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Eduardo Mondlane

Eduardo Chivambo Mondlane foi um dos fundadores e primeiro presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), a organização que lutou pela independência de Moçambique do domínio colonial português. O dia da sua morte, assassinado por uma encomenda-bomba, é celebrado em Moçambique como Dia dos Heróis Moçambicanos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Vida e luta

Imagem: Rosino · BY-SA · Openverse

Juventude e Estudos

Filho de um chefe tradicional, Mondlane estudou inicialmente numa missão presbiteriana suíça próxima de Manjacaze, mas viria a terminar os seus estudos secundários numa escola da mesma igreja na África do Sul. Após ter sido expulso, na sequência da subida ao poder do Partido Nacional, da Universidade de Witwatersrand, onde cursava Antropologia e Sociologia, seguiu estudos, usufruindo de uma bolsa, na Universidade de Lisboa. Aí conheceu outros estudantes que viriam a ser os líderes dos movimentos nacionalistas e anticoloniais de vários países africanos, como Amílcar Cabral e Agostinho Neto. Terminaria os estudos nos Estados Unidos, frequentando o Oberlin College (Ohio) e a Northwestem University (Evaston, Illinois) e vindo a obter o doutoramento em Sociologia.

Académico

Trabalhou para as Nações Unidas, no Departamento de Curadoria, como investigador dos acontecimentos que levavam à independência dos países africanos e foi também professor de história e sociologia na Universidade de Syracuse, em Nova Iorque. Nessa altura, na (década de 1950), Mondlane teve contactos com Adriano Moreira, um ministro português que queria recrutá-lo para trabalhar na administração colonial; Mondlane, por seu turno, tentou convencê-lo da necessidade de Portugal seguir o caminho dos restantes países, que estavam a dar independência às suas colónias africanas.[carece de fontes?]

Libertação nacional

Em 1961 visitou Moçambique, a convite da Missão Suíça, e teve contactos com vários nacionalistas, onde se convenceu de que as condições estavam criadas para o estabelecimento de um movimento de libertação. Por essa altura e independentemente, formaram-se três organizações com o mesmo objectivo: a UDENAMO (União Democrática Nacional de Moçambique), a MANU (Mozambique African National Union, à maneira da KANU do Quénia e de tantas outras) e a UNAMI (União Nacional Africana para Moçambique Independente). Estas organizações tinham sede em países diferentes e uma base social e étnica também diferentes, mas Mondlane tentou uni-las, o que conseguiu com o apoio do presidente da Tanzânia, Julius Nyerere – a FRELIMO foi de facto criada na Tanzânia, com base naqueles três movimentos, em 25 de Junho de 1962, e Mondlane foi eleito seu primeiro presidente, com Uria Simango como Vice-Presidente.[carece de fontes?]

Morte e legado

Eduardo Mondlane morreu em Dar Es Salaam em 3 de fevereiro de 1969 ao abrir uma encomenda que continha uma bomba, entregue na casa de uma ex-secretária sua, Betty King. Após sua morte o governo português afirmou que a morte de Mondlane foi causada por membros descontentes da FRELIMO enquanto as autoridades da Tanzânia investigavam o envolvimento da PIDE no atentado. O ex-embaixador português José Duarte de Jesus, autor do livro Eduardo Mondlane: Uma Voz Silenciada, analisou as cinco hipóteses sobre a morte de Mondlane e concluiu que o atentado foi preparado pela PIDE (com apoio da Aginter Press) e executado por Casimiro Monteiro (agente da PIDE com envolvimento na morte de Humberto Delgado).

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Fontes consultadas

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