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Guerra Guaranítica

A Guerra Guaranítica (1753–1756) foi o conflito armado envolvendo as tribos Guarani das missões jesuíticas contra as tropas espanholas e portuguesas, como consequência do Tratado de Madrid (1750) que definiu uma linha de demarcação entre o território colonial espanhol e português na América do Sul.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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Causas dos conflitos

As missões jesuítas guaraníticas eram um conjunto de trinta cidades missionárias fundadas no século XVII pela ordem religiosa católica da Companhia de Jesus, entre os aborígenes guaranis e povos relacionados, cujo propósito era sua evangelização. Geograficamente, quinze dessas missões se localizavam nas províncias atuais de Misiones e Corrientes, na Argentina; oito delas na atual região do Paraguai e as sete restantes, chamadas Missões Orientais, localizadas no sudoeste do Brasil. Todas estas regiões localizadas na jurisdição chamada Província Paraguaia localizada no Virreinato do Peru e regiões abrangentes do atual Paraguai, Argentina, Uruguai e partes da Bolívia, Brasil e Chile. Com o coroamento de Fernando VI (1746-1759), na Espanha, tendo como rainha Bárbara de Bragança (1711-1758), filha de João V (1689-1750), de Portugal; o novo rei espanhol herdou o beligerante problema de fronteiras entre os dois domínios, causa de constantes guerras, arregimentação de tropas e da população. Fernando VI escolheu uma política conciliadora, optando pela neutralidade frente às tensões entre a França e a Inglaterra, e estabelecendo um momento de reconstrução do seu poder econômico e militar no mundo. Consequentemente a aproximação com Portugal se tornou mais efetiva e crucial para o Tratado de Madrid no ano de 1750. Fernando VI foi coroado em 10 de junho de 1746. Em 12 de novembro já ocorriam as primeiras negociações para um tratado de limites abrangente.

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Tratado de Madrid

Das povoações ou aldeias, que cede S. M. C. na margem oriental do rio Uruguai, sairão os missionários com todos os móveis e efeitos levando consigo os índios para os aldear em outras terras de Espanha; e os referidos índios poderão levar também todos os seus bens móveis e semoventes, e as armas, pólvoras e munições, que tiverem em cuja forma se entregarão as povoações à Coroa de Portugal com todas as suas casas, igrejas e edifícios, e a propriedade e posse do terreno. As que se cedem por Sua Majestade Fidelíssima e Católica nas margens dos rios Pequiri, Guaporé e das Amazonas, se entregarão com as mesmas circunstâncias que a Colônia do Sacramento, conforme se disse no artigo XIV; e os índios de uma e outra parte terão a mesma liberdade para se irem ou ficarem, do mesmo modo, e com as mesmas qualidades, que o hão de poder fazer os moradores daquela praça; exceto que os que se forem perderão a propriedade dos bens de raiz, se os tiverem.

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A guerra

No início de 1754, o marquês de Valdelirios chegou a Buenos Aires da Espanha carregando um certificado real pelo qual o rei ordenou ao governador de Buenos Aires, José de Andonaegui, que imediatamente levassem à força as sete cidades e as entregassem aos portugueses. Na execução do primeiro plano de guerra, os exércitos ibéricos atuariam separadamente. Os lusobrasileiros atacariam Santo Ângelo, pelo norte; os castelhanos, São Francisco de Borja, pelo sul. Realizariam movimentos de convergência, empurrando os indígenas para a margem ocidental do rio Uruguai. Em uma reunião realizada na ilha Martin Garcia entre Valdelirios, Gomes Freire e Andonaegui, foi decidido que além do corpo veterano, as milícias de Montevidéu, Santa Fé e Corrientes seriam convocadas. Em maio de 1754, Andonaegui concentrou 1 500 soldados em Rincón de las Gallinas (hoje Rincon de Haedo na confluência do rio Negro com o Uruguai) e avançou para a fazenda Yapeyú, onde chegou em junho. No entanto, o mau tempo impediu a campanha e de modo que seus soldados foram derrotados pelos guaranis sob o comando de Rafael Paracatú, cacique de Yapeyú. Com isso Andonaegui desistiu de continuar a campanha e retirou-se do rio Ibicuy para o Salto Chico do rio Uruguai em 10 de agosto, embora tenha conseguido capturar Paracatu e levá-lo para Buenos Aires.

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Filme

O drama vivenciado pelos guaranis, jesuítas, bandeirantes e tropas ibéricas foi mostrado no filme britânico A Missão, de 1986, estrelado por Robert De Niro e Liam Neeson.[carece de fontes?]

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