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Continente

Continente é uma grande massa de terra cercada por água. Na gigantesca massa de água salgada pela qual são cobertos cerca de 75% da superfície terrestre, é muito fácil notar aqui e ali o aparecimento de territórios contínuos muito extensos, o que torna pouco conveniente para os geógrafos dar a essas massas o nome de ilhas. Assim, essas extensões de terras são definidas como continentes.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Etimologia

A origem etimológica do nome "continente" é derivada das palavras latinas continens e entis, que significam "contínuo, ininterrupto" (e, "abstinente, moderado"), estando no particípio presente de continere, significando "conter, abranger", verbo oriundo de cum, con e tenere, tendo o significado de "ter". Esta é a fonte do eruditismo em cinco línguas europeias: em língua portuguesa, espanhola e italiana, continente (século XV); em língua inglesa continent, (século XIV); o vocábulo inglês continent é uma palavra que foi emprestada do vocábulo francês continent (século XII). Na acepção geográfica que se considera abaixo, os substantivos das quatro línguas europeias têm o mesmo significado: em português, espanhol e italiano, continente (século XVI); em francês, continent (1532); em inglês, continent (1590); e em língua alemã Kontinent (entre os séculos XVI e XVII). O vocábulo português e espanhol continente foi documentado entre os séculos XII e XIV, significado "gesto, atitude, parte", cujo sentido atualmente está obsoleto.

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Classificação e definições

Tipologias

A seguir a lista dos continentes em sua definição mais abrangente: Os continentes políticos nem sempre são somente os que foram citados acima, sendo que a América é frequentemente dividida em duas partes: a América do Norte e a América do Sul, visto que muitas vezes a América Central e arquipélago do Caribe são considerados ainda outras subdivisões do continente. O termo "Eurafrásia" é incomum, mas é o mais correto para se referir à grande massa de terra que é subdividida em Europa, África e Ásia, visto que a Ásia e a Europa se separam pelos montes Urais e a África se separa da Ásia pelo Canal de Suez; nenhuma dessas regiões são oceanos, e portanto, a Eurafrásia é o único continente físico que pode existir na região. Apesar disso, muitos consideram que a África e Ásia estão suficientemente separados, pois pode-se perceber claramente ao olhar no mapa que não há terra que junte os continentes e a parte do Canal de Suez é mínima, diferente do que acontece entre a Europa e a Ásia; por isso foi criado o termo Eurásia (Europa e Ásia), para se referir a esses continentes políticos como um só continente físico separado da África.

Modelos continentais

Não existe uma forma única de fixar o número de continentes, e depende de cada área cultural determinar se duas grandes massas de terra unidas formam um ou dois continentes, e concretamente, decidir os limites entre Europa e Ásia (Eurásia) por uma parte, e América do Norte e América do Sul (América) por outra. Os principais modelos são os seguintes: Mapa-múndi animado com os diferentes modelos continentais

Caracterizações

Os continentes dos distintos modelos são os seguintes:

Zelândia

A Zelândia é um continente em maior parte submerso, próximo a Austrália. Como parte emersa, a Zelândia compreende a Nova Caledônia (incluído a ilha principal e as ilhas menores), a ilha Norfolque, a Nova Zelândia, as ilhas de Auckland e Campbell mais ao sul, a ilha de Lord Howe a oeste, e a leste a ilhas Chatham. O continente não é incluído nos modelos continentais atuais por ter sido classificado como um continente submerso, e não um microcontinente ou um fragmento continental, apenas em 2017.

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Geologia

Evolucionismo continental

As massas terrestres transformaram-se e ainda se transformam bastante. Durante milhares de anos, os mares e os continentes se distribuíram de forma muito diferente do que é hoje. Uma variedade de fatos foi demonstrada pelas pesquisas: primeiro, que os continentes deslocam-se, elevam-se e abatem-se muito; segundo, que não descarta-se a existência na Terra de nenhuma zona que o mar não cobriu; terceiro, que as erosões são desgastadas continuamente da superfície, de tal modo que, se não fossem elevados, os continentes teriam desaparecidos porque o mar cobriria; e quarto, que uma grande quantidade de terras se levantou da água recentemente. Livros que foram escritos por geólogos, zoólogos e botânicos consideram que certas depressões, que o mar cobriu no passado, constituíram, nos demais tempos, a extensão dos continentes. Há diversas teorias sobre como se originou e se formou a superfície da Terra. Uma das de maior difusão traz a narração de que entre o período carbonífero (era paleozoica) e o início do período terciário (era cenozoica), a Europa encontrava-se em união com a América do Norte; e que no hemisfério sul notava-se a existência de um grande continente, que os geólogos denominaram Gonduana, da qual eram compreendidos a América do Sul, a África, a península da Arábia, a Índia, a Antártida e a Austrália. Entre essas duas gigantescas massas terrestres era estendida uma faixa marítima. O continente de Gonduana começaria a ser fragmentado no fim do período triássico (era mesozoica), com o fato de que Madagáscar se desmembrou do conjunto da África, e deu continuidade ao seu rompimento na época do jurássico, com a Índia que se desmembrou da Austrália. No final do período cretáceo, foram desmembradas a África e a América do Sul; e quando começou o período terciário, com o mar Vermelho que se formou, ocorreu o desligamento da Arábia em relação à África; também ocorreu a formação das depressões que se correspondem às águas salgadas dos oceanos Atlântico e Índico, que então seriam mais novos que o Pacífico.

Formação

Os primeiros continentes foram formados no início da história da Terra, mais de três bilhões de anos atrás. Alguns estudos sugeriram que os primeiros supercontinentes formados via subducção e tectônica de placas, fazendo com que as placas da Terra se movessem umas nas outras, moldando as montanhas e os oceanos. No entanto, uma pesquisa de 2020 descobriu que os isótopos de ferro e zinco nas rochas originárias da Sibéria central e da África do Sul, a composição química dos fragmentos de rocha não eram consistentes com o que normalmente é esperado quando ocorre a subducção. De acordo com as evidências, os primeiros continentes da Terra não foram formados por subducção em um ambiente de placas tectônicas de estilo moderno, como se pensava anteriormente.

Aspectos estruturais

Em ambos os hemisférios em que é dividida a Terra são muito desproporcionais as áreas dos oceanos e dos continentes. Da área superior a 145 milhões de quilômetros quadrados que os continentes ocupam, dois terços inferiores a essa superfície estão localizados no hemisfério norte, e uma quantidade inferior a 45 milhões no hemisfério sul. Essa desproporção é oriunda do fato de que, no hemisfério boreal (norte), os continentes vão se estendendo bastante à medida da sua aproximação com o Círculo Polar Ártico, enquanto no hemisfério austral (sul), há uma diminuição da distância dos continentes em direção ao sul. Assim, no extremo sul da América é ultrapassada em pouco a latitude de 50º ao sul da linha do equador, que no hemisfério norte é correspondente ao Canadá e ao centro da Europa e da Ásia. Igualmente, a superfície dos continentes no hemisfério norte é bem maior que a dos mares, enquanto no sul os mares são desproporcionais, na fração de 8,5 até 1. Esse fato de que a terra firme se opõe ao oceano é um dos traços importantes da estrutura que forma a superfície do planeta, da qual são ocupados somente três décimos pelos continentes.

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Representações culturais

Mapa T e O e a tabela das nações

O Mapa T e O significou um modelo de representação de uma pequena parte do mundo com um padrão importante: espaço plano e em formato de disco, com uma grande massa compacta, dividida em três partes (Europa, Ásia e África) e separadas por três grandes massas de água: o Rio Nilo, o Mar Mediterrâneo e o Rio Dom. Trata-se de um mapa formado por ensinamentos bíblicos, modelado por Isidoro de Sevilha, em que o nome TO significa Orbis Terrarum, indicando o "T" Cristo crucificado e "O" indicando o oceano, o qual envolve o orbe. No centro da respectiva representação, estaria a Jerusalém terrestre, tendo a Europa sido povoada pelo filho mais velho de Noé, o pálido Jafé, estando Roma representada como uma fortaleza. Na parte superior do mapa, estaria a Ásia, região dos filhos de Sem (filho de Noé), com Jerusalém ao centro, próxima do Mar Negro e o Paraíso no topo, aparecendo a Torre de Babel e a Arca de Noé entre a Ásia e África. Na parte inferior direita, aparece o continente negro, a África, povoada por outro dos filhos de Noé, Cam, o mais moreno deles e, nesse continente, estariam figuras como elefantes, dragões, monstros e, um oásis cristão, a Etiópia.

Anéis olímpicos

No contexto dos Jogos Olímpicos, os anéis olímpicos são aros que simbolizam os jogos e são a marca do Comité Olímpico Internacional (COI). Segundo o COI, a quantidade de cinco aros representam os cinco continentes do mundo e suas cores aquelas que são mais frequentes nas bandeiras nacionais no início do século XX. Assim, negam correspondências entre as cores e cada um dos cinco continentes, que associam o anel azul aos mares e à biodiversidade marinha da Oceania, ao anel amarelo à pele amarela e aos olhos amendoados das pessoas da Ásia, o anel preto aos povos de pele preta da África, o anel verde à prosperidade pelas florestas na Europa, e o anel vermelho à pele vermelha das populações indígenas da América.

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Fontes consultadas

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