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Rockwell B-1 Lancer

O Rockwell B-1 Lancer é um bombardeiro estratégico norte-americano quadrimotor de geometria variável. Concebido na década de 1960 como um bombardeiro supersônico com carga e alcance suficientes para substituir o Boeing B-52 Stratofortress, evoluiu como um penetrador de baixa altitude e longo alcance, com capacidade de velocidade supersônica a grande altitudes.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Antecedentes

Em dezembro de 1957, a USAF começou a desenvolver um novo bombardeiro pesado para substituir o venerável B-52, concedendo à North American Aviation Inc. um contrato para projetar e construir dois protótipos XB-70. Mas quatro anos antes da entrega do primeiro protótipo, o XB-70 já estava condenado. Quando o Lockheed U-2B de Francis Gary Powers foi derrubado pelos primeiros mísseis terra-ar soviéticos SA-2 Guideline, ficou claro que os dias dos bombardeiros que voavam a grande altitude estavam contados.

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Projetos iniciais

Reconhecendo a necessidade urgente de desenvolver um avião capaz de penetrar as defesas soviéticas, a USAF deu início a uma série de estudos que, finalmente, levaram ao Rockwell B-1A, em 5 de junho de 1970. Foram encomendados 7 aviões: 5 para testes de vôo e 2 para testes estáticos e de fadiga de materiais. Logo ficou claro que o B-1A era na época a prioridade número um da USAF no que se referia à alocação de verbas de orçamento: "Nada será obstáculo ao B-1", declarou um político. Suas palavras eram dirigidas a críticos que, embora não duvidassem do poderio do avião, mostravam-se receosos quanto à informações de que o B-1 seria o aparelho mais caro da história da aviação. Acabou não sendo: esse título cabe ao B-2 Spirit (por volta de 2 bilhões de dólares). Em dezembro de 1971 ficou pronto um modelo do B-1 A em tamanho natural. Neste já se apresentavam algumas das características notáveis do avião: um sistema de ejeção baseado numa cápsula, asas de geometria variável e um elaborado radar de mapeamento. O primeiro B-1 A (n° 74-158) saiu da fábrica 42 da Rockwell em Palmdale, Califórnia em 26 de outubro de 1974?. Era todo pintado de branco; um longo tubo de Pitot listrado de branco e vermelho projetava-se do nariz. O vôo inaugural ocorreu em 23 de dezembro de 1971?, sob o comando de Charles Bock. O Comando Aéreo Estratégico passou à fase de planejar a compra de 240 exemplares do avião, que se tornariam operacionais em 1982.

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Avanços e recuos

No entanto, o projeto continuava a ser duramente criticado pelo Comitê das Forças Armadas do Senado dos Estados Unidos. Eles argumentavam que com alguns melhoramentos, os velhos B-52 poderiam continuar a ser usados até à década de 1990 (o que aconteceu). Conforme tais críticos, os B-52 não precisariam penetrar as defesas soviéticas, apenas disparar mísseis a partir de posições distantes das fronteiras do inimigo. O golpe mais forte veio em 30 de junho de 1977, quando o recém-eleito presidente Jimmy Carter anunciou que o governo não investiria mais na produção do B-1 A. Ao mesmo tempo, porém, Carter ordenou que se continuassem a realizar testes com o aparelho. Um extenso programa de testes e avaliação levantou valiosos dados sobre o desempenho do avião, reatores, sistemas ofensivos, defensivos e seu poder de penetração. O programa terminou formalmente e 29 de abril de 1981, com o último vôo do quarto protótipo, de n° 76-174. Antes disso, em 5 de outubro de 1978, o segundo protótipo (n° 74-159) havia atingido a velocidade de Mach 2.2.

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Especificações (B-1B)

Dados de: USAF,[nota 1] Jenkins,[nota 2] Pace,[nota 3] Lee,[nota 4]

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Fontes consultadas

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