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Batalha de Evesham

A Batalha de Evesham, ocorrida em 4 de agosto de 1265 em Worcestershire, Inglaterra, foi um confronto decisivo na Segunda Guerra dos Barões. Ela selou a derrota de Simão de Montfort e seus aliados baroniais pelas forças do príncipe Eduardo, futuro Eduardo I, que liderava o exército de seu pai, o rei Henrique III. Este evento marcou o fim da rebelião e o fortalecimento do poder real.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 16/08/2026

Pontos-chave

  • A Batalha de Evesham ocorreu em 4 de agosto de 1265.
  • Simão de Montfort liderou a rebelião dos barões contra o rei Henrique III.
  • O príncipe Eduardo, futuro Eduardo I, comandou as forças monárquicas.
  • A batalha resultou na derrota de Montfort e no fim da rebelião.
  • As consequências da batalha levaram a um período de união e progresso no reino.
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O Contexto da Rebelião

Após sua vitória na Batalha de Lewes um ano antes, Simão de Montfort, 6º Conde de Leicester, consolidou grande poder no governo inglês, chegando a aprisionar o rei Henrique III e o príncipe Eduardo. Contudo, sua influência diminuiu com a perda de aliados cruciais. Roberto de Ferrers, 6º Conde de Derby, foi preso, e Gilberto de Clare, um aliado chave, mudou de lado, auxiliando o príncipe Eduardo a escapar. Com os lordes da Marca Galesa em revolta, Montfort buscou apoio de Llywelyn ap Gruffydd, Príncipe de Gales, em troca de reconhecimento e ganhos territoriais. Essa aliança, embora estratégica, prejudicou sua popularidade. Enquanto isso, Eduardo cercava Gloucester, que se rendeu em 29 de junho. A única opção de Montfort era unir suas forças com seu filho, Simão VI, mas a lentidão do filho em chegar de Londres forçou Montfort a tentar enfrentar as tropas reais de seu reduto em Kenilworth. Eduardo conseguiu infligir perdas significativas às tropas de Montfort, especialmente àquelas fora dos muros do castelo. Posteriormente, Eduardo avançou para o sul, armando uma emboscada no rio Avon em 4 de agosto, bloqueando a única ponte e forçando Montfort a lutar sem o reforço de seu filho. Ao perceber a armadilha, Montfort lamentou: "Que o Senhor tenha piedade de nossas almas, assim como eles tenham de nossos corpos".

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O Desenrolar da Batalha

Ao amanhecer de 4 de agosto, por volta das 8h, em Greenhill, ao norte de Evesham, sob uma forte tempestade, Montfort iniciou a batalha. As tropas monárquicas se posicionaram com Eduardo à esquerda e Gilberto de Clare à direita. Diferente da Batalha de Lewes, onde as cruzes brancas indicavam os barões vitoriosos, desta vez as tropas monárquicas usaram cruzes vermelhas para se distinguir. Montfort, vendo o avanço inimigo, declarou que os ensinaria uma lição. As estimativas apontam para 10.000 soldados monárquicos contra 5.000 baroniais. Montfort tentou uma tática de concentração no centro inimigo para romper a linha, que inicialmente funcionou. No entanto, a deserção da infantaria de Llywelyn ap Gruffydd e o cerco das tropas monárquicas ao flanco de Montfort transformaram a batalha em um massacre, com os barões em desvantagem numérica e em terreno desfavorável.

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As Consequências da Derrota

Após a derrota de Montfort, os monárquicos buscaram reafirmar seu poder. No Parlamento de Winchester, em setembro de 1265, os envolvidos na rebelião foram afastados. Embora a revolta de Simão VI, filho de Montfort, tenha sido sufocada antes do Natal em Lincolnshire, focos de resistência persistiram, notavelmente no Castelo de Kenilworth. Um cerco iniciado no verão de 1266 mostrou-se infrutífero. Em outubro, os monárquicos ofereceram o "Dictum de Kenilworth", permitindo que os rebeldes resgatassem suas terras. Após uma recusa inicial, as condições do cerco tornaram-se insuportáveis, levando à aceitação do acordo no final de 1267. A Batalha de Evesham e suas consequências marcaram o fim efetivo da oposição baronial ao reinado de Henrique III, inaugurando um período de união e progresso que se estendeu até meados da década de 1290.

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