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Esther Vilar

Esther Vilar, pseudônimo de Esther Margareta Katzen, é uma escritora argentino-alemã. É mais conhecida pelo seu livro de 1971, Der Dressierte Mann, e as continuações deste, que argumenta no sentido contrário ao da retórica feminista de defesa dos direitos femininos. Segundo a autora as mulheres nas sociedades industrializadas não são oprimidas, pois na verdade exploram um sistema bem estabelecido de manipulação dos homens.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Biografia

Imagem: Koen Suyk / Anefo · BY-SA · Openverse

Os pais de Esther eram judeus imigrantes da Alemanha. Ambos se separaram quando ela tinha 3 anos. Ao terminar os estudos de medicina na Universidade de Buenos Aires, obteve uma bolsa e foi para a Alemanha Ocidental em 1960, tendo se especializado em psicologia e sociologia, e trabalhado como assistente-médica num hospital alemão por um ano. Antes de se estabelecer como autora, também exerceu as profissões de tradutora, vendedora, operária em uma fábrica de termômetros, modelo de calçados e secretária. Esther se casou em 1961 com o escritor alemão Klaus Wagn, com quem teve um filho, Martin, em 1964. O casamento durou dois anos e terminou em divórcio, porém ela explicou: "Eu não terminei com o homem, apenas com o casamento como instituição".

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Principais trabalhos

Imagem: Magnussen, Friedrich (1914-1987) · BY-SA · Openverse

Em O Homem Domado (Der Dressierte Mann no título original em alemão), Vilar argumenta que as mulheres não são oprimidas pelos homens, mas os controlam em um relacionamento que é vantajoso a elas mas do qual a maioria dos homens não toma ciência. Algumas das estratégias descritas no livro são: O Homem Domado tornou-se bastante popular na época de seu lançamento, em parte devido a uma considerável cobertura da imprensa. Esther Vilar também apareceu no programa The Tonight Show em 21 de fevereiro de 1973 para discutir o livro. Em 1975 ela foi convidada para um debate televisivo pela WDR com a escritora feminista alemã Alice Schwarzer, que ficou conhecida como representante do movimento feminista na época. O debate foi muito agressivo. Em dado momento, Alice afirma que Esther era "Não apenas sexista, mas fascista" e compara seu livro ao semanário nazista "Der Stürmer". Segundo Esther Vilar, em razão das controvérsias em torno do seu livro, ela teria recebido ameaças de morte. Comparando a sua experiência à de Salman Rushdie, ela relatou ter passado por décadas de desprezo: "Eu não imaginei o quanto me encontraria isolada após escrever este livro. Nem previ as consequências que teria para os meus subsequentes trabalhos e mesmo para a minha vida privada - ameaças violentas ainda não cessaram até este momento".

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Fontes consultadas

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