Arca de Noé
A Arca de Noé é o navio na narrativa do dilúvio de Gênesis pelo qual Deus poupou Noé, sua família e todos os animais do dilúvio. Segundo o Gênesis, Deus deu a Noé instruções para construir a arca. Sete dias antes do dilúvio, Deus disse para Noé entrar na arca com sua família e os animais. A história passa a descrever a arca navegando durante o dilúvio e o posterior recuo das águas, até seu encalhe no Monte Ararate.
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A estrutura da Arca (e a cronologia do dilúvio) é homóloga ao Templo Judaico e ao culto do Templo. Assim, as instruções de Noé foram dadas por Deus (Gênesis 6:14-16): a arca deveria ter 300 côvados de comprimento, 50 côvados de largura e 30 côvados de altura (aproximadamente 134x22x13 m). Algumas pessoas acreditam que essas dimensões se baseiam numa preocupação numerológica com o número 60, o mesmo número que caracteriza o barco do herói babilônico do dilúvio. Suas três divisões internas refletem o universo tripartite imaginado pelos antigos israelitas: o céu, a terra e o submundo. Cada plataforma tem a mesma altura que o Templo em Jerusalém, que é um modelo microcósmico do universo, e cada uma tem três vezes a área do pátio do tabernáculo, levando à sugestão de que o autor via tanto a Arca como o tabernáculo como servindo para a preservação da vida humana. Tem uma porta na lateral e um tsohar, que pode ser um telhado ou uma claraboia. O recipiente finalizado deve ser untado com koper, que significa piche ou betume ; em hebraico, as duas palavras são intimamente relacionadas, kaparta ("untado")... bakopper . O betume é a opção mais provável, já que "koper" é considerado um empréstimo do acádio " kupru ", que significa betume.
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Precursores mesopotâmicos
Por mais de um século, acadêmicos apontam que a estória da Arca de Noé é baseada em outros modelos mesopotâmicos mais antigos. Justamente por todas essas histórias lidarem com eventos que alegadamente aconteceram no decorrer da história, dá-se a impressão que elas devem ter origens primitivas, mas o mito de um dilúvio global que destrói toda a vida não aparece até o Império Paleobabilônico (séculos 20–16 AEC). As razões para a emergência típica dos mitos dos dilúvios mesopotâmicos são dadas as devidas circunstâncias do fim da Terceira dinastia de Ur cerca de 2004 AEC e a restauração da ordem da Primeira Dinastia de Sin. Nove versões da estória mesopotâmica são conhecidas, cada uma mais ou menos adaptada de uma versão mais antiga. Na versão mais antiga, deixada por um escriba da cidade de Nipur cerca de 1600 AEC, o herói Rei é Ziusudra. A estória, o mito sumério do dilúvio, provavelmente se baseia em uma versão anterior. A versão de Ziusudra conta como ele constrói um barco e salva vidas quando os deuses decidem destruí-las. A história básica é comum em vários mitos de dilúvio, incluindo de Noé. O nome Ziusudra significa "ele de vida longa". Nas versões babilônicas, seu nome é Atrahasis, mas o significado é o mesmo. Na versão de Atrahasis, o dilúvio é de um rio.
Composição
Um consenso entre acadêmicos indica que a Torá (os cinco primeiro livros da Bíblia, começando com Gênesis) foi um produto de um processo longo e complicado não finalizado depois do exílio da Babilônia. Desde o século dezoito, o paradigma da narrativa do dilúvio é analisado como um exemplo de paradigma da combinação de duas histórias em um único texto, com uma das fontes dando preferência a diferentes nomes divinos : "Elohim" e "Javé", para denotar Deus.==Referências==


