Pesquisa · Mapa mental

Eugenie Scott

Eugenie Carol Scott é uma antropóloga estadunidense que foi diretora executiva da National Center for Science Education (NCSE) e deixou o cargo em maio de 2013. É uma das principais críticas das pseudociências chamadas criacionismo da Terra Jovem e Design Inteligente.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
01

Biografia

Eugenie cresceu em Wisconsin e se interessou por antropologia após ler um livro da sua irmã sobre o assunto. Scott se diplomou em Bacharel de Ciências e Mestrado pela Universidade do Wisconsin–Milwaukee, e na sequencia ela doutorou pela Universidade do Missouri. Ela então começou a trabalhar na Universidade de Kentucky como uma antropóloga em 1974 e logo após isso compareceu a um debate entre o seu mentor James A. Gavan e o Creacionista da Terra Jovem Duane Gish que fez com que ela se interessasse pela controvérsia de criação versus evolução. Ela também ensinou na Universidade do Colorado e na Universidade Estadual da Califórnia. Suas pesquisas focavam na antropologia médica e biologia óssea.

02

Carreira

Em 1980, Scott estava no pelotão de frente, para evitar que o criacionismo fosse ensinado nas escolas publicas de Lexington, Kentucky. Desse esforço no Kentucky, surgiu um movimento nesse e em outros estados americanos para formar a National Center for Science Education em 1981. Scott foi indicada como diretora executiva do NCSE em 1987, no ano em que o ensino de criacionismo como ciência nas escolas públicas americanas foi considerado como sendo ilegal pela Suprema Corte dos EUA no caso Edwards v. Aguillard.

Reconhecimento acadêmico

Em 1993 a Universidade do Missouri a homenageou como uma das mais importantes ex-alunas. Ela foi eleita como membro da Academia de Ciências da California em 1994. Ela também se tornou presidente da Associação Americana de Antropólogos de 2000 até 2002. Ela foi também eleita como membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência em 2002 e teve seu próprio assento na entidade. Ela também é um membro da Sigma Xi. Scott também recebeu muitos prêmios de associações acadêmicas. Em 1999 ela foi premiada com o Bruce Alberts Award pela Sociedade Americana de Biologia Celular. Em 2001 ela recebeu o prêmio de Serviços Prestados pela Sociedade Geológica da América. Ela recebeu em 2002 um prêmio por serviços prestados da National Science Board por "sua promoção do entendimento publico e da importancia da ciência, do método científico, e ciência e educação e o papel da evolução na educação científica". Em 2002 o American Institute of Biological Sciences a premiou com o seu primeiro "Outstanding Service Award". Eugenie também recebeu em 2002 o prêmio Margaret Nicholson Distinguished Service Award da Associação dos Professores da Califórnia. A Associação Nacional de Professores de Biologia que lhe deu um título de membro honorário em 2005. Em 2006 ela foi agraciada com o prêmio de Antropologia Na Mídia, concedido pela American Anthropological Association pela "comunicação efetiva da antropologia para o público em geral pela mídia". Em 2007 Eugenie Scott e Kenneth R. Miller receberam conjuntamente o prêmio Outstanding Educator agraciado pelo museu Exploratorium.

Crenças

Eugenie Scott foi criada por sua mãe e avó na denominação religiosa chamada Ciência Cristã, mas mais tarde se tornou Congregacionalista sob a influência da sua irmã; ela descreve sua formação religiosa como sendo Protestante Liberal. Scott agora é uma Humanista Secular e se descreve como uma não teísta. Em 2003, o jornal San Francisco Chronicle escreveu que "Scott que se descreve como ateia mas não desconsidera a importância da espiritualidade." Em 2003 ela foi uma das signatárias do terceiro Manifesto Humanista, Humanism and Its Aspirations. Ela também é um membro do Committee for Skeptical Inquiry. Em 2003 ela foi premiada com o prêmio "Defense of Science Award"(Defesa da Ciência) pelo Center for Inquiry por "sua incansável liderança em defender a evolução científica e a liberdade educacional".

Autora

Scott é considerada uma especialista em criacionismo (incluindo o design inteligente), e é uma das suas mais proeminentes oponentes. Seu livro Evolution vs. Creationism: An Introduction que foi publicado pela editora Greenwood Press em 2004 e em brochura pela editora da Universidade da Califórnia em 2005 teve o prefácio escrito por Niles Eldredge. Ela também editou em conjunto com Glenn Branch a antologia em 2006 Not in Our Classrooms: Why Intelligent Design is Wrong for Our Schools (Não em nossas salas de aulas: Porque o Design Inteligente é errado para nossas escolas) Em 2006 Jon D. Miller, Scott e Shinji Okamoto tiveram um pequeno artigo publicado no periódico Science intitulado "Aceitação Pública da Evolução", uma análise de uma pesquisa sobre a aceitação da evolução nos últimos 20 anos nos Estados Unidos e comparando isso com a aceitação da evolução em outros países. A Turquia possuía a mais baixa taxa de aceitação da pesquisa, seguida pelos Estados Unidos como tendo a segunda mais baixa. Ainda assim os autores viram um lado positivo no fato de que um alto percentual de americanos não tem certeza, e portanto poderiam ser "convencidos" da veracidade da evolução com mais facilidade.

Aparições na mídia

David Berlinski, um dos membros do Discovery Institute, descreve a Eugenie Scott como uma oponente que "frequentemente é enviada para defender Darwin". Entretanto Scott prefere ver a si mesma como "Darwin's golden retriever". Scott diz que o seu trabalho "requer que ela lide com o analfabetismo científico do público americano". Eugenie Scott foi retratada em matérias da Scientific American, e da The Scientist, e no Jornal San Francisco Chronicle, e ainda no Stanford Medical Magazine. Ela foi entrevistada para o Science & Theology News, CSICOP, Church & State e no Point of Inquiry. Ela ainda teve seus comentários publicados pela Science & Theology News, Metanexus Institute.

Participação no julgamento de Dover

Em 2005, Scott e outros membros da NCSE serviram como consultores científicos e educacionais para os queixosos do processo Kitzmiller v. Dover Area School District, que originou-se em Dover, Pensilvânia. Onde o juiz John E. Jones condenou o ensino do Design Inteligente ou criacionismo nas escolas públicas.

03

Vida pessoal

Imagem: Veryolduvai · CC0 · Openverse

Eugenie e seu marido, Thomas C. Sager, um advogado, têm uma filha, que também reside em Berkeley, Califórnia.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando