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Arentio e Arentia

Arentius e Arentia são considerados um par de divindades indígenas pertencentes ao panteão lusitano, atestados principalmente pela epigrafia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Epigrafia

Os investigadores identificam pelo menos 13 epígrafes (14 inscrições, em 2022) que atestam quer Arentius quer Arentia, maioritariamente localizadas no centro-oriente da Lusitânia, e, segundo Juan Olivares Pedreño, bem representadas na Egitânia. As duas divindades surgem por vezes isoladas ou, mais raramente, como par. Olivares Pedreño sugere que a sua associação como par pode refletir modelos votivos célticos de divindades masculinas e femininas. O par surge também como Arantius e Arantia, embora esta forma seja rara. Em duas inscrições da Beira Baixa, Arentius aparece como Arantio Tanginiciaeco e como Arentio Cronisensi.

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Etimologia

Francisco Marco Simón propôs que o par seria constituído por divindades aquáticas, seguindo a teoria de Hans Krahe sobre a hidronímia europeia antiga, que associa o radical *ar- a nomes de corpos de água. O historiador espanhol José María Blázquez Martínez também apoia esta interpretação, e Blanca María Prósper defende igualmente que Arantio poderia estar relacionado com uma divindade fluvial.

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Fontes consultadas

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