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Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa OMC foi um médico, diplomata, escritor e poeta brasileiro, identificado com a terceira geração do modernismo no Brasil e reconhecido por muitos como o maior escritor brasileiro do século XX. Seu estilo é marcado por neologismos, coloquialidade e fluxo de consciência e sua ficção ambienta-se no sertão mineiro. Seu romance Grande Sertão: Veredas, sua magnum opus, é reconhecido internacionalmente entre os maiores romances do século XX.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/08/2026
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Biografia

Foi o primeiro dos seis filhos de Francisca Guimarães Rosa ("Chiquitita") e de Florduardo Pinto Rosa ("Flor"), juiz de Paz, vereador e comerciante em Cordisburgo. Começou ainda criança a estudar diversos idiomas, iniciando pelo francês quando ainda não tinha 6 anos. Em entrevista concedida a uma prima, anos mais tarde, afirmou: Ainda pequeno, mudou-se para a casa dos avós, em Belo Horizonte, onde concluiu o curso primário. Iniciou o curso secundário no Colégio Santo Antônio, em São João del-Rei, mas logo retornou a Belo Horizonte, onde se formou. O tio Adonias, fazendeiro muito rico, dono da fazenda Sarandi, patrocinou os estudos de Guimarães Rosa no Colégio Arnaldo. Em 1925 matriculou-se na então Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais, com apenas 16 anos, tendo sido o orador da turma, em 1930. Em 27 de junho de 1930, casou-se com Lígia Cabral Pena, com quem teve duas filhas: Vilma e Agnes. Ainda neste ano se formou e passou a exercer a profissão em Itaguara, cidade do interior mineiro, então distrito de Itaúna, onde permaneceu cerca de dois anos. Foi nessa localidade que passou a ter maior contato com os elementos do sertão, que forneceram também de inspiração à sua obra.

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Contexto literário

Realismo mágico, regionalismo, liberdade de invenções linguísticas e neologismos são algumas das características fundamentais da literatura de Guimarães Rosa, mas não as suficientes para explicar seu sucesso. Guimarães Rosa prova o quão importante é ter a linguagem a serviço da temática e vice-versa, uma potencializando a outra. Nesse sentido, o escritor mineiro inaugura uma metamorfose no regionalismo brasileiro que o traria de novo ao centro da ficção brasileira.[carece de fontes?] Sua obra mais marcante foi Grande Sertão: Veredas, romance qualificado por Rosa como uma "autobiografia irracional", marcada por elementos regionalistas, existencialistas e religiosos. Talvez a explicação esteja na própria travessia simbólica do rio e do sertão de Riobaldo, ou no amor inexplicável por Diadorim, maravilhoso demais e terrível demais, beleza e medo ao mesmo tempo, ser e não-ser, verdade e mentira, estar e não estar. Diadorim-Mediador, a alma que se perde na consumação do pacto com a linguagem e a poesia. Riobaldo (Rosa-IO-bardo), o poeta-guerreiro que, em estado de transe, dá à luz obras-primas da literatura universal. Biografia e ficção fundem-se e confundem-se nas páginas enigmáticas de João Guimarães Rosa, morto prematuramente aos 59 anos de idade, no ápice de sua carreira literária e diplomática. Imortal, foi sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras no Cemitério de São João Batista na cidade do Rio de Janeiro.

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Obras

(.*) Contos escritos na juventude, publicados em livro apenas em 2011. (.***) Texto identificado como um "prefácio". (.****) Poemas incluídos em Ave, Palavra.

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Academia Brasileira de Letras

Foi o terceiro ocupante da Cadeira 2, eleito em 6 de agosto de 1963, na sucessão de João Neves da Fontoura e recebido, em 16 de novembro de 1967, pelo Acadêmico Afonso Arinos de Melo Franco.

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Fontes consultadas

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