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Escala de coma de Glasgow

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta neurológica crucial, desenvolvida para avaliar de forma confiável e objetiva o nível de consciência de um indivíduo. É amplamente utilizada tanto na avaliação inicial quanto no monitoramento contínuo de pacientes após um traumatismo craniano. Além de sua função diagnóstica, a ECG também é valiosa para determinar o prognóstico do paciente e prever possíveis sequelas.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 15/08/2026

Pontos-chave

  • A ECG é uma escala neurológica para avaliar o nível de consciência.
  • Foi publicada em 1974 por Graham Teasdale e Bryan J. Jennett.
  • Utilizada para avaliação inicial, monitoramento e prognóstico após traumatismo craniano.
  • Compreende três testes: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora.
  • A pontuação mínima é 1, e a escala é ordinal para observar tendências.
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A Origem da Escala de Glasgow

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) foi oficialmente apresentada em 1974, na renomada revista Lancet, pelos professores de neurologia Graham Teasdale e Bryan J. Jennett, da University of Glasgow. Seu objetivo inicial era padronizar a avaliação da profundidade e duração da inconsciência e do coma. A gênese da ECG remonta a estudos financiados em 1970 pelo National Institutes of Health dos EUA, que investigaram o estado de coma em pacientes com traumatismo craniano grave e o prognóstico médico do coma. Esses estudos resultaram no 'Índice de Coma', que, após refinamentos estatísticos no sistema de pontuação, evoluiu para a ECG, estabelecendo 1 como a pontuação mínima e uma escala ordinal para monitorar tendências. Inicialmente concebida como um instrumento de pesquisa para mensurar a função cerebral em pacientes comatosos e a extensão de lesões cerebrais, a ECG se tornou fundamental devido à dificuldade em definir a gravidade do dano cerebral.

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Componentes da Escala de Glasgow

Imagem: Ericneuro · BY-SA · Openverse

A Escala de Coma de Glasgow é composta por três testes principais: a resposta de abertura ocular, a melhor resposta verbal e a melhor resposta motora. Para cada teste, é atribuída uma pontuação, e é importante considerar a primeira resposta para a abertura ocular e a melhor resposta para os testes verbal e motor. Tanto os valores individuais de cada componente quanto a soma total desses valores são cruciais para a avaliação do paciente.

Abertura Ocular (AO)

Este componente avalia a capacidade do paciente de abrir os olhos: 4° Nível - Olhos se abrem espontaneamente, sem qualquer estímulo. 3° Nível - Olhos se abrem apenas ao comando verbal (importante diferenciar de despertar de sono; se for sono, marque 4, caso contrário, 3). 2° Nível - Olhos se abrem somente em resposta a um estímulo doloroso. 1° Nível - Olhos não se abrem, mesmo com estímulos.

Melhor Resposta Verbal (MRV)

Este componente avalia a capacidade de comunicação verbal do paciente: 5° Nível - Orientado: O paciente responde de forma coerente e apropriada a perguntas sobre seu nome, idade, localização, data, etc. 4° Nível - Confuso: O paciente responde às perguntas de forma coerente, mas demonstra alguma desorientação e confusão. 3° Nível - Palavras inapropriadas: O paciente emite palavras aleatórias, mas não consegue manter uma conversa. 2° Nível - Sons ininteligíveis: O paciente emite apenas gemidos, grunhidos ou outros sons sem articular palavras. 1° Nível - Ausente: O paciente não emite nenhum som.

Melhor Resposta Motora (MRM)

Este componente avalia a capacidade de movimento do paciente em resposta a estímulos: 6° Nível - Obedece ordens verbais: O paciente realiza ações simples quando solicitado. 3° Nível - Padrão flexor à dor: O paciente apresenta uma postura de decorticação em resposta à dor (flexão dos braços e extensão das pernas). 2° Nível - Padrão extensor à dor: O paciente apresenta uma postura de descerebração em resposta à dor (extensão e rotação interna dos braços e extensão das pernas). 1° Nível - Sem ou nenhuma resposta motora: O paciente não apresenta nenhuma resposta motora, mesmo com estímulos.

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