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Lawrence da Arábia (filme)

Lawrence of Arabia é um filme épico britano-estadunidense de 1962, dos gêneros aventura e drama biográfico dirigido por David Lean, com roteiro de Robert Bolt e Michael Wilson baseado na obra autobiográfica Seven Pillars of Wisdom, escrita pelo militar britânico T. E. Lawrence. Foi produzido por Sam Spiegel através de seu estúdio Horizon Pictures e foi distribuído pela Columbia Pictures. O filme é estrelado por Peter O'Toole como Lawrence, com Alec Guinness no papel do Príncipe Faiçal; o elenco também conta com Jack Hawkins, Anthony Quinn, Omar Sharif, Anthony Quayle, Claude Rains e Arthur Kennedy.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/10/2026
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Enredo

Primeira parte

O filme começa com T. E. Lawrence pilotando sua motocicleta ao longo de uma pequena estrada na Inglaterra. Ele sofre um acidente fatal ao desviar de dois ciclistas que vinham no sentido contrário da via. Uma missa em sua homenagem é realizada na Catedral de São Paulo, onde um repórter coleta informações sobre Lawrence para um jornal. Anos antes, durante a Primeira Guerra Mundial, Lawrence é um tenente desajustado do Exército Britânico, notável por sua insolência e educação. Apesar das objeções do General Murray, o Sr. Dryden do Bureau Árabe envia-o para avaliar as perspectivas do Príncipe Faiçal na sua revolta contra os Turcos durante a campanha britânica na Arábia. Na viagem, seu guia beduíno Tafas é morto por Sherif Ali ibn el Kharish por beber de seu poço sem permissão. Lawrence mais tarde conhece o Coronel Brighton, que ordena que ele fique quieto, faça sua avaliação e vá embora. Lawrence ignora as ordens de Brighton quando conhece Faiçal; sua franqueza desperta o interesse do príncipe.

Segunda parte

Lawrence lança uma guerra de guerrilha ao explodir a Linha ferroviária do Hejaz, entre Damasco e Medina para assediar os turcos. Um correspondente de guerra estadunidense, Jackson Bentley, divulga as façanhas de Lawrence e o torna famoso. Em um ataque, Farraj fica gravemente ferido; não querendo deixar Farraj para ser torturado pelos inimigos, Lawrence dá-lhe um tiro de misericórdia em sua cabeça antes de fugir. Quando Lawrence explora a cidade de Dará, controlada pelo inimigo, com Ali, ele é levado junto com vários residentes árabes para o Bei turco. Lawrence é despido, assediado e cutucado. Por atacar o Bei, Lawrence é açoitado e jogado na rua, onde Ali o resgata. A experiência deixa Lawrence abalado. Ele retorna à sede britânica no Cairo, mas não consegue se readaptar.

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Elenco

A equipe do filme era composta por mais de 200 pessoas. Incluindo elenco e figurantes, mais de 1 000 pessoas trabalharam no filme. Parte da equipe do filme retrataram personagens secundários. O primeiro assistente de direção, Roy Stevens, interpretou o motorista de caminhão que transporta Lawrence e Farraj para a sede do Cairo no final do Ato I; o sargento que para Lawrence e Farraj ("Onde você pensa que vai, Mustapha?") é o assistente de construção Fred Bennett e o roteirista Robert Bolt tem uma participação especial sem palavras como um dos policiais assistindo Allenby e Lawrence conferenciarem no pátio (ele está fumando um cachimbo).

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Produção

Pré-produção

Vários projetos de filmes anteriores sobre Thomas Edward Lawrence foram planejados, mas não foram realizados. Na década de 1940, Alexander Korda estava interessado em adaptar The Seven Pillars of Wisdom para o cinema com Laurence Olivier, Leslie Howard ou Robert Donat cogitados para o papel de Lawrence, mas teve que desistir devido a dificuldades financeiras. David Lean já havia sido abordado para dirigir uma adaptação do livro em 1952 que seria realizada pelo estúdio britânico de cinema Rank Organization, mas o projeto fracassou. Ao mesmo tempo que a pré-produção do filme, o dramaturgo Terence Rattigan estava desenvolvendo sua peça Ross, que se centrava principalmente na alegada homossexualidade de Lawrence. Ross começou como um roteiro cinematográfico, mas foi reescrito para o teatro quando o projeto do filme fracassou. Sam Spiegel ficou furioso e tentou suprimir a peça, o que ajudou a ganhar publicidade para o filme. Até aquela altura, o ator Dirk Bogarde havia aceitado o papel principal em Ross; ele descreveu o cancelamento do projeto como "minha maior decepção". Posteriormente, Alec Guinness desempenhou o papel no palco.

Filmagens

O filme foi feito pela Horizon Pictures e distribuído pela Columbia Pictures. A fotografia principal começou em 15 de maio de 1961 e terminou em 21 de setembro de 1962. As cenas do deserto foram filmadas na Jordânia e no Marrocos, além de locações na província de Almeria e no Parque Nacional de Doñana, na Espanha. Originalmente, seria filmado inteiramente na Jordânia; o governo do rei jordano Hussein foi extremamente útil no fornecimento de assistência logística, reconhecimento de localização, transporte e figurantes. Hussein visitou o set diversas vezes durante a produção e manteve relações cordiais com o elenco e a equipe técnica. A única tensão ocorreu quando as autoridades jordanianas souberam que o ator inglês Henry Oscar não falava árabe, mas seria filmado recitando o Alcorão. A permissão para a realização da cena foi concedida apenas com a condição de que um fluente em árabe estivesse presente para garantir que não houvesse citações erradas.

Música

A trilha sonora do filme foi composta por Maurice Jarre, pouco conhecido na época e selecionado somente depois que William Walton e Malcolm Arnold se mostraram indisponíveis. Jarre teve apenas seis semanas para compor duas horas de música orquestral para Lawrence. A partitura foi executada pela Orquestra Filarmônica de Londres. Adrian Boult está listado como o maestro da partitura nos créditos iniciais do filme, mas ele não conseguiu reger a maior parte da trilha, em parte devido à sua incapacidade de se adaptar aos intrincados tempos de cada deixa, o que fez o próprio Jarre o substituir como maestro. A trilha sonora rendeu a Jarre seu primeiro Óscar de Melhor Trilha Sonora, sendo posteriormente considerada uma das maiores trilhas sonoras de todos os tempos, ocupando o terceiro lugar na lista de vinte e cinco melhores trilhas sonoras de filmes segundo o American Film Institute. Originalmente, o produtor Sam Spiegel queria criar uma trilha sonora com dois temas para mostrar o lado "oriental" e britânico do filme. A intenção inicial era que o compositor soviético Aram Khachaturian criasse uma metade e o compositor britânico Benjamin Britten escrevesse a outra.

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Lançamento

Original

O filme teve sua première no Odeon Leicester Square, em Londres, em 10 de dezembro de 1962 e foi lançado nos Estados Unidos em 16 de dezembro de 1962. A Jordânia, que foi uma das locações do filme, proibiu Lawrence da Arábia por conta de ter sido considerado um retrato desrespeitoso da cultura árabe. O Egito, país natal de Omar Sharif, foi a única nação árabe a dar ao filme um amplo lançamento, onde se tornou um sucesso através do endosso do presidente Gamal Abdel Nasser, que apreciou a representação do nacionalismo árabe no filme. O lançamento original durou cerca de 222 minutos (incluindo abertura, intervalo e música de saída). Um memorando pós-estreia (13 de dezembro de 1962) observou que o filme tinha 24 987,5 pés (7 616,2 m) de filme de 70 mm, ou 19 990 pés (6 090 m) de filme de 35 mm. Com 90 pés (27 m) de filme de 35 mm projetado a cada minuto, isso corresponde a exatamente 222,11 minutos. Richard May, vice-presidente de Preservação de Filmes da Warner Bros., enviou um e-mail para Robert Morris, co-autor de um livro sobre Lawrence, no qual observou que Gone with the Wind (1939) nunca foi editado após sua estreia e tem 19884 pés (6061 m) de filme 35 mm (sem abertura, intervalo ou música de saída), correspondendo a 220,93 min. Considerando tais informações, Lawrence da Arábia tem sua duração cerca de um minuto mais longa que Gone with the Wind, o que o torna o filme mais longo da história a ganhar o Óscar de Melhor Filme.

Relançamentos

Quando foi relançado em 1971, foi apresentado um corte ainda mais curto, de 187 minutos. A primeira rodada de cortes foi feita por direção e até insistência de David Lean, para amenizar as críticas à duração do filme e aumentar o número de exibições por dia; no entanto, durante a restauração de 1989, ele passou a culpa pelos cortes ao falecido produtor Sam Spiegel. Além disso, uma versão de 1966 foi usada para lançamentos iniciais de televisão e vídeo que alterou acidentalmente algumas cenas ao inverter a imagem. O filme foi exibido fora de competição no Festival de Cinema de Cannes de 1989 e no Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary de 2012.

Versão do diretor restaurada

Uma versão restaurada do filme foi realizada por Robert A. Harris e Jim Painten sob a supervisão de David Lean. Foi lançada em 1989 com duração de 216 minutos (mais abertura, intervalo e música de saída). A maioria das cenas editadas eram sequências de diálogos, principalmente aquelas envolvendo o General Allenby e sua equipe. Grande parte do diálogo deletado nessa versão envolve a escrita de poesia e versos de Lawrence, aludida por Allenby em particular, dizendo que "o último general poeta que tivemos foi Wellington". A abertura da segunda parte do filme existiu apenas de forma fragmentada, onde Faiçal é entrevistado por Bentley, bem como a cena posterior em Jerusalém, onde Allenby convence Lawrence a não renunciar. Ambas as cenas foram restauradas para o relançamento de 1989. Algumas das cenas mais gráficas da cena do massacre de Tafas também foram restauradas, como a longa panorâmica dos cadáveres em Tafas e Lawrence atirando em um soldado turco que se rendeu.

Mídia doméstica

Lawrence da Arábia foi lançado em cinco edições diferentes de DVD, incluindo um lançamento inicial como um conjunto de dois discos (2001), seguido por uma edição mais curta de disco único (2002), uma versão em alta resolução da versão do diretor com cenas restauradas lançado como parte coleção Columbia Best Pictures (2008), e em uma edição especial totalmente restaurada da versão do diretor (2008). Martin Scorsese e Steven Spielberg ajudaram a restaurar o filme para seu primeiro lançamento em DVD em 2000.

Nova restauração, Blu-ray e relançamento teatral

Uma restauração digital intermediária de digitalização 8K/4K foi feita para Blu-ray e relançamento nos cinemas em 2012 pela Sony Pictures (proprietária da Columbia, distribuidora original do filme) para comemorar o quinquagésimo aniversário do filme. A edição em Blu-ray do filme foi lançada no Reino Unido em 10 de setembro de 2012 e nos Estados Unidos em 13 de novembro de 2012. O filme recebeu um lançamento nos cinemas de um dia em 4 de outubro de 2012 e dois lançamentos de um dia no Canadá em 11 e 15 de novembro de 2012, sendo relançado no Reino Unido em 23 de novembro de 2012. De acordo com Grover Crisp, vice-presidente executivo de restauração da Sony Pictures, a nova digitalização 8K tem uma resolução tão alta que mostrou uma série de finas linhas concêntricas em um padrão “que lembra uma impressão digital” próximo ao topo do quadro. Isso foi causado pelo derretimento e rachaduras da emulsão do filme no calor do deserto durante a produção. A Sony teve que contratar empresas terceiras para minimizar ou eliminar os artefatos ondulados na nova versão restaurada. A restauração digital foi feita pelas empresas Sony Colorworks DI, Prasad Studios e MTI Film.

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Recepção

Comercial

Durante sua exibição original nos cinemas em 1962, o filme arrecadou US$ 15 milhões em aluguel de bilheteria nos Estados Unidos e Canadá. Ao longo dos anos, o filme conseguiu arrecadar mais de US$ 70 milhões de dólares de bilheteria através de seus relançamentos.

Crítica

O filme recebeu aclamação da crítica especializada. Lawrence da Arábia é atualmente um dos filmes mais bem avaliados do Metacritic, sendo um dos poucos filmes do site a possuir a pontuação 100/100 com base em oito críticos, indicando "aclamação universal". O longa também tem uma excelente aprovação no Rotten Tomatoes, onde possui um índice de aprovação de 94% com base em 132 avaliações, com uma classificação média de 9,30/10; seu consenso crítico diz: "O épico de todos os épicos, Lawrence da Arábia consolida o status do diretor David Lean no panteão do cinema com quase quatro horas de grande alcance, performances brilhantes e bela cinematografia".

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Precisão histórica

A maioria dos personagens do filme são baseados em pessoas reais em graus variados. Algumas cenas foram fortemente ficcionalizadas, como o ataque a Aqaba, e aquelas que tratavam do Conselho Árabe eram imprecisas, já que o conselho permaneceu mais ou menos no poder na Síria até a França depor Faiçal em 1920. Pouco conhecimento é fornecido sobre a história da região, a Primeira Guerra Mundial e a Revolta Árabe, provavelmente por causa do foco crescente de Bolt em Lawrence (o rascunho do roteiro de Wilson tinha uma versão mais ampla e politizada dos eventos). A segunda metade do filme apresenta uma deserção fictícia do exército árabe de Lawrence, quase para um homem, enquanto ele se movia mais ao norte. A linha do tempo do filme é frequentemente questionável sobre a Revolta Árabe e a Primeira Guerra Mundial, bem como a geografia da região do Hejaz. Por exemplo, o encontro de Bentley com Faiçal é no final de 1917, após a queda de Aqaba, e menciona que os Estados Unidos ainda não entraram na guerra, mas os EUA estavam na guerra desde abril. Além disso, o envolvimento de Lawrence na revolta árabe antes do ataque a Aqaba é completamente extirpado, como seu envolvimento nas apreensões de Yenbo e Wejh. O resgate e a execução de Gasim são baseados em dois incidentes separados, que foram combinados por razões dramáticas.

Representação de Lawrence

Muitas reclamações sobre a precisão do filme dizem respeito à caracterização de Lawrence. Os problemas percebidos com o longa começam com as diferenças em sua aparência física; o ator Peter O'Toole, que media 1,88 m, era quase 23 cm mais alto que o verdadeiro Lawrence, que possuía 1,65 m. Seu comportamento, no entanto, causou muito mais debate. Os roteiristas retratam Lawrence como um egoísta. Não está claro até que ponto Lawrence procurou ou evitou atenção, como evidenciado pelo uso de vários nomes falsos após a guerra. Mesmo durante a guerra, Lowell Thomas escreveu em With Lawrence in Arabia que ele poderia tirar fotos dele apenas enganando-o, mas Lawrence mais tarde concordou em posar para várias fotos para o show de Thomas. O famoso comentário de Thomas de que Lawrence "tinha um gênio para voltar aos holofotes" pode ser interpretado como uma sugestão de que suas ações extraordinárias o impediram de ser tão privado quanto gostaria, ou pode ser interpretado como uma sugestão de que Lawrence fingiu evitar o centro das atenções, mas sutilmente se colocou no centro do palco. Outros apontam para os próprios escritos de Lawrence para apoiar o argumento de que ele era egoísta.

Representação de outros personagens

O filme retrata Allenby como cínico e manipulador com uma atitude superior a Lawrence, mas há muitas evidências de que Allenby e Lawrence se respeitavam. Lawrence disse uma vez que Allenby era "uma admiração minha" e mais tarde que ele era "fisicamente grande e confiante e moralmente tão grande que a compreensão de nossa pequenez veio lentamente para ele". As palavras do fictício Allenby no funeral de Lawrence no filme contrastam com os comentários do verdadeiro Allenby sobre a morte de Lawrence: "Perdi um bom amigo e um camarada valioso. Lawrence estava sob meu comando, mas, depois de familiarizá-lo com meu plano estratégico, dei-lhe carta branca. A sua cooperação foi marcada pela maior lealdade e nunca tive nada além de elogios ao seu trabalho, que, de fato, foi inestimável durante toda a campanha [britânica na arábia]."

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Legado

O estilo visual de Lawrence da Arábia influenciou muitos diretores, incluindo George Lucas, Sam Peckinpah, Stanley Kubrick, Martin Scorsese, Ridley Scott, Brian De Palma, Oliver Stone e Steven Spielberg, que chamaram o filme de "milagre". Spielberg considerou-o ainda seu filme favorito de todos os tempos e aquele que o inspirou a se tornar um cineasta, creditando o filme, que ele viu quatro vezes em quatro semanas consecutivas após seu lançamento, com a compreensão de que "Foi a primeira vez que vi um filme de maneira detalhada, percebi que existem temas que não são temas de histórias narrativas, existem temas que são temas de personagens, que são temas pessoais [...]". A diretora de cinema Kathryn Bigelow também considera o filme uma de suas produções favoritas, dizendo que a inspirou a filmar The Hurt Locker na Jordânia. Lawrence da Arábia também inspirou inúmeras outras histórias de aventura, ficção científica e fantasia na cultura popular moderna, incluindo a franquia Duna de Frank Herbert, Star Wars de George Lucas, Avatar de James Cameron, Prometheus (2012) de Ridley Scott e Mad Max: Estrada da Fúria (2015), de George Miller.

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Sequência

Em 1990, foi produzido um telefilme intitulado A Dangerous Man: Lawrence After Arabia, que retratou eventos nas vidas de Lawrence e Faiçal subsequentes a Lawrence da Arábia. A produção apresenta Ralph Fiennes como Lawrence e Alexander Siddig como Príncipe Faiçal.

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Notas e referências

Referências

The Guns of Navarone (Os Canhões de Navarone) - 1961 • Lawrence of Arabia (Lawrence da Arábia) - 1962 • The Cardinal (O Cardeal) - 1963 • Becket - 1964 • Doctor Zhivago (Doutor Jivago) - 1965 • A Man for All Seasons (O Homem que não Vendeu sua Alma / Um Homem para a Eternidade) - 1966 • In the Heat of the Night (No Calor da Noite) - 1967 • The Lion in Winter (O Leão no Inverno) - 1968 • Anne of the Thousand Days (Ana dos Mil Dias / Rainha por Mil Dias) - 1969 • Love Story (Love Story - Uma História de Amor / Uma História de Amor) - 1970 • The French Connection (Operação França / Os Incorruptíveis contra a Droga) - 1971 • The Godfather (O Poderoso Chefão / O Padrinho) - 1972 • The Exorcist (O Exorcista) - 1973 • Chinatown - 1974 • One Flew Over the Cuckoo's Nest (Um Estranho no Ninho / Voando Sobre um Ninho de Cucos) - 1975 • Rocky (Rocky, um Lutador / Rocky) - 1976 • The Turning Point (Momento de Decisão / A Grande Decisão) - 1977 • Midnight Express (O Expresso da Meia-Noite) - 1978 • Kramer vs. Kramer (Kramer versus Kramer / Kramer contra Kramer) - 1979 • Ordinary People (Gente como a Gente / Gente Vulgar) - 1980

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Fontes consultadas

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