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Língua chavacana

O chavacano ou chavacano de Zamboanga é o idioma espanhol crioulo das Filipinas, oficialmente, Español Criollo Filipino. É uma língua que concentra adeptos, principalmente, na Cidade de Zamboanga, nas Filipinas. Este nome, originalmente, da palavra espanhola chabacano e quer dizer "vulgar", "de baixa qualidade", "comum".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Dados principais

É a única língua crioula da Ásia com base no espanhol, tendo sobrevivido por 400 anos e se tornado a mais antiga língua crioula hoje viva no mundo. Segundo um censo recente, a língua tem em torno de 607.200 (ano 2000) falantes. A maioria vive em Zamboanga, sendo este idioma a língua principal da cidade e na ilha-província de Basilan. Também é falada em Zamboanga do Sul, Zamboanga Subugay, Zamboanga do Norte, em Cavite, Ternate, Davao e Cotabato.

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Falantes

De acordo com o Censo oficial de 2000 das Filipinas, havia cerca de 607 mil falantes de chavacano nessa época. A quantidade exata poderia até ser mais alta, pois apenas a população da Zamboanga nessa data em muito excedia esse número. Também esses números não consideravam a "diáspora" filipina para outras nações. Há falantes de chavacano também em Semporna, Sabah na Malásia, pois a região norte doe (Bornéu) fica próxima às ilhas Sulu e da península Zamboanga, já tendo sido parte das Filipinas espanholas até o final do século XIX. O idioma tem uma variedade de cerca 70% de suas palavras derivadas do espanhol e 30% de línguas como o subanon, visayan, sama-bangingi, tausug, yakan, português e a língua indígena mexicana. Chavacano é a única língua desenvolvida nas Filipinas que não pertence à família das Línguas austronésias, embora até apresente uma característica das Línguas malaio-polinésias, a reduplicação. Algumas pessoas das tribos étnicas muçulmanas de Zamboanga, como os Tausugs, os Samal, os Yakan de Basilan também falam a língua. Também há muçulmanos falantes de nas províncias próximas de Sulu e Tawi-Tawi.'.

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Variantes

Há muitas variantes dessa língua crioula sua classificação é baseada nas línguas que formam seus "substratos" e nas regiões onde atuam. Há três variantes de chavacano ou chabacano:

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Situação hoje

O chavacano já foi praticamente por muito tempo uma língua só falada, porém hoje já vem sendo gradualmente cada vez mais escrita, que também está em crescente padronização. Seu vocabulário vem quase todo do espanhol, enquanto que a Gramática tem com base mais significativa outras línguas das Filipinas, em especial do tagalo do cebuano, algo do italiano, do português e ainda de diversas nativas centro-americanas. É usada na educação, na mídia impressa, televisão e rádio.

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História

Zamboangueño

Em 23 de Junho de 1635, Zamboanga se tornou a sede do governo colonial espanhol com a construção do Forte São José de Pilar nas Filipinas. Assédios e bombardeios por piratas e guerreiros dos sultões de Mindanao e de Jolo junto com a determinação de expandir o cristianismo para o sul nas Filipinas, aproveitando a posição estratégica de Zamboanga, levaram os frades missionários espanhóis a pedir reforço populacional e militar ao governo das colônias. As autoridades militares decidiram buscar reforços em Luzon em Visayas, formando uma força de eventuais soldados mexicanos e espanhóis, "masons" de Cavite (o maior contingente), "sacadas" de Cebu e "Iloilo", forças tribais de Zamboanga como os Samals e Subanons.

Caviteño / Ternateño

Os merdicas eram uma tribo Malaiade Ternate nas Molucas, uma pequena Colônia espanhola, que já havia sido colônia Portuguesa antes do domínio espanhol. Em 1574, os Merdicas se apresentaram voluntariamente para apoiar os espanhóis contra ameaças de invasão pelo pirata chinês conhecido como Li-ma-hong. A invasão pelos piratas não ocorreu, mas as comunidades Merdicas se estabeleceram num local chamado Barra Maragondon numa barra de areia na foz do rio de mesmo nome. Hoje o local é chamado Ternate ou Cavite e a comunidade merdica a suas gerações seguintes continuaram a usar seu crioulo espanhol com influência portuguesa, que veio a ser chamado de ternateño ou ternateño chavacano.

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Pronúncias

Os Zamboangueños geralmente pronunciam o nome da língua como chavacano, como, aliás, chamam também a si próprios. Eles também podem pronunciar como os espanhóis, ou seja chabacano (‘b’ em lugar de ‘v’). Caviteños, Ternateños e Ermitaños pronunciam somente como os espanhóis — chabacano. Davaoeños, Cotabateños e em especial aqueles da Província Basilan tendem mais pronunciar como os Zamboangueños As variantes de linguagem apresentam relações com a geografia, uma vez que ermitaño, caviteño e ternateño são similares entre si e têm como base o tagalog. Já o zamboangueño, o davaoeño e o cotabateño formam outro grupo de similaridades com base nas línguas "visayan", em especial no cebuano. Diferentemente dos crioulos com base em Luzon, as variantes Zamboangueñas apresentam mais palavras de origem externa tais como as línguas Filipinas de Hiligaynon, Subanon, Sama-Banguingui, Tausug, Tagalog, ilocano, espanhol do México, português, ainda com palavras de línguas indígenas da América latina como nahuatl, quíchua, taino.

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Vocabulário

O idioma tem uma variedade de cerca 70% de suas palavras derivadas do espanhol e 30% de línguas como o Subanon, Visayan, Sama-Bangingi, Tausug, Yakan, Português e a língua indígena mexicana.

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Dialetos

São seis os Dialetos do Chavacano, cada um conhecido por diferentes nomes:

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Escrita

Ortografia

As palavras chavacanas de origem espanhola são escritas usando o alfabeto latino com caracteres especiais originário do alfabeto espanhol, as 5 vogais com acento agudo, ü com trema e o ñ. As palavras chavacanas de origem local usam o alfabeto Latino e as palavras de origem local também o usam, porém, pode haver diferenças de pronúncia entre as palavras de origem diferente. A letra k aparece mais em palavras de origem Austronésia ou naquelas vindas de outras línguas Filipinas, tais como kame, kita, kanamon, kaninyo, kilo, karate). Alguns caracteres ou conjuntos de letras adicionais são usados também:

Alfabeto

O alfabeto chavacano tem as 26 letras do alfabeto latino tradicional e mais /ch/, /ll/ /ñ/: a, b, c, ch, d, e, f, g, h, i, j, k, l, ll, m, n, ñ, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y, z

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Vocabulário

Formas

Chavacano (em especial Zamboangueño) apresenta dois níveis de uso de palavras, a forma "Comum" ou familiar e a forma dita "Formal". Na sua forma comum ou familiar, palavras de origem local ou locais misturadas com espanhol predominam. Esse modo de falar é usado preferencialmente quando a conversa é com pessoas de "status" igual ou inferior na sociedade. Também é usado em família, com amigos, em relações informais. Tem uso de aceitação geral. Na versão formal predominam as palavras de origem espanhola. É uma forma usada na conversação com pessoas de "status" social mais alto dentro da escala social. Também usado para falar com os mais velhos, com os parentes mais velhos, com as autoridades. É mais usado pelas gerações mais antigas, também pelos mestiços "Zamboangueño" e nos bairos de periferias. É a forma usada nos discursos, escolas, na "Mídia", na linguagem escrita.

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Fontes consultadas

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