Alfabeto fonético internacional
O Alfabeto Fonético Internacional é um sistema de notação fonética composto por 157 caracteres,[carece de fontes?] baseado no alfabeto latino, criado em 1886 no projeto orientado pelo linguista francês Paul Passy ,[carece de fontes?] com objetivo de ter uma representação padronizada dos sons do idioma falado. O AFI é utilizado por linguistas, fonoaudiólogos, professores e estudantes de idiomas estrangeiros, cantores, atores, lexicógrafos e tradutores.
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Alfabeto Universal
Em 1686, o linguista holandês Francis Lodwick propôs a criação de um alfabeto universal, com objetivo de escrever muitas línguas de forma eficiente, após observar a dificuldade que existia para escrever de forma precisa o que era falado, e de pronunciar corretamente o que era escrito (em essência, uma escrita fonética sofisticada). Considera-se que, Lodwick pode ter sido influenciado pelo estudo das línguas indianas e pela escrita Brahmi, fonologicamente sistemática (século III a.C.). Ele organiza as consoantes em séries, baseado na localização e no modo de articulação (plosiva sonora, plosiva surda, nasal, fricativa sonora, fricativa surda) e; também identificou 14 vogais distintas, representadas pelas palavras (em inglês, francês e baixo holandês) tall, tallow, tale, tell, teal, till, dure (fr.), muis (hol.), tile, tone, tunne, une (fr.), tool e could.
Revisões
As revisões e expansões do Alfabeto Fonético Internacional:
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O princípio geral do alfabeto fonético internacional é fornecer um símbolo para cada som ou segmento de fala distinto. Isto significa que o alfabeto não se utiliza de combinações de letras para representar sons únicos, ou de letras únicas para representar mais de um som (como o <x> pode representar [ks] no português). Não existem letras que têm valores sonoros diferentes de acordo com o contexto (como o <c> possui no português e em outros idiomas europeus) e, finalmente, o AFI não costuma ter letras separadas para dois sons, se nenhuma língua conhecida fizer distinção entre eles (uma propriedade conhecida como "seletividade").[selective] Entre os símbolos do alfabeto, 107 representam consoantes e vogais, 31 são diacríticos utilizados para especificar ainda mais estes sons, e 19 são utilizados para indicar características como quantidade, tom, tonicidade e entonação.
Formatos das letras
Os símbolos escolhidos para o alfabeto fonético internacional têm como intenção a harmonia com o alfabeto latino.[harmony] Por este motivo, a maioria dos símbolos ou é derivada das próprias letras latinas ou das gregas, ou modificações de ambas. Existem, no entanto, símbolos que não pertencem a nenhuma das duas: por exemplo, o símbolo que indica a oclusiva glotal, <ʔ>, tem a forma de uma espécie de ponto de interrogação, e era originalmente um apóstrofo.[question] Outros símbolos, como aqueles da faringal fricativa sonora <ʕ>, embora modificados para serem utilizados em conjunto com o alfabeto latino, foram inspirados por glifos em outros sistemas de escrita (neste caso, a letra ﻉ, `ain, do alfabeto árabe).
Símbolos e sons
O alfabeto fonético internacional baseia-se no alfabeto latino, utilizando-se de quanto menos formas não latinas possível. A Associação Fonética Internacional criou o AFI para que os valores sonoros da maioria das consoantes retiradas do alfabeto latino correspondessem ao seu "uso internacional". As letras <b>, <d>, <f>, <k>, <l>, <m>, <n>, <p>, <t>, <v>, <w> e <z> têm os mesmos valores utilizados no português; e as vogais, também do alfabeto latino (<a>, <e>, <i>, <o>, <u>) correspondem aos seus valores sonoros do português, equivalentes aos sons originais latinos. Outras letras representam valores diferentes do português, representando valores que lhe são dadas em outras línguas, como <j>, <x> e <y>.
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Existem duas maneiras de utilizar os caracteres do alfabeto fonético internacional para transcrever um determinado idioma: pode-se representar os fonemas, através da transcrição fonológica (que transcreve os caracteres entre barras) e a transcrição fonética, que representa os sons dos fonemas (e costuma transcrever os caracteres entre colchetes). Embora o AFI ofereça mais de cem símbolos para transcrever a fala, não é necessário que se utilize de todos os símbolos relevantes ao mesmo tempo; é possível transcrever a fala com diferentes níveis de precisão. O tipo mais preciso de transcrição fonética, no qual os sons são descritos com o maior nível de detalhe que o sistema permite, sem qualquer preocupação com a significância linguística das distinções feitas desta maneira, é conhecido como transcrição estreita, ou detalhada. Qualquer outra coisa recebe o nome de transcrição larga ou ampla, embora estes termos sejam, obviamente, relativos. Os dois tipos de transcrição são representados geralmente entre colchetes, porém a transcrição larga por vezes pode estar entre barras e não colchetes.
Linguistas
Embora o alfabeto fonético internacional seja popular entre os linguistas para transliterações, outros métodos, como a notação fonética americanista ou mesmo o AFI aliado a certos símbolos não oficiais, são utilizados por motivos que incluem a redução da margem de erros na leitura de transcrições manuscritas, ou uma suposta inadequação do AFI a certas situações. A prática exata varia consideravelmente de idioma para idioma e mesmo entre cada estudioso ou pesquisador, de maneira que os autores frequentemente optam por incluir uma explicação do motivo de suas escolhas.
Dicionários
O alfabeto fonético internacional não é universal entre os dicionários dos diversos idiomas do mundo. Na República Tcheca, por exemplo, os dicionários de grande circulação no mercado tendem a utilizar o AFI apenas para os sons que não existem no tcheco. Nos Estados Unidos da América, para representar os sons do inglês, muito dicionários se utilizam de um alfabeto fonético diferente, chamado American phonemic transcription. O sistema americano foi concebido para usar diacríticos em vez de caracteres especiais, o que facilita muito para quem usa computadores sem as fontes do AFI ou máquina de escrever. Contudo, com o crescente uso de computadores e processadores de texto que podem produzir os caracteres do AFI, o sistema de transcrição americano vem sendo, aos poucos, suplantado.
Ortografias e variantes maiusculizadas
Os símbolos do alfabeto fonético internacional foram incorporados às ortografias-padrão de várias línguas, principalmente na África subsaariana, assim como em outras regiões daquele continente; entre os principais exemplos estão o hauçá, o fula, o acã, o bê e o mandinga. Um exemplo das formas maiusculizadas dos símbolos AFI está no cabié do norte do Togo, que tem Ɔ Ɛ Ɖ Ŋ Ɣ Ʃ Ʊ (ou Ʋ) - formas maiúsculas de ɔ ɛ ɖ ŋ ɣ ʃ ʊ (ou ʋ): MBƱ AJƐYA KIGBƐNDƱƱ ŊGBƐYƐ KEDIƔZAƔ SƆSƆƆ TƆM SE. Outras formas maiúsculas do alfabeto utilizadas incluem Ɑ Ɓ Ƈ Ɗ Ə/Ǝ Ɠ Ħ Ɯ Ɱ Ɲ Ɵ Ʈ Ʒ Ɽ.
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As letras representam os sons básicos do AFI. Os valores dos sons das consoantes são idênticos aos do alfabeto latino e, em muitos casos, correspondem ao uso na língua portuguesa. Os símbolos das vogais são idênticos aos do alfabeto latino ([a], [e], [i], [o], [u]), correspondendo, grosso modo, às vogais da língua espanhola ou italiana. Já as consoantes do alfabeto latino que foram mantidas nem sempre equivalem aos sons que suas equivalentes têm na língua portuguesa ou nas línguas latinas; o [j], não representa o que aparenta na língua portuguesa, mas o j alemão e holandês, que equivale ao som produzido em ditongos com "i", no português, como na palavra "ideia"; o y corresponde ao u francês ou o ü alemão). O princípio é usar um só símbolo por som, e não como, por exemplo, na língua portuguesa, em que ch e nh, são combinações de letras para um som. O alfabeto fonético internacional divide seus caracteres que representam letras em três categorias: As consoantes egressivas, as consoantes não egressivas e as vogais. Cada caractere recebe um número, para evitar confusão entre letras semelhantes (como ɵ e θ), e cada categoria diferente de som recebe diferentes sequências numéricas.
Consoantes
Uma consoante egressiva ou pulmônica é uma consoante que é produzida com a obstrução da glote (o espaço entre as pregas vocais) ou da cavidade oral (a boca), e uma emissão de ar, simultânea ou subsequente, vinda dos pulmões. Estas consoantes são a maior parte das consoantes existentes no Alfabeto Fonético Internacional, bem como em todos os idiomas humanos. Todas as consoantes do português e do inglês, por exemplo, estão nesta categoria. A tabela está dividida em linhas que designam o modo de articulação, indicando como a consoante é produzida, e por colunas que indicam o ponto de articulação, indicando em que região do trato vocal a consoante é produzida. A tabela principal inclui apenas consoantes com um único ponto de articulação.
Vogais
As vogais são produzidas sem nenhum impedimento na passagem da corrente de ar: [i], [e], [a], [o], [u], etc. As semivogais, conforme o nome diz, são sons que têm ao mesmo tempo traços de consoantes e de vogais: [j], [w]. As vogais constituem uma classe de sons cuja produção não envolve uma constrição significativa dos articuladores na cavidade oral, espaço onde a maioria das vogais é produzida. Contrariamente às consoantes, que requerem três parâmetros para a sua descrição, a descrição de vogais requer o fornecimento de informação sobre quatro aspectos da sua articulação, nomeadamente:
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Jakub Marian desenvolveu um alfabeto fonético mais genérico e universal em contraposição ao IPA, que é baseado e referenciado tão somente ao Alfabeto latino. Cada consoante é definida por um símbolo gráfico formado por dois parâmetros "maiores" (modo e ponto de articulação) e um "menor" (sonora ou surda). Por suas vez, cada vogal apresenta dois parâmetros maiores para abertura e posição (frontal, média, posterior, etc.), havendo um menor "arredondamento" da mesma.
O IPA e todas as suas subpartes são licenciadas desde 2005 para a Associação Fonética Internacional. A partir de 2012, são disponibilizados gratuitamente sob a licença Creative Commons Attribution-Sharealike 3.0 Unported (CC-BY-SA); que permite qualquer tipo de reutilização (incluindo reprodução comercial e trabalhos derivados), desde que: seja colocada no texto a atribuição e a reprodução, ou o trabalho derivado esteja com a mesma licença.


