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Macroeconomia

Macroeconomia é uma das áreas da ciência econômica dedicada ao estudo de como se determinam as variáveis econômicas agregadas, como elas se comportam e como se relacionam entre si, de maneira geral, ela analisa a economia como um todo. Apesar do estudo macroeconômico já ter sido utilizado desde os primeiros economistas mercantilistas e mesmo depois por economistas fisiocratas, clássicos, marxistas e neoclássicos, é a década de 1930 que é considerada como o marco do surgimento da Teoria Macroeconômica, impulsionada pelas análises das causas da Grande Depressão e tendo como seu fundador o economista britânico John Maynard Keynes através de seu livro Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, dando origem a Revolução Keynesiana fazendo oposição às teorias da Escola Neoclássica de economia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Contabilidade Nacional

A Contabilidade Nacional (ou Contabilidade Social) oferece instrumentos de mensuração da atividade econômica de um país num determinado período de tempo. A contabilização dos agregados macroeconômicos feita por ela nos oferece informações sobre produção, consumo, investimento, exportações e importações de um país, região, bloco econômico, etc. A Contabilidade Nacional tem como identidade fundamental: Essa identidade é de vital importância para a verificação empírica de proposições da Teoria Macroeconômica produzindo estatísticas sistematizadas sobre variáveis agregadas. Valor total de todos os bens e serviços finais produzidos pela sociedade num determinado período de tempo. A sua mensuração do produto nacional pode ser feita Ótica do Produto, através da soma dos Valores Adicionados, que é o valor que foi acrescido em cada etapa produtiva e se dá pela diferença do Valor Bruto de Produção e Consumo Intermediário.

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Fluxo circular de renda

Derivado da Identidade Produto ≡ Renda ≡ Dispêndio surge o Fluxo Circular de Renda. Ele mostra na forma de um fluxograma como os agentes econômicos interagem numa economia, revelando o movimento do lado real e monetário de uma economia. Para explicar o funcionamento de uma economia através dele, primeiro consideremos dois agentes econômicos: Famílias e empresas. As famílias são as entidades que fornecem os serviços dos fatores de produção (trabalho, terra e capital) que detêm e recebem uma remuneração (renda) pelo seu uso pelas empresas. Empresas são as entidades produtoras de bens e serviços e compram os serviços dos fatores de produção das famílias e obtêm uma receita com a venda dos bens e serviços finais. O uso dos fatores de produção pelas empresas e o consumo dos bens e serviços finais pelas famílias representam o lado real da economia. O movimento do dinheiro utilizado para a realização das transações econômicas de compra e venda dos serviços dos fatores de produção e a produção e consumo de bens e serviços representam o lado monetário da economia e a determinação da demanda e oferta são intermediadas por meio de dois mercados: Mercado de bens e serviços e mercado de fatores de produção.

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Agregados macroeconômicos

A expressão agregados macroeconômicos designa, genericamente, os resultados da mensuração da atividade econômica como um todo. As palavras que estão por trás dessa expressão são conjunto, totalização, agregação. A dimensão total da economia é a referência do cálculo agregativo. Para sistematizá-lo desenvolveram-se diferentes Sistemas de Contabilidade Social. Investimento Bruto = Formação Bruta de Capital fixo + Variação de Estoque Investimento bruto é compra de bens de capital (somente produtos novos). Representam um acréscimo ao estoque de capital da economia. Bens de investimento e bens de capital são sinônimos. Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) refere-se à ampliação da capacidade produtiva futura de uma economia por meio de investimentos correntes em ativos fixos, ou seja, bens passíveis de utilização repetida e contínua em outros processos produtivos, por tempo superior a um ano, sem serem consumidos ao longo desses processos. Trata-se, portanto, de acréscimos ao estoque de bens duráveis destinados ao uso das unidades produtivas, realizados em cada ano, visando ao aumento da capacidade produtiva do país.

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Keynes x Neoclássicos

Keynes demonstra que a Lei de Say é equivocada quando esta diz que “a oferta cria sua própria demanda” porque pode haver insuficiência de demanda efetiva. Para os neoclássicos (Keynes refere-se a eles com clássicos), o valor de tudo produzido na economia durante qualquer período tem que ser igual à renda total recebida no mesmo período, então para empresas venderem tudo o que produziram as famílias têm que gastar toda a sua renda. Mas as famílias não gastam toda a sua renda, parte dela é poupada (S), parte dela sai do país (M) ou saem do fluxo circular de renda através de impostos (T), por isso são chamados “vazamentos” do fluxo circular de renda. As saídas têm como contrabalança “injeções”: investimentos (I), exportações (X) e gastos do governo (G). Os desequilíbrios que pudessem ocorrer seriam apenas temporários, a balança comercial tenderia a se equilibrar (X=M) por causa da oferta e demanda internacional, com boas políticas fiscais não haveria desequilíbrio orçamentário (T=G) e a taxa de juro (i) igualaria a poupança ao investimento (I=S).

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Modelo Keynesiano Simples

Podemos concluir até aqui que a renda depende da propensão marginal a consumir (c) e dos gastos autônomos (C0 e I0). Quanto maiores forem essas variáveis, maior será a renda de equilíbrio. Uma variação nos gastos autônomos induz uma variação na renda superior à variação inicial nos gastos. M u l t i p l i c a d o r = Δ Y Δ D A {\displaystyle Multiplicador={\Delta Y \over \Delta DA}} Para exemplificar esse conceito, vamos a um exemplo: Y E = 1 ( 1 − 0 , 8 ) ∙ 100 ⟹ Y E = 1 ( 0 , 2 ) ∙ 100 ⟹ Y E = 5 ∙ 100 ⟹ Y E = 500 {\displaystyle Y_{E}={1 \over (1-0,8)}\bullet 100\Longrightarrow Y_{E}={1 \over (0,2)}\bullet 100\Longrightarrow Y_{E}=5\bullet 100\Longrightarrow Y_{E}=500} Se for introduzido um investimento autônomo (I0) de 200: Y E = 1 ( 1 − 0 , 8 ) ∙ 100 + 200 ⟹ Y E = 1 ( 0 , 2 ) ∙ 300 ⟹ Y E = 5 ∙ 300 ⟹ Y E = 1500 {\displaystyle Y_{E}={1 \over (1-0,8)}\bullet 100+200\Longrightarrow Y_{E}={1 \over (0,2)}\bullet 300\Longrightarrow Y_{E}=5\bullet 300\Longrightarrow Y_{E}=1500}

Demanda Efetiva

A Demanda Efetiva é um conceito desenvolvido por Keynes em seu livro A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda que vem a substituir a Lei de Say que diz “a oferta cria sua própria demanda”. Para os neoclássicos a oferta (agregada) determina a demanda (agregada), que a produção determina a renda, portanto, a demanda não poderia ser inferior a renda que realizaria a produção. Para Keynes nem toda a renda é gasta com a obtenção de bens e serviços, não é o potencial de procura, mas sim a realização da demanda (demanda solvente) é a que conta numa economia de mercado. Portanto a parte da Demanda Agregada que é soldável é definida como Demanda Efetiva.

Modelo Keynesiano: Consumo

O estudo do modelo inicia-se primeiro analisando uma economia fechada, que não faz comércio com o resto do mundo, sem a presença do Estado. O modelo explica que o produto (renda) é determinado pela demanda agregada quando não há restrição do lado da oferta: DA = demanda agregada = dispêndio (gastos, despesa) Supondo que o único componente da demanda agregada seja o consumo, temos:

Função Consumo

De acordo com este modelo, o consumo aumenta conforme a renda aumenta, mas em menor grau. Pode-se escrever que o consumo é função da renda: C0 = consumo autônomo (C0 > 0): é o consumo que não depende da renda, ele existe mesmo quando a renda é zero. c = propensão marginal a consumir (0 < c < 1): é a parcela da renda destinada ao consumo. É a parte do consumo que cresce quando a renda aumenta. Em equilíbrio, a oferta agregada é igual à demanda agregada: O produto, também em equilíbrio, é igual à demanda agregada, portanto: Como havíamos suposto o consumo como sendo o único componente da demanda agregada: Substituindo a oferta agregada e a demanda agregada na condição de equilíbrio, ou seja, OA = Y e DA = C0 + cY, temos:

Função Poupança

Por definição, a poupança é a parte da renda não consumida. Portanto, a renda pode ser expressa dessa forma: Ou seja, parte da renda é consumida e parte é poupada. Resolvendo a equação pelo lado da poupança. Primeiro subtraimos C dos dois lados: Sabemos que C = C0 + cY, substituindo na equação: Da mesma forma que o consumo aumenta conforme a renda aumenta, acontece o mesmo com a poupança, mas também em menor grau. Dessa forma, (1 – c) representa a propensão marginal a poupar (PmgS), como o c é a propensão marginal a consumir e deve estar entre 0 e 1 (0 < c < 1), o restante será a propensão marginal a poupar e a chamaremos de s. Então com: (1 – c) = s, a função poupança será:

Modelo keynesiano com Consumo e Investimento

Na formulação keynesiana, o investimento é considerado como fixo, ou seja, ele é autônomo com relação a renda: Colocando o investimento na fórmula da demanda agregada (DA): Para achar a renda de equilíbrio, temos que resolver a equação para Y: Subtraindo cY dos dois lados da equação: Multiplicando os dois lados da equação por 1÷(1 - c): Y E = 1 ( 1 − c ) ∙ ( C 0 + I 0 ) {\displaystyle Y_{E}={1 \over (1-c)}\bullet (C_{0}+I_{0})} O nível de renda de equilíbrio depende da propensão marginal a consumir (c) e do nível de gastos autônomos (C0 e I0).

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Modelo IS-LM (Hicks-Hansen)

Modelo desenvolvido por John Richard Hicks (1904-1989) em artigo intitulado Mr. Keynes and the “Classics” (Keynes e os Clássicos), baseado nas ideias de Keynes, faz a ligação entre o lago real e o lado monetário da economia. A curva IS (Investment-Saving) representa o mercado de bens e serviços, enquanto a curva LM (Liquidity Preference-Money Supply), o mercado monetário. O equilíbrio no curto prazo nesse modelo ocorre com base na análise de duas variáveis: produto (renda) e a taxa de juros, essa última não se encontrava no Modelo keynesiano simples. O resultado das diferentes combinações de taxas de juros e renda resultam no equilíbrio simultâneo no curto prazo entre os mercados de bens e serviços e o monetário.

Curva IS

O equilíbrio no mercado de bens e serviços ocorrerá quando a combinação de diversas taxas de juros e renda e produto tornem a demanda agregada igual a oferta agregada (DA = OA) e o investimento a poupança (I = S). A função investimento é uma função inversa da taxa de juros real, ou seja, se a taxa de juros aumenta, haverá uma redução nos investimentos. A Função IS será: o investimento é igual ao investimento autônomo menos a sensibilidade do investimento a taxa de juros vezes a taxa de juros: β = sensibilidade do investimento a taxa de juros r = taxa de juros real (i = taxa de juros real (r) + taxa de inflação (π), aqui trataremos a taxa de juros real como igual à nominal dado que os preços não vão variar nessa análise)

Curva LM

A Curva LM representa o equilíbrio no mercado monetário, ela é dada por combinações de taxas de juros e nível de renda que equilibram a preferência pela liquidez (demanda por moeda) é igual oferta de moeda (que é exógena e fixa): L = preferência pela liquidez (demanda por moeda): L = Lt - Ls (A demanda da moeda se dá por três motivos: (i) Transação e (ii) Precaução = Lt; (iii) Especulação = Ls) M = oferta de moeda: ela é exógena e determinada pela autoridade monetária k = sensibilidade da demanda real por moeda em relação a renda (Y) n = sensibilidade da demanda real por moeda em relação a taxa de juros (i) A inclinação da função LM dependerá da elasticidade da demanda por moeda em relação à renda - quanto mais elástica, mais inclinada (ou mais vertical) será a função LM. A inclinação também dependerá da elasticidade da demanda por moeda em relação à taxa de juros - quanto mais elástica, menos inclinada (ou mais horizontal) será a função LM.

Multiplicador

A fórmula do multiplicador de gastos no Modelo IS-LM é encontrada a partir da condição de equilíbrio: Expandindo a expressão considerando as propensões marginais a consumir (c), tributar (t), transferir (r), investir (i), exportar (m) e os gastos autônomos: Y = C0 + c(Y – tY + rY) + I0 + G0 + (X0 - mY) A renda de equilíbrio é dada pela expressão: Y E = 1 1 − c ( 1 − t + r ) − i + m ∙ ( C 0 + I 0 + G 0 + X 0 ) {\displaystyle Y_{E}={1 \over 1-c(1-t+r)-i+m}\bullet (C_{0}+I_{0}+G_{0}+X_{0})} Portando o multiplicador de gastos no Modelo IS-LM é: M u l t i p l i c a d o r = 1 1 − c ( 1 − t + r ) − i + m {\displaystyle Multiplicador={1 \over 1-c(1-t+r)-i+m}}

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Temas de macroeconomia

Crescimento e economia do desenvolvimento

A economia do desenvolvimento estuda fatores que explicam o crescimento econômico – o aumento na produção per capita de um país ao longo de um extenso período de tempo. Os mesmos fatores são usados para explicar diferenças no nível de produção per capita entre países. Fatores muito estudados incluem a taxa de investimento, crescimento populacional, e mudança tecnológica. Que estão representados em formas empíricas e teóricas (como no modelo de crescimento neoclássico) e na contabilidade do crescimento. O campo distinto da economia do desenvolvimento examina aspectos econômicos do processo de desenvolvimento em países de baixa renda focando em mudanças estruturais, pobreza, e crescimento econômico. Abordagens em economia do desenvolvimento frequentemente incorporam fatores políticos e sociais.

Sistemas econômicos

Sistemas econômicos é o ramo da economia que estuda os métodos e instituições pelas quais sociedades determinam a propriedade, direção e alocação dos recursos econômicos e as suas respectivas trajetórias de desenvolvimento econômico. Um sistema econômico de uma sociedade é a unidade de análise. Entre sistemas contemporâneos em diferentes partes do espectro organizacional são os sistemas socialistas e os sistemas capitalistas, nos quais ocorre a maior parte da produção, respectivamente em empresas estatais e privadas. Entre esses extremos estão as economias mistas. Um elemento comum é a interação de influências políticas e econômicas, amplamente descritas como economia política. Sistemas econômicos comparados é a área que estuda a performance e o comportamento relativos de diferentes economias ou sistemas.

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Desenvolvimento da teoria macroeconômica

Origem

A macroeconomia descendeu dos campos da teoria do ciclo econômico e da teoria monetária. A teoria quantitativa da moeda foi particularmente influente antes da Segunda Guerra Mundial. Ela tomou muitas formas, incluindo a versão baseada na obra de Irving Fisher: Na visão típica da teoria quantitativa, a velocidade da moeda (V) e a quantidade de bens produzidos (Q) seriam constantes, assim qualquer aumento na oferta monetária (M) levaria a um aumento direto no nível de preços (P). A teoria quantitativa da moeda era um elemento central da teoria clássica econômica que prevaleceu no começo do século XX.

Keynes e seus seguidores

A macroeconomia, pelo menos em sua forma moderna, começou com a publicação de A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, de John Maynard Keynes, Quando a Grande Depressão atacou, os economistas clássicos tiveram dificuldade em explicar como os bens não eram vendidos e os trabalhadores ficavam desempregados. Na teoria clássica, os preços e salários cairiam até o mercado se ajustar e todos os bens e trabalho serem vendidos. Keynes ofereceu uma nova teoria econômica que explicava por que os mercados poderiam não se ajustar. Keynes apresentou uma nova teoria sobre como a economia funcionava. Em sua teoria, a teoria quantitativa não era usada mais pois as pessoas e as empresas tendiam a segurar seu dinheiro em tempos econômicos difíceis, um fenômeno que ele descreveu em termos de preferência pela liquidez. Keynes explicou como o efeito multiplicador ampliaria uma pequena diminuição no consumo ou investimento e causaria quedas por toda a economia. Keynes também destacou o papel que a incerteza e o espírito animal podem exercer na economia.

Monetarismo

Milton Friedman atualizou a teoria quantitativa da moeda para incluir um papel para a demanda por moeda. Friedman amplia a interpretação da TQM proposta pela Universidade de Cambridge, no final do século XIX, argumentando que, a partir do inverso da velocidade da moeda, k =1/V, os agentes optavam por alocar seus recursos em títulos ou moeda, que obedeceria à renda, às preferências e, inclusive, à inflação, que desestimularia a retenção. Ele argumentou que o papel do dinheiro na economia era suficiente para explicar a Grande Depressão, e que as explicações orientadas para a demanda agregada não eram necessárias. Friedman argumentou que a política monetária era mais eficiente que a política fiscal. No entanto, questionou como ajustar a economia com políticas monetárias. Era a favor de uma política de crescimento estacionário na oferta monetária, ao invés de intervenções frequentes. Friedman também desafiou a relação entre inflação e desemprego da curva de Phillips. Friedman e Edmund Phelps (que não era um monetarista) propuseram uma versão "aumentada" da Curva de Phillips que excluía a possibilidade de um trade-off estável de longo prazo entre inflação e desemprego. Quando a crise do petróleo da década de 1970 criou um alta taxa de desemprego e inflação, Friedman e Phelps foram questionados. O monetarismo foi particularmente influente no começo da década de 1980. O monetarismo caiu em desgraça quando os bancos centrais descobriram ser difícil ajustar a oferta monetária ao invés das taxas de juros, como os monetaristas recomendavam. O monetarismo também tornou-se politicamente impopular quando os bancos centrais criaram recessões a fim de diminuir a inflação.

Novos clássicos

Outro desafio ao Keynesianismo veio da nova economia clássica. Um desenvolvimento central no novo pensamento clássico veio quando Robert Lucas introduziu as expectativas racionais à macroeconomia. Antes de Lucas, os economistas em geral usavam as expectativas adaptativas quando supunha-se que os agentes viam o passado recente para fazer expectativas sobre o futuro. Sobre expectativas racionais, supunha-se que os agentes eram mais sofisticados. Um consumidor não irá simplesmente assumir uma taxa de inflação de 2% devido ao fato de que esta foi a média dos anos anteriores; ele irá observar a política monetária atual e as condições econômicas para formar uma previsão mais informada. Quando os economistas novos clássicos introduziram as expectativas racionais em seus modelos, eles mostraram que a política monetária poderia ter apenas um impacto limitado.

Resposta nova keynesiana

Os novos economistas keynesianos responderam à escola neoclássica adotando as expectativas racionais e focando no desenvolvimento de modelos baseados na microeconomia que são imunes à crítica de Lucas. Stanley Fischer e John B. Taylor produziram trabalhos iniciais nesta área, mostrando que a política monetária poderia ser efetiva mesmo em modelos com expectativas racionais e salários limitados por contratos. Outros novos economistas keynesianos expandiram esta obra e demonstraram que em outros casos nos quais os preços e salários inflexíveis levaram a uma política monetária e fiscal tiveram efeitos reais. Como os modelos clássicos, os modelos novos clássicos assumiram que os preços seriam capazes de se ajustar perfeitamente e que a política monetária apenas levaria a mudanças de preço. Os modelos novos keynesianos investigaram fontes de preços e salários resistentes (sticky), que não se ajustariam, assim levando a política monetária impactar quantidades ao invés de preços.

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Fontes consultadas

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