Amit Goswami
Amit Goswami é um físico, pesquisador, professor universitário e escritor indiano-americano.
Goswami nasceu na cidade de Faridpur, em Uttar Pradesh, em 1936. Filho de um professor de espiritualidade hindu, ingressou no curso de física da Universidade de Calcutá onde defendeu doutorado em Física Nuclear em 1964. Mudou-se para os Estados Unidos logo depois, onde se estabeleceu como professor de física na Universidade de Oregon em 1968. Foi professor desta instituição por 32 anos até se aposentar em 1997. De 1998 a 2000 foi docente no Instituto de Ciências Noéticas e lecionou regularmente no Holmes Institute, na Philosophical Research University em Los Angeles, no Pacifica Graduate Institute em Santa Bárbara e na UNIPAZ em Portugal. Em 2003, passou a se dedicar ao estudo da consciência e da parapsicologia para divulgar suas ideias e conectar a ciência com a consciência. Em 2009, deu início ao chamado “ativismo quântico”, um movimento que acredita na transformação do ser humano e do mundo a partir de outros valores que não os do materialismo. Para isso, diz utilizar-se dos princípios da física quântica como a descontinuidade e a não localidade para indicar possibilidades para o desenvolvimento espiritual e a criatividade, movimento que vem ganhando força nas Américas do Norte e do Sul, em países da Europa e na Índia.
Imagem: Mormon Transhumanist Association · BY · Openverse
Goswami frequentemente entra em atrito com pesquisadores e cientistas, que apontam que são raros os trabalhos do autor em publicações científicas, o que revelaria a pouca relevância de sua obra entre seus pares, mesmo dentro de sua área de formação. Em 2007, em uma de suas visitas ao Brasil para promover seu trabalho, Goswami participou de uma entrevista no programa Roda Viva, onde foi confrontado pelo jornalista Maurício Tuffani (editor-chefe das revistas Galileu, Scientific American Brasil e do Jornal da UNESP), sobre a baixa projeção de seu trabalho em âmbito científico no que diz respeito à Física teórica. Durante a entrevista, Tuffani apresentou registros da base de dados "Web of Science", que indicavam apenas nove trabalhos publicados por Goswami desde janeiro de 1986 e que tiveram, até a véspera da entrevista, apenas 46 citações em todo o mundo — sendo quase todas dele mesmo ou de seus colaboradores — em artigos indexados nessa base de dados. A partir destes dados o jornalista concluiu que seu trabalho era irrelevante do ponto de vista científico, uma vez que não conta com o reconhecimento de seus pares.


