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Isabel Farnésio

Isabel Farnésio foi a segunda esposa do rei Filipe V e Rainha Consorte da Espanha em dois períodos diferentes, primeiro de 1714 até a abdicação do marido em janeiro de 1724 e depois de setembro de 1724 até 1746.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Início de vida

Isabel foi a segunda filha, a única menina, de Eduardo Farnésio, herdeiro aparente ao Ducado de Parma, e de sua esposa, Doroteia Sofia do Palatinado-Neuburgo. Seu pai morreu em setembro de 1693, quando ela tinha apenas um ano de idade. Sua mãe, Doroteia Sofia, casou-se com o meio-irmão de seu marido, o Duque de Parma, em dezembro de 1695, mas ele não conseguia ter filhos devido à sua obesidade, ao passo que ficou claro que Isabel herdaria o ducado. Pouco se sabe sobre a infância de Isabel. Ela era caracterizada como teimosa e obstinada. Ela tinha um relacionamento caloroso com seu tio e padrasto e, mais tarde, quando era rainha da Espanha, manteve uma correspondência constante com ele. Doroteia Sofia, por outro lado, tratava a filha com muita severidade e tinha um relacionamento frio com ela. Isabel apareceu ao lado de sua mãe em muitas celebrações públicas. Ela aprendeu alemão, francês, latim e espanhol, bem como estudou história, geografia, filosofia e religião, entre outras matérias. No entanto, de acordo com o Duque de Saint-Simon, ela era uma aluna medíocre e tinha pouco interesse em atividades intelectuais. Quando adulta, ela lia quase que exclusivamente obras religiosas. Ela desenvolveu uma paixão maior pela dança e pela música. Além disso, ela tinha pouca compreensão dos mecanismos políticos.

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Casamento

Como resultado, Marie Anne de La Trémoille, Princesa dos Ursinos, agiu como uma mediadora bem-sucedida no projeto de casamento. Filipe V confiou em sua escolha, e ela também obteve o consentimento de Luís XIV da França (avô de Filipe) para a união pretendida, bem como do Papa Clemente XI. Filipe V enviou o cardeal Francesco Acquaviva à Itália no final de julho de 1714 para negociar as condições do casamento. O contrato de casamento foi assinado no dia 25 de agosto seguinte. O dote, incluindo o valor das joias de Isabel, chegou a 200.000 escudos de ouro. As negociações finais, no entanto, foram mais difíceis porque a Princesa dos Ursinos começou a reconsiderar o projeto de casamento; talvez ela sentisse na jovem Isabel uma ameaça à sua posição de poder. Enquanto isso, Isabel conseguiu convencer o enviado especial de Luís XIV, o Conde de Albergotti, que deveria prestar-lhe homenagens, de que era grata pelo papel que lhe foi atribuído como Rainha da Espanha e que seria guiada de bom grado pela Princesa dos Ursinos. Finalmente, em 16 de setembro de 1714, o casamento por procuração de Isabel com Filipe V ocorreu em Parma, com o cardeal Ulisse Giuseppe Gozzadini, enviado pelo Papa, celebrando a cerimônia

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Rainha

Primeiro reinado

Filipe V estava entusiasmado com sua nova esposa. A vital, coquete e sedenta por poder Isabel Farnésio logo pareceu dominar completamente o monarca indeciso e de vontade fraca. Ela passou muito tempo com ele, frequentemente o acompanhando em viagens de caça. Ela foi descrita como uma boa amazona e atiradora. Ela também satisfez os desejos sexuais de Filipe. Em 20 de janeiro de 1716, ela deu à luz o primeiro filho de seu marido, o futuro Carlos III, que foi seguido por dois filhos e três filhas que sobreviveram à infância. Como ela não gostava da culinária espanhola, ela trouxe cozinheiros italianos. Entre seus confidentes estavam seu principal conselheiro Giulio Alberoni, sua ex-governanta Laura Pescatori, que veio para a Espanha em setembro de 1715, e o médico italiano Giuseppe Cervi.

Segundo reinado

Em janeiro de 1724, Isabel não conseguiu impedir que o marido abdicasse em favor do filho mais velho do primeiro casamento, Luís, com apenas dezesseis anos, e se retirasse para o Palácio Real de La Granja de San Ildefonso. Ela seguiu o marido em San Ildefonso e conseguiu continuar a exercer certa influência política devido à inexperiência do novo monarca. Pelo menos ela conseguiu que seu enteado, que agora se tornara rei, nomeasse seu confidente Juan Bautista de Orendáin como primeiro-ministro da Espanha. Após a morte prematura de Luís, que morreu de varíola, em 31 de agosto de 1724, ela convenceu Filipe V a assumir o trono novamente. Além disso, Isabel era agora a força motriz por trás da demissão de José de Grimaldo como primeiro-ministro em 1726, que foi substituído por Orendáin. Ela também garantiu a demissão do confessor de Filipe, Gabriel Bermúdez, porque ele queria impedir que Filipe assumisse o poder novamente.

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Últimos anos

Em 9 de julho de 1746, Filipe V sofreu um derrame e morreu algumas horas depois nos braços de Isabel Farnésio. Apenas 13 dias depois, a filha de Isabel, Maria Teresa Rafaela, morreu. Isabel temia há muito tempo o momento em que ficaria viúva e a consequente perda de poder, especialmente desde o herdeiro do trono, Fernando, não era seu próprio filho, mas o último filho sobrevivente do primeiro casamento do rei. Ela era impopular entre o povo espanhol e não tratava Fernando, que agora era o novo rei, com muito carinho e o excluía dos assuntos de Estado. Ela também proibiu o príncipe de qualquer contato com embaixadores estrangeiros. Quando Fernando assumiu o poder, Isabel foi inicialmente autorizada a ficar em Madrid, no entanto ela teve que deixar o Palácio do Bom Retiro e passou a viver no Palacio de los Afligidos. Para Fernando VI, o foco estava na recuperação econômica e modernização da Espanha, de modo que ele convocou de volta à Espanha as tropas que lutavam que estavam lutando na Itália pelo filho de Isabel, Carlos. No entanto, apesar de sua antipatia pela madrasta e meio-irmão, Fernando VI, por conta das intrigas de Isabel e para se livrar de Carlos, decidiu enviar mais tropas espanholas de volta para a Itália. A pedido de sua esposa, Bárbara de Portugal, Fernando VI finalmente ordenou que a rainha viúva deixasse Madrid em julho de 1747, mas permitiu que ela residisse no Palácio Real de La Granja de San Ildefonso. Lá, Isabel passou os doze anos seguintes em relativa solidão, mas foi mantida informada da situação política atual por políticos e diplomatas estrangeiros visitantes. Nesse ínterim, ela mandou construir o Palácio Real de Riofrío como residência de uma viúva.

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Fontes consultadas

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