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Edward Scissorhands

Edward Scissorhands é um filme norte-americano de 1990, dos gêneros fantasia sombria, drama e romance, dirigido por Tim Burton. O roteiro foi baseado numa história escrita por Caroline Thompson e pelo próprio Burton, que também produziu o filme em parceria com Denise Di Novi. Os papéis principais foram interpretados por Johnny Depp, Winona Ryder, Dianne Wiest, Anthony Michael Hall, Kathy Baker, Vincent Price e Alan Arkin. O enredo gira em torno de Edward (Depp), um humanoide artificial inacabado que tem tesouras no lugar das mãos. Ele é acolhido por uma família suburbana e se apaixona por Kim (Ryder), a filha adolescente deles.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Enredo

Antes de dormir, uma garotinha pergunta à sua avó como surgiu a neve. A idosa começa então a contar a história de Edward, um rapaz com tesouras no lugar das mãos que vivia sozinho numa mansão sombria no topo de uma colina próxima. Ele foi criado por um inventor que morreu antes de lhe conceder mãos humanas. Certo dia, Peg Boggs, uma atenciosa vendedora local da Avon, vai à mansão, encontrando Edward e um jardim repleto de belas topiárias. Compadecida com a situação do rapaz, ela decide levá-lo para passar um tempo na casa dela com sua família. A chegada de Edward agita a vizinhança de Peg, especialmente suas vizinhas fofoqueiras, e em sua maioria, solteiras. As habilidades de Edward como esculpir cercas-vivas, tosar cães e criar cortes de cabelo diferenciados impressionam a todos. Ele se apaixona pela filha mais velha de Peg, Kim, que inicialmente o rejeita, mas logo enxerga algo especial nele. O namorado possessivo dela, Jim, decide assaltar a própria casa e convence Edward a usar suas lâminas de tesoura para arrombar as portas. Quando entram na casa, um alarme dispara. Jim escapa com Kim. Ela não quer abandonar Edward, que fica sozinho e é levado pela polícia.

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Elenco

Este é o elenco principal do filme, conforme descrição do American Film Institute:

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Produção

Desenvolvimento e roteiro

O projeto se originou em 1986, logo após a estreia bem-sucedida de Pee-wee's Big Adventure (1985), o primeiro longa-metragem dirigido por Tim Burton. O conceito surgiu a partir de um personagem que Burton desenhou quando ainda era adolescente. A ilustração representava um rapaz magro, solene, de cabelos desgrenhados e com lâminas compridas e afiadas no lugar dos dedos. Burton fez esse desenho como uma maneira de expressar seus sentimentos de isolamento e incapacidade de se comunicar com os outros moradores do subúrbio californiano de Burbank, onde ele residia na época. A respeito de sua vivência nessa localidade, Burton relatou: "Havia algo estranho pairando naquela cidade. As pessoas eram amigáveis, mas apenas superficialmente. Como se fossem forçadas a agir assim". Ele também comentou que se sentia sozinho na maior parte do tempo e costumava ter problemas para manter amizades: "Eu tinha a sensação de que, por algum motivo, as pessoas achavam melhor ficar longe de mim, não sei exatamente por quê".

Escolha do elenco

Vários atores foram considerados durante a etapa de escalação do intérprete de Edward. Os executivos da Fox insistiram inicialmente numa contratação de Tom Cruise. Este não correspondia ao ideal almejado por Burton, mas mesmo assim o cineasta concordou em abordá-lo. O diretor ainda chegou a considerá-lo uma opção "interessante" para o papel, mas o ator desistiu do projeto. Segundo Burton, Cruise pediu um final "mais feliz" para a história e levantou muitas questões sobre Edward, incluindo sua preocupação com a "falta de virilidade" do personagem. Tom Hanks e Gary Oldman também recusaram o papel. Hanks preferiu trabalhar na comédia satírica The Bonfire of the Vanities (1990) enquanto Oldman achou a história absurda, apesar de tê-la entendido depois de assistir a "literalmente dois minutos" do filme completo. Jim Carrey, William Hurt, Robert Downey Jr. e John Cusack também foram cogitados, com Thompson defendendo a escolha deste último. Michael Jackson expressou bastante interesse e até fez campanha para ser escalado como o protagonista, mas Burton ignorou os apelos do músico.

Locações e ambientação

Burton cogitou a Carolina do Sul e Irving, no Texas, como cenários para o subúrbio fantasioso onde se passa a maior parte do filme, que pedia "um bairro dos anos 1950 com calçadas em ambos os lados da rua e pouca ou nenhuma vegetação". A própria cidade de Burbank também foi considerada, mas Burton acreditava que a localidade havia se alterado muito desde a infância dele. Assim, ele escolheu filmar na área da baía de Tampa, na Flórida, para ficar longe de Hollywood e porque os subúrbios residenciais daquela região se assemelhavam aos de sua juventude na Califórnia. As filmagens foram realizadas no Condado de Pasco e arredores, com locações nas cidades de Lutz, Land O' Lakes, Wesley Chapel, Dade City e Lakeland. Cerca de 50 famílias alugaram suas casas para a produção, autorizando a equipe a alterar a decoração interior e exterior de cada residência; em função disso, os moradores tiveram que ser realocados temporariamente para um hotel próximo. Posteriormente, a produção foi transferida para um estúdio em Los Angeles, onde foram filmadas as cenas ambientadas nos interiores sombrios e de aparência medieval da mansão de Edward.

Filmagens e efeitos

A rodagem do filme durou mais de três meses, entre 26 de março e 19 de julho de 1990. As filmagens na baía de Tampa geraram centenas de empregos temporários na região e injetaram mais de quatro milhões de dólares na economia local. A equipe planejava incialmente filmar os interiores da mansão gótica na Universal Studios Florida, em Orlando, porém os custos de moradia e problemas logísticos levaram os cineastas a transferirem a produção para um estúdio da Fox em Los Angeles. Os principais efeitos especiais foram providenciados por Stan Winston, que já havia trabalhado em Aliens (1986) e Predator (1987) e que colaboraria novamente com Burton ao criar os efeitos de maquiagem do vilão Pinguim em Batman Returns.. O departamento de maquiagem de Edward Scissorhands foi liderado por Ve Neill, marcando a segunda colaboração da artista com Burton após Beetlejuice, filme pelo qual ela venceu o primeiro de seus três Oscars. A pós-produção também foi realizada no estúdio da Fox.

Música

A intenção inicial de Burton era filmar Edward Scissorhands como um musical, pois ele acreditava que o público aceitaria melhor a história "bizarra" se ela incluísse músicas, uma vez que filmes desse estilo geralmente contêm elementos fantásticos. Thompson relatou: "Então, no meu tratamento original, havia interlúdios musicais reais, incluindo letras. Uma das canções se chamava "I Can't Handle It"." Entretanto, o diretor descartou rapidamente essa ideia ao perceber como o conceito poderia facilmente se tornar kitsch. Smith foi convidado para criar a trilha sonora, porém ele recusou a proposta por estar ocupado com a gravação de seu oitavo álbum com o The Cure, Disintegration (1989). Assim, a música do filme ficou a cargo do compositor Danny Elfman, em sua quarta colaboração com Burton.

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Temas e análises

Estilo gótico e simbolismos

O pesquisador Michael L. Issitt, que estuda a comunidade gótica e outros grupos sociais marginalizados, afirma que Edwards Scissorhands "é tão cheio de simbolismo que o enredo quase fica em segundo plano". O autor considera que Burton criou uma "fábula de alteridade gótica" que descreve a busca adolescente por identidade a partir de uma interpretação literal do isolamento adolescente: os dedos do jovem são lâminas afiadas como navalha que o condenam a permanecer sozinho ou destruir qualquer coisa com um simples toque. O próprio Burton reconheceu que entre os principais temas do filme estão o isolamento e a autodescoberta. Em uma entrevista para a MTV, o cineasta referiu-se a Edward como um símbolo da sensação, experenciada por ele em sua própria adolescência, de falta de conexão com as outras pessoas.

Outras interpretações

O filme segue uma estrutura de conto de fadas com um prólogo e um epílogo nos quais uma idosa conta a história à sua neta, o que reforça arquétipos da ficção gótica e do expressionismo alemão. Thomas Bourguignon, da Positif, vê o filme como um conto de fadas moderno no qual o herói deve emergir do seu isolamento através de uma jornada de iniciação para alcançar sua metamorfose (o traje de Edward pode ser comparado à crisálida de uma borboleta). Peg faz o papel da "fada gentil que tenta ajudar Edward a encontrar seu lugar entre os humanos, usando como varinha mágica um simples pincel cosmético", Kim representa "a linda princesa a ser conquistada" e as amigas de Peg são as "bruxas malvadas cujas reuniões telefônicas parecem tecer uma teia de males". Contudo, diferente do conto de fadas clássico, Edward não consegue se metamorfosear. Ele usa sua arte para se integrar gradualmente, primeiro trabalhando com plantas, depois com animais e pessoas, até ser rejeitado e trabalhar no mineral, "o gelo, símbolo de pureza, mas também de imobilidade". Por carecer de iniciação sexual, ele cria em vez de procriar, "fertilizando, assim, mentes em vez de corpos" ao trazer "a beleza e a pureza capazes de criar um novo mundo". Sua função não é integrar-se no mundo, mas permanecer à parte, simbolizando a autodescoberta de uma vocação artística. Segundo o historiador francês Antoine de Baecque, no filme a "ansiedade urbana" moderna é vista do ângulo único do conto de fadas e os camponeses do século XVII surgem na forma de suburbanos americanos. Eles tentam conformar Edward ao seu padrão de vida e começam a tratá-lo com intolerância ao perceber que fracassaram.

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Distribuição

Lançamento

Ao término das filmagens, os executivos da 20th Century Fox ficaram tão receosos com a possibilidade de o visual de Edward afastar o público que tentaram manter em segredo as imagens de Depp em traje completo até o lançamento do filme. Essa preocupação, no entanto, mostrou-se desnecessária, visto que as exibições teste foram encorajadoras, levando Joe Roth, presidente da Fox na época, a considerar que o longa deveria ser comercializado na escala de "um blockbuster do tamanho de E.T.". No entanto, ele desistiu de promover o filme agressivamente nessa direção, argumentando: "Temos que deixá-lo encontrar seu lugar. Queremos ter o cuidado de não extrapolar o filme para fora do seu universo". Edward Scissorhands teve lançamento limitado em nove cidades dos Estados Unidos em 7 de dezembro de 1990. A estreia nacional no território estadunidense ocorreu em 14 de dezembro do mesmo ano, com a exibição incialmente expandida para 800 cinemas; se o lançamento fosse bem-sucedido, outros 400 salas seriam adicionadas no dia de Natal.

Mídia doméstica

Edward Scissorhands começou a ser distribuído no mercado de vídeo caseiro, no formato VHS, em 1991. Foi disponibilizado em DVD em 5 de setembro de 2000 na região 1 e 25 de outubro do mesmo ano na região 2. Esta foi a primeira versão em mídia doméstica a trazer o filme com a imagem aprimorada para televisores widescreen e incluiu comentários em áudio de Burton e Elfman, algumas filmagens de bastidores, vários trechos de entrevistas com membros da equipe e do elenco, trailers, comerciais para televisão e uma seção de arte conceitual com os esboços originais de Burton retratando Edward. A primeira versão em Blu-ray foi lançada em 9 de outubro de 2007, uma edição que apresentou o filme na resolução 1080p, mas que não apresentou nenhum suplemento adicional em comparação com a versão em DVD. Em outubro de 2015, para comemorar o vigésimo quinto aniversário da obra, a Fox Home Entertainment lançou uma edição especial em Blu-ray com uma transferência remasterizada para 4K. O pacote comemorativo incluiu itens colecionáveis inspirados no filme e filmagens adicionais inéditas até então.

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Recepção

Bilheteria

Segundo Thompson, Edward Scissorhands não foi um grande sucesso comercial nos primeiros dias de lançamento, visto que "demorou muito para ganhar força". Lançado em 1 372 salas de cinema dos Estados Unidos, o filme arrecadou 6 325 249 dólares em seu fim de semana de estreia, ficando em terceiro lugar nas bilheterias, atrás de Look Who's Talking Too e Home Alone, este último já em sua quinta semana de exibição; no final do ano, havia arrecadado muito menos do que produções como Another 48 Hours e Bird on a Wire. Entretanto, foi nesse período que Edwards Scissorhands começou a se conectar melhor com o público. Em 21 de dezembro de 1990, o Los Angeles Times informou que o longa obteve "a maior média por sala de qualquer filme exibido nacionalmente" na semana anterior. Subsequentemente, arrecadou 56 362 352 dólares na América do Norte e mais 29 661 653 dólares em outros países, alcançando mundialmente um total de 86 024 005 dólares. Assim, dado seu orçamento de 20 milhões de dólares, conseguiu se consolidar como um sucesso de bilheteria. Glen Collins, em matéria do The New York Times, escreveu que "a química entre Johnny Depp e Winona Ryder, que estavam juntos na vida real na época (1989-1993), deu ao filme um potencial de ídolo adolescente, atraindo um público mais jovem".

Resposta da crítica

Edward Scissorhands foi bem recebido pela crítica e pelo público. No agregador de resenhas Rotten Tomatoes, 90% das 68 avaliações dos críticos são positivas, o que equivale a uma classificação média de 7,7/10. O consenso do site diz: "A primeira colaboração entre Johnny Depp e Tim Burton, Edward Scissorhands é um conto de fadas moderno e mágico com tons góticos e um centro doce". O agregador Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 74 em 100, com base nos comentários de 19 críticos, indicando avaliações "geralmente favoráveis". O CinemaScore informou que o público deu ao filme uma nota "A−". Em crítica para o The New York Times, Janet Maslin escreveu que Burton demonstrou uma "engenhosidade inspiradora no processo de reinventar algo muito pequeno" e que o filme é um "conto de bondade incompreendida e criatividade sufocada, do poder da civilização de corromper a inocência, de uma bela imprudente e uma fera de bom coração". Richard Corliss, da Time, considerou o longa uma "comédia de costumes espirituosa" com um final comovente e uma das "fábulas mais brilhantes e agridoces" já vistas por ele. Escrevendo para a Rolling Stone, Peter Travers disse: "A atualização ricamente divertida de Burton para a história de Frankenstein é a fantasia cinematográfica mais cômica, romântica e assustadora do ano". O autor também elogiou a "trilha sonora envolvente" de Elfman e o desempenho de Depp: "Com diálogos escassos, Depp expressa artisticamente o desejo feroz no gentil Edward; é uma performance fantástica".

Impacto cultural e legado

Burton considera Edward Scissorhands o seu trabalho mais pessoal. Segundo Issitt, o longa firmou o diretor como o "possível cineasta gótico por excelência da era moderna", que captura a sensibilidade gótica tanto na forma como no conteúdo e a apresenta para um público amplo. Para o autor, "a grande mídia ligou Burton à subcultura gótica emergente, e Burton, por sua vez, passou a defender os jovens góticos dos estereótipos negativos difundidos pela mídia". O filme marcou a primeira colaboração entre o diretor e Depp, ajudando a lançar este último ao estrelato. Desde então, eles trabalharam juntos em Ed Wood (1994), Sleepy Hollow (1999), Charlie and the Chocolate Factory (2005), Corpse Bride (2005), Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street (2007), Alice in Wonderland (2010) e Dark Shadows (2012).

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Obras relacionadas

Sequência em quadrinhos

Entre 2014 e 2015, a IDW Publishing lançou uma série de histórias em quadrinhos intitulada Edward Scissorhands, escrita por Kate Leth com arte de Drew Rausch. A publicação, que funciona como uma sequência do filme, consiste em dez edições posteriormente reunidas em três trade paperbacks. O enredo se concentra na neta de Kim, Meg, que agora é adolescente. Curiosa com as histórias que ouviu da avó, ela sai em busca de Edward e o encontra, criando uma amizade com ele semelhante à de Kim. A trama prossegue revelando que, enquanto Edward ficou sozinho por décadas, Kim morreu, a filha dela cresceu e ele permaneceu rotulado como um assassino pelos moradores do bairro. A trama explora novos amigos e obstáculos que Edward precisa superar, à medida que ele recebe outra oportunidade de ter uma vida normal.

Adaptações teatrais

O coreógrafo britânico Matthew Bourne adaptou o filme para os palcos. Ele recontou a história através de uma produção de dança contemporânea que apresenta apenas dança e música, sem canto ou diálogos. Thompson e Elfman colaboraram com Bourne no projeto. O espetáculo estreou no Sadler's Wells Theatre em Londres em novembro de 2005 e, após uma temporada de 11 semanas, excursionou pelo Reino Unido, Ásia e Estados Unidos. O diretor britânico Richard Crawford comandou uma peça de teatro baseada no filme, a qual esteve em cartaz entre 25 de junho de e 3 de julho de 2010 no Brooklyn Studio Lab, no Brooklyn, em Nova Iorque.

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Prêmios e indicações

Winston e Neill foram indicados ao Oscar de melhor maquiagem, mas perderam para John Caglione Jr. e Doug Drexler por seu trabalho em Dick Tracy (1990). Welch venceu o BAFTA de melhor design de produção, enquanto Atwood, Winston e Neill também receberam indicações aos Prêmios da Academia Britânica de Cinema. Depp foi nomeado ao Globo de Ouro de melhor ator em comédia ou musical, mas perdeu para Gérard Depardieu de Green Card (1990). A obra ganhou o Prêmio Hugo de melhor apresentação dramática e o Prêmio Saturno de melhor filme de fantasia. Elfman, Ryder, Wiest, Arkin e Atwood também receberam indicações individuais nesta última premiação. Elfman recebeu ainda uma indicação ao Grammy. Abaixo, segue-se a lista completa de prêmios e indicações recebidos por Edward Scissorhands: O British Film Institute recomenda Edward Scissorhands em sua lista de "50 filmes para ver antes completar 15 anos", como parte de uma iniciativa estabelecida em 2020 pelo departamento educacional do BFI. Além disso, o longa-metragem é reconhecido pelo American Film Institute nas seguintes listas:

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Fontes consultadas

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