Arentio e Arentia
Arentius e Arentia são considerados um par de divindades indígenas pertencentes ao panteão lusitano, atestados principalmente pela epigrafia.
Os investigadores identificam pelo menos 13 epígrafes (14 inscrições, em 2022) que atestam quer Arentius quer Arentia, maioritariamente localizadas no centro-oriente da Lusitânia, e, segundo Juan Olivares Pedreño, bem representadas na Egitânia. As duas divindades surgem por vezes isoladas ou, mais raramente, como par. Olivares Pedreño sugere que a sua associação como par pode refletir modelos votivos célticos de divindades masculinas e femininas. O par surge também como Arantius e Arantia, embora esta forma seja rara. Em duas inscrições da Beira Baixa, Arentius aparece como Arantio Tanginiciaeco e como Arentio Cronisensi.
Francisco Marco Simón propôs que o par seria constituído por divindades aquáticas, seguindo a teoria de Hans Krahe sobre a hidronímia europeia antiga, que associa o radical *ar- a nomes de corpos de água. O historiador espanhol José María Blázquez Martínez também apoia esta interpretação, e Blanca María Prósper defende igualmente que Arantio poderia estar relacionado com uma divindade fluvial.


