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Filipe de Hesse-Cassel

Filipe de Hesse-Cassel, foi um príncipe alemão, terceiro filho do rei Frederico Carlos I da Finlândia e da princesa Margarida da Prússia. O Chefe da Casa de Hesse-Cassel de 1940 a 1980 e depois da Casa Eleitoral de Hesse de 1968 a 1980. Juntou-se ao Partido Nacional Socialista em 1930, quando ganhou poder com a nomeação de Adolf Hitler como Chanceler em 1933, e tornou-se governador de Hesse-Nassau, um posto que ocupou de 1933 até 1944.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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Juventude e Primeira Guerra Mundial

Filipe nasceu no Castelo de Rumpenheim em Offenbach, sendo o terceiro filho do príncipe Frederico Carlos de Hesse-Cassel e da sua esposa, a princesa Margarida da Prússia (irmã do kaiser Guilherme II). Filipe tinha um irmão gémeo, Wolfgang, bem como dois irmãos mais velhos e outros dois irmãos gémeos mais novos. Em criança, Filipe tinha uma governanta inglesa. Em 1910 foi mandado para a Inglaterra para ser ensinado numa escola em Bexhill-on-Sea. Depois de regressar à Alemanha, ingressou no Musterschule em Frankfurt e depois no Realgymnasium em Potsdam. Foi o único dos seus irmãos que não entrou na academia militar. No início da Primeira Guerra Mundial, Filipe insistiu em alistar-se no 24.º Regimento juntamente com o seu irmão Maximiliano. Primeiro prestaram serviço na Bélgica onde Maximiliano foi morto em outubro. Em 1915 e 1916, Filipe prestou serviço na frente oriental no território que hoje pertence à Ucrânia. Tinha a posição de tenente (uma posição extremamente baixa tendo em conta as suas origens nobres) e era maioritariamente responsável pela vigia de munições. Em 1917, prestou serviço na Linha Siegfried, antes de regressar à Ucrânia onde começou a prestar serviço activo e onde foi ferido.

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Vida depois da guerra e casamento

Depois da guerra, Filipe alistou-se no Übergangsheer (o Exército de Transição) no qual teve êxito em defender a Alemanha contra as acções comunistas e socialistas. De 1920 a 1922, ingressou na Universidade Técnica de Darmstadt onde estudou História da Arte e Arquitectura. Fez várias visitas à Grécia onde a sua tia Sofia era rainha-consorte pelo seu casamento com o rei Constantino I da Grécia. Em 1922 deixou a Universidade sem completar o curso e começou a trabalhar no Museu Kaiser Friedrich em Berlim. No ano seguinte mudou-se para Roma onde usou as suas ligações aristocráticas para se estabelecer como um designer de interiores de sucesso. Seguindo o biógrafo Jonathan Petropoulos, Filipe era provavelmente bissexual. Após uma relação com o poeta Siegfried Sassoon, casou-se com a princesa Mafalda da Itália, filha do rei Vítor Emanuel III da Itália, no dia 23 de setembro de 1925 no Castelo de Racconigi, perto de Turim. O casal teve quatro filhos:

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Envolvimento com o Partido Nazi

Enquanto estava em Itália, Filipe ficou impressionado com o Fascismo. Quando regressou à Alemanha em outubro de 1930, juntou-se ao Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores (frequentemente abreviado para Partido Nazi). Em 1932 juntou-se aos Sturmabteilung (mais conhecidos por SA ou Camisas Castanhas) e, seguindo o exemplo do seu irmão Cristóvão, também ingressou nos Schutzstaffel (SS). Mais tarde, os seus outros dois irmãos também se juntaram à SA. Através da sua ligação ao partido, Filipe tornou-se muito amigo de Hermann Göring, o futuro chefe da força área alemã. Após a nomeação de Adolf Hitler como chanceler alemão no dia 30 de janeiro de 1933, Filipe foi nomeado governador de Hesse-Nassau em Junho do mesmo ano. Com o sucesso eleitoral do partido político de Hitler, também se tornou membro do Reichstag e do Staatsrat prussiano. Filipe teve um papel importante na consolidação do governo nacional-socialista na Alemanha. Foi ele que introduziu outros aristocratas no partido e, como genro do rei da Itália, era um mensageiro frequente entre Hitler e Benito Mussolini. Também era um agente das artes para Hitler na Itália.

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Últimos anos

Devido a sua antiga posição como governador de Hesse-Nassau, Filipe foi capturado pelos Aliados, primeiro na ilha de Capri e depois numa série de outros centros de detenção. Em 1940, Filipe tinha sucedido ao seu pai como chefe da Casa Eleitoral de Hesse. Em 1968, após a morte do seu parente distante, o príncipe Luís de Hesse e do Reno, Filipe sucedeu também como chefe da Casa de Hesse-Darmstadt e do Reno. Luís tinha adoptado nominalmente os filhos de Filipe, incluindo Maurício que, nesta altura, herdou as propriedades de Hesse e do Reno, incluindo as suas incríveis colecções culturais. Filipe morreu em Roma, na Itália em 1980.

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