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Hacker

Em informática, hacker é um indivíduo altamente dedicado a conhecer/modificar os aspectos mais internos de dispositivos tecnológicos, programas computacionais e, redes de computadores. Hackers podem ser motivados por uma infinidade de razões — como lucro, protesto, vaidade, curiosidade, patriotismo, espírito competitivo, coleta de informações, recreação ou para avaliar as vulnerabilidades do sistema e auxiliar na defesas contra invasões em potencial. Hackers que usam seu conhecimento para fins ilegais são chamados crackers. Um hacker frequentemente obtém soluções e efeitos extraordinários que extrapolam os limites do funcionamento "normal" dos sistemas, como previstos pelos seus criadores; incluindo, por exemplo, contornar as barreiras que deveriam impedir o controle de certos sistemas e conseguir acesso a certos dados confidenciais ou privados.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Etimologia

Na língua inglesa, a palavra deriva do verbo to hack, que significa "cortar grosseiramente", como um machado ou um facão. Usado como substantivo, hack significa "gambiarra" — uma solução improvisada, mais ou menos original ou engenhosa. O termo foi apropriado pelos modelistas de trens do Tech Model Railroad Club na década de 1950 para descrever as modificações que faziam nos relês eletrônicos de controle dos trens. Na década de 1960, esse termo passou a ser usado por programadores para indicar truques mais ou menos engenhosos de programação, como usando recursos obscuros do computador. Também foi usado por volta dessa época para manipulações dos aparelhos telefônicos com a finalidade de se fazer chamadas grátis. O termo, pronunciado "háquer" com "h" expirado, é importado da língua inglesa e tem sido traduzido como decifrador — embora esta palavra tenha outro sentido — ou aportuguesado para ráquer. Os verbos "hackear" e "raquear" costumam ser usados para descrever modificações e manipulações não triviais ou não autorizadas em sistemas de computação.

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Controvérsia sobre o nome

Imagem: rofi · BY-NC-SA · Openverse

Há uma longa controvérsia sobre o verdadeiro significado do termo. Nesta controvérsia, o termo hacker é reivindicado por programadores de computador que argumentam que a palavra se refere simplesmente a alguém com um entendimento avançado de computação e que cracker é o termo mais apropriado para quem invade sistemas ou computadores, seja um cibercriminoso (chapéus pretos) ou um especialista em segurança de computadores (chapéus brancos). Um artigo de 2014 concluiu que "o significado do chapéu preto ainda prevalece entre o público em geral". Por volta de 1990, com a popularização da internet fora das universidades e dos centros de pesquisa, alguns hackers passaram a usar seus conhecimentos para invadir computadores alheios. Por exemplo, em 1988, o estudante Robert Tappan Morris tirou proveito de uma falha pouco conhecida no protocolo de correio eletrônico Simple Mail Transfer Protocol para criar o primeiro "verme" da internet, um malware que invadiu milhares de computadores de maneira autônoma, os danos deste ataque chegaram a cem mil dólares.

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Classificações

Imagem: nic221 · BY-NC-SA · Openverse

Vários subgrupos do submundo do computador com atitudes diferentes usam termos diferentes para se distinguirem uns dos outros ou tentam excluir algum grupo específico com o qual não concordam. Eric Steven Raymond, autor do livro "New Hacker's Dictionary" (do inglês O Novo Dicionário do Hacker), defende que os membros do submundo do computador devem ser chamados de crackers. No entanto, essas pessoas se veem como hackers e até tentam incluir as visões de Raymond no que elas veem como uma cultura hacker mais ampla, uma visão que Raymond rejeitou duramente. Em vez de uma divisão entre um hacker e um cracker, eles enfatizam um espectro de categorias diferentes: chapéu branco, chapéu cinza, chapéu preto e script kiddie. Em contraste com Raymond, eles geralmente reservam o termo cracker para atividades mais maliciosas. De acordo com Ralph D. Clifford, um cracker ou cracking é "obter acesso não autorizado a um computador a fim de cometer outro crime, como destruir informações contidas nesse sistema". Esses subgrupos também podem ser definidos pelo status legal de suas atividades.

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Jargão

Imagem: Alexandre Dulaunoy · BY-SA · Openverse

Muitos hackers/crackers de computadores costumam utilizar um conjunto de termos e conceitos específicos. Na década de 1980, esse jargão foi coletado em um arquivo, The Jargon File, posteriormente ampliado e editado por Eric Raymond em forma de livro. O jargão hacker inclui termos para designar várias categorias: A subcultura que evoluiu em torno dos hackers é muitas vezes referida como o computação subterrânea/obscura (do inglês: computer underground).

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Indivíduos e grupos hackers famosos

Imagem: lhl · BY-NC-SA · Openverse

Fancy Bear — também conhecido como APT28, Pawn Storm, Sofacy Group, Sednit e STRONTIUM — é um grupo de espionagem cibernética. A firma de segurança cibernética CrowdStrike disse, com um nível médio de confiança, que está associada à agência de inteligência militar russa GRU. As empresas de segurança SecureWorks, ThreatConnect e Mandiant, de Fireeye, também disseram que o grupo é patrocinado pelo governo russo. Steve Wozniak — conhecido como “Woz”, é um dos nomes mais importantes da história da computação moderna. Nascido em 1950, nos Estados Unidos, ele sempre teve interesse por eletrônica e costumava construir seus próprios aparelhos ainda na adolescência. Em 1976, junto com Steve Jobs e Ronald Wayne, fundou a Apple. Wozniak foi o responsável por projetar os primeiros computadores da empresa, como o Apple I e o Apple II, máquinas que ajudaram a popularizar o computador pessoal em todo o mundo.

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Fontes consultadas

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