Dulce Pontes
Dulce José da Silva Pontes é uma das cantoras portuguesas mais populares e reconhecidas internacionalmente. Em Portugal, recebeu especial destaque na década de 1990, sendo hoje o seu nome ainda hoje considerado como um dos mais consagrados do cenário musical português. Dulce Pontes interpreta canções pop - mais concretamente canções que podem ser enquadradas no género adult contemporary -, música portuguesa típica – inclusivamente fado e folclore –, bem como música clássica. Costuma definir-se como uma artista da música do mundo.
O início
Dulce, quando criança, aprendeu a tocar piano, estudando música no Conservatório de Lisboa. Estudou Dança Contemporânea entre os 7 e os 17 anos de idade. Em 1988, no decorrer de um casting onde foi selecionada entre várias candidatas, inicia a sua atividade profissional na comédia musical "Enfim sós", prosseguindo com "Quem tramou o Comendador", no Teatro Maria Matos, como atriz, cantora e bailarina. Em 1990 é convidada a integrar o espetáculo "Licença para jogar" no Casino Estoril. Torna-se popular junto do público português através do programa de televisão Regresso ao Passado. Em 1991, vence o Festival RTP da Canção de 1991, tendo depois representado Portugal no Festival Eurovisão da Canção desse mesmo ano, onde cantou "Lusitana Paixão". Alcança o oitavo lugar entre 22 países participantes, um das melhores classifcações de Portugal no "eurofestival".
Década de 1990 e a "Canção do Mar"
Em 1992, Dulce gravou o seu primeiro álbum, Lusitana. Continha principalmente canções pop, que certamente eram ainda muito abaixo das ambições, capacidades e imaginação artística da Dulce. Todavia, já naquela altura sabia-se que Dulce era uma excelente intérprete, fadista e compositora. As primeiras provas disso apareceram um ano depois, em 1993, quando foi lançado o seu segundo disco, chamado Lágrimas. Dulce abordou o fado duma forma muito pouco ortodoxa. Misturava fado tradicional com ritmos e instrumentos modernos, procurando novas formas de expressão musical. Enriquecia os ritmos ibéricos com sons e motivos inspirados pela tradição da música árabe e balcânica, principalmente búlgara. A sua versão do clássico "Povo Que Lavas No Rio" era tudo menos clássica. Mas Lágrimas tinha também faixas bastante tradicionais, fados clássicos gravados ao vivo em estúdio e cantados em rigor com todas as exigências do fado ortodoxo, abordando de igual forma inovadora o cancioneiro de José Afonso e o Folclore Português.
Década de 2000
Em 2002 foi lançado o disco Best of pela Movieplay Portuguesa. 2003 trouxe uma grande novidade e reviravolta na vida artística da Dulce Pontes. Foi lançado o Focus, que é fruto da colaboração da Dulce com Maestro Ennio Morricone. Dulce cantou alguns dos clássicos do compositor, mas o disco contém também composições originais, compostas pelo Maestro especialmente para a voz da Dulce. O principal objetivo deste disco foi consagrar uma grande voz. Gravado em Itália contém temas cantados em português, inglês, espanhol e italiano. O disco O Coração Tem Três Portas foi editado em 2006 e foi lançado no dia 25 de Novembro desse mesmo ano na inauguração oficial do Coliseu de Elvas perante cerca de 5 mil pessoas. Este ano marca também a criação de Ondeia Música, Editora da própria Dulce. O DVD inclui um concerto gravado em Istambul e o making of das gravações efetuadas nos monumentos (Igreja de Santa Maria em Óbidos e no Convento de Cristo em Tomar).
World Tour 2013
Dulce anunciou em seu Facebook oficial uma série de concertos pela Europa e América do Norte durante o verão de 2013. No Outono de 2013 lançou uma Edição especial DVD-CD "Dulce Pontes e Roma Sinfonietta", gravado ao vivo no Auditorium Parco de la Musica em Roma, Direção de Orquestra Maestro Paolo Silvestri.
Ao longo da sua carreira colaborou com vários artistas internacionais, como Cesária Évora, Caetano Veloso, Marisa Monte, Carlos Núñez, a banda celta The Chieftains, George Dalaras ou o artista basco Kepa Junkera. Compôs o dueto para Eleftheria Arvanitaki (o fruto desta colaboração encontra-se no disco de Eleftheria intitulado Ekpompi). O dueto com o artista angolano Waldemar Bastos constitui um dos grandes momentos do álbum O Primeiro Canto.
Imagem: Jordi RT · BY-NC-SA · Openverse
É mãe de José Gabriel, nascido em 23 de janeiro de 2002 (24 anos), interrompendo a sua atividade artística pelo período de um ano. Um segundo filho, Maria José, nasceu em 24 de janeiro de 2009 (17 anos).


