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A Tragédia da Rua das Flores

A Tragédia da Rua das Flores é um romance de Eça de Queirós escrito em 1877.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Enredo

Imagem: Celestino Manuel from Vendas Novas, Portugal · BY · Openverse

Relata a história do incesto entre uma mãe, Genoveva, e o seu filho Vítor, de 23 anos, o qual abandonou ainda recém-nascido. “Era no Teatro da Trindade, representava-se o Barba Azul. Tinha começado o segundo acto e o Coro de Cortesãos saía, recuando em semícirculos, com os espinhaços vergados, quando, num camarote sobre o balcão, à esquerda, o ranger ferrugento de uma fechadura perra, uma cadeira arrastada, fizeram erguer aqui e além, alguns olhares distraídos. Uma senhora alta, de pé, desapertava devagar os fechos de prata de uma longa capa de seda negra forrada de peles escuras, tinha ainda o capuz descido sobre o rosto e os seus olhos negros e grandes , que as olheiras de um brilho ligeiro, ou desenhadas ou naturais, fazia parecer mais profundas, mais se destacavam num rosto aquilino e oval, levemente amaciado de pó de arroz. (…)”

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Personagens

Imagem: Celestino Manuel from Vendas Novas, Portugal · BY · Openverse

Protagonistas

Genovena nasceu na Guarda, sendo filha de Maria Silvéria. Casou-se com Pedro da Ega, mas acaba por o abandoná-lo para casar com um emigrante espanhol. Residiu algum tempo no norte de Espanha e nos Pirenéus, vivendo pacatamente como uma verdadeira cortesã europeia, com diferentes homens sucessivamente (como Lord Beltron, entre outros). Entretanto, contrai matrimónio com um velho e petulante senador do III Império, M. Molineux. A queda do bonapartismo fá-la regressar a Portugal, onde se apresenta como Mme. Molineux, já que o senador havia falecido, e acompanhada por Gomes — o brasileiro rico com quem passara a viver. Aí, envolve-se com Dâmaso, um rico asqueroso, de quem ia extorquindo dinheiro. Contudo, as suas atenções prendem-se em Vítor, um homem novo mas que o destino, pela mão do Tio Timóteo, viria a revelar-lhe ser seu filho. Era uma mulher vistosa, sensual e sedutora. Vítor descreve-a como "uma beleza tão atraente e desejável — um esplendor igual ao da sua pele branca e quente, tão belos movimentos de pálpebras com pestanas tão longas; a linha do pescoço e do seio excedia aquilo que ele observara no peito das estátuas ou das gravuras; e a massa do seu cabelo loiro, parecia-lhe dever ser pesada e doce quando se apanhasse nas mãos".

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Fontes consultadas

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