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Dinastia carolíngia

A Dinastia Carolíngia é a designação dada ao período do reinado, durante a Idade Média, em grande parte da Europa, dos reis Francos que sucederam a Dinastia Merovíngia. Oficialmente inicia-se no ano 751, século VIII, com a promulgação, em ofício da Igreja Católica pelo Papa Zacarias, a Pepino, o Breve, como rei dos francos — de 751 a 768. Com a morte de Pepino, o Breve, assume o Trono o filho dele Carlos Magno após a morte prematura de seu irmão Carlomano. Carlos Magno executa várias conquistas e expande o reino para o Leste Europeu, que dominou uma vasta região, chegando até a atual Polônia. A dinastia dos reis carolíngios manteve o poder e soberania, regionalmente, nas atuais: Itália até o ano de 887, Alemanha até 911 e na França até 987.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Dinastia carolíngia: 751 - 987

As datas referentes a esta dinastia devem ser interpretadas com cautela, uma vez que a cronologia da época permanece confusa para os historiadores.

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Origens

O Surgimento do Reino Franco

O historiador Perry Anderson fez uma análise sobre as invasões germânicas. Ele distingue duas ondas de invasões envolvendo várias tribos germânicas em que a primeira onda fragmentou o Império Ocidental, sua unidade econômica, política e militar, os responsáveis seriam os vândalos, alanos, visigodos e ostrogodos, burgúndios e suevos, porém, nesta primeira invasão não houve a criação de Estados “bárbaros” de longa duração. Segundo Anderson, foi a onda seguinte de invasões germânicas que determinou profundamente e de maneira permanente o último mapa do feudalismo ocidental. E é nesta segunda onda que encontramos os francos, que se estabeleceram quando Clóvis, o rei mais importante da dinastia merovíngia, domina os territórios que eram dos seus primos, os ripuários (francos das margens do Reno) e, em 491, quando submete os turíngios.

Os pepínidas

Os pepínidas começaram a partir de uma aliança com o então prefeito do palácio na Austrásia chamado Arnul, que posteriormente virou o bispo de Metz, porém, antes de fazer parte do clero Arnul deixou descendentes e, entre eles estava Ansegisel. Este se casou com Bega, filha de Pepino de Landen ou Pepino, o Velho, que se tornou prefeito do palácio depois de Arnul. Pepino de Landen era um dos mais ricos e influentes entre os grandes proprietários da Austrásia e Arnul possui muitos domínios e clientes em Metz e Verdun, ele é um dos líderes da aristocracia e tem grande reputação. Com o casamento entre Bega e Ansegisel, os pais pretendem formar uma aliança, pois a liderança de Pepino, o Velho, não era incontestável, no entanto, ele conseguiu apoio no personagem clérigo do bispo. Após a morte de Pepino de Landen (640), quem assumiu a prefeitura do palácio foi seu filho Grimoaldo. O filho de Pepino I quase pôs tudo a perder, como Sigeberto III tardava em ter um filho, Grimoaldo fez que ele adotasse o próprio filho, também chamado Grimoaldo, mas rebatizado, convenientemente, com o nome merovíngio de Quildeberto, porém, mais tarde o rei teve um filho. Quando Sigeberto III faleceu, Grimoaldo, o pai, mandou o herdeiro, Dagoberto II, para a Irlanda fazendo seu filho, Quildeberto, o Adotado, reinar por seis anos. Isso só foi possível porque o reino não era herança do primogênito, mas era dividido entre os filhos, o que quer dizer que existia outro rei. Portanto, o prefeito do palácio da Nêustria, Ebroíno, aproveitou a situação para liquidar o seu rival austrasiano e exigir a redistribuição do reino, pois possuíam autênticos reis merovíngios. As consequências para Grimoaldo foi a morte e seu filho foi levado para um monastério em 662.

Carlos Martel

Um rei ‘que nada fazia’ era concebível. Um prefeito do palácio que não fizesse nada era inconcebível, essa era a situação política pela qual passava os francos após a morte de Pepino de Herstal (714), porque seus dois filhos com Plectrude morreram antes dele, Drogon em 708 e Grimoaldo em 714, pouco antes do pai. O único herdeiro era o neto de Plectrude, filho de Grimoaldo, porém ele só tinha seis anos. Entretanto, Pepino II teve um filho bastardo chamado Carlos – que a história o conhecerá por Carlos Martel, pois gostava de usar um martelo em suas batalhas – que Plectrude mandou prender. Assim, a função real se encontrava em condições ruins, visto que cabia a crianças exercê-las, principalmente o cargo de prefeito do palácio já que seu poder necessita da capacidade de se impor e governar no lugar de um rei que não o fazia. Plectrude, por seu neto ser muito jovem, recorda os tempos das rainhas-regentes e deduz que ela assumirá as responsabilidades do reino da Austrásia; os neustrianos escolheram um prefeito do palácio para governar a Nêustria, assim foi eleito o aristocrata Rainfroi. Ele não tardou em atacar a Austrásia, Plectrude reagiu e o combateu em 26 de setembro de 715, em Saint-Jean-de-Cuise. Ela saiu derrotada e os vencedores tomaram a parte do tesouro acumulado por Pepino II que eles acreditavam que lhes cabiam. Neste momento, os frísios e os saxões, que eram inimigos dos austrasianos, deram apoio aos neustrianos.

Pepino, o Breve

Pepino, o Breve e Carlomano entenderam-se bem (algo raro à época) na Gália, entre irmãos que detinham grande soma de poderes. Ambos lutaram contra Hunaldo, duque Aquitânia, sucessor de Eudes. Liquidaram o último vestígio de independência que restava aos alamanos e obrigaram o duque Odilão da Baviera a fazer concessões. Também os saxões sentiram as consequências da unidade de ação dos dois irmãos. No entanto, a aliança entre irmãos durou pouco, pois, após o ataque aos alamanos, Carlomano se recolheu para um mosteiro em Monte Cassino, ele era um homem muito religioso e ficou com remorsos depois do massacre. Desse modo, Pepino, o Breve, se torna o único príncipe dos francos, em 747.

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Carlos Magno

Com a morte de Pepino, o Breve, os seus filhos, Carlos e Carlomano recebem o título em conjunto de Rei. Eles dividiram o reinado durante três anos, até a morte precoce de Carlomano. A partir de então, em 771, Carlos Magno assume a parte do reino que estava sob o domínio de seu irmão. Carlos Magno é o mais famoso dos soberanos da dinastia carolíngia. Ele foi responsável pela ampliação do território sob o domínio dos Francos, em três direções: para o sudoeste, em direção à Espanha, para sudeste, na Itália e para o leste, na Germânia. Carlos Magno teve o apoio da Igreja na sua empreitada por ampliar o território Franco, com o auxílio de missionários, iniciou-se um processo de cristianização à força, em que conversão e massacres caminhavam na mesma direção. Em 25 de dezembro de 800, o Papa Leão III, que por ser perseguido por acusações de comportamentos imorais dependia da proteção de Carlos Magno, entrega o diadema imperial a Carlos Magno, numa cerimonia que seguia os mesmos ritos seguidos em Constantinopla para a Coroação Imperial. Doze anos mais tarde, Bizâncio reconhece oficialmente o restabelecimento do Império Ocidental.

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A Dinastia após Carlos Magno

Após a morte de Carlos Magno quem assumiu o império foi o seu filho Luís I, o Piedoso. Esse apelido foi concebido exatamente pela criação da qual na moral cristã, assim conhecido como o contrário do que havia sido seu pai, Carlos, já que não tinha punho firme. A morte de Luís I (840) levou Lotário ao trono. Segundo a linha de sucessão, Lotário I por ser o mais velho teria direito a reivindicar o trono de Rei, fato que foi visto com descontentamento e até ódio pelos seus irmãos que juntos decidiram e selaram um acordo por escrito, esse chamado Juramento de Estrasburgo. Travando então uma guerra com o irmão mais velho para disputarem o império e assim ganharem poder e território. Saindo-se assim vencedores. Depois de um grande acordo o reino passa a ser divido em três, com o oeste para Carlos, o Calvo, o leste para Luís II e o centro para Lotário. Esse acordo ficou conhecido como Tratado de Verdun, responsável pela fragmentação gradativa da dinastia até que ela se perdesse entre tantos sucessores. Abrindo também um grande espaço para o surgimento da Sociedade Feudal com Hugo Capeto iniciando a dinastia dos capetíngios.

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A Crise do Mundo Carolíngio

Após a morte de Carlos Magno a unidade interna do Império foi se desfazendo. As brigas internas, as partilhas do império, a fragilidade das formações políticas após o período de Carlos Magno, são alguns dos motivos que levaram ao fim da dinastia Carolíngia. As invasões também causam um grande impacto sobre o mundo carolíngio. As invasões dos Escandinavos, Sarracenos e Húngaros, mostram uma realidade de fragilidade na defesa do território conquistado. No decorrer do século X os carolíngios foram sendo substituídos por outras dinastias no governo das muitas partes em que foram dividindo entre os herdeiros do império criado por Carlos Magno.

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Renascimento Carolíngio

O Renascimento carolíngio ou Renascença carolíngia foi resultado de uma série de pequenos renascimentos que permitiu uma redescoberta de textos da antiguidade, uma reforma na educação a partir do saber clássico e uma inspiração na arte romana antiga para a produção artística carolíngia. O Renascimento carolíngio foi responsável por um verdadeiro renascimento administrativo e cultural através dos limites do Ocidente continental. O sistema de cunhagem de moedas foi padronizado, e recuperado seu controle central. Em muito próxima coordenação com a Igreja, a monarquia carolíngia patrocinou uma renovação da literatura, filosofia, arte e educação. O legado deixado pela dita Renascença Carolíngia tem que ser visto com certo cuidado, já que o termo usa emprestado a alusão ao renascimento, porém, com as devidas ressalvas. É certo que Carlos Magno fez uma revolução a dar uma importância para as artes e criar escolas para que a população pudesse ser letrada, a partir do estilo clássico que tinha como base o trivium e o quadrivium. Esse, então, possibilitou que no futuro algumas dessas escolas se tornassem universidades medievais, dessa base construída por Carlos é que pode ter surgido a filosofia cristã, a escolástica. De certa forma o renascimento instigado por Carlos era situada majoritariamente na igreja já que os monges que atuaram de forma efetiva na tradução de livros para o latim e criação de novas artes, então, se era ligado à igreja é importante pautar que não se aproximavam tanto quanto se parece, já que as obras estavam ligadas fielmente a Deus.

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