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Ducado de Parma e Placência

O Ducado de Parma e Placência, de 1748 a 1847 Ducado de Parma, Placência e Guastalla, foi um Estado que existiu na península Itálica, de 1545 a 1859. Foi criado em 1545 pelo então cardeal Papa Paulo III, para doá-lo a seu filho Pedro Luís Farnésio, cujos descendentes, por via masculina, o governaram até 1751. Ocupava o território das atuais províncias de Parma e Placência, na atual região italiana de Emília-Romanha. Durante o período ducal, conheceu uma fama particular pela sua escola de pintura, com artistas do nível de Correggio. O apoio dos duques favoreceu a realização de obras arquitetônicas que transformaram Parma de capital de um pequeno ducado, nascido sob o nepotismo papal, a uma grande cidade.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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História

O período farnesiano, nascimento do ducado

Em 1545, o Papa Paulo III criou o ducado de Parma e Placência para destiná-lo a seu filho Pedro Luís Farnésio. Naquela época, Parma era considerada uma cidade de médias dimensões com quase 20 000 habitantes, enquanto em todo o condado se contavam 97 123 habitantes. Pedro Luís Farnésio tomou posse de seu estado em 23 de setembro de 1545, permaneceu em Parma uns poucos meses e depois transferiu-se a Placência, escolhendo-a como capital e sede da corte. Não mostrou nenhuma gratidão ao Papa, considerando a formação do ducado como mérito totalmente seu, e buscou deixar de ser vassalo dos Estados Pontifícios e tornar-se vassalo do Sacro Império Romano-Germânico, mas o próprio imperador Carlos V o recusou. Os primeiros empreendimentos que fez foram: a abertura de numerosas escolas (onde se ensinavam a medicina, o direito, a literatura grega e latina); a construção de novas vias de comunicação para favorecer o comércio; a reforma do sistema administrativo seguindo o modelo milanês; a reforma do sistema judiciário de forma mais justa: os juízes deviam justificar as prisões.

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O fim do ducado

Em 9 de junho de 1859, Luísa de Bourbon, duquesa regente, e seu filho, o duque Roberto I, foram obrigados a abandonar o ducado não antes de ter escrito uma carta de protesto. Em 15 de setembro de 1859, foi declarado fim da dinastia dos Bourbon-Parma e o território passou a fazer parte da então província de Emília (hoje região da Emília-Romanha). Em 5 de março de 1860 o ducado passou, mediante plebiscito, ao Reino da Sardenha, e depois ao Reino de Itália. Atualmente, embora o ducado não exista há mais de um século, continua ainda a existir um duque simbólico. Desde 2010, este título simbólico está a cargo de Carlos Xavier, descendente dos Bourbon-Parma.

Fontes consultadas

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