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Estação Ferroviária do Cais do Sodré

A Estação Ferroviária do Cais do Sodré é uma interface ferroviária da Linha de Cascais, situada na cidade de Lisboa, em Portugal; foi inaugurada em 4 de Setembro de 1895. Está classificada desde 7 de novembro de 2012 como Imóvel de Interesse Público.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Descrição

Localização e acessos

A estação situa-se em Lisboa, junto à Praça Duque de Terceira, na área homónima (centro-sul do município; frente ribeirinha), inserindo-se na antiga freguesia de São Paulo, atual Misericórdia.

Infraestrutura

Esta interface apresenta seis vias de circulação, numeradas de L1 a L6, com comprimentos entre 200 e 210 m (em 2011 dados como entre 287 a 298 m); as plataformas têm 206 a 220 m de extensão, e apresentam todas 110 cm de altura;; existe ainda uma via secundária, identificada como R1, com comprimento de 261 m; todas estas vias estão eletrificadas em toda a sua extensão. O edifício de passageiros situa-se ao topo da via, já que esta foi concebida como estação terminal. O edifício da estação apresenta um estilo modernista. Foi desenhado pelo arquitecto Pardal Monteiro, e inaugurado em 1928. Entre os vários elementos de inspiração Art Déco, destaca-se um conjunto de painéis de azulejos, cujo padrão surge igualmente nos silhares, tendo os azulejos sido produzidos na Fábrica Lusitânia, por volta de 1928.

Serviços

Em dados de 2023, esta interface é servida por comboios de passageiros da C.P. de tipo urbano no serviço “Linha de Cascais” tipicamente com um total de 102 circulações diárias em cada sentido, das quais 32 têm término em Oeiras e as restantes em Cascais.

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História

Século XIX

Em 1855, o conde Clarange du Lucotte apresentou um programa para a urbanização da margem do Tejo na zona Ocidental de Lisboa, que incluía a construção de um caminho de ferro do Cais do Sodré até Sintra. No entanto, este empreendimento não conseguiu avançar devido à oposição de várias partes, tendo o contrato sido anulado em 1861. Posteriormente, surgiram outras propostas para a requalificação da margem do Tejo, como uma de 1876 pelo empresário Moser, da qual também fazia parte um caminho de ferro, mas que foi igualmente anulada. Os trabalhos só se iniciaram definitivamente nos finais do século XIX, já englobando a construção da Linha de Cascais. Em 9 de Abril de 1887, um alvará autorizou a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses a construir uma linha férrea da Estação de Santa Apolónia a Cascais, passando por Belém. A principal finalidade desta linha era melhorar o acesso de Lisboa às praias, que já eram então muito procuradas pela população da capital, e que então era feito por uma estrada costeira e por uma carreira de vapores, que demoravam cerca de 75 min. na viagem do Cais do Sodré até Cascais.

Século XX

Em 31 de Agosto de 1901 foi inaugurada a primeira linha de carros eléctricos em Lisboa, unindo Algés ao Cais do Sodré. Em 16 de Abril de 1902, a Gazeta dos Caminhos de Ferro informou que a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses já tinha ordenado a construção de vários abrigos para passageiros nesta estação, tendo esta obra sido incluída no orçamento para 1902 da companhia. Em 16 de Fevereiro de 1903, a Gazeta reportou que na sessão da Câmara dos Pares do dia 3 de Fevereiro o sr. Dantas Baracho tinha criticado a forma como esta estação ainda funcionava num edifício provisório, tendo-a classificado como «uma estação vergonhosa para a capital do paiz». A construção da gare definitiva, que então estava planeada no eixo da Rua do Alecrim, só podia iniciar-se após a conclusão das obras do porto, que no entanto estavam paralisadas devido a uma questão no tribunal arbitral.

Século XXI

Ao longo dos primeiros anos do século XXI a estação foi ampliada com novos cais de embarque de acordo com projeto de arquitetura de Pedro Botelho e Nuno Teotónio Pereira (Prémio Valmor 2008). Linhas: a L.ª Alentejo • c L.ª Cascais • s L.ª Sintra • ẍ C.ª X.n L.ª Norte • o L.ª Oeste • z L.ª Cintura • u L.ª Sul • 7 C.ª 7 R. (*) vd. Campolide-A (**) continua além z. tarif. Lisboa

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Fontes consultadas

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