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As Pupilas do Senhor Reitor (1994)

As Pupilas do Senhor Reitor é uma telenovela brasileira produzida e exibida pelo SBT entre 6 de dezembro de 1994 e 8 de julho de 1995, em 185 capítulos, substituindo Éramos Seis e sendo substituída por Sangue do Meu Sangue. É uma versão do livro de mesmo título de Júlio Dinis, sendo adaptado por Lauro César Muniz, com colaboração de Ismael Fernandes e Bosco Brasil, sob direção geral de Nilton Travesso. É a segunda versão adaptada do livro, após a versão de 1970 da RecordTV, também escrita por Lauro César.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Antecedentes

A partir de 1993, o SBT começou a investir na produção de folhetins brasileiros. Iniciou as adaptações com Éramos Seis (1994), adaptada de um romance homônimo de Maria José Dupré, por Sílvio de Abreu e Rubens Ewald Filho. Em 14 de junho de 1994, a direção da emissora decidiu fazer uma nova versão de As Pupilas do Senhor Reitor, romance português escrito por Júlio Dinis em 1867. Esta foi a segunda versão televisiva da obra, já que a primeira foi ao ar em 1970, pela Rede Record.

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Produção

Escolha do elenco

A novela contou com vários atores globais. Em agosto de 1994, a atriz Débora Bloch assinou contrato com o SBT para ser uma das protagonistas da novela. A atriz estava longe das novelas desde 1986. Eduardo Moscovis interpretou o protagonista masculino. A atriz Daniela Camargo, advinda de três novelas globais, estudava em Nova York e largou seu curso para atuar como antagonista na novela.

Gravações

As cidades portuguesas do Porto e de Guimarães, nas regiões do Douro e do Minho, serviram de cenário para as primeiras gravações da trama. Durante dez dias, a equipe formada por Nilton Travesso, gravou várias cenas com três dos protagonistas da trama: Guida (Débora Bloch), Daniel (Eduardo Moscovis) e Amália (Daniela Camargo). Foram produzidos, também, "pack shots" –imagens para serem inseridas durante toda a novela. Travesso percorreu todo o norte de Portugal para encontrar uma aldeia que servisse de locação para a trama, ambientada entre 1860 e 1870 na aldeia portuguesa de Póvoa do Varzim. Encontrou o cenário que queria no pequeno vilarejo de Sistelo, a cerca de 25 quilômetros da fronteira com a Espanha, "Foi o único local onde achamos uma aldeia com o estilo romântico preservado", contou Nilton. As sequências gravadas em Portugal foram ao ar nos capítulos de números três a sete da novela Uma das mais complicadas foi a cena de uma briga entre Amália e Daniel, que previa um temporal, sendo que a chuva foi artificialmente criada com a ajuda do corpo de bombeiros da cidade de Guimarães e quase inundou a pousada que servia de cenário. Segundo o diretor, além dos bombeiros, todas as autoridades locais também contribuíram para o sucesso das gravações, "Todos foram muito compreensivos e acho que pesou muito o fato da novela ser uma adaptação da obra de Júlio Diniz, um autor que os portugueses prezam muito e consideram como um dos romancistas mais modernos de sua época", diz Travesso. Porém, a poluição sonora de Porto atrapalhou as gravações. Assim, todas as cenas com som direto previstas para a cidade do Porto tiveram que ser transferidas para Guimarães, "A poluição sonora do Porto é muito grande", explicou um decepcionado Travesso.

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Trama

No século XIX em Póvoa de Varzim, as irmãs órfãs Guida (Débora Bloch) e Clara (Luciana Braga) são criadas sob os dogmas da igreja pelo rígido Padre Antônio (Juca de Oliveira), que, ao descobrir o romance da primeira com o rebelde Daniel (Eduardo Moscovis), pressiona para que o pai dele, o coronel José Das Dornas (Elias Gleizer), o envie para um internato. Após 10 anos, Daniel volta formado em medicina sem se lembrar da amada e seduz várias moças do vilarejo, inclusive Clara, agora noiva de seu irmão Pedro (Tuca Andrada). Quase pega no quarto com Daniel, Clara é salva por Guida, que se coloca no lugar da irmã e tem sua reputação manchada no vilarejo. O acontecimento faz Clara se arrepende da traição e Daniel se apaixonar novamente por Guida, porém Padre Antônio proíbe as irmãs de se envolverem em tão polêmica família, tendo os dois casais que lutarem para ficarem juntos. Em meio aos contratempos há Amália (Daniela Camargo), uma mulher ardilosa e obsessiva por Daniel, que faz de tudo para mantê-lo longe de Guida, e Fernão (Eduardo Galvão), rapaz bondoso que sempre esperou uma chance com a órfã e tem aprovação do reitor. Os escândalos no vilarejo aumentam com a chegada de Eugênia Carlota (Joana Fomm), ex-noiva de Padre Antônio abandonada na juventude para seguir a batina, que busca vingar-se dele, ainda que tenha que prejudicar suas pupilas para isso.

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Exibição

A estreia esteve prevista tanto para 21 de novembro, ou 28 de novembro de 1994, mas foi adiada para 6 de dezembro já que havia poucas cenas gravadas da novela, substituindo Éramos Seis. Em 5 de dezembro de 1994, após o último capítulo de Éramos Seis, foi exibido pelo SBT um especial reunindo o elenco de Éramos Seis, sua antecessora no horário, com o elenco de As Pupilas do Senhor Reitor. Apresentado ao vivo por Hebe Camargo, o programa foi transmitido diretamente do Palácio das Convenções do Anhembi Parque, em São Paulo. Foi reprisada pela primeira vez entre 11 e 14 de dezembro de 2006, em 04 capítulos, substituindo horário da inédita A Feia mais Bela e sendo substituída pela própria. Essa reprise teve uma baixa audiência, acabou cancelada e foi dada uma explicação de problemas com direitos autorais das músicas. Foi reprisada pela segunda vez na faixa Novelas da Tarde, entre 07 de maio e 03 de agosto de 2007, em 65 capítulos, substituindo O Diário de Daniela e sendo substituída por As Visões da Raven.

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Repercussão

Audiência

Obtendo índices de até 14 pontos de audiência na primeira semana de exibição, As Pupilas do Senhor Reitor conseguiu manter a fatia do público conquistada por Éramos Seis. Na sexta-feira, 9 de dezembro, a trama do SBT registrou 11 pontos no Ibope contra 25 da Rede Globo, que exibia o Globo Repórter. Porém a audiência foi caindo e raramente alcançava índices de audiência maiores que 10 pontos na Grande São Paulo. Éramos Seis, que a antecedeu, tinha melhor desempenho. Registrava médias de 15 pontos. Estabilizada em torno dos oito pontos durante as últimas semanas, a audiência da trama começou a dar sinais de revitalização. A novela já alcançava a média de 10 pontos no primeiro horário de exibição. Segundo o SBT, a baixa audiência está diretamente ligada às férias de verão, época em que muitos paulistanos deixam São Paulo – onde é aferida a audiência. A obra se manteve nos 14, com picos de 20 pontos.

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