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Ducado da Curlândia e Semigália

O Ducado da Curlândia e Semigália foi um ducado na região do Báltico, então conhecido como Livônia, que existiu de 1561 a 1569 como um estado vassalo nominal do Grão-Ducado da Lituânia e posteriormente fez parte da Coroa do Reino da Polônia de 1569 a 1726 e incorporado à Comunidade Polaco-Lituana em 1726. Em 1791 ele conquistou a sua total independência, mas em 28 de março de 1795, ele foi anexado pelo Império Russo por ocasião da terceira partição da Polônia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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História

Em 1561, durante a Guerra da Livônia, a Confederação da Livônia foi desmembrada e a Irmandade da Livônia, ordem dos cavaleiros germânicos, foi dissolvida. O Pacto de Wilno estabeleceu, que as partes sul da Estônia e a norte da Letônia, fossem cedidas ao Grão-Ducado da Lituânia e formassem o Ducato Ultradunense (Pārdaugavas hercogiste). A parte da Letônia entre a margem oeste do rio Daugava e o Mar Báltico tornou-se o Ducado de Curlândia e Semigália, nominalmente um Estado vassalo do Grão-Ducado da Lituânia. Gotardo Kettler, o último mestre da Ordem da Livônia, tornou-se o primeiro duque de Curlândia. Os outros membros da ordem formaram a nobreza da Curlândia, com suas propriedades constituindo-se em feudos. No total, Kettler recebeu aproximadamente um terço da terra do novo ducado. Mitau (Jelgava) foi designada como a nova capital e uma Dieta reunia-se lá duas vezes por ano. Algumas partes da área da Curlândia não pertenciam ao Ducado. A Ordem da Livônia já tinha doado o distrito de Grobiņa (na costa do mar Báltico) para o duque da Prússia. Outro distrito, o Bispado de Piltene, também chamado de "Bispado da Curlândia" (no rio Venta, na Curlândia Ocidental), pertencia ao rei Magno da Dinamarca. Ele prometeu transferi-lo para o Ducado da Curlândia após sua morte, porém esse plano falhou e apenas mais tarde foi que Guilherme Kettler conseguiu reaver este distrito.

Colonização

• Éstios • Povos fínicos - livônios • Povos bálticos - curônios, semigálios e latigálios • Cruzadas do Norte (1193-1316) • Irmãos Livônios da Espada • Arcebispado de Riga • Bispado da Curlândia • Guerra da Livônia (1558–1582) • Reino da Livônia • Ducado da Livônia • Ducado da Curlândia e Semigália • Guerra polaco–sueca (1626–1629) • Livônia sueca • Voivodia da Livônia • Grande Guerra do Norte (1700-1721) • Províncias bálticas do Império Russo • Tratado de Brest-Litovski (1918) • Ducado da Curlândia e Semigália (1918) - Ducado do Báltico Unido • Guerra de Independência da Letônia • Primeira República da Letónia • Pacto Molotov-Ribbentrop • República Socialista Soviética da Letónia • Revolução Cantada • República da Letónia (1990-)

Outros duques

Quando Jacob morreu em 1682, seu filho, Frederico Casimiro, tornou-se o novo duque. Durante o seu governo a produção continuou a decair. O próprio duque estava mais interessado em realizar festas glamorosas e a gastar muito mais dinheiro do que ganhava; ele precisou vender Tobago para os britânicos. Morreu em 1698. Durante esse tempo, a República das Duas Nações aumentou sua influência na política e na vida econômica do Ducado. Além disso, a Rússia demonstrou interesse pela área. O duque seguinte, Frederico Guilherme Kettler, tinha apenas seis anos quando o sucedeu em 1698 e ele ficou sob a regência de seu tio Fernando - um general polonês. Durante esse período as Guerras do Norte (1700–1721]]) começaram entre a Suécia e a Rússia com seus aliados - a República das Duas Nações, a Saxônia e a Dinamarca. Como resultado da Grande Guerra do Norte, a Rússia controlou a parte central da Letônia em 1710. Na Curlândia, a Rússia também teve uma forte influência, tanto é que o seu embaixador, Pedro Bestuzhev, tornou-se o mais poderoso homem do Ducado. O csar da Rússia, Pedro o Grande, recebeu a promessa de Frederico Guilherme de que ele casaria com uma das filhas do irmão do tsar. Devido a essa promessa, Pedro o Grande resolveu aumentar a influência da Rússia na Curlândia. Desse modo, em 1710, Frederico Guilherme casou com Ana Ivanovna (mais tarde a Imperatriz da Rússia), mas no seu retorno de São Petersburgo, ele adoeceu e morreu. Ana governou como duquesa da Curlândia de 1711 a 1730.

Independência total, 1791–95

O rei Augusto III da Polônia, indo contra os proprietários de terras da Curlândia, declarou seu filho, Carlos Cristiano José, conde da Saxônia, o próximo duque da Curlândia. Isto fez com que o Ducado da Curlândia ficasse simultaneamente tendo dois duques. A situação tornou-se extremamente tensa — uma parte dos donos de terras aceitavam Ernesto João de Biron como sendo seu duque e a outra parte, Carlos da Saxônia. Em 1763, a imperatriz Catarina II da Rússia (que reinou entre 1762 e 1796) resolveu esta situação chamando do exílio Ernesto de Biron. Fazendo isso, ela evitava o possível aumento de influência da República na Curlândia. Contudo, lutas políticas tinham esgotado Ernesto de Biron e ele decidiu passar a sua posição de duque para o seu filho, Pedro de Biron, em 1769. Porém, a agitação política ainda continuou na Curlândia. Alguns donos de terras apoiavam a República, outros a Rússia. Finalmente, a Rússia decidiu o futuro da Curlândia quando, juntamente com seus aliados, realizou a terceira partição da Polônia (1795). Acatando a "recomendação" da Rússia, o Duque Pedro de Biron renunciou a seus direitos em favor da Rússia, em 1795. Com a assinatura do documento com esta intenção, em 28 de março de 1795, o Ducado da Curlândia deixou de existir.

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Fontes consultadas

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