Exposições Gerais de Artes Plásticas
As Exposições Gerais de Artes Plásticas tiveram lugar entre 1946 e 1956.
Organizada anonimamente pela Subcomissão dos Artistas Plásticos da Comissão dos Jornalistas, Escritores e Artistas do Movimento de Unidade Democrática (M.U.D.), a primeira exposição abriu em Julho de 1946 na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), Lisboa. Com 93 participantes, entre novos e consagrados, pintores, escultores, arquitetos, desenhadores, gráficos, teve acolhimento favorável nos jornais. "A radicação da exposição no M.U.D. integrava-se numa ação política de oposição ao regime salazarista, então abalado pela crise de 1945, ao fim da guerra". O sucesso da primeira exposição alargou-se na segunda, realizada em 1947, que contou com 89 participantes e em cujo catálogo se assinalava o desejo de aproximar a arte do povo: "de trazer ao povo, a que muitos destes artistas se orgulham de pertencer, as várias linguagens das artes plásticas, lado a lado [...]; de trazer ao povo uma mensagem de amizade e solidariedade". Finalmente alertado para o significado real da iniciativa, o regime atuou violentamente, primeiro através de uma notícia no Diário da Manhã (órgão da União Nacional) e depois efetuando uma rusga policial com apreensão de obras de Júlio Pomar, Maria Keil, Rui Pimentel (Arco), Manuel Ribeiro de Pavia, Arnaldo Louro de Almeida, Nuno Tavares e José Viana, entre outros. A partir da 3ª exposição, em Maio de 1948, as mostras passaram a estar sujeitas a censura prévia.


