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Franz Schubert

Franz Peter Schubert foi um compositor austríaco do fim do classicismo, com um estilo marcante, inovador e poético do romanticismo. Escreveu cerca de seiscentas peças musicais, bem como óperas, sinfonias, incluindo a "Sinfonia Incompleta", sonatas entre outros trabalhos. Viveu apenas trinta e um anos e para além de um círculo restrito de conhecedores, não teve reconhecimento publico. Mas o interesse pela sua música aumentou significativamente nas décadas que se seguiram à sua morte. O contributo para colocar Schubert no panteão dos grandes compositores da história da música europeia foi dado por outros grandes compositores do século XIX que foram seus admiradores, como Felix Mendelssohn, Robert Schumann, Franz Liszt ou Johannes Brahms. Hoje, o seu estilo considerado por muitos como imaginativo, lírico e melódico, faz-o ser considerado um dos maiores compositores do século XIX, marcando a passagem do estilo clássico para o romântico.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/08/2026
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Primeiros anos de vida e educação

Schubert nasceu em Himmelpfortgrund, um pequeno subúrbio de Viena, na época da Monarquia de Habsburgo. O seu pai, Franz Theodor Florian Schubert, filho de um camponês da Morávia, era um mestre-escola da paróquia. A sua mãe, Elizabeth Fitz (ou Vietz), tinha sido, antes do casamento, criada de uma família vienense. Dos seus quatorze filhos, nove morreram durante a infância; os outros eram Ignaz (nascido em 1784), Ferdinand (nascido em 1794), Karl (nascido em 1796), Franz e a filha, Theresia (nascida em 1801). O pai, homem de reconhecida integridade moral, tinha alguma reputação como professor, e a sua escola, em Lichtenthal, era bem frequentada. Era também um músico amador razoável. Os seus filhos mais velhos, Ignaz e Ferdinand, comparavam-se ao pai na sua habilidade musical. Aos cinco anos de idade, Schubert começou a sua instrução regular, com o pai. Aos seis anos, entrou na escola de Lichtenthal, onde passou alguns dos melhores anos da sua vida. A sua educação musical começou também por esta altura. O seu pai transmitiu-lhe alguns conhecimentos rudimentares sobre violino e o seu irmão, Ignaz, iniciou-o no pianoforte. Aos sete anos, como já tinha ultrapassado largamente a perícia dos seus mestres iniciais, foi entregue à guarda de Michael Holzer, o Kapellmeister — mestre de capela — da igreja de Lichtenthal. As lições de Holzer consistiam mais em manifestações de espanto por parte do mestre. O jovem Schubert lucrou mais com a ajuda de um seu colega que o levava até um armazém de pianofortes, onde este tinha oportunidade de praticar em instrumentos mais sofisticados que aquele que a sua família lhe podia proporcionar. O facto de os seus primeiros anos de aprendizagem serem algo insatisfatórios era tanto mais sério que, naquela época, um compositor só teria alguma hipótese de sucesso se fosse reconhecido pelo público como um intérprete de excepção. A educação musical que tinha era, no entanto, insuficiente.

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Professor na escola do pai

No final de Outubro de 1813 deixou o conservatório e, para evitar o serviço militar, começou a leccionar na escola de seu pai, como professor primário. O seu pai tinha casado, entretanto, com Anna Kleyenboeck, a filha de um comerciante de seda do subúrbio de Gumpendorf. Durante dois anos, Schubert suportou este trabalho sem grande motivação. Compensava-o, no entanto, o prosseguimento da sua prática de composição, tendo aulas particulares com Salieri, que o aborrecia, acusando-o de plagiar Haydn e Mozart, apesar de ser certo que foi, dos seus professores de música, o mais competente. Antonio Salieri continuaria a fornecer-lhe as bases da sua aprendizagem musical até 1816, ano em que separaram. Travou, entretanto, amizade com a família Grob, fabricantes de seda, onde uma das filhas do casal, Teresa, demonstrava alguns dotes como cantora. Escreveu algumas das suas obras litúrgicas para a sua voz de soprano, nomeadamente, a "Salve Regina" e o "Tantum Ergo", sendo também a solista escolhida para a sua primeira missa (D.105) a 25 de Setembro desse ano de 1814, e que constituiu a primeira apresentação pública de uma obra sua. Schubert quis casar com ela, mas uma lei emitida em 1815 exigia que todos os candidatos a casar fizessem prova de possuírem capacidade financeira para sustentar a família, critério que o compositor não satisfazia. A relação terminou, no entanto, em 1816, já que Schubert não conseguia ter emprego permanente.

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Sustentado pelos amigos

Assim como 1815 foi o período mais prolífico da vida de Schubert, em termos quantitativos, 1816 foi a época de viragem no que diz respeito à sua vida. Estava este ano por começar, quando Spaun descobre que Schubert está a compor, febrilmente, entre uma pilha de trabalhos escolares, o "Rei dos Álamos", também traduzido por "O Rei dos Elfos" ou Erlkönig (D.328, publicado como Op.1) — de um poema de Goethe. Umas semanas mais tarde, Von Schober, um estudante de direito de uma família abastada, que tinha ouvido algumas canções de Schubert em casa de Spaun, convida-o para ir a sua casa, onde poderia compor em paz, sem se preocupar com actividades lectivas. A proposta era tanto mais oportuna quanto Schubert tinha concorrido, sem sucesso, para o posto de mestre de capela em Laibach (hoje, Liubliana). O consentimento de seu pai foi imediato. Antes do final da Primavera, já Schubert se estava a instalar em casa de Franz von Schober, onde permaneceu por oito meses. Por algum tempo ainda tentou contribuir com alguns rendimentos para a sua família, dando aulas de música, mas rapidamente as abandonou, devotando-se inteiramente à composição. "Escrevo todo o dia", disse um dia a alguém que o visitava, "e quando acabo uma peça, começo outra".

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Morte e avaliação da sua obra

A sua saúde deteriorou-se neste mesmo auge da sua actividade criativa. Sofria de sífilis desde 1822. Teria morrido de febre tifoide, ainda que vários biógrafos apresentem outras possíveis doenças. Morreu a 19 de Novembro, na casa do seu irmão Ferdinand, em Viena, com 31 anos de idade. A sua sepultura jaz no cemitério de Währinger, perto da de Ludwig van Beethoven (compositor que venerou em vida), conforme desejado por ele. Seu epitáfio, escrito pelo poeta Franz Grillparzer, dizia: "A arte da música enterrou aqui grandes riquezas, e esperanças ainda maiores". Algumas das suas peças de menor dimensão foram impressas pouco depois da sua morte, mas aquelas que hoje são consideradas mais importantes foram vistas pelos editores como papel desperdiçado. Em 1838, Robert Schumann, numa visita a Viena, encontra o manuscrito poeirento da Sinfonia em dó maior, (a "Grande", D.944) e levou-a consigo para Lípsia, onde foi interpretada por Felix Mendelssohn, tendo sido consagrada pelos críticos da revista "Neue Zeitschrift für Musik". Há uma certa controvérsia em relação à numeração a dar a esta Sinfonia. Os musicólogos alemães preferem designá-la por Sinfonia n.º 7; o catálogo de referência das obras de Schubert, o "Deutsch", compilado por Otto Erich Deutsch, lista-a como n.º 8, enquanto que na maior parte do mundo é conhecida como a nona de Schubert.

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Instrumentos

Entre os pianos aos quais Schubert teve acesso contam-se o piano Benignus Seidner, agora em exposição na Casa-Museu de Schubert, em Viena, e o piano de Anton Walter & Sohn, em exposição no Museu de História da Arte, também em Viena. Schubert também conhecia os instrumentos do construtor de pianos vienense Conrad Graf.

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