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Dulce Pontes

Dulce José da Silva Pontes é uma das cantoras portuguesas mais populares e reconhecidas internacionalmente. Em Portugal, recebeu especial destaque na década de 1990, sendo hoje o seu nome ainda hoje considerado como um dos mais consagrados do cenário musical português. Dulce Pontes interpreta canções pop - mais concretamente canções que podem ser enquadradas no género adult contemporary -, música portuguesa típica – inclusivamente fado e folclore –, bem como música clássica. Costuma definir-se como uma artista da música do mundo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Biografia

O início

Dulce, quando criança, aprendeu a tocar piano, estudando música no Conservatório de Lisboa. Estudou Dança Contemporânea entre os 7 e os 17 anos de idade. Em 1988, no decorrer de um casting onde foi selecionada entre várias candidatas, inicia a sua atividade profissional na comédia musical "Enfim sós", prosseguindo com "Quem tramou o Comendador", no Teatro Maria Matos, como atriz, cantora e bailarina. Em 1990 é convidada a integrar o espetáculo "Licença para jogar" no Casino Estoril. Torna-se popular junto do público português através do programa de televisão Regresso ao Passado. Em 1991, vence o Festival RTP da Canção de 1991, tendo depois representado Portugal no Festival Eurovisão da Canção desse mesmo ano, onde cantou "Lusitana Paixão". Alcança o oitavo lugar entre 22 países participantes, um das melhores classifcações de Portugal no "eurofestival".

Década de 1990 e a "Canção do Mar"

Em 1992, Dulce gravou o seu primeiro álbum, Lusitana. Continha principalmente canções pop, que certamente eram ainda muito abaixo das ambições, capacidades e imaginação artística da Dulce. Todavia, já naquela altura sabia-se que Dulce era uma excelente intérprete, fadista e compositora. As primeiras provas disso apareceram um ano depois, em 1993, quando foi lançado o seu segundo disco, chamado Lágrimas. Dulce abordou o fado duma forma muito pouco ortodoxa. Misturava fado tradicional com ritmos e instrumentos modernos, procurando novas formas de expressão musical. Enriquecia os ritmos ibéricos com sons e motivos inspirados pela tradição da música árabe e balcânica, principalmente búlgara. A sua versão do clássico "Povo Que Lavas No Rio" era tudo menos clássica. Mas Lágrimas tinha também faixas bastante tradicionais, fados clássicos gravados ao vivo em estúdio e cantados em rigor com todas as exigências do fado ortodoxo, abordando de igual forma inovadora o cancioneiro de José Afonso e o Folclore Português.

Década de 2000

Em 2002 foi lançado o disco Best of pela Movieplay Portuguesa. 2003 trouxe uma grande novidade e reviravolta na vida artística da Dulce Pontes. Foi lançado o Focus, que é fruto da colaboração da Dulce com Maestro Ennio Morricone. Dulce cantou alguns dos clássicos do compositor, mas o disco contém também composições originais, compostas pelo Maestro especialmente para a voz da Dulce. O principal objetivo deste disco foi consagrar uma grande voz. Gravado em Itália contém temas cantados em português, inglês, espanhol e italiano. O disco O Coração Tem Três Portas foi editado em 2006 e foi lançado no dia 25 de Novembro desse mesmo ano na inauguração oficial do Coliseu de Elvas perante cerca de 5 mil pessoas. Este ano marca também a criação de Ondeia Música, Editora da própria Dulce. O DVD inclui um concerto gravado em Istambul e o making of das gravações efetuadas nos monumentos (Igreja de Santa Maria em Óbidos e no Convento de Cristo em Tomar).

World Tour 2013

Dulce anunciou em seu Facebook oficial uma série de concertos pela Europa e América do Norte durante o verão de 2013. No Outono de 2013 lançou uma Edição especial DVD-CD "Dulce Pontes e Roma Sinfonietta", gravado ao vivo no Auditorium Parco de la Musica em Roma, Direção de Orquestra Maestro Paolo Silvestri.

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Colaborações e concertos

Ao longo da sua carreira colaborou com vários artistas internacionais, como Cesária Évora, Caetano Veloso, Marisa Monte, Carlos Núñez, a banda celta The Chieftains, George Dalaras ou o artista basco Kepa Junkera. Compôs o dueto para Eleftheria Arvanitaki (o fruto desta colaboração encontra-se no disco de Eleftheria intitulado Ekpompi). O dueto com o artista angolano Waldemar Bastos constitui um dos grandes momentos do álbum O Primeiro Canto.

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Vida pessoal

Imagem: Jordi RT · BY-NC-SA · Openverse

É mãe de José Gabriel, nascido em 23 de janeiro de 2002 (24 anos), interrompendo a sua atividade artística pelo período de um ano. Um segundo filho, Maria José, nasceu em 24 de janeiro de 2009 (17 anos).

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Fontes consultadas

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