refutou a imputação do governo federal pela privatização estadual e criticou a desestatização da Eletrobras feita durante Governo Bolsonaro. Sâmia Bomfim entregou representação ao Ministério Público do Estado de São Paulo solicitando investigações contra Enel, e Tribunal de Contas da União acionou invalidação de quaisquer atos da Aneel referente a sua concessão. Justiça determinou multas de R$ 200 mil por hora, pelo descumprimento no restabelecimento de energia. Segundo a juíza, "o periculum in mora é evidente: a desassistência elétrica continuada compromete a saúde, a segurança, a alimentação, o abastecimento e a própria ordem social".

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