Pesquisa · Mapa mental

Alfred Wegener

Alfred Lothar Wegener foi um geólogo, geofísico e meteorologista alemão.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Biografia

Imagem: AV8PIX Christopher Ebdon · BY-NC-SA · Openverse

Wegener nasceu em 1880, em Berlim. Era o mais novo entre os cinco filhos de Richard Wegener, pastor, teólogo e professor de línguas clássicas no Evangelisches Gymnasium zum Grauen Kloster. Em 1886, sua família comprou uma antiga mansão perto de Rheinsberg, que usava como casa de férias. Hoje há um local do Memorial Alfred Wegener e um escritório de informações turísticas em um prédio próximo que já foi a escola local. O interesse de Wegener pela natureza provavelmente começou em suas férias no campo com a família. Wegener frequentou o antigo Köllnische Gymnasium em Wallstrasse, onde se formou como o primeiro da classe. Ele então estudou física, meteorologia e astronomia em Berlim, Heidelberg e Innsbruck de 1899 a 1904. De 1902 a 1903, enquanto estudava, Wegener foi assistente do observatório público Urania em Berlim, onde realizou observações astronômicas com o refrator Bamberg. Ele escreveu sua tese de doutorado na Universidade de Berlim em 1905 em astronomia (sob a supervisão de Julius Bauschinger), mas depois retornou para meteorologia e física. Ele acreditava que não havia muito o que pesquisar em astronomia, e o incomodava o fato de um astrônomo estar fortemente ligado ao seu local de observação.

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Primeira viagem à Groenlândia

Imagem: Lotse · BY-SA · Openverse

No mesmo ano, Wegener participou de sua primeira de quatro expedições à Groenlândia. O próprio Wegener considerou essa decisão um dos pontos de virada mais importantes de sua vida. A missão da expedição, liderada pelo dinamarquês Ludvig Mylius-Erichsen, era explorar o último pedaço desconhecido da costa nordeste da Groenlândia. Wegener construiu a primeira estação meteorológica da Groenlândia em Danmarkshavn, onde usou pipas e balões para medições meteorológicas no Ártico e participou de viagens de trenó que o levaram ao paralelo 81° norte. Wegener também teve o primeiro contato com a morte no gelo: durante uma viagem de reconhecimento à costa nordeste da Groenlândia com um trenó puxado por cães, o líder da expedição morreu junto com dois companheiros.

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Anos de Marburgo

Imagem: Von Alfred Wegener erstellte Karte · CC0 · Openverse

Após seu retorno da Groenlândia em 1908, Wegener tornou-se professor de meteorologia, astronomia prática e física cósmica em Marburgo até a eclosão da Primeira Guerra Mundial. Em 1909, esteve ativamente envolvido na fundação do Associação Kurhessiana para a Aviação, onde realizou medições meteorológicas, por exemplo, por reflexão, como piloto de balão. Entre 1909–10, trabalhou em seu livro Thermodynamics of the Atmosphere, no qual também usou vários resultados da expedição à Groenlândia. Os alunos e funcionários de Wegener em Marburgo apreciaram particularmente seu talento para transmitir questões complicadas e resultados de pesquisas atuais de maneira clara e compreensível, sem sacrificar a precisão. Esses anos estão entre os períodos criativos mais importantes de Wegener. Em 6 de janeiro de 1912, ele apresentou ao público seus primeiros pensamentos sobre a deriva continental. Em 1911, ele ficou noivo de Else Köppen (1892–1992), que se tornou sua esposa dois anos depois.

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Segunda viagem à Groenlândia

Imagem: steffenz · BY · Openverse

Antes do casamento, Wegener participou de uma segunda expedição à Groenlândia. Depois de uma escala na Islândia, onde pôneis foram comprados e testados para o transporte de cargas para levar a expedição novamente a Danmarkshavn. Antes mesmo de começar a escalar o manto de gelo, a expedição quase foi dizimada pelo desprendimento de geleira. O líder da expedição dinamarquesa, Johan Peter Koch, quebrou a perna ao cair em uma fenda e teve que ficar de cama por meses. Fora isso, a primeira tentativa de invernar na camada de gelo foi tranquila. Os membros da expedição realizaram a primeira perfuração no geloem uma geleira em movimento no Ártico e fez muitas observações meteorológicas. No verão de 1913, seguiu-se a travessia da camada de gelo, na qual os quatro membros da expedição percorreram uma distância duas vezes maior do que Fridtjof Nansen fez ao cruzar o sul da Groenlândia em 1888. A apenas alguns quilômetros do assentamento groenlandês ocidental de Kangersuatsiaq, o pequeno grupo ficou sem comida nas intransponíveis avalanches glaciais e até carne de cachorro foi consumida. No último momento, porém, eles foram resgatado por um pastor de Upernavik, que visitava uma igreja remota.

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Primeira Guerra Mundial

Imagem: jaime.silva · BY-NC-ND · Openverse

Como oficial de infantaria da reserva, Wegener foi convocado quando a guerra começou em 1914. Seu serviço militar na frente ocidental na Bélgica e na França foi associado a combates ferozes, mas durou apenas alguns meses, pois ele foi declarado inapto para o serviço após ser ferido duas vezes, sendo então designado para o Serviço Meteorológico do Exército. Esta atividade exigia viagens constantes entre as várias estações meteorológicas na Alemanha, nos Balcãs, na frente ocidental e nos Estados Bálticos. Em 1915, ele elaborou a primeira versão de sua principal obra, A Origem dos Continentes e Oceanos. Como observou seu irmão Kurt, Wegener estava preocupado em "restabelecer a conexão entre geofísica, por um lado, e geografia e geologia, por outro, que havia sido completamente rompida pelo desenvolvimento especializado desses ramos da ciência". No entanto, o interesse geral pelo volume foi baixo, também por causa da turbulência dos conflitos. No final da guerra, Wegener havia publicado quase 20 outros trabalhos meteorológicos e geofísicos nos quais se aventurava repetidamente em novos territórios científicos. Em 1917, examinou cientificamente o meteorito Treysa.

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Pós-guerra

Imagem: Stuart Borrett · BY-NC · Openverse

Após a guerra, Wegener mudou-se para Hamburgo com sua esposa e duas filhas, onde trabalhou como meteorologista para o Observatório Naval alemão. Em 1921 foi nomeado professor associado na recém-fundada Universidade de Hamburgo. De 1919 a 1923, Wegener trabalhou em seu livro Die Klimate der geologische Vorzeit, no qual tentou sistematizar o novo ramo da ciência da paleoclimatologia no âmbito de sua teoria da deriva continental, publicado junto com seu sogro. Em 1920, a segunda, e em 1922, a terceira edição completamente revisada de Origem dos Continentes e Oceanos foi publicada. Durante esse tempo, começou a aumentar a discussão sobre sua teoria do deslocamento, inicialmente apenas em países de língua alemã, depois internacionalmente. As críticas no mundo profissional foram principalmente contundentes. Porém, é notável que já em sua monografia 'O que a radioatividade nos ensina sobre a história da Terra?, publicado pela Springer Verlag em 1926, confirmou totalmente a teoria de Wegener.

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A teoria da deriva continental

No outono de 1915, em Berlim, Wegener pesquisava na biblioteca da universidade, quando se deparou com um artigo que registrava fósseis de animais e plantas idênticos encontrados em lados opostos do Atlântico. Intrigado com esta observação, Wegener iniciou a pesquisa de outros casos semelhantes, de organismos separados por oceanos. A comunidade científica ortodoxa da época tentou explicar esses casos afirmando que pontes terrestres, hoje submersas, em outros tempos ligaram os continentes. Wegener notou também, que as costas da África e da América do Sul se encaixavam. Poderiam então, as semelhanças entre organismos, dever-se não à existência de pontes terrestres, mas ao fato de os continentes em tempos remotos terem estado ligados? Uma teoria como essa, para ser aceita, necessitaria de uma grande quantidade de provas para apoiá-la. Wegener descobriu então, que grandes estruturas geológicas em diferentes continentes pareciam ter algum tipo de ligação. Por exemplo, os Apalaches na América do Norte aparentemente estiveram conectados às terras altas escocesas, e os estratos rochosos existentes na África do Sul eram idênticos àqueles encontrados em Santa Catarina no Brasil (Argumento Morfológico).

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Morte

Imagem: Gerbil · BY-SA · Openverse

Sua última expedição à Groenlândia ocorreu em 1930. Nela, ao regressar de uma expedição de salvamento que levou alimentos a um grupo dos seus colegas acampados num local remoto, morreu de hipotermia em novembro, alguns dias após completar 50 anos de idade.

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Legado

Imagem: CambridgeBayWeather · BY-SA · Openverse

Wegener demonstrou que o clima e os tipos de rocha coincidiam mesmo separados pelos oceanos. Após encontrar vestígios de fetos arbóreos tropicais na ilha, verificou que os continentes se tinham deslocado. Mas ele não sabia por que razão os continentes se moviam e, a princípio, os geólogos, especialmente os norte-americanos, desprezaram as suas ideias. Eles só se convenceram quando se descobriu que rochas magnéticas de idades diferentes apontavam para direções diferentes e não apenas para o polo norte magnético. A melhor explicação para essas variações era o movimento dos continentes.

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