Dias da semana
Os nomes dos dias da semana na maioria das línguas neolatinas derivam dos nomes dos planetas clássicos na astrologia helenística. Na antiguidade clássica, as Sete Luminárias sagradas são os sete objetos não fixos visíveis no céu: a Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno. A palavra planeta vem da palavra grega πλανήτης, planētēs "planeta", expressando o fato de que esses objetos se movem através da esfera celestial em relação às estrelas fixas. Esse sistema de nominata de planetas foi introduzido no Império Romano durante a Antiguidade tardia, associado a alguns deuses olímpicos. Em algumas outras línguas, os dias da semana são nomeados conforme as divindades correspondentes da cultura regional.
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A língua portuguesa, juntamente com a língua mirandesa, é uma das duas únicas línguas românicas em que foi substituído o nome dos planetas pelos numerais. Em 563 d.C, São Martinho de Dume, bispo católico romano de Braga, entendeu que na Semana Santa, a época do ano mais sagrada para os católicos, devido à Paixão de Cristo, seria uma blasfêmia chamar os dias pelos seus nomes pagãos. Escreveu ele: Pois os infiéis irritaram Deus e não acreditam de todo o coração na fé de Cristo, mas são incrédulos que colocam os próprios nomes dos demônios em cada dia da semana e assim eles falam do dia de Marte, de Mercúrio, de Júpiter, de Vênus e de Saturno, [demônios] que nunca criaram um dia sequer, mas como eram homens malvados e perversos entre a raça dos gregos [nominaram os dias assim]. Considerando isso, São Martinho [nota 1] propôs que durante a Semana Santa, que à época da Idade Média era inteiramente consagrada ao descanso, ao culto católico e às orações, os dias fossem chamados feria (literalmente: dia livre) e ordenados numericamente, conforme a liturgia católica. Conforme o Missal Romano, assim passaram a ser os dias:
Na nomenclatura pagã, cada dia era dedicado a um astro ou a um deus que variava de acordo com a mitologia local de cada cultura e que foram conservados em outros idiomas. Isto ocorreu durante a expansão do Império Romano. Nesta época, desde o início da era cristã até o período medieval, vigoravam no mundo ocidental as propostas do filósofo grego Aristóteles (384 – 322 a.C.) e do astrônomo egípcio Cláudio Ptolomeu (100 – 170 d.C.), mescladas com a interpretação dada pela Igreja Católica. Acreditava-se que Deus criara o Universo em movimento circular perfeito e eterno. No centro de tudo encontrava-se a Terra com seus quatro elementos: terra, ar, água e fogo. Haveria então oito esferas concêntricas, feitas de substância imutável, contendo o “éter” e sustentando os astros. Este conjunto, com centro na Terra, comporia o céu. Uma dessas esferas conteria o Sol. Outra, a Lua. Cinco delas conteriam os planetas conhecidos na época: Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus e Saturno. A oitava esfera conteria as estrelas. A Terra era distinta dos demais astros. A sua matéria se decompõe e morre, enquanto a composição dos outros astros seria perfeita e imutável.
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O primeiro dia da semana é determinado hoje como uma consequência da união de dois conceitos, o da principal reunião semanal em fé das diferentes crenças e religiões e o conceito de criação do mundo que está presente e é comum a quase todas elas.
Origem do primeiro dia da semana
No início da era cristã, os cristãos primitivos, por serem judeus, guardavam o sábado, porém reuniam-se aos domingos para celebrarem a Eucaristia (ação de graças) através da fração do pão em honra e memória da ressurreição de Cristo. A partir de 189 d.C., a Igreja Cristã estabeleceu uma data diferente daquela praticada pelos judeus para suas comemoração da Páscoa e dos dias santos a ela associados. Posteriormente, confirmando a Tradição Apostólica, o Primeiro Concílio de Niceia, em 325 d.C., oficializou o domingo (Dominica Dies) como dia sagrado para os cristãos. A união da cultura judaica com a cultura cristã resultou na reserva de dois dias diferentes (sábado e domingo) para descanso: estes são respectivamente o último dia (sábado) e o primeiro dia da semana (domingo) de acordo com o calendário ocidental.
Representação científica
A Organização Internacional para Padronização (ISO) estabeleceu pela norma ISO 8601 uma numeração para a representação dos dias da semana. Esta denominação numérica dos dias da semana tem a mesma sequência da representação feita em países da língua portuguesa e que, como era de se esperar, por serem correlatos em representação, atendeu à maioria dos países do mundo.
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Há três grupos principais de denominação dos dias da semana nas diversas línguas: 1 - Com base na mitologia greco-romana ou nos planetas, geralmente como o domingo com origem em “Dia do Senhor”: 2 - Com base na mitologia nórdica, geralmente com o domingo como dia do Sol e 2ª feira da Lua (a Lua também é a 2ª feira para o grupo da mitologia greco-romana): 3 - Com base em sequência numérica ordinal:


