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Dilúvio

O mito do dilúvio é uma narrativa em que uma grande inundação, geralmente enviada por uma divindade(s), destrói a civilização, muitas vezes em um ato de retribuição. Paralelos são frequentemente feitos entre as águas da inundação e as águas primitivas de certos mitos de criação, sendo que a água é descrita como uma medida de limpeza ou purificação da humanidade, em preparação para o renascimento. A maioria dos mitos de inundação também contém um herói cultural, que "representa o desejo humano pela vida".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/08/2026
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Mitologia

As histórias de inundação da Mesopotâmia dizem respeito aos épicos de Ziusudra, Gilgamexe e Atrahasis. A Lista Real Sumeriana, por exemplo, baseia-se numa inundação para dividir sua história em períodos pré-diluvianos e pós-diluvianos. Os reis pré-diluvianos tinham enorme expectativa de vida, enquanto que a dos pós-diluvianos foi muito reduzida. O mito do dilúvio sumério é encontrado no épico de Ziusudra, que ouviu o conselho divino para destruir a humanidade, no qual ele construiu uma embarcação que navegasse pelas grandes águas. Na versão de Atrahasis, o dilúvio é uma inundação pluvial. No século XIX, o assiriologista George Smith traduziu o relato babilônico do Grande Dilúvio. Outras descobertas produziram várias versões do mito do dilúvio mesopotâmico, encontrado em uma cópia de 700 a.C. do Épico de Gilgamexe. Neste trabalho, o herói, Gilgamexe, encontra o homem imortal Utnapistim, que descreve como o deus Ea o instruiu a construir um enorme navio antes de uma grande inundação divina que iria destruir o mundo. A embarcação iria salvar Utnapistim, sua família, seus amigos e seus animais.

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Hipótese histórica

Um dilúvio de alcance mundial, como o descrito no livro de Gênesis, é incompatível com a compreensão científica moderna da história natural, especialmente a geologia e paleontologia, carecendo de evidências arqueológicas básicas. Entre as hipóteses sobre uma inundação real está o aumento do nível do mar depois do fim da era do gelo. Outra hipótese é que um meteoro ou cometa caiu no oceano Índico em torno de 3000-2 800 a.C., o que gerou um tsunami gigante que inundou terras costeiras. Escavações no Iraque, local da antiga Mesopotâmia, revelaram evidências de inundações localizadas em Xurupaque (atual Tel Fara) e várias outras cidades sumérias. Uma camada de sedimentos fluviais, datada de cerca de 2 900 a.C. através de radiocarbono, interrompe a continuidade do assentamento, que se estende para o norte até a cidade de Quis, que assumiu a hegemonia após o dilúvio. Cerâmicas policromadas do período Jemdet Nasr (3000-2 900 a.C.) foram descobertas imediatamente abaixo do estrato da inundação em Xurupaque. Outros locais, como Ur, Quis, Uruque, Lagaxe e Nínive, também apresentam evidências de inundações. No entanto, estas evidências vêm de diferentes épocas e períodos. Geologicamente, a inundação de Xurupaque coincide com o surgimento do deserto do Saara e parece ter sido um evento localizado causado pelo represamento do rio Karun através da disseminação de dunas, por inundações no Tigre e por chuvas fortes em simultâneo na região de Nínive, o que levou toda a água para o rio Eufrates. Em Israel, por exemplo, não existe evidência de uma inundação generalizada. Dadas as semelhanças na história do dilúvio da Mesopotâmia e do relato bíblico, parece que ambas têm uma origem comum.

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Fontes consultadas

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