Iraque
O Iraque, oficialmente República do Iraque é um país do Oriente Médio, limitado a norte pela Turquia, a leste pelo Irã, a sul pelo Golfo Pérsico, pelo Kuwait e pela Arábia Saudita e a oeste pela Jordânia e pela Síria. Sua capital é a cidade de Bagdá, no centro do país, às margens do rio Tigre.
O nome árabe العراق al-'Irāq tem estado em uso desde antes do século VI. Existem várias origens sugeridas para o nome. Uns datam para a cidade suméria de Uruque (hebraico bíblico Ereque) e é, portanto, em última instância, de origem suméria, como Uruque era o nome acadiano à cidade suméria de Urugue, contendo a palavra suméria para "cidade", UR. Uma etimologia popular árabe para o nome é "profundamente enraizada, bem regada; fértil". Durante o período medieval, havia uma região chamada Iraque Alárabe ("Iraque Árabe") à Baixa Mesopotâmia e Iraque Ajami ("Iraque Estrangeiro"), à região agora situada na Europa Central e Irã Ocidental. O termo incluía historicamente a planície ao sul das montanhas de Hamrin e não incluía as partes setentrionais e ocidentais do território moderno do Iraque. O termo Sauade foi usado também no início da ocupação árabe da região da planície aluvial dos rios Tigre e Eufrates, contrastando-a com o deserto árabe árido. Como uma palavra árabe, عراق significa "bainha", "costa", "banco", ou "borda", para que o nome pela etimologia popular passou a ser interpretado como "a escarpa". No sul e no leste do Planalto Jazira, que forma a borda norte e oeste da área do Iraque Alárabe.
Pré-história
Entre 65 000 a.C. e 35 000 a.C., o norte do Iraque foi o lar de uma cultura neandertal, cujos vestígios arqueológicos foram descobertos na caverna Xanidar. Esta mesma região também é o local de uma série de cemitérios pré-neolíticos, que datam de aproximadamente 11 000 anos a.C. Desde aproximadamente 10 000 a.C., o Iraque, juntamente com grande parte do Crescente Fértil que compreende a Anatólia e o Levante, foi um dos centros de uma cultura neolítica conhecida como Neolítico Pré-Olaria A (PPNA), onde surgiu a agricultura e a pecuária pela primeira vez no mundo. O período neolítico seguinte, PPNB, é representado por casas retangulares. Na época do neolítico pré-cerâmico, as pessoas usavam vasos de pedra, gesso e cal queimada. Achados de ferramentas de obsidiana na Anatólia são evidências das primeiras relações comerciais.
Antiguidade
O território do atual Iraque foi o berço da civilização suméria (a civilização mais antiga do mundo) por volta de 4 000 a.C. No ano de 2 550 a.C., ocorreu a unificação da Suméria com a Acádia feita pelo patesi Sargão. Séculos mais tarde o Império de Sargão desmorona: ocorrem revoltas internas e os povos nômades vindos dos Montes Zagros (os povos gútios) conquistam o Império. No ano de 1 950 a.C. eles conquistam o Império definitivamente depois de diversos ataques dos elamitas e dos Amoritas. Tal motivo de tantos combates seria das terras férteis localizado do rio Nilo até os Planaltos Iranianos. Os elamitas tomaram o extremo Norte do atual Iraque (do Império de Sargão), enquanto os amoritas que formavam o Império Paleobabilônico ocupavam o Centro-Sul. Os hurritas dominavam o norte iraquiano acabaram sendo conquistado pelos egípcios e pelos hititas. Os egípcios e os hititas que estavam dominando o antigo Império Mitani, acabaram sendo dominados pelos amoritas, e os amoritas acabaram sendo dominados pelos cassitas, reconquistando o império, logo o II Império Mitani acabou desmoronando nas mãos dos elamitas.
Era Contemporânea
As fronteiras orientais do Império Otomano variaram muito ao longo de séculos de disputas com os Mongóis e outros povos da Ásia Central, posteriormente seguidas de disputas com o Império Russo, no século XIX. Na região do moderno Iraque, forças inglesas haviam ajudado a organizar sublevações regionais contrárias ao domínio otomano durante toda a I Guerra Mundial. O Iraque moderno nasceu em 1919, quando o Império Otomano, foi desmembrado, depois da Primeira Guerra Mundial. Em 1920 a Conferência de San Remo levou à imposição de um mandato da Liga das Nações para a Inglaterra administrar o Iraque, onde indicaram a britânica Gertrude como governadora daquela região. O Rei Faiçal I foi coroado pelos britânicos como chefe de Estado, embora tivesse um poder meramente simbólico perante o domínio inglês. Isto fez eclodir uma nova rebelião independentista. Para dominar o Iraque, as tropas britânicas realizaram uma verdadeira guerra colonial, utilizando-se de forças blindadas e bombardeios aéreos contra vilas e cidades iraquianas durante toda a década de 1920, que incluíram o uso de armas químicas como o gás mostarda lançado de aviões.
República Baathista
Em 17 de julho de 1968, Ahmed Hassan al-Bakr liderou a chamada Revolução de 17 de Julho, que derrubou a república e o presidente Abdul Rahman Arif, colocando os baathistas no poder. Onze anos depois, em 15 de julho de 1979, o sunita Saddam Hussein (até então vice de al-Bakr) assumiu a liderança do país, iniciando um governo que duraria até a Invasão americana ao Iraque em 2003. Saddam lideraria o Iraque contra o Irã, na longa e sangrenta Guerra Irã-Iraque, apoiado pelos EUA. Entretanto, após invadir o Kuwait em 1990, o país foi duramente atacado pela coalizão de países liderada pelos EUA na Guerra do Golfo, em 1991. O governo de Saddam foi marcado por avanços econômicos e desenvolvimento do país, sem paralelo com a história anterior da nação. Contudo, após a guerra contra o Irã e contra as potências ocidentais pelo Kuwait, a economia do Iraque entrou em colapso. A corrupção no seio do regime e o encolhimento econômico foi seguido por anos de tensão sectária, entre sunitas, xiitas e curdos. Para reprimir uma rebelião deste último, perto do fim da guerra com o Irã, as forças de Hussein lançaram a chamada Operação Anfal, que resultou em mais de 180 000 mortes.
Intervenção internacional e transição para república
Em 20 de março de 2003, uma coalizão liderada pelos Estados Unidos invadiu o Iraque, com o motivo declarado de desarmar o país que, segundo as potências ocidentais, havia falhado no abandono de suas armas químicas e nucleares, em violação ao Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, resolução 687. Os americanos e seus aliados afirmaram que devido o Iraque estar violando as normas da resolução 687, a autorização para o uso de forças armadas dessa resolução foi reavivado. Os Estados Unidos ainda justificam a invasão, afirmando que o regime de Saddam Hussein tinha ou estava a desenvolver armas de destruição em massa e declarando o desejo de remover um ditador opressivo do poder e levar a democracia ao Iraque. No seu discurso sobre o "Estado da União" de 29 de janeiro de 2002, o Presidente George W. Bush declarou que o Iraque era um membro do "Eixo do Mal", e que, tal como a Coreia do Norte e o Irão, o Iraque tentava adquirir armas de destruição em massa, resultando numa séria ameaça à segurança nacional dos E.U.A., Bush disse ainda:
Retirada estadunidense e guerra civil
A retirada americana do Iraque em 2011 veio durante um período em que o número de mortes no país tinha caído para os menores níveis desde antes de 2003. Muitos analistas haviam afirmado que a saída dos Estados Unidos poderia ter sido prematura, pois ainda havia uma sombra de insurgência e muita tensão sectária. A Primavera Árabe e a guerra civil na vizinha Síria começou a desestabilizar a situação nas fronteiras iraquianas ao oeste. Xiitas e sunitas voltaram a se combater pelas ruas de diversas cidades do Iraque. Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro Nouri al-Maliki aproveitou a saída da Coalizão ocidental de seu país para iniciar uma série de mudanças internas. Primeiro, expulsou do seu governo e das forças armadas membros sunitas proeminentes, enquanto colocava gente de sua confiança em cargos importantes. Sua administração era considerada extremamente corrupta e sectária, já que ele e a maioria xiita do Iraque parecia não querer compartilhar o poder com os compatriotas sunitas.
O Iraque está localizado no Oriente Médio e abrange uma área de 437 072 km2, sendo o 58.º maior país do mundo. É comparável em tamanho ao estado norte-americano da Califórnia e um pouco maior do que o Paraguai. O país consiste principalmente de deserto, mas perto dos dois grandes rios (Tigre e Eufrates) são planícies aluviais férteis, como os rios carregam cerca de 60 milhões de metros cúbicos (m³) de lodo anualmente ao delta. O norte do país é na sua maioria composto por montanhas; o ponto mais alto tem 3 611 m de altitude, sendo conhecido localmente como Cheekah Dar (tenda preta). O Iraque tem uma pequena costa com 58 km de extensão ao longo do Golfo Pérsico. Perto da costa e ao longo de Xatalárabe costumava haver zonas pantanosas, mas muitos foram drenados na década de 1990.[carece de fontes?] A maior parte do Iraque tem um clima árido quente com influência subtropical. As temperaturas do verão ficam em média acima de 40 °C na maior parte do país e frequentemente excedem 48 °C. As temperaturas do inverno raramente excedem 21 °C com máximas de aproximadamente 15–19 °C e mínimas de tempo de 2–5 °C. Normalmente a precipitação é baixa; a maioria dos lugares recebem menos de 250 mm por ano, sendo que o máximo de precipitação que ocorre durante os meses de inverno. Chuvas durante o verão são extremamente raras, exceto no extremo norte do país. As regiões montanhosas do norte têm invernos frios com fortes nevascas ocasionais, por vezes, causando grandes inundações.[carece de fontes?]
Em abril de 2009 a estimativa para a população iraquiana era de 31 234 000 habitantes. A população do Iraque era estimada em apenas 2 milhões de pessoas em 1878. Em 2013, o governo anunciou que o país abrigava 35 milhões de pessoas, em meio a um boom populacional pós-guerra. Até 2020, o crescimento populacional iraquiano declinou, com a população do país chegando a 40 milhões naquele ano.
Composição étnica
O Iraque tem uma composição étnico-linguística de maioria árabe e minoria de curdos (15%), concentrados a porção norte do país. A língua árabe é oficial e predominante; já no Curdistão, o árabe é ensinado como segunda língua depois da língua curda, também é falado o língua aramaica pelos cristãos assírios.[carece de fontes?] De acordo com o CIA World Factbook, citando uma estimativa do governo iraquiano de 1987, a população do Iraque é formada por 75–80% de árabes, seguidos por 15% de curdos. Além disso, a estimativa alega que outras minorias formam 5% da população do país, incluindo os turcomanos, yazidis, shabaks, kaka'is, beduínos, ciganos, assírios, daguestãos e persas. No entanto, o International Crisis Group assinala que os números do censo de 1987, bem como os censos de 1967, 1977 e 1997, "são todos considerados altamente problemáticos, devido a suspeitas de manipulação do regime" porque os cidadãos iraquianos só podiam indicar pertencer ao povo árabe ou curdo. Consequentemente, isso distorceu o número de outras minorias étnicas, como o terceiro maior grupo étnico do Iraque — os turcomanos.
Religião
O Iraque é um país de maioria muçulmana; o islã representa cerca de 95% da população, enquanto os não muçulmanos (principalmente os cristãos assírios) atingem apenas 5%. O país tem uma população mista de xiitas e sunitas. O The World Factbook, da CIA, estima que cerca de 65% dos muçulmanos no Iraque são xiitas e cerca de 35% são sunitas. O Pew Research Center estimou em 2011 que 51% dos muçulmanos no Iraque são xiitas, 42% são sunitas, enquanto 5% identificam-se como "apenas muçulmano". A população sunita queixa-se de enfrentar a discriminação em quase todos os aspectos da vida por parte do governo. No entanto, o primeiro-ministro Nouri al-Maliki nega tais críticas.
O governo iraquiano é definido nos termos da Constituição atual como uma república árabe parlamentar, democrática e federal. O governo federal é composto pelo executivo, legislativo e judiciário, bem como por várias comissões independentes. Além do governo federal, existem regiões (compostas por uma ou mais províncias), províncias e distritos dentro do Iraque com jurisdição sobre vários assuntos, tal como definido pela lei. A Aliança Nacional é o principal bloco parlamentar xiita e foi criada como resultado de uma fusão da Coalizão Estado de Direito e da Aliança Nacional Iraquiana, do primeiro-ministro Nouri Maliki. O Movimento Nacional Iraquiano é liderado por Iyad Allawi, um xiita secular amplamente apoiado pelos sunitas. O partido tem uma perspectiva anti-sectária mais consistente do que a maioria de seus rivais. O Curdistão iraquiano é dominado por dois partidos, o Partido Democrático do Curdistão liderado por Masooud Barzani, e pela União Patriótica do Curdistão, liderada por Jalal Talabani. Ambos os partidos são seculares e desfrutam de laços estreitos com o Ocidente.
Forças armadas
O Iraque possui forças armadas desde 1920, período em que o país esteve sobre domínio britânico. São constituídas de Exército, Marinha e Força Aérea. Os três ramos das forças armadas iraquianas possuem grande importância na história recente do país, com envolvimento em diversos conflitos.
Símbolos nacionais
A bandeira nacional do Iraque segue o modelo tricolor das bandeiras da Revolta Árabe. Após a ocupação norte-americana, tentou-se criar um desenho fora desse contexto, o qual foi, no entanto, rejeitado. Uma nova bandeira foi adotada em janeiro de 2008, tendo sido retiradas as três estrelas verdes associadas ao partido Ba'ath, que significavam unidade, liberdade e socialismo. Manteve-se no entanto o lema Allah-u-Akbar (Deus é grande). O brasão de armas do Iraque contém a águia dourada de Saladino associada ao pan-arabismo do século XX, com um escudo da bandeira iraquiana, e segurando um pergaminho com as suas garras contendo as palavras الجمهورية العراقية (em árabe: al-Jumhuriya al-Iraqiya ou República Iraquiana).[carece de fontes?]
Direitos Humanos
As relações entre o Iraque e sua população curda têm sido desfavoráveis na história recente, especialmente com a campanha genocida de Saddam Hussein contra eles na década de 1980. Após revoltas no início dos anos 90, muitos curdos fugiram de sua terra natal e zonas de exclusão aérea foram estabelecidas no norte do Iraque para evitar mais conflitos. Apesar das relações historicamente ruins, houve algum progresso, e o Iraque elegeu seu primeiro presidente curdo, Jalal Talabani, em 2005. Além disso, o curdo é agora um idioma oficial do Iraque, juntamente com o árabe, de acordo com o Artigo 4 da Constituição. Os direitos LGBT no Iraque continuam limitados. Embora descriminalizada, a homossexualidade continua estigmatizada na sociedade iraquiana. Os direitos humanos no território controlado pelo Estado Islâmico foram registrados como altamente violados. Isso incluiu execuções em massa na parte de Mossul ocupada pelo Estado Islâmico e o genocídio dos yazidis em Sinjar, povoado por yazidis, que fica no norte do Iraque.
O Iraque é composto por 19 províncias, que são subdividas em distritos. O Curdistão iraquiano (Arbil, Dahuk, Suleimânia e Halabja) são as únicas regiões legalmente definidas no país, com seus próprios governos.
A economia iraquiana é dominada pelo setor petrolífero, o que tem proporcionado tradicionalmente cerca de 95% das receitas em divisas. A falta de desenvolvimento em outros setores resultou em 18%-30% de desempregados e um deprimido PIB per capita de 4 mil dólares. O emprego no setor público foi responsável por quase 60% do emprego em tempo integral em 2011. A exportação da indústria de petróleo gera muito pouco emprego. Atualmente, apenas uma pequena porcentagem de mulheres (a estimativa mais elevada para 2011 foi de 22%) participam da força de trabalho local. Antes da ocupação estadunidense, a economia planificada do país proibia que empresas locais fossem compradas por estrangeiros, sendo que a maioria das grandes indústrias eram empresas estatais, e impunha grandes tarifas para impedir a entrada de mercadorias estrangeiras. Após a invasão do país 2003, a Autoridade Provisória da Coalizão rapidamente começou a emitir muitas ordens para privatizar a economia e abri-la ao investimento estrangeiro.
Recursos naturais
Com seus 143,1 bilhões de barris (2 275 × 1 010 m3) de reservas provadas de petróleo, o Iraque ocupa o segundo lugar no mundo, atrás apenas da Arábia Saudita, no montante de reservas deste recurso. Os níveis de produção de petróleo chegaram a 3,4 milhões de barris por dia até dezembro de 2012. Apenas cerca de 2 000 poços de petróleo foram perfurados no Iraque, em comparação com cerca de 1 milhão poços perfurados apenas no Texas. O Iraque é um dos membros fundadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Em 2010, apesar do maior nível de segurança e bilhões de dólares em receitas de petróleo, o Iraque ainda gerava cerca de metade da eletricidade que a demanda de clientes exigia, levando a protestos durante os meses quentes de verão.
Culinária
A história da culinária iraquiana remonta a cerca de 10 000 anos — influenciada pelos antigos impérios sumério, acadiano, babilônico, assírio e persa antigo. As tábuas de argila sumérias, encontradas em ruínas antigas no Iraque, mostram receitas preparadas em templos durante feriados religiosos — sendo uma representação dos primeiros livros de culinária do mundo. O antigo Iraque, ou "Mesopotâmia", era o lar de muitas civilizações sofisticadas e altamente avançadas, em todos os campos do conhecimento, incluindo artes culinárias. No entanto, foi nos tempos medievais em que Bagdá era a capital do califado abássida que a culinária iraquiana alcançou seu auge. Hoje, a culinária do Iraque reflete essa rica herança e fortes influências das tradições culinárias da vizinha Turquia, Irã e da área da Grande Síria.
Esporte
O futebol é o esporte mais popular no Iraque. O futebol é um fator de união considerável no Iraque após anos de guerra e conflitos. Basquetebol, natação, levantamento de peso, musculação, boxe, kick boxing e tênis também são esportes populares. A Associação Iraquiana de Futebol é o corpo governante do futebol no Iraque, controlando a equipe nacional de futebol do Iraque e o Campeonato Iraquiano de Futebol. Foi fundada em 1948 e é membro da FIFA desde 1950 e da Confederação Asiática de Futebol desde 1971. O Iraque foi o campeão da Copa da Ásia de 2007 da AFC depois de derrotar a Arábia Saudita na final por 1–0, graças a um gol do capitão Younis Mahmoud, a seleção também já participou da Copa do Mundo FIFA de 1986.


