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Découvertes Gallimard

«Découvertes Gallimard» é uma colecção enciclopédica ilustrada em formato de bolso criada por Pierre Marchand [fr] e publicada pela Éditions Gallimard. O primeiro volume À la recherche de l’Égypte oubliée apareceu em 21 de novembro de 1986, escrito por o egiptólogo francês Jean Vercoutter [fr]. A colecção contém mais de 700 livros até a atualidade, sem um plano sistemático, reúne várias centenas de monografias por especialistas reconhecidos em sua disciplina, que estão intimamente associados à apresentação gráfica de seu texto.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Visão geral

O tamanho de papel A6 (125 × 178 mm) é usado para os mini-livros e impresso em papel couché brilhante, são acompanhados por copiosas e boas ilustrações extraídas dos recursos patrimoniais. Cada livro da colecção centra-se sobre um determinado assunto e toda a colecção abrange todas as áreas de conhecimento e experiência humana, inclui arqueologia, arte, biografia, civilização, ciência, cultura, estética, geologia, história, música, religião, et cetera, com as contribuições de 502 autores especialistas, com a história como principal linha da perspectiva. Marco Polo et la Route de la Soie (nº 53; edicção em português: Marco Polo e a Rota da Seda), por exemplo, esta obra narrada em ordem cronológica para apresentar a história da Rota da Seda, do século I a.C. até o século XVI, um século dos descobrimentos. As legendas para ilustrações devem ser informativas, não devem duplicar informações no corpo do texto, nem interrompem o fio narrativo. Pesquisadores e académicos devem aderir aos constrangimentos de uma colecção convencional. Além das habilidades analíticas óbvias, os autores são convidados a escrever texto de qualidade e uma sensibilidade à ilustração. Um «Découvertes» não é um livro de autoria, o autor é apenas um dos muitos falantes. Bruno Blasselle, diretor da Biblioteca do Arsenal, autor dos dois volumes de Histoire du livre (lit. «História do livro», nº 321 e nº 363) e coautor do nº 88 La Bibliothèque nationale de France : Mémoire de l’avenir, explica sua experiência de trabalhar para a colecção: «Escrever um “Découvertes” para um autor, é a armadilha, colocar-se em posicção de ser forçado a ultrapassar a sua própria formulação do seu assunto.»

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Imagem

A imagem é a parte essencial de «Découvertes Gallimard», a colecção inspirou-se muito no layout de revista, o visual ocupa um lugar central nesta obra, como diz o jornal Diário do Grande ABC: «…livros fartamente ilustrados…, quase como um gibi luxuoso». Mas na década de 1980, a paginação electrónica e a digitalização de fotos não existiam, os maquetes sofisticados eram inteiramente feitos à mão e os iconógrafos correram das bibliotecas, galerias aos museus à procura de documentos. Hoje, a tecnologia simplificou grandemente todos esses procedimentos, mas as dificuldades estão em outros lugares. O status da imagem é cada vez mais complexo e a questão dos direitos (morais e patrimoniais) acrescenta ao trabalho, não apenas financeiramente. Os assuntos contemporâneos geralmente geram custos muito mais altos, uma vez que a editora é obrigada a trabalhar com agências fotográficas. Na escolha dos documentos, é dada prioridade à originalidade, o não publicado. Os iconógrafos de «Découvertes» também têm alguns documentos excepcionais, como os originais policromos do explorador inglês Frederick Catherwood, sobre o império maia, encontrados para o 20º volume Les cités perdues des Mayas (lit. «As cidades perdidas dos maias»).

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Obras derivadas

Os livros da «Hors série» são frequentemente acompanhados de exposições e funciona bem. Enquanto as outras tentativas de diversificar a colecção muitas vezes resultaram em retumbantes fracassos comerciais, como os «Albums» e «Texto». Apesar de um conceito interessante: o uso dos stills dos ficheiros Gaumont para «Une autre histoire du XXᵉ siècle», esta série teve sucesso misto.

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Recepcção

A revista cultural francesa Télérama elogiou a colecção: «Os volumes de “Découvertes Gallimard” pegaram o suspense do cinema, têm a eficiência do jornalismo, o temperamento literário é o seu charme, ea arte é a sua beleza.» O erudito literário e historiador alemão Gerhard Prause [de] escreveu um artigo para o jornal semanário Die Zeit, revisando a colecção é uma «aventura que representa surpresa, excitação e diversão. O tédio já está impedido pela curiosidade de ilustrações vívidas que são acompanhadas por explicações detalhadas». O escritor britânico Rick Poynor [en] pensa que a colecção «é um dos grandes projetos da publicação popular contemporânea». O crítico de arte John Russell [en] considerou que esses livros contêm informações únicas, como a autoridade de Cláudio Eliano sobre a musicalidade dos elefantes ou a aparência precisa do cometa Halley como foi representado em 1835. O editor britânico Raleigh Trevelyan [en] menciona «Abrams Discoveries» no The New York Times, que é a edicção americana de «Découvertes Gallimard», diz que «todos os volumes da série “Discoveries” são inteligentemente projetados».

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Edicção portuguesa

Uma pequena parte da coleção foi traduzida em português, publicada pela primeira vez em Portugal pela Civilização Editora (Porto) e Círculo de Leitores (Lisboa) no início da década de 1990, sob o título «Civilização/Círculo de Leitores». Em 2003, a editora Quimera de Lisboa produziu 16 títulos em que se chama colecção «Descobrir», e está organizada em torno de cinco áreas (séries): Artes, Ciências, História, Literatura e Religiões. Os Romanos: nossos antepassados—pertencente à série História—é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura 2017 para apoio a projetos «História Universal» no 3º ciclo. No Brasil, a editora Objetiva lançou os primeiros quatro volumes em 2000, intitulada coleção «Descobertas», que recebeu um prémio de melhor tradução informativo da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, e incluída na lista de altamente recomendável.

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Adaptação documental

Desde 1997, em coproducção com Arte France, Trans Europe Film, em colaboração com Gallimard, realiza a adaptação da colecção «Découvertes», transmitida pela Arte na série documental L’Aventure Humaine («A aventura humana»). Os documentários de 52 minutos são principalmente dirigidos por Jean-Claude Lubtchansky.

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Fontes consultadas

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