Cultura de Hallstatt
A cultura de Hallstatt foi a cultura centro-europeia predominante durante a Idade do Bronze local, e deu origem à Idade do Ferro. Recebeu este nome pelo sítio arqueológico de Hallstatt, uma aldeia lacustre no Salzkammergut austríaco, a sudeste de Salzburgo.
Em 1846, Johann Georg Ramsauer descobriu um grande cemitério pré-histórico o qual escavou durante a segunda metade do século XIX. Por fim, a escavação produziria 1045 inumações. A comunidade de Hallstatt explorava as minas de sal na região, as quais tinham estado em operação intermitente desde o Neolítico (século VIII a.C.) até o século V d.C.. O estilo e a decoração dos bens encontrados nos túmulos do cemitério é bem peculiar, e artefactos no mesmo estilo disseminaram-se por toda a Europa.
A cultura Hallstatt, estendendo-se de aproximadamente 1200 a.C. até cerca de 500 a.C., é dividida pelos arqueólogos em quatro fases: Hallstatt A e B correspondem à Idade do Bronze tardia (c. 1 200–800 a.C.), enquanto Hallstatt C se refere ao início da Idade do Ferro (c. 800–600 a.C.) e é caracterizada pela primeira aparição de espadas de ferro em meios a outras de bronze. Quanto a fase final, Hallstatt D, somente adagas foram encontradas nos túmulos que vão de c. 600–500 a.C.. Existem também diferenças na cerâmica e nos broches. As obras de arte incluem joalheria elaborada, feita de bronze e ouro, e estelas de pedra, como o famoso Guerreiro de Hirschlanden. Uma zona cultural oriental de Hallstatt, que incluía a Croácia, Eslovênia, Hungria ocidental, Áustria, Morávia e Eslováquia pode ser distinguida de uma zona cultural ocidental a qual inclui o norte da Itália, Suíça, França oriental, Alemanha meridional e Boémia.


