Estação Ferroviária de Alcântara-Mar
A estação ferroviária de Alcântara-Mar, por vezes identificada apenas como de Alcântara, é uma interface das Linhas de Cascais e Cintura, que serve a freguesia de Alcântara, na cidade de Lisboa, em Portugal. Foi inaugurada, como terminal provisório do Ramal de Cascais, em 6 de Dezembro de 1890. Em 1891, foi inaugurado o ramal até Alcântara-Terra. Na década de 1920, a estação foi alvo de profundas obras de remodelação, tendo sido electrificadas as vias e construído um novo edifício de passageiros, desenhado pelo arquitecto Cottinelli Telmo.
Localização e acessos
Esta estação situa-se junto à Avenida da Índia, em Lisboa.
Infraestrutura
Esta interface apresenta duas vias de circulação, eletrificadas em toda a sua extensão, identificadas como VA1 e VD2, ambas com 228 m de comprimento e acessíveis por plataformas com comprimentos de 217 e 207 m, respetivamente, e ambas com 110 cm de altura (valores essencialmente idênticos aos de décadas anteriores); existem ainda três vias secundárias (identificadas como Areal 1, Areal 2, e Areal 3) com comprimentos entre 402 e 355 m, que não se encontram eletrificadas. Nesta estação insere-se na rede ferroviária o ramal particular Liscont. O edifício de passageiros situa-se do lado norte da via (lado direito do sentido ascendente, a Cascais).
Serviços
Em dados de 2023, esta interface é servida por comboios de passageiros da C.P. de tipo urbano no serviço “Linha de Cascais” tipicamente com um total de 102 circulações diárias em cada sentido ligando ao Cais do Sodré, das quais 32 têm término em Oeiras e as restantes em Cascais.
Século XIX
Um alvará de 9 de Abril de 1887 autorizou a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses a construir uma linha férrea ao longo do Rio Tejo, ligando a Estação Ferroviária de Santa Apolónia, no Cais dos Soldados, à zona de Alcântara, que poderia ser prolongada até Cascais. Assim, a Companhia iniciou a construção, tendo o Ramal de Cascais sido inaugurado em 30 de Setembro de 1889, ligando inicialmente Pedrouços a Cascais. O lanço seguinte, até Alcântara-Mar, entrou ao serviço em 6 de Dezembro de 1890. A ligação até Alcântara-Terra, pelo Ramal de Alcântara, abriu à exploração em 10 de Agosto de 1891. O lanço seguinte do Ramal de Cascais, entre Alcântara-Mar e Cais do Sodré, foi inaugurado em 4 de Setembro de 1895.
Século XX
A Gazeta dos Caminhos de Ferro de 1 de Dezembro de 1914 noticiou que a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses tinha apresentado uma proposta para uma tarifa especial, relativa ao transporte de mercadorias, onde se estabeleciam preços mais baixos para estações onde se situavam os principais centros corticeiros, incluindo as duas estações de Alcântara. Em 1918, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses arrendou a exploração da Linha de Cascais à Sociedade Estoril. Entre 1927 e 1928, Cottinelli Telmo projectou um novo edifício de passageiros para esta estação, no estilo modernista. Em 1926, foi electrificada a Linha de Cascais. O Decreto-Lei n.º 28:796, de 1 de Julho de 1938, introduziu profundas modificações na zona de Alcântara, incluindo o encerramento da estação fluvial de Santo Amaro, passando os serviços a serem feitos por novas dependências na estação de Alcântara-Mar, que seria ligada à doca por uma linha de via estreita, para vagonetas. Também em 1938, a C. P. levantou a estação de Santo Amaro, tendo aproveitado os materiais para construir uma dependência em Alcântara Mar.
Décadas de 1990 e 2000
Em 1991 foi construída uma passagem pedonal segregada ligando Alcântara-Mar a Alcântara-Terra (então recentemente reaberta ao serviço de passageiros), constituída por um atravessamento subterrâneo sob a Avenida da Índia seguido de uma passagem elevada, esta última demolida em 2008. Em Dezembro de 2009, a passagem pedonal inferior foi temporariamente encerrada devido a uma inundação. Linhas: a L.ª Alentejo • c L.ª Cascais • s L.ª Sintra • ẍ C.ª X.n L.ª Norte • o L.ª Oeste • z L.ª Cintura • u L.ª Sul • 7 C.ª 7 R. (*) vd. Campolide-A (**) continua além z. tarif. Lisboa


