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Ataques de 11 de setembro de 2001

Ataques ou atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 foram uma série de ataques suicidas contra os Estados Unidos coordenados pela organização fundamentalista islâmica Al-Qaeda em 11 de setembro de 2001. Na manhã daquele dia, dezenove terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros. Os sequestradores colidiram intencionalmente dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque, matando todos a bordo e muitas das pessoas que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram menos de duas horas após os impactos, destruindo edifícios vizinhos e causando vários outros danos. O terceiro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado de Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington, D.C.. O quarto avião caiu em um campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns de seus passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores, que a tinham reencaminhado na direção da capital norte-americana. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/06/2026
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Ataques

No início da manhã de 11 de setembro de 2001, 19 sequestradores assumiram o controle de quatro aviões comerciais (dois Boeing 757 e dois Boeing 767) em rota para a Califórnia (três com destino ao Aeroporto Internacional de Los Angeles e um com destino ao Aeroporto Internacional de São Francisco), após decolar de Boston, Massachusetts; Newark, Nova Jérsei e Washington, D.C.. Aviões grandes com longos voos foram intencionalmente escolhidos para o sequestro porque seriam fortemente impulsionados. A cobertura da imprensa foi intensa durante os ataques e suas consequências, a começar momentos após a primeira colisão no World Trade Center.

Eventos

Às 08h46min, o Voo 11 da American Airlines atingiu a Torre Norte do World Trade Center, seguido pelo Voo 175 da United Airlines, que atingiu a Torre Sul às 09h03. Outro grupo de sequestradores do Voo 77 da American Airlines atingiu o Pentágono às 9h37min. Um quarto voo, o Voo 93 da United Airlines, caiu em uma área rural perto de Shanksville, na Pensilvânia, às 10h03min, depois de os passageiros terem tentado retomar o controle do avião dos sequestradores. Acredita-se que a meta final dos sequestradores seria o Capitólio (sede do Congresso dos Estados Unidos) ou a Casa Branca. Em setembro de 2002, em uma entrevista realizada para o documentarista Yosri Fouda, um jornalista da Al Jazeera, Khalid Sheikh Mohammed, junto a Ramzi Binalshibh, afirmou que o quarto avião sequestrado estava se dirigindo para o Capitólio dos Estados Unidos e não para a Casa Branca. Eles ainda afirmaram que a al-Qaeda inicialmente tinha planejado fazer com que os aviões sequestrados atingissem instalações nucleares em vez das torres do World Trade Center e o Pentágono, mas foi decidido não atacar as centrais nucleares "por ora" por causa de temores de que os ataques poderiam "sair de controle".

Vítimas

Houve um total de 2 996 mortes, incluindo os 19 sequestradores e as 2 977 vítimas. As vítimas foram distribuídas da seguinte forma: 246 nos quatro aviões (onde não houve sobreviventes), 2606 na cidade de Nova Iorque e 125 no Pentágono. Todas as mortes ocorridas foram de civis, exceto por 55 militares atingidos no Pentágono. Em 2007, o escritório examinador médico da cidade de Nova Iorque divulgou o número oficial de mortos do 11 de Setembro, adicionando a morte de Felicia Dunn-Jones. Dunn-Jones faleceu cinco meses após o 11/09 devido a uma doença pulmonar que foi associada à exposição à poeira durante o colapso do World Trade Center. Heyward Leon, que morreu de linfoma em 2008, foi adicionado ao número oficial de mortes em 2009.

Danos

Junto com os 110 andares das Torres Gêmeas, vários edifícios ao redor foram destruídos ou seriamente danificados, incluindo os edifícios 3 a 7 do complexo do World Trade e a Igreja Ortodoxa Grega de São Nicolau. A Torre Norte, a Torre Sul, o Marriott Hotel (WTC 3) e o WTC 7 foram completamente destruídos. A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (no WTC 6), o WTC 4, o WTC 5 e duas passarelas de pedestres que ligavam os edifícios foram severamente danificadas. O Deutsche Bank Building foi parcialmente danificado e mais tarde demolido. Os dois edifícios do complexo vizinho do World Financial Center também sofreram danos. O Deutsche Bank Building, na Liberty Street do complexo do World Trade Center, foi mais tarde condenado por causa das condições tóxicas no interior da torre de escritórios e foi desconstruído. O Fiterman Hall, do Colégio Comunitário do Borough de Manhattan, na 30 West Broadway, foi condenado devido aos danos nos ataques e está sendo reconstruído. Outros edifícios vizinhos, como o 90 West Street e o Edifício Verizon sofreram grandes danos, mas foram restaurados. Os edifícios do World Financial Center, o One Liberty Plaza, o Millenium Hilton e o 90 Church Street tiveram danos moderados e já foram restaurados. Os equipamentos de telecomunicações no topo da Torre Norte também foram destruídos, mas as estações de mídia rapidamente foram capazes de redirecionar os seus sinais e retomar as transmissões.

Resgate e recuperação

O Corpo de Bombeiros da Cidade de Nova Iorque (FDNY) rapidamente mandou 200 unidades (metade do departamento) para o local dos ataques, cujos esforços foram completados por vários bombeiros de folga e paramédicos. O Departamento de Polícia da Cidade de Nova Iorque (NYPD) enviou Unidades de Serviço de Emergência (ESU) e outros policiais, juntamente com a implantação de sua unidade de aviação. Uma vez em cena, o FDNY, NYPD e policiais da Autoridade Portuária não coordenaram os esforços e realizaram buscas redundantes por vítimas civis. Com as condições deterioradas, a unidade de aviação da NYPD retransmitia informações aos comandantes dos bombeiros, que emitiam ordens para o seu pessoal evacuar as torres, de modo que a maioria dos oficiais estava em condições de segurança antes de evacuar os edifícios que desmoronaram. Com postos de comando criados separadamente e comunicações de rádio incompatíveis entre os organismos, os avisos não foram repassados aos comandantes do FDNY.

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Responsabilidade

Al-Qaeda

A origem da Al-Qaeda pode ser rastreada até 1979, quando a União Soviética invadiu o Afeganistão. Osama bin Laden viajou para o Afeganistão e ajudou a organizar mujahidin árabes para resistir aos soviéticos. Sob a orientação de Ayman al-Zawahiri, Bin Laden tornou-se mais radical. Em 1996, Bin Laden divulgou sua primeira fatwa, pedindo para os soldados americanos deixarem a Arábia Saudita. Em um segundo fatwa em 1998, Bin Laden delineou suas objeções à política externa americana em relação a Israel, bem como a contínua presença de tropas americanas na Arábia Saudita após a Guerra do Golfo. Bin Laden usou textos islâmicos para exortar os muçulmanos a atacar americanos e, de acordo com bin Laden, muçulmanos juristas "têm ao longo da história islâmica concordado unanimemente que a jihad é um dever individual se o inimigo destrói os países muçulmanos".

Osama bin Laden

Bin Laden, que orquestrou os ataques, inicialmente negou, mas em 2004 admitiu seu envolvimento. A rede Al Jazeera transmitiu uma declaração de Bin Laden em 16 de setembro de 2001, afirmando que "gostaria de salientar que eu não realizei este ato, que parece ter sido realizado por indivíduos com motivos próprios". Em novembro de 2001, as forças americanas recuperaram uma fita de vídeo de uma casa destruída em Jalalabad, no Afeganistão. Na fita, Bin Laden é visto falando com Khaled al-Harbi e admite a presciência dos ataques. Em 27 de dezembro de 2001, um segundo vídeo de Bin Laden foi divulgado. Nas filmagens, ele disse: "o terrorismo contra os Estados Unidos merece ser louvado, porque é uma resposta à injustiça, com o objetivo de forçar a América a parar o apoio a Israel, que mata nosso povo", mas não chegou a admitir a responsabilidade pelos ataques.

Khalid Sheikh Mohammed

O jornalista Yosri Fouda do canal de televisão árabe Al Jazeera relatou que em abril de 2002, Khalid Sheikh Mohammed admitiu o seu envolvimento, junto com Ramzi bin al-Shibh, nos ataques de 11/9. O Relatório da Comissão do 11/9 determinou que a animosidade de Mohammed, o principal arquiteto dos ataques, para com os Estados Unidos era resultado da sua "violenta discordância da política externa dos Estados Unidos de favorecer Israel". Mohammed foi também o consultor e financiador do atentado de 1993 ao World Trade Center e era tio de Ramzi Yousef, o terrorista líder do ataque. Mohammed foi preso em 1 de março de 2003, em Rawalpindi, Paquistão, por agentes de segurança paquistaneses que trabalhavam com a CIA, em seguida, foi transferido e interrogado na Prisão de Guantánamo, na Base Naval da Baía de Guantánamo, em Cuba, com seções que incluíam afogamento simulado. Durante as audiências na Baía de Guantánamo em março de 2007, Mohammed novamente confessou sua responsabilidade pelos ataques, afirmando que ele "foi o responsável pela operação de 11/9, de A a Z" e que a sua declaração não foi feita sob coação.

Outros membros da Al-Qaeda

Durante o julgamento de Zacarias Moussaoui, cinco pessoas foram identificadas como terem tido conhecimento total dos detalhes da operação. Elas são bin Laden, Khalid Sheikh Mohammed, Ramzi bin al-Shibh, Abu al-Turab Urduni e Mohammed Atef. Até o momento, apenas figuras periféricas foram julgadas ou condenadas pelos ataques. Em 26 de setembro de 2005, um tribunal superior espanhol condenou Abu Dahdah a 27 anos de prisão por conspiração sobre os ataques de 11/9 e de ser um membro da organização terrorista Al-Qaeda. Ao mesmo tempo, outros 17 membros da Al-Qaeda foram condenados a penas entre seis e 11 anos. Em 16 de fevereiro de 2006, o Supremo Tribunal Espanhol reduziu a pena de Abu Dahdah para 12 anos porque considerou que a sua participação na conspiração não foi comprovada.

Motivos

Alega-se que os três principais motivos para os ataques de 11 de setembro sejam a presença americana na Arábia Saudita, o apoio a Israel por parte dos Estados Unidos e as sanções contra o Iraque. Estes motivos foram ditos explicitamente pela Al-Qaeda em declarações pretéritas aos atentados, incluindo a fatwā de agosto de 1996 e um pequeno fatwā publicado em fevereiro de 1998. Após os ataques, Bin Laden e Al-Zawahiri publicaram fitas de vídeos e fitas de áudio adicionais, algumas delas repetindo as razões pelos ataques. Duas dessas publicações merecem destaque: "Carta para a América" de 2002, e um vídeo de 2004 mostrando Bin Laden. Além de pronunciamentos diretos de Bin Laden e a Al-Qaeda, inúmeros analistas políticos têm postulado outras motivações para os ataques.

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Planejamento

A ideia para os ataques veio de Khalid Sheikh Mohammed, que primeiro apresentou o projeto a Osama bin Laden em 1996. Nesse momento, Bin Laden e a Al-Qaeda estavam em um período de transição, tendo acabado de se mudar de volta ao Afeganistão, vindos do Sudão. Em 1998, os atentados terroristas às embaixadas dos Estados Unidos na África e o fatwa de bin Laden marcaram um ponto de virada, quando Osama voltou suas atenções a atacar os Estados Unidos. Em dezembro de 1998, Centro de Contraterrorismo da CIA relatou ao então presidente Bill Clinton que a Al-Qaeda estava se preparando para ataques contra os Estados Unidos que poderiam incluir sequestro de aviões. No final de 1998 ou no início de 1999, Bin Laden deu a aprovação para Mohammed avançar com a organização dos ataques. Uma série de reuniões ocorridas no início de 1999, envolvendo Mohammed, bin Laden e seu vice, Mohammed Atef. Atef prestou apoio operacional para o projeto, incluindo seleções de destino e ajuda na organização de viagens para os sequestradores. Bin Laden discordou de Mohammed, rejeitando alguns alvos potenciais, como a US Bank Tower, em Los Angeles, porque "não havia tempo suficiente para se preparar para uma operação desse tipo".

Células de apoio

Cerca de 1 200 estrangeiros foram presos e encarcerados secretamente em relação à investigação dos ataques de 11 de setembro, ainda que o governo não tenha divulgado o número exato. Os métodos utilizados pelo Estado para investigar e deter suspeitos têm sido severamente criticados por organizações de direitos humanos como Human Rights Watch e chefes de governo como a chanceler alemã Angela Merkel. Até agora o governo dos Estados Unidos não falou a ninguém dos participantes da conspiração que realizaram as operações em terra. No dia 26 de setembro de 2005, a Audiência Nacional da Espanha, dirigida pelo juiz Baltasar Garzón, condenou a Abu Dahdah a 27 anos de prisão por conspiração nos atentados de 11 de setembro e por ser parte da organização terrorista Al-Qaeda. Ao mesmo tempo, outros 1234 membros da Al-Qaeda foram condenados a penas de entre 6 e 12 anos. Em 16 de fevereiro de 2006, o Tribunal Supremo baixou a pena de Abu Dahdah a 12 anos porque considerou que sua participação na conspiração não estava provada.

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Reação

Resposta imediata

Às 08h14, o piloto do voo 11 não respondeu a uma instrução para ascender emitida pelo Centro de Controle de Tráfego Aéreo da Administração Federal de Aviação (FAA) em Boston, que controla o espaço aéreo local. O piloto estava naquele momento voando do lado oposto às chegadas de Boston e, como o voo 11 passou a representar um perigo aéreo, os controladores de tráfego aéreo começaram a redirecionar as chegadas de aeronaves para promover uma separação adequada. Às 8h20, Betty Ong, uma comissária do voo 11 da American Airlines, avisou a empresa sobre o sequestro da aeronave. Às 08h21, o avião (agora visível apenas no radar primário) começou a sair radicalmente da sua rota prevista. Às 08h25, o controlador ouviu o que acreditou ser a voz de um dos sequestradores em uma transmissão de rádio do voo 11. O Centro de Boston chamou o Centro de Comando FAA em Herndon, Virgínia, às 8h28 para relatar o ocorrido. Às 8h32, os funcionários da FAA foram avisado de que o voo 11 tinha sido sequestrado e notificaram o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD). O NORAD então enviou dois caças F-15 da Base Aérea da Guarda Nacional de Otis, em Massachusetts, que estavam em voo às 08h53. Por causa da lenta e confusa comunicação com os funcionários da FAA, o NORAD tinha avisado apenas sobre o sequestro do voo 11, mas não fez nenhum aviso sobre qualquer um dos outros voos anteriores que caíram.

Operações militares após os ataques

Às 14h40min de 11 de setembro, o secretário da Defesa Donald Rumsfeld emitiu uma rápida ordem à seus assessores para procurar evidências do envolvimento do Iraque nos ataques, de acordo com anotações feitas pelo alto oficial Stephen Cambone. "Melhor informação rápida. Julgo ser boa o bastante para atacar S.H." — se referindo à Saddam Hussein — "ao mesmo tempo. Não apenas UBL" (Osama bin Laden), as notas de Cambone citam Rumsfeld dizendo: "Precisamos nos mover rapidamente — Próximos aos prazos estabelecidos para os alvos — vão com força máxima — vasculhem tudo. Coisas relacionadas ou não.". O conselho da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) declarou que os ataques contra os Estados Unidos foram considerados um ataque a todos os países da aliança militar e, como tal, correspondem ao 5.º artigo da Carta Magna da organização. Ao voltar para a Austrália após uma visita oficial aos Estados Unidos na época dos ataques, o então primeiro-ministro australiano, John Howard, invocou o artigo IV do tratado ANZUS. Na reação aos atentados, a administração Bush anunciou uma "Guerra ao Terror", com metas estabelecidas de levar Osama bin Laden e a Al-Qaeda à justiça e prevenir o aparecimento de outras redes terroristas. Estes objetivos serão realizados através de sanções econômicas e militares contra os Estados vistos como abrigo de terroristas e aumentando a vigilância global e o compartilhamento de informações.

Reação interna

Após os ataques, a taxa de aprovação do presidente George W. Bush subiu para 90%. Em 20 de setembro de 2001, ele dirigiu-se à nação em uma sessão conjunta do Congresso dos Estados Unidos sobre os eventos de 11 de setembro e os subsequentes nove dias de esforços de resgate e recuperação foi criada e descreveu a resposta destinada aos ataques. O papel altamente visível de Rudy Giuliani, então prefeito de Nova Iorque, recebeu elogios na cidade e em todo o país. Muitos fundos de ajuda foram imediatamente criados para ajudar as vítimas dos atentados, com a missão de prestar assistência financeira para os sobreviventes dos ataques e às famílias das vítimas. Dentro do prazo estabelecido para a compensação das vítimas, que era de 11 de setembro de 2003, 2 833 pedidos haviam sido recebidos das famílias daqueles que foram mortos.

Reação internacional

Os ataques foram anunciados pelos meios de comunicação e governos de todo o mundo. Em todo o planeta, as nações pró-americanas ofereceram apoio e solidariedade. Líderes na maioria dos países do Oriente Médio e Afeganistão, condenaram os ataques. O Iraque foi uma notável exceção, ao fazer uma declaração oficial imediata, dizendo: "os cowboys americanos estão colhendo os frutos de seus crimes contra a humanidade". Embora o governo da Arábia Saudita tenha condenado oficialmente os ataques, muitos sauditas apoiam a causa de Bin Laden. Como nos Estados Unidos, após os ataques houve um aumento das tensões entre muçulmanos e não-muçulmanos em outros países.

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Consequências posteriores

Efeitos econômicos

Os ataques tiveram um impacto econômico significativo nos Estados Unidos e nos mercados mundiais. A New York Stock Exchange (NYSE), a American Stock Exchange (AMEX) e a NASDAQ não abriram em 11 de setembro e permaneceram fechadas até 17 de setembro. Quando os mercados de ações reabriram, o Dow Jones Industrial Average (DJIA), índice do mercado de ações, caiu 684 pontos, ou 7,1%, para 8 921, um recorde de recuo de um ponto em um dia. Até o final de semana, o DJIA tinha caído 1 369,7 pontos (14,3%), até então, a maior queda em uma semana na história, embora mais tarde ultrapassada em 2008, durante a crise financeira global. As bolsas estadunidenses perderam 1,4 trilhão de dólares em valor em uma semana. Isto é o equivalente a 1,72 trilhão de dólares em termos atuais.

Efeitos na legislação antiterrorismo

Como resultado dos ataques, muitos governos por todo o mundo alteraram ou criaram uma legislação antiterrorismo. Na Alemanha, onde vários dos terroristas do 11 de setembro tinham morado e tirado proveito das políticas alemãs liberais de asilo, dois grandes pacotes de leis antiterrorismo foram decretados. O primeiro removeu brechas legais que permitiam que terroristas vivessem e levantassem dinheiro na Alemanha. O segundo abordou a eficácia e a comunicação da inteligência do governo e a aplicação da lei. O Canadá aprovou Lei Canadense Antiterrorismo, a primeira legislação antiterrorismo da nação. O Reino Unido decretou a Lei de Antiterrorismo, Crime e Segurança de 2001 e a Lei de Prevenção ao Terrorismo de 2005. A Nova Zelândia decretou a Lei de Supressão ao Terrorismo de 2002.

Efeitos na saúde

As milhares de toneladas de detritos tóxicos resultantes do colapso das Torres Gêmeas consistiram em mais de 2 500 contaminantes, incluindo agentes cancerígenos conhecidos. Isto conduziu a doenças debilitantes entre os trabalhadores de emergência e de resgate, que muitos afirmam serem diretamente relacionados com a exposição de detritos. Por exemplo, o oficial do NYPD, Macri Frank, morreu de câncer de pulmão que se espalhou por todo o seu corpo em 3 de setembro de 2007; sua família afirma que o câncer é o resultado de longas horas no local dos atentados e requer a linha de benefícios em caso de morte, que a cidade de Nova Iorque tem ainda de se pronunciar sobre.

Impacto cultural

O impacto do 11 de setembro se estende para além da geopolítica na sociedade e na cultura em geral. Algumas das reações imediatas aos atentados incluíram maior foco na vida familiar, maior participação na igreja e expressões aumento de patriotismo, como hastear a bandeira. A indústria do rádio respondeu removendo certas músicas das listas de reprodução e os ataques foram posteriormente utilizados como background ou como elementos temáticos no cinema, televisão, música e literatura. Programas de televisão já em execução e programas desenvolvidos após os ataques têm refletido as preocupações culturais pós-11 de Setembro. As teorias conspiratórias sobre os ataques de 11 de setembro de 2001 tornaram-se fenômenos sociais, apesar do apoio insignificante de tais opiniões por cientistas, engenheiros, especialistas e historiadores renomados.

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Investigações

FBI

Imediatamente após os ataques, o Escritório Federal de Investigação (FBI) começou o PENTTBOM, o maior inquérito criminal da história dos Estados Unidos. No seu auge, mais de metade dos agentes do FBI trabalhou nessa investigação. O FBI concluiu que havia evidências "claras e irrefutáveis" ligando a al-Qaeda e Bin Laden aos ataques. A instituição logo foi capaz de identificar os sequestradores, incluindo o líder Mohamed Atta, quando sua bagagem foi descoberta no Aeroporto Internacional de Boston. Devido a uma confusão, a bagagem não entrou a bordo do Voo 11 da American Airlines, conforme o planejado. A bagagem continha os nomes, as atribuições e as conexões dos sequestradores e da al-Qaeda. "Ele tinha todos esses documentos em língua árabe que resultaram na Pedra de Roseta da investigação", disse um agente do FBI.

Comissão do 11/9

A Comissão Nacional dos Ataques Terroristas nos Estados Unidos (Comissão do 11/9), presidida pelo ex-governador de Nova Jérsei, Thomas Kean, foi formada no final de 2002 para preparar um relatório completo das circunstâncias que envolveram os ataques, incluindo o planejamento e a resposta imediata aos atentados. Em 22 de julho de 2004, a Comissão do 11/9 emitiu o Relatório da Comissão do 11 de Setembro. O documentou detalhou os acontecimentos do dia dos ataques, concluiu que os atentados foram realizados por membros da al-Qaeda e examinou como as agências de segurança e inteligência estavam inadequadamente coordenadas para evitar os atentados. Formada a partir de um grupo independente bipartidário de senadores, a maioria dos antigos parlamentares, comissários e governadores, explicou: "Nós acreditamos que os ataques de 11/9 revelou quatro tipos de falhas: na imaginação, na política, nos recursos e na gestão". A comissão fez inúmeras recomendações sobre como prevenir futuros ataques e, em 2011, constatou-se que várias dessas recomendações ainda não haviam sido implementadas.

Colapso do World Trade Center

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) dos Estados Unidos investigou o colapso das Torres Gêmeas e da Torre 7 do World Trade Center. As investigações examinaram o porquê de os prédios terem desmoronado, quais medidas de proteção contra incêndios estavam no local e como sistemas de proteção contra incêndio podem ser melhorados em construções futuras. A investigação sobre o colapso do WTC 1 e WTC 2 foi concluída em outubro de 2005 e a do WTC 7 foi concluída em agosto de 2008. O NIST constatou que a infraestrutura de aço à prova de fogo das Torres Gêmeas foi arrancada pelo impacto inicial dos aviões e que, se isso não tivesse acontecido, as torres provavelmente teriam permanecido de pé. Um estudo de 2007 do colapso da Torre Norte e publicado por pesquisadores da Universidade de Purdue determinou que, uma vez que o impacto do avião retirou a maior parte do isolamento térmico da estrutura, o calor do incêndio dos escritórios teria amolecido e enfraquecido as vigas e colunas expostas o suficiente para iniciar o colapso do edifício, independentemente do número de colunas arrebentadas ou danificadas pelo impacto.

Investigação interna da CIA

O inspetor geral da Agência Central de Inteligência (CIA) realizou uma avaliação interna do desempenho pré-11/9 da agência e foi duramente crítico aos altos funcionários da CIA por não fazerem todo o possível para enfrentar o terrorismo. Ele criticou sua incapacidade de parar dois dos sequestradores, Nawaf al-Hazmi e Khalid al-Mihdhar, quando eles entraram nos Estados Unidos e sua incapacidade de compartilhar informações sobre os dois homens com o FBI. Em maio de 2007, os senadores de ambos os principais partidos políticos dos Estados Unidos elaboraram uma legislação para tornar pública a revisão. Um dos apoiadores, o senador Ron Wyden, disse: "O povo americano tem o direito de saber o que a Agência Central de Inteligência estava fazendo naqueles meses críticos antes de 11/9".

Suspeita de financiamento saudita

Em fevereiro de 2015, Zacarias Moussaoui, ex-membro da Al Qaeda que cumpre prisão perpétua por participação nos ataques, disse a advogados de vítimas do atentado que membros da família real da Arábia Saudita deram apoio ao grupo militante islâmico. Zacarias Moussaoui fez as declarações em depoimento prestado em um tribunal federal em Manhattan. Ele afirmou que uma lista de doadores do final da década de 1990 que ele montou durante a liderança de Osama bin Laden na Al Qaeda incluía algumas autoridades sauditas, como o príncipe Turki al-Faisal Al Saud, ex-chefe da inteligência saudita. Moussaoui também disse que teve um encontro na cidade de Kandahar, no Afeganistão, com uma autoridade da embaixada da Arábia Saudita em Washington e que os dois iriam juntos aos Estados Unidos para planejar e executar um ataque contra o avião presidencial dos Estados Unidos, o Air Force One. A embaixada saudita disse nesta quarta-feira que as acusações de Moussaoui pareciam ter o objetivo de prejudicar as relações entre Arábia Saudita e Estados Unidos e contradiziam as conclusões da Comissão do 11 de Setembro, que não encontrou evidências de financiamentos sauditas à Al Qaeda.

Teorias conspiratórias

Após a divulgação dos resultados das investigações oficiais sobre os atentados, muitos civis, físicos, engenheiros, militares, pilotos e alguns dos sobreviventes questionaram a versão governamental sobre as causas e os responsáveis pelos ataques. Os teóricos da conspiração discordam da versão oficial dos atentados, questionam as motivações e as partes envolvidas por trás deles, e se envolveram em investigações independentes. Algumas das teorias da conspiração veem os ataques como um casus belli através de uma operação de bandeira falsa (como com a malsucedida Operação Northwoods, nos anos 1960) para trazer o aumento da militarização e do poder do governo sobre a população. Os defensores das teorias conspiratórias do 11 de setembro têm sugerido que indivíduos dentro dos Estados Unidos possuíam informações detalhadas sobre os ataques e deliberadamente optaram por não evitá-los, ou que indivíduos de fora da al-Qaeda planejaram, realizaram ou auxiliaram a realização dos atentados. Uma pesquisa realizada em 2013 pela empresa de pesquisa de mercado YouGov e publicada próximo ao décimo segundo aniversário dos ataques apontou que um em cada dois norte-americanos ainda tem dúvidas sobre a versão do governo do país sobre as causas e consequências dos atentados de 11 de setembro.

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Memoriais

Nos dias que se seguiram aos ataques, muitos memoriais e vigílias foram realizadas ao redor do mundo. Além disso, as fotos foram colocadas em todo o Ground Zero. Uma testemunha descreveu ser incapaz de "se afastar dos rostos de vítimas inocentes que foram mortas. Suas fotos estão em toda parte, em cabines telefônicas, postes de luz, paredes de estações de metrô. Tudo o que me fez lembrar de um grande funeral, as pessoas caladas e tristes, mas também muito bom. Antes, Nova Iorque me dava uma sensação de frio, agora as pessoas estavam chegando para ajudar umas as outras.". Um dos primeiros memoriais foi o "Tribute in Light", uma instalação de 88 holofotes no local onde ficavam as torres do World Trade Center que projeta duas colunas verticais de luz no céu. Em Nova Iorque, a concorrência pelo Memorial do World Trade Center realizou-se a concepção de um memorial apropriado no local. O desenho vencedor, Refletindo Ausência, foi selecionado em agosto de 2006 e consiste em um par de espelhos d'água no local onde estavam das torres, cercado por uma lista dos nomes de vítimas em um espaço memorial no subsolo, além de um museu.

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Reconstrução

No dia dos ataques, o então prefeito de Nova Iorque, Rudy Giuliani, proclamou, "Nós vamos reconstruir. Nós vamos sair dessa mais fortes do que antes, mais fortes politicamente, economicamente mais fortes. A linha do horizonte será feita toda de novo.". A Lower Manhattan Development Corporation, empresa responsável pela coordenação dos esforços de reconstrução no local do World Trade Center, foi criticada por fazer pouco com o financiamento direcionado para o enorme esforço de reconstrução. Além da construção do World Trade Center 7, junto ao local principal e concluído em 2006, e da Estação PATH, que abriu no final de 2003, o trabalho na reconstrução do local principal do World Trade Center foi adiado até final de 2006, quando o arrendatário Larry Silverstein e a Autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jérsei chegaram a um acordo sobre o financiamento dos novos edifícios. A One World Trade Center foi construída no local e, com 541 metros após a conclusão em 2014, se tornou o arranha-céu mais alto do hemisfério ocidental, e o sétimo maior do mundo .

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Fontes consultadas

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