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Mestre Vitalino

Vitalino Pereira dos Santos, conhecido como Mestre Vitalino, foi um importante artesão, ceramista popular e músico, sendo considerado um dos maiores artistas da História da arte do barro no Brasil.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Biografia

Vitalino Pereira dos Santos nasceu na cidade de Caruaru, Pernambuco. Era filho de um lavrador e de uma artesã que fazia panelas de barro para vender na feira. Ainda criança, começou a modelar pequenos animais de seu repertório rural, como bois e cavalos, com as sobras do barro usado por sua mãe na produção de utensílios domésticos para serem vendidos na feira de Caruaru. Os primeiros bonecos que criava eram seus brinquedos, e o barro que mais tarde serviria de matéria-prima para a sua arte, era retirado das margens do rio Ipojuca, local onde Vitalino brincava durante sua infância. Nos anos 1920, Mestre Vitalino cria a banda Zabumba Vitalino, da qual é o tocador de pífano principal. Na década de 1930, possivelmente influenciado pelos conflitos armados do período, modela seus primeiros grupos. As cenas que remetem à ordem e ao crime no sertão brasileiro são recorrentes em sua produção. Entre bandidos e soldados, policiais, ladrões de cabra e de galinha, destacam-se as figuras dos cangaceiros Lampião, Maria Bonita e Corisco.

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Obra

Notabilizam-se na obra de Mestre Vitalino as suas peças de cerâmica, que trazem figuras inspiradas nas crenças populares, em cenas do universo rural e urbano, no cotidiano, nos rituais e no imaginário da população do sertão nordestino brasileiro. Suas obras mais famosas são Violeiro, O enterro na rede, Cavalo-marinho, Casal no boi, Noivos a cavalo, Caçador de onça e Família lavrando a terra. Mestre Vitalino retratou em seus bonecos e bonecas de barro a cultura e o folclore do povo nordestino especialmente do interior de Pernambuco e da tradição do modo de vida dos sertanejos. Seus temas prediletos eram o trabalho, os ritos de passagem (nascimento, casamento e morte), a família e o lazer do homem sertanejo, ajudando a construir o imaginário de um povo. Além dos temas, a cor é um elemento importante na obra do artista. No início, ele a obtém por meio de argilas de diferentes tons, avermelhado e branco. Depois, passa a pintar os bonecos com tintas industriais, o que lhes confere um aspecto alegre e lúdico. De acordo com a antropóloga Lélia Coelho Frota, autora de livro sobre o ceramista, a cor, nessa fase de Vitalino, não é utilizada como mero elemento decorativo, mas sim como parte integrante da própria modelagem, na medida em que confere às figuras e cenas maior dramaticidade. A partir de 1953, o artista deixa de pintar as figuras, mantendo-as na cor da argila queimada.

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Homenagem

Imagem: Aureliano Nóbrega · BY-NC-ND · Openverse

Em 2009 o compositor brasileiro Jorge Antunes compôs a obra sinfônica intitulada O Massapê Vivo, em homenagem ao centenário de Mestre Vitalino. A composição musical foi premiada em concurso promovido pela Funarte (Fundação Nacional de Artes) e estreada na XVIII Bienal de Música Brasileira Contemporânea.

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Fontes consultadas

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