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Eu Sou Mediterrâneo

Eu Sou Mediterrâneo: um espectáculo sobre a banalidade do mal é um espectáculo da companhia Vidas de A a Z. Estreado em Junho de 2016, propõe lançar uma plataforma de discussão em torno da actual crise europeia de refugiados, das repercussões dos conflitos armados e da ameaça do terrorismo, evidenciando os atentados aos Direitos Humanos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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A Peça

Imagem: Sílvia Gomes · BY-SA · Openverse

O espectáculo Eu Sou Mediterrâneo: Um espectáculo sobre a banalidade do mal foi construído a partir de registos históricos, jornalísticos e testemunhos verídicos. Baseado em histórias reais, o texto de autoria de Sílvia Raposo e Mónica Gomes, bebe de literatura portuguesa e estrangeira, partindo dos conceitos de «violência» e «banalidade do mal» no pensamento de Hannah Arendt. Eu Sou Mediterrâneo: Um espectáculo sobre a banalidade do mal, procura colocar em cena a relação entre guerra, política, violência e poder, propondo um diálogo entre arte e política. Colocando em confronto os argumentos expostos em Orientalismo (1978), de Edward Said, e O Choque de Civilizações (1993), de Samuel Huntington, o projecto parte da concepção de uma ideia da Barbárie como um lugar afastado da civilização para onde é enviado tudo aquilo que não compreendemos e desconhecemos e coloca em evidência a criação de um Médio Oriente como uma fábrica de onde saem os ataques da Barbárie contra o Mundo Civilizado, criticando uma mundividência que se baseia na divisão civilizacional entre um Ocidente civilizado e um Islão bárbaro.

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O Enredo

Imagem: Sílvia Gomes · BY-SA · Openverse

Um líder jihadista com acessos de cólera, um campo de concentração com uma fachada em cor-de-rosa, escassez de munições e de cabeças para decapitar, o fecho das instalações de guerra por não cumprimento das regras de higiene e segurança, falta de jornalistas e uma estátua viva completam o cenário de Al-Portughali, um jovem soldado português que se junta ao Estado Islâmico, mas rapidamente se arrepende e deserta. Neste cenário de guerra, o que gritará mais alto: a ideologia ou o coração? Verdades serão verdades? A questão permanece: Quando será que um cadáver se torna um cadáver histórico? Um espectáculo que adapta A Guerra de 1908, de Raúl Solnado, à realidade mundial contemporânea com a escalada do terrorismo.

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Produção

O espectáculo conta com encenação de Mónica Gomes, coreografia de Margarida Camacho, direcção de figurinos de Lena Raposo e cenografia de Mónica Gomes e Lena Raposo.

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Elenco

Mónica Gomes reuniu para esta peça uma equipa de actores, bailarinos e cantores:

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Números Dança

1. Indus, interpretado por Margarida Camacho, Mónica Gomes e Liane Bravo. 2. Louca, solo interpretado por Anabela Pires

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Fontes consultadas

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