Filipinas
Filipinas, oficialmente República das Filipinas, é um país localizado no Arquipélago Malaio, no Sudeste Asiático. O arquipélago é delimitado pelo Mar das Filipinas a leste, Mar de Celebes e Mar de Sulu a sul e Mar da China Meridional a oeste. O Estreito de Luzon, a norte, separa as Filipinas de Taiwan, o Estreito de Balabac, a sudoeste, é uma das fronteiras marítimas com a Malásia, e há também fronteira marítima com a Indonésia, a sul, através do Mar de Celebes, e com o Vietnã, através do Mar da China Meridional. Também Palau se situa nas imediações, para sudeste. A sua capital é Manila, enquanto sua cidade mais populosa é Cidade Quezon, ambas fazendo parte da Região Metropolitana de Manila. O país é composto por 7 641 ilhas, que são categorizadas amplamente em três principais divisões geográficas: Luzon, Visayas e Mindanau. Com aproximadamente 300 000 km2, as Filipinas são o 72º maior país do mundo.
O explorador espanhol Ruy López de Villalobos, durante sua expedição em 1542, chamou as ilhas de Leyte e Samar de "Felipinas" em homenagem a Filipe II da Espanha, então Príncipe das Astúrias. No fim, o nome "Las Islas Filipinas" seria usado para cobrir as possessões espanholas do arquipélago. Antes do estabelecimento do domínio espanhol, outros nomes como Islas del Poniente (Ilhas do Oeste) e o nome de Magalhães para as ilhas, San Lázaro, também foram usados pelos espanhóis para se referir às ilhas da região. Durante a Revolução Filipina, o Governo Revolucionário proclamou o estabelecimento da República Filipina ou República Filipina. Do período da Guerra Hispano-Americana (1898) e da Guerra Filipino-Americana (1899–1902) até o período da Comunidade (1935–1946), as autoridades coloniais americanas referiram-se ao país como Ilhas Filipinas, uma tradução do nome espanhol. Os Estados Unidos iniciaram o processo de alteração da referência ao país de Ilhas Filipinas para Filipinas, especificamente quando foi mencionado no Ato de Autonomia das Filipinas ou na Lei de Jones. O título oficial completo, República das Filipinas, foi incluído na constituição de 1935 como o nome do futuro estado independente, e também é mencionado em todas as revisões constitucionais posteriores.
Primeiros povos
Durante um tempo, pensava-se que os primeiros vestígios humanos encontrados no arquipélago filipino eram do homem de Tabon, datados de 47 mil anos atrás. Em 2010, foram descobertos vestígios arqueológicos nas cavernas de Callao, perto de Peñablanca, na província de Cagayan, ilha de Luzon, ossos humanos datados de 67 mil anos atrás, o que indica a presença humana nas ilhas vinte mil anos antes do que se pensava. Os primeiros habitantes das Filipinas foram o grupo de povos caçadores-coletores genericamente apelidados de “negritos”, assim denominados pelos espanhóis pela sua baixa estatura, pele escura e cabelo frisado. Dentre as etnias pertencentes a esse grupo, estão os agtas e os aytas. Atualmente, compõem uma parcela muito pequena da população filipina.
Colonização europeia
O primeiro europeu a chegar às Filipinas foi o português a serviço da Espanha Fernão de Magalhães, em 1521, durante sua circum-navegação, tendo desembarcado em Cebu em 16 de março daquele ano e reclamando aquela terra para o rei Carlos I da Espanha, mas um mês depois foi morto na ilha vizinha de Mactan por um chefe local. Em 1565, desembarcou, na ilha de Cebu, vindo do atual México, a serviço do rei Felipe II da Espanha, o aventureiro espanhol Miguel López de Legazpi, fundando o primeiro assentamento espanhol naquela ilha. Em 1571, após derrotarem o Reino de Tondo em uma conspiração, os espanhóis, liderados por Legazpi, fundaram a cidade de Manila para ser a capital dos seus domínios no Sudeste Asiático e Micronésia, as Índias Orientais Espanholas, dentro da qual estava a Capitania-Geral das Filipinas, subordinada ao Vice-Reino da Nova Espanha. No final do século XVI, a maioria das áreas costeiras e planas de Luzon ao norte de Mindanao já estavam conquistadas pelos espanhóis.
Movimentos separatistas e domínio estadunidense
Ao mesmo tempo que os portos filipinos abriam-se para o exterior, a identidade social do arquipélago mudou. O termo “filipino” passou a designar todos os seus residentes, ao invés de apenas os espanhóis nascidos ali. Ao mesmo tempo, surgiram movimentos pela independência das Filipinas. Nas últimas décadas do século, se intensificaram os movimentos pela independência, sobretudo entre uma elite educada na Europa, que retornava à terra natal com ideias liberais e separatistas. Foi nesse contexto que se insere o poeta José Rizal, executado pelos espanhóis em 1896, mártir da independência filipina. Em 1898, a Guerra Hispano-Americana começou e atingiu as Filipinas. A Espanha cedeu as Filipinas aos Estados Unidos junto com Porto Rico e Guam, como resultado da vitória estadunidense. À medida que ficava cada vez mais claro que os Estados Unidos não reconheceriam a Primeira República das Filipinas, a Guerra Filipino-Americana estourou, resultando em um total de 250 mil a um milhão de civis mortos, principalmente devido à fome e doenças. Após a derrota do governo estabelecido por Emilio Aguinaldo em 12 de junho de 1898, um governo civil estadunidense foi estabelecido.
Período pós-colonial (1946–presente)
Os esforços para acabar com a rebelião Hukbalahap começaram durante o mandato de Elpidio Quirino (1948–1953), no entanto, foi apenas durante a presidência de Ramon Magsaysay (1953–1957) que o movimento foi suprimido. O sucessor de Magsaysay, Carlos P. Garcia (1957–1961), iniciou a Primeira Política Filipina, que foi continuada por Diosdado Macapagal (1961–1965), com a celebração do Dia da Independência mudada de 4 de julho para 12 de junho, data da declaração de Emilio Aguinaldo, e uma reivindicação territorial na parte oriental de Bornéu do Norte. Em 1965, Macapagal perdeu a eleição presidencial para Ferdinando Marcos, reeleito em 1969. No início de sua presidência, Marcos iniciou vários projetos de infraestrutura, mas, junto com sua esposa Imelda, foi acusado de corrupção, com o desvio de bilhões de dólares em dinheiro público, e de envolvimento das Filipinas na Guerra do Vietnã. Perto do fim de seu mandato, Marcos suspendeu a constituição e declarou lei marcial em 21 de setembro de 1972. Esse período de seu governo efetivamente se tornou uma ditadura, caracterizada por repressão política, censura e violações dos direitos humanos.
As Filipinas são um arquipélago de 7107 ilhas, a grande maioria das quais inabitadas, estendendo-se por 1800 km de norte a sul, com uma área terrestre total de cerca de 300 mil km², localizadas entre as longitudes 116° 40' e 126° 34' E e as latitudes 4° 40' e 21° 10' N, entre Taiwan, a norte, o Mar das Filipinas a leste, o Mar de Celebes, a sul e o Mar da China Meridional a oeste. As ilhas costumam ser divididas em três grupos: Luzon, a norte, Visayas, no centro e Mindanao, no sul. Manila, em Luzon (a maior ilha), com seu movimentado porto, é a capital do país e a sua segunda maior cidade, depois de Cidade Quezon, na Grande Manila. A maioria das ilhas é montanhosa, com planícies litorâneas, coberta por densa floresta tropical e de origem vulcânica. A montanha mais alta é o Monte Apo, com 2954 metros de altitude em seu cume, localizado em Mindanao. A Depressão de Galatéa, na Fossa das Filipinas, é o ponto mais baixo do país e o terceiro mais profundo do mundo, situada no fundo do Mar das Filipinas. O rio mais longo é o Cagayan, no norte de Luzon. A Baía de Manila, onde se localiza a capital, está ligada à Baía de Laguna — o maior lago das Filipinas — pelo Rio Pasig. As bacias hidrográficas mais importantes do país são as dos rios Pulangi e Agusan, em Mindanao, e dos rios Cagayan e Pampanga, em Luzon.
Biodiversidade
Suas florestas tropicais e seus extensos litorais tornam as Filipinas o lar de uma grande variedade de pássaros, plantas, animais e criaturas marinhas. O arquipélago asiático é considerado um dos dez países megadiversos do mundo. Cerca de 1 100 espécies de vertebrados terrestres podem ser encontrados nas Filipinas, incluindo mais de 100 espécies de mamíferos e 170 espécies de aves que são endêmicas da região. As Filipinas têm uma das mais altas taxas de descoberta de novas espécies de seres vivos do mundo, com dezesseis novas espécies de mamíferos descobertas nos últimos dez anos. Devido a isso, a taxa de endemismo no país subiu e provavelmente vai continuar a subir.
Clima
As Filipinas têm um clima tropical marítimo que é geralmente quente e úmido. Há três estações: tag-init ou tag-araw, a estação seca e quente (ou verão) de março a maio; tag-ulan, a estação chuvosa, de junho a novembro; e tag-lamig, a estação fria e seca, de dezembro a fevereiro. A monção sudoeste (de maio a outubro) é conhecido como o Habagat e os ventos secos da monção nordeste (de novembro a abril), como Amihan. As temperaturas variam geralmente de 21°C a 32°C, embora possa ficar mais frio ou mais quente dependendo da época do ano. O mês mais frio é janeiro; o mais quente é maio. A temperatura média anual é de cerca de 26,6 °C. Ao considerar a temperatura, a localização em termos de latitude e longitude não é um fator significativo. Seja no extremo norte, sul, leste ou oeste do país, as temperaturas ao nível do mar tendem a ser as mesmas. Altitude geralmente tem mais impacto. A temperatura média anual da cidade de Baguio, a uma altitude de 1 500 m acima do nível do mar, é de 18,3 °C, o que a torna um destino popular durante os verões quentes do país.
A população das Filipinas aumentou cerca de 28 milhões de pessoas entre 1990 e 2008, um crescimento de 45% nesse período. O primeiro censo oficial foi realizado em 1877 e registrou uma população de 5 567 685 habitantes. Estima-se que metade da população resida na ilha de Luzon. A taxa de crescimento populacional foi de 3,21% entre 1995 e 2000, mas diminuiu para cerca de 1,95% para o período 2005–2010 e continua a ser uma questão controversa. A idade média da população é de 22,7 anos, sendo que 60,9% têm entre 15 e 64 anos de idade. A expectativa de vida ao nascer é de 71,94 anos, sendo 75,03 anos para as mulheres e 68,99 anos para os homens. Desde a liberalização das leis de imigração dos Estados Unidos em 1965, o número de pessoas nos Estados Unidos que tem ascendência filipina tem crescido substancialmente. Em 2007, havia uma estimativa de 12 milhões de filipinos vivendo no exterior. De acordo com as estimativas oficiais, as Filipinas atingiram 100 milhões de habitantes em 27 de julho de 2014, chegando a 112 milhões uma década mais tarde.
Cidades mais populosas
A Grande Manila é a mais populosa das 12 áreas metropolitanas das Filipinas e a 11ª mais populosa do mundo. Segundo o censo de 2007, a região tinha uma população de 11 553 427 habitantes, o que compreende 13% da população nacional. Ao incluir os subúrbios de províncias adjacentes (como Bulacão, Cavite, Laguna e Rizal), a população da Grande Manila chega a 21 milhões de pessoas.
Grupos étnicos
De acordo com o censo de 2000, 28,1% dos filipinos são tagalos, 31,6% vissaianos (sendo 13,1% cebuanos, 7,5% hiligaynons, 3,4% warays e 7,6% outros), 9% ilocanos, 6% bicolanos e 25,3% declaram-se como de "outra etnia", que pode ser dividida ainda mais para identificar grupos não tribais mais distintos, como os moros, pampanguenses, pangasineses, ibanagues e ivatans, e também há mais povos como os igorots (nativos da Região Administrativa de Cordillera), lumads, mangians (nativos da ilha de Mindoro), bajaus e as tribos de Palawan. Os negritos, como a aeta e os ati, são os primeiros habitantes das ilhas e sua população atual é estimada em apenas 15 mil indivíduos.
Religiões
No país, há uma separação constitucional entre igreja e Estado. Como resultado da influência cultural espanhola, as Filipinas são um dos dois países da Ásia predominantemente católicos, sendo o outro Timor-Leste (este colonizado por portugueses). Mais de 90% da população é cristã. Em 2011, estimou-se que 75,5 milhões de filipinos, ou cerca de 80% da população, professavam o catolicismo. O Instituto Nacional de Estatística constatou que 2,45% da população nas Filipinas é afiliada com a Iglesia ni Cristo, tornando-se a terceira maior religião nas Filipinas e o segundo maior grupo cristão no país. O restante pertence a outras denominações cristãs, como A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons), as Testemunhas de Jeová, o Reino de Jesus Cristo, Membros da Igreja de Deus Internacional e uma variedade de confissões protestantes, como a Igreja Independente Filipina, Igreja Adventista do Sétimo Dia e a Igreja Unida de Cristo nas Filipinas. Algumas fontes mostram que o cristianismo é seguido por 85% da população do país.
As Filipinas têm um governo democrático, sob a forma de uma república constitucional com um sistema presidencial. O país é governado como um Estado unitário, com a excepção da Região Autônoma do Mindanau Muçulmano, que é em grande parte livre do governo nacional. Houve tentativas de mudar o sistema política do país para o federalismo, unicameralismo e parlamentarismo desde a administração Ramos. O presidente tem a função de ser o chefe de Estado, chefe de governo e o comandante em chefe das forças armadas do país. Ele é eleito por voto popular para um único mandato de seis anos, durante o qual ele ou ela nomeia e preside o gabinete. O congresso bicameral é composto pelo senado, que serve como a câmara alta, com membros eleitos para um mandato de seis anos, e pela Câmara dos Deputados, a câmara baixa, com membros eleitos para um mandato de três anos. Os senadores são eleitos em geral, enquanto os deputados são eleitos pelos distritos legislativos e através de representação setorial. O poder judicial é exercido pelo Supremo Tribunal de Justiça, composto por um Chefe de Justiça como seu presidente e quatorze juízes associados, os quais são nomeados pelo presidente através de candidaturas apresentadas pelo Conselho Judicial.
Relações internacionais
As relações internacionais das Filipinas estão baseadas no comércio com outras nações e no bem-estar dos 11 milhões de filipinos que vivem no exterior. Como um fundador e membro ativo da Organização das Nações Unidas, o país foi eleito várias vezes como membro temporário do Conselho de Segurança. O país é um participante ativo no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, bem como em missões de paz, particularmente no Timor-Leste. Além de membro das Nações Unidas, o país também é fundador e membro ativo da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), uma organização destinada a reforçar as relações e promover o crescimento econômico e cultural entre os países da região do Sudeste Asiático. A Filipinas já receberam várias cúpulas e são um contribuinte ativo para a direção das políticas do bloco.
Forças armadas
As Forças Armadas das Filipinas são responsáveis pela segurança nacional e são compostas de três ramos: a Força Aérea, o Exército e a Marinha Filipina (incluindo o Corpo de Fuzileiros Navais). Atualmente, a adesão às forças armadas é voluntária, no entanto, de acordo com o artigo II da Constituição das Filipinas, a conscrição pode ser possível. A segurança civil é tratado pela Polícia Nacional das Filipinas no âmbito do Ministério do Interior e da Administração Local. As Filipinas tem sido um aliado dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial. Um tratado de defesa mútua entre os dois países foi assinado em 1951. O país apoiou as políticas norte-americanas durante a Guerra Fria e participou das guerras da Coreia e do Vietnã. Após o início da Guerra ao Terror, as Filipinas fizeram parte da coalizão internacional que deu apoio aos Estados Unidos no Iraque.
Províncias
As Filipinas estão organizadas numa hierarquia de unidades de governo local, em que a província é a unidade primária. O arquipélago das Filipinas está dividido em três grupos de ilhas: Luzon, Mindanau e Visayas. Por sua vez, estas estão divididas em 18 regiões, 80 províncias, 138 cidades, 1 496 municípios e 42 025 barangays, com esta última sendo a menor unidade de governo. Em adição, a Seção 2 da Lei da República Nº. 5 446 afirma que a definição das águas territoriais em todo o território Filipino, não tem efeito sobre a região de Sabá. As províncias encontram-se agrupadas em 17 regiões administrativas, onde os diversos ministérios estabelecem escritórios regionais, mas não têm um governo local separado, com exceção da Região Autônoma do Mindanau Muçulmano (Autonomous Region in Muslim Mindanao ou ARMM) e Cordillera.
A economia das Filipinas é a 39ª maior do mundo, com um produto interno bruto (PIB) nominal estimado em 289,6 bilhões de dólares. As exportações primárias do país incluem semicondutores e produtos eletrônicos, equipamentos de transporte, vestuário, produtos de cobre, produtos de petróleo, óleo de coco e frutas. Os principais parceiros comerciais incluem os Estados Unidos, Japão, China, Singapura, Coreia do Sul, Países Baixos, Hong Kong, Alemanha, Taiuã e Tailândia. A sua unidade de moeda é o peso filipino (₱ ou PHP). Como um país recém-industrializado, as Filipinas fizeram a transição de uma economia baseada na agricultura para uma economia com maior ênfase nos serviços e na manufatura. Da força de trabalho total de cerca de 40,813 milhões de pessoas, o setor agrícola emprega cerca de 32% e é responsável por 14% do PIB. Em 2018, foi um dos cinco maiores produtores mundiais de coco, abacaxi, banana e castanha de caju e tem grandes produções de arroz, borracha natural, cana de açúcar, milho, manga e mamão. Na mineração, em 2019, o país era o segundo maior produtor mundial de níquel e o quarto maior produtor mundial de cobalto. O setor industrial emprega cerca de 14% da força de trabalho e responde por 30% do PIB. Em 2019, era a 27ª indústria mais valiosa do mundo (US$ 69,5 bilhões), de acordo com o Banco Mundial. Neste ano, foi o maior produtor mundial de óleo de coco e o 16º maior produtor mundial de cerveja. Enquanto isso, 47% dos trabalhadores envolvidos no setor de serviços eram responsáveis por 56% do PIB filipino.
Turismo
O setor de viagens e turismo é um dos principais contribuintes para a economia filipina, contribuindo com 7,1% de participação no PIB e empregando 1 226 500 pessoas, o que representou 3,2% do total de empregos no país em 2013. A indústria turística local havia crescido 4,8 bilhões de dólares em 2013. Cerca de 2,5 milhões de visitantes internacionais chegaram ao país de janeiro a junho de 2014, uma alta de 2,22% em relação ao mesmo período de 2013. Coreia do Sul, China e Japão foram responsáveis por 58,78%, enquanto a América respondeu por 19,28% e a Europa por 10,64%. O Departamento de Turismo tem a responsabilidade pela gerir e promover o setor do turismo.
Transportes
A infraestrutura do transporte nas Filipinas é relativamente subdesenvolvida. Isto é, em parte, devido ao terreno montanhoso e a geografia dispersa das ilhas, mas também se deve a um resultado de menor investimento do governo em infraestrutura. Em 2013, cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) era investido no desenvolvimento de infraestrutura, que foi menor do que a de alguns de seus países vizinhos. Há 213 151 km de estradas nas Filipinas, com 25,56% das estradas sendo pavimentadas. Ônibus, jeepneys, táxis e triciclos motorizados são comumente disponíveis nas principais cidades e vilas. Em 2007, havia cerca de 5 530 000 veículos registrados, com uma taxa média anual de 4,55% de aumento no registro de veículos.
Ciência e tecnologia
As Filipinas têm prosseguido com os esforços em melhorar o campo da ciência e da tecnologia. O Departamento de Ciência e Tecnologia é a agência responsável pelo desenvolvimento da coordenação de projetos de ciência relacionadas à tecnologia nas Filipinas. O Cientista Nacional das Filipinas é um prêmio do governo do país dado a pessoas que contribuíram para o campo da ciência tecnológica na nação. Cientistas filipinos notáveis incluem Maria Orosa, uma tecnóloga de alimentos famosa por seus produtos alimentares formulados, como nip calamansi, soyalac e o ketchup de banana. Cientistas filipinos notáveis incluem Fe del Mundo, um pediatra cujo trabalho pioneiro em pediatria como uma prática médica ativa durou oito décadas, Paulo Campos, um médico que foi apelidado como "O Pai da Medicina Nuclear nas Filipinas" por suas contribuições no campo da medicina nuclear, e Ramon Barba, um inventor e horticultor conhecido por seu método para induzir mais flores em árvores de manga.
Comunicações
As Filipinas possuem um sofisticado setor de telefonia celular e uma alta concentração de usuários. As mensagens de texto é uma forma popular de comunicação e, em 2007, o país enviou uma média de um bilhão de SMS de mensagens por dia. Mais de cinco milhões de usuários de telefonia móvel também usam seus celulares diariamente, fazendo do país um líder entre as nações em desenvolvimento na prestação de transações financeiras através de redes celulares. A Philippine Long Distance Telephone Company é a maior provedora de telecomunicações no país, além de ser uma das maiores empresas nas Filipinas. A Comissão Nacional de Telecomunicações é o órgão responsável pela fiscalização, julgamento e controle sobre todos os serviços de telecomunicações em todo o país. Há aproximadamente 383 estações de rádio AM e 659 estações de rádio FM, além de 297 canais de televisão aberta e 873 canais de televisão a cabo. Estimativas de usuários de internet nas Filipinas variam amplamente, com números entre um mínimo de 2,5 milhões até 33 milhões de usuários.
A cultura das Filipinas é uma combinação de culturas orientais e ocidentais. O país apresenta aspectos encontrados em outras nações asiáticas com uma herança cultural malaia, mas a sua cultura também apresenta uma quantidade significativa de influências espanholas e norte-americanas. Festas tradicionais, conhecidas como barrio fiestas (festas de bairro), são realizadas para comemorar os dias de festas de santos padroeiros populares. Os festivais Moriones e Sinulog são um dos mais bem conhecidos. Estas celebrações comunitárias são períodos para festa, música e dança. Algumas tradições, no entanto, estão mudando ou gradualmente sendo esquecidas devido à modernização. A "Bayanihan Philippine National Folk Dance Company" foi elogiada por preservar muitas das várias danças folclóricas tradicionais encontradas em todas as Filipinas. Eles são famosos por suas performances icônicas de danças locais, como o tinikling e singkil, que tanto caracterizam o uso de confronto varas de bambu.
Arte
Antes da chegada dos europeus, cada grupo étnico desenvolveu e refinou suas próprias expressões artísticas, influenciados pela arte malaia, chinesa e islâmica. No entanto, foi durante a conquista espanhola que os missionários introduziram técnicas ocidentais para a prática de várias artes. Dessa forma, uma vez que os filipinos se converteram ao cristianismo, eles pararam de esculpir pequenas figuras de ídolos e começaram a fazer retábulos, relevos e esculturas de santos da Igreja Católica. A partir do século XIX, as obras escultóricas deslocaram-se para outras expressões não religiosas. As obras conhecidas como Tipos do País — esculturas que retratam pessoas de vários grupos étnicos filipinos vivendo suas vidas cotidianas — se tornaram as mais populares.
Culinária
A culinária filipina tem se modificado ao longo de vários séculos, desde as suas origens malaio-polinésia até se tornar uma cozinha misturada com elementos latino-americanos, chineses, americanos e outras influências asiáticas, que foram adaptadas aos ingredientes locais, criando, assim, pratos distintamente filipinos. Os pratos variam, desde os muito simples, como uma refeição de peixe frito com sal e arroz, aos mais elaborados, como as paellas e cocidos criados para festas. Pratos populares incluem lechón, adobo filipino, sinigang, kare-kare, tapa, crispy pata, pancit, lumpia e halo-halo. Alguns ingredientes locais comuns usados na culinária são o calamondins, cocos, saba (uma espécie de bananeira), manga e molho de peixe. A cozinha não é tão picante como as de seus países vizinhos.
Esportes
Vários esportes e passatempos são populares no país, como basquete, boxe, voleibol, futebol, badminton, karatê, taekwondo, bilhar, boliche, xadrez e sipa. Motocross, ciclismo e montanhismo também estão se tornando populares. Ainda persiste no país a cultura da briga de galos. O basquetebol é jogado em níveis amadores e profissionais e é considerado o esporte mais popular nas Filipinas. Em 2010, Manny Pacquiao foi batizado de "lutador da década" para os anos 2000 pela Boxing Writers Association of America (BBWAA), pelo Conselho Mundial de Boxe (WBC) e pela Organização Mundial de Boxe (WBO). A arte marcial nacional é a eskrima. As Filipinas participam dos Jogos Olímpicos de Verão desde 1924 e foram o primeiro país do Sudeste da Ásia a competir e a ganhar uma medalha olímpica. O país tinha competido em todos os Jogos Olímpicos de Verão desde então, exceto quando eles participaram do boicote liderado pelos Estados Unidos aos Jogos Olímpicos de Verão de 1980. As Filipinas também são o primeiro país tropical a competir nos Jogos Olímpicos de Inverno.
Feriados
Todos os anos, o Congresso das Filipinas define um calendário de feriados e datas comemorativas a serem celebradas em todo o país. Esses feriados geralmente coincidem com aniversários de eventos históricos ou são celebrações religiosas. Os principais feriados observados nas Filipinas são:


