Gestão ambiental
A gestão ambiental é uma disciplina tratando sobre a administração do exercício de atividades econômicas e sociais de forma a utilizar de maneira racional os recursos naturais, visando à sustentabilidade. Fazem parte do arcabouço de conhecimentos associados à gestão ambiental técnicas para a recuperação de áreas degradadas, técnicas de reflorestamento, métodos para a exploração sustentável de recursos naturais, de consumo e produção sustentáveis, o planejamento participativo, gestão de stakeholders, e o estudo de riscos e impactos ambientais para a avaliação de novos empreendimentos ou ampliação de atividades produtivas.
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Gestão ambiental e desenvolvimento sustentável são temas que permeiam as esferas econômica, cultural e política, e que remetem à interface entre sociedade e ecossistemas. Desde a ECO 92, conferência mundial sobre meio ambiente, realizada na cidade do Rio de Janeiro em junho de 1992 e que resultou no documento conhecido como Agenda 21, cada vez mais a sociedade passou a exigir das indústrias, cuidados na preservação dos recursos naturais, e o respeito ao Código Florestal, que impõe regras mais rígidas no uso da terra. Isso oferece oportunidades de trabalho no setor privado, em fazendas, cooperativas e agroindústrias. Contudo, crises econômicas podem afetar sensivelmente os programas ambientais, já que as empresas diminuem a produção, resultando em redução do investimento no setor. À medida que a sociedade vai se conscientizando da necessidade de se preservar o meio ambiente, a opinião pública começa a pressionar as empresas a buscarem formas alternativas de desenvolver suas atividades econômicas de maneira mais racional. Ao colocar no mercado um produto que mostra a preocupação com a preservação do meio ambiente, tanto a empresa, quanto o produto tornam-se referências para o consumidor. O próprio mercado consumidor passa a selecionar os produtos que consome, em função da responsabilidade social das empresas que os produzem. Desta forma, surgiram várias normas que definem os procedimentos relacionados à gestão ambiental, tais como as da família ISO 14000, que certificam que a empresa cumpre tais procedimentos em suas atividades produtivas e gerenciais. A área de sistemas de gestão ambiental é a mais aquecida. Bacharel e tecnólogo passaram a ser necessários no mercado de trabalho à medida que eram consultados agrônomos, engenheiros, biólogos e logísticos para um mesmo projeto; assim explica-se a formação híbrida dos gestores ambientais no campo acadêmico. Também é comum a contratação destes profissionais por secretarias de meio ambiente e obras, municipais ou estaduais; nesses órgãos públicos, o profissional é chamado a participar da definição, implantação e fiscalização de políticas públicas.[carece de fontes?]
Instrumentos do gestor ambiental
Os instrumentos de gestão ambiental são ferramentas que visam a auxiliar no processo de planejamento, bem como na operacionalização da gestão ambiental, de modo que esta gestão possa ser integrada de maneira estratégica por todas as suas atividades. Entende-se como instrumentos de Gestão Ambiental, o licenciamento ambiental, o estudo de impacto ambiental, o geoprocessamento, a educação ambiental, a mediação de conflitos e o planejamento ambiental, e a auditoria ambiental.[carece de fontes?]
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O aumento da procura de profissionais especializados em gestão ambiental motivou o surgimento de cursos voltados para a formação desses profissionais. As primeiras ideias para a capacitação específica em gestão ambiental remontam a 1986, junto à Faculdade de Saúde Pública da USP. Em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, a FSP ofereceu o “curso de especialização em gestão ambiental” de 1995 a 2005, em nível pós-graduação lato senso. Já o curso de Master in Business Administration (MBA) em “gestão e tecnologias ambientais” do Programa de Educação Continuada da Escola Politécnica (Escola Politécnica), também lato-sensu, é oferecido desde 1997. Foi somente após a criação destes cursos de pós-graduação (lato sensu) que a Universidade de São Paulo criou o primeiro curso de bacharelado em gestão ambiental do Brasil, ministrado na Escola de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba. A proposta do curso, interdisciplinar por princípio, foi concluída no início de 2000 e implementada em 2002 com apoio do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA). Como visto, a primeira instituição a abrir o curso de graduação específico foi a Universidade de São Paulo em 2002; desde então, multiplicaram-se rapidamente pelo país, tal qual o bacharelado em Gestão e Análise Ambiental e os cursos superiores de tecnologia de Saneamento ambiental, Gestão Hídrica e Ambiental ou ainda Toxicologia Ambiental, dependendo da ênfase do curso, além do curso técnico de Técnico em Meio Ambiente e de Especializações em Gestão Ambiental.[carece de fontes?]


